“Fly the dog”: Você PRECISA ler este artigo!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Fly the dog

Por indicação do amigo Flávio Veiga, conheci o artigo do link acima, de autoria do Pat Boone – piloto com mais de 15mil horas de Boeing, autor de livros sobre aviação, e atualmente executivo de uma empresa de software aeronáutico – que ora compartilho com vocês. E, recomendo: leiam este artigo! Ele é longo, está em inglês, é bastante direcionado para a aviação comercial, mas é um texto imprescindível para qualquer piloto.

Ele fala do que REALMENTE derruba uma aeronave, que não tem nada a ver com o que mais se treina em simulador, como fogo no motor, ou descompressão súbita. O que mata mesmo na aviação é indisciplina e  falta de CRM – simples assim! Às vezes, tão simples quanto uma anotação mal escrita é suficiente… Enfim, é aquilo que todo mundo sabe que precisa ser feito, mas que muitos deixam prá lá.

 

5 comments

  1. J.PAULO
    4 anos ago

    Po muito bom !!

  2. Excelente, o texto. E é até sintético. Haveria muito a desdobrar daí, nas entrelinhas. Trouxe-me à mente certas frases dos bons instrutores, que ficam para sempre:
    1)- “Quando você está em emergência, passa a ser o proprietário do aeroporto. Sinta-se e aja como tal.” (meu instrutor para comando de B737-300 / 400, em 1991, no simulador da United Airlines, em Denver-CO; isso nunca me saiu da cabeça e – 6.5 anos depois – foi o que me orientou a linha de ação numa emergência grossa, com tripulação de 11 e mais 234 passageiros);
    2)- “O avião é feito para voar. Na dúvida, voe” (frase simples proferida pelo nosso instrutor de “CRM / Decision Making course” em Lisboa, na Hi Fly Transportes Aéreos, em 2008, mas que diz muito; ou seja, na decolagem, depois duma certa velocidade, quase sempre é melhor optar pelo “GO” do que pelo “STOP”, assim como numa aproximação, na dúvida, opta-se pelo “GO-AROUND”, ao invés do “LAND NO MATTER WHAT”, num commitment o mais estrito possível a respeitar os “procedural gates”).

    Aquela de cortar as bombas hidráulicas, ao invés de desligar o Thermal A/I eu vi, mais de uma vez. Outra braba, no B737, era o cara sair na pressa, após acionar os motores, e esquecer de colocar os geradores na barra. Aí, num certo operador que decolava com APU ligado e só cortava no cheque de 10,000′, “PRAAA!!!” Aquele breu e o gosto a cabo de guarda-chuva na boca (fora o mico, claro)…já no B737 NG eles adicionaram um feature novo, em função do qual os IDG’s entram automaticamente, se o apressado/aloprado aprontar uma dessas, rsrs…

    * As compulsões, tanto quanto as complacências, podem ser extremamente letais. Evitemo-las…

    • Enderson Rafael
      4 anos ago

      Mto bom!

  3. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Este é um dos melhores textos que li nos últimos tempos. O Veiga é incrível. Lembra muito a famosa palestra do “Children of Magenta”. Texto maravilhoso, norteador de muita coisa na nossa carreira. Muito obrigado por postar, Raul!

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