Vencedor do concurso cultural sobre o livro “Gerenciando o Risco na Aviação Geral” (Ed. Bianch)

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Pois então, pessoal:

Conforme combinado neste post – “Concurso cultural valendo um livro da Bianch” -, é chegada a hora de revelar o vencedor do referido concurso, que consistia em escrever um texto sobre o seguinte:

Baseado na resenha que eu escrevi sobre “Gerenciando o Risco na Aviação Geral”, você acha que o conteúdo do livro pode lhe ajudar ou atrapalhar na sua empregabilidade como piloto? Por quê?

E, em minha opinião, a melhor argumentação sobre o tema proposto foi a enviada pelo leitor Ivson Filipe Araújo, que escreveu o seguinte:

Raul, na minha opinião poderia ajudar.

Porque para alcançar uma vaga no exigente mercado de trabalho (principalmente nas condições atuais) é necessário dominar
assuntos pertinentes à proficiência aeronáutica e a segurança de voo.
Um “QI” pode até te colocar lá, mas o que vai determinar quanto tempo o piloto permanece na vaga é o seu conhecimento e atitude.
Um piloto bem preparado, experiente e que transmita segurança tem grandes chances de permanecer no emprego.

Em casos de patrões medrosos, que sempre fazem perguntas (as vezes até enigmáticas) nos momentos quando menos esperamos. Uma explicação técnica rica em informações sobre o assunto em questão, além de demonstrar conhecimentos, também gera conforto e a convicção que o mesmo contratou a pessoa certa para a vaga exigida.
Já no caso de patrões destemidos, a priorização da segurança em optar por “no-go” nos dias cinzentos pode até parecer que vá prejudicar a permanência do piloto em questão do atrito gerado, mas depois, com o sangue arrefecido, o patrão vai perceber (mesmo que não reconheça publicamente) que seu piloto é responsável e preza por seu bem físico e abstrato.
Claro que numa situação como esta, existe a forma e o momento certo em posicionar o temido “não” para o empregador.

Em resumo, para não voltar à ala dos desempregados e/ou garantir sua permanência no emprego, é desejável que o piloto tenha ações que condizem com a sua responsabilidade da qual só é possível mediante à experiência e o conhecimento acumulado. E uma boa maneira de acumular conhecimento é através da leitura livros, artigos e (porque não) blogs.

Parabéns ao Ivson! Eu vou entrar em contato por e-mail para orientá-lo sobre como obter o seu prêmio.

E muito obrigado a todos os outros participantes! As demais respostas foram muito interessantes, também! Valeu pela participação!

Um grande abraço,

Raul Marinho

One comment

  1. Devagar com o andor, Senhores!!! Aqui nesta “Republica-Pocilga” ha um pouco de tudo. Existem (algumas) empresas muito boas, onde a Aviacao eh efetivamente conduzida / gerenciada sem dever nada ao chamado “1o. Mundo” (e eu tambem voei lah, entao falo com certo conhecimento de causa). Ha tambem – por outro lado – certas pessoas que adquirem o aviao errado, com as pessoas erradas, e ainda – de lambuja – se emprenham pelos ouvidos com esses mesmos “mercadores de ilusoes”, “reizinhos do powerpoint” etc.; quando o aviador chega a ter contato com a operacao, o Circo dos Horrores estah montado, e aih eh bom estar pronto para ser demitido alih na esquina, quando voce soltar o tal “NAO-bem-redondo”. Para essas pessoas, pouco importa o seu nivel tecnico, se voce estah preocupado com a seguranca operacional etc.; eles pensam que o dinheiro deles eh a capa do Super Homem, e que voce nao passa de um “motorista alado” (quando nao de um carroceiro), e que portanto o seu papel nao eh pensar, mas dizer “Sim, Sr.”, “eh claro, Sr.” (se examinarmos alguns dos acidentes fatais recentes envolvendo aeronaves executivas, tendo no comando um certo perfil “tradicional” de aviador e SEMPRE com o proprietario a bordo, mais ou menos dah para deduzir o que eh que estah acontecendo aqui no Brasil, aos pontapes). Sugestao: verta o livro esse para o idioma ingles e emigre. Aih, sim, voce serah prestigiado…somewhere else…Cheers & Fly Safe!!!

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