“CENIPA alerta para a soltura de balões”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Em relação aos comentários efetuados nos posts O lobby baloeiro, a Ana Maria Braga, e a posição da FAB sobre os balões “ecológicos” Baloeiros em fúria, gostaria de recomendar o artigo “CENIPA alerta para a soltura de balões“, abaixo reproduzido (os destaques são meus), que acho que encerra a discussão:

CENIPA alerta para a soltura de balões

Em 2013 foram notificados ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) 107 avistamentos de balões nas proximidades de aeródromos do Rio e São Paulo, contra 143 registros em 2012. As estatísticas indicam que as ações dos baloeiros tem aumentado o potencial de risco do espaço aéreo mais movimentado do país.

De acordo com o gestor do Programa Baloeiro do CENIPA, Tenente-Coronel Aviador Francisco Azevedo de Morais, a conduta de soltar balões, com fonte de calor ou mesmo os denominados ecológicos, expõe aviões a probabilidade de colisão, podendo causar desde danos leves até um acidente aéreo de grandes proporções. “O balão não tripulado se desloca no espaço aéreo sem controle ou sinalização e geralmente numa área de tráfego denso”, afirma.

Tenente-Coronel Morais explica que qualquer objeto que voe sem controle dentro do espaço aéreo usado por aeronaves oferece risco potencial à navegação aérea. “A colisão de balões com aviões pode produzir não só um impacto pontual, mas, principalmente, ingestão de materiais pelos motores ou bloqueio dos sistemas das aeronaves, além de manobras arriscadas para desviar-se de algum obstáculo baloeiro,” argumenta.

O piloto não consegue visualizar a aproximação do balão no radar, porque os equipamentos da aeronave são programados para detectar nuvens. Além disso, os balões não possuem o transponder, dispositivo que envia sinais com informações codificadas, tais como a identificação e a altitude da aeronave, para o controle aéreo.

Risco baloeiro
Embora seja considerada uma cultura pelos aficionados, o simples fato de soltar balões não controlados no espaço aéreo configura crime previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro: “Expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea”.

Em junho de 2011, um balão provocou um incidente grave em uma aeronave de transporte de passageiros, que foi investigado pelo CENIPA. Logo após a decolagem do aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, a aeronave colidiu com um balão a 12 mil pés e teve a obstrução dos tubos “pitots” (dispositivo que colhe dados de velocidade e pressão atmosférica), além de desconexão do piloto automático teve o sistema de navegação atingido.

Um balão não tripulado pode atingir aproximadamente 17 mil pés, ou seja, o equivalente a seis mil metros de altura. Nesse nível, as aeronaves operam a velocidade de 270 a 450 quilômetros por hora. Por exemplo, se uma aeronave colidir com um balão de 10 quilos, a força do impacto amplia para 2,6 toneladas. Além disso, a turbina da aeronave pode ingerir partes do balão ou acessórios, bem como sofrer desde um apagamento de motor até um incêndio.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) identifica um cenário preocupante e alerta para o perigo que representa a soltura de balões dividindo espaço com aviões e recomenda as suas organizações regionais que emitam parecer desfavorável no caso de serem informadas sobre algum evento baloeiro.

Foto: José Conde

5 comments

  1. Júlio Petruchio
    4 anos ago

    Tem que mandar esse post para a produção do “pograma” da Ana Maria Bréguenight!!

  2. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Pra você que gosta;-) http://www.endersonrafael.com.br/terrorismo-sem-querer/

  3. Beto Arcaro
    4 anos ago

    E os “Argumentos” agora??
    Vão ficar mais “Ridículos”??

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