RF PT-KYD e PP-XIG: dentre os inúmeros erros, está lá, de novo, o piloto “fazendo hora”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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RF PT-KYD e PP-XIG

O RF do link acima relata um acidente ocorrido entre duas aeronaves, que colidiram no ar enquanto se dirigiam para um encontro de aviadores. Veja este trecho da análise do RF para entender o contexto em que o acidente se deu:

(…)

análise

Beleza, né?… Todo mundo se divertindo, se “amostrando” (como se diz lá na minha terra), até que um acidente acontece. Aí, alguém se lembra de ver o que diz a Lei:

lei

Mas há outro aspecto a se considerar, além disso. Novamente, assim como apontado no post sobre o RF do PT-CTL, nos deparamos aqui com um PC recém-formado “fazendo hora”. Vejam esse trecho em destaque do item 1.13.3.1 do RF:

adicionais

Então, o que temos é um cenário de absoluto desrespeito às leis (fiscalização inexistente); com cada um fazendo o que quer, e como quer; com cultura de segurança abaixo de zero; e no meio disso tudo, um PC recém-formado fazendo hora para ir para a aviação agrícola. Ou, em outras palavras: isto é Brasil!

13 comments

  1. Antonio Silva
    3 anos ago

    Não entendi seu raciocínio. O que o fato de “fazer hora” teve a ver com esse acidente? Acho que está faltando um pouquinho de interpretação do texto, da sua parte. Você tirou uma única frase do relatório (que nem sequer foi fator contribuinte) pra sair criticando. O cara já era PC checado (devidamente habilitado para o vôo). E não tem nada de errado a pessoa fazer horas de vôo pra acumular experiência. Aliás, os únicos errados são as pessoas que fazem horas “canetadas” (isso sim é crime).

    Esse acidente, em particular, ocorreu devido à quebra de doutrina de segurança de vôo, o que nada teve a ver com o fato do cara estar fazendo ou deixando de fazer hora. Aliás, as horas voadas numa aeronave registrada em categoria “EXPERIMENTAL” nem sequer contam pra carteira.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Se vc não entendeu meu raciocínio, só posso lamentar.
      Talvez seja melhor vc procurar outras fontes de informação mais adequadas para o seu caso.

  2. rubens
    4 anos ago

    Pelo pouco contato com instrutores do ASP ,( passei uma tarde lá sentado na sombra com minha cachorra ), gostei do que vi e ouvi, mas comparar não tenho como, fiz ground na EJ e o instrutor foi otimo, acredito que tambem na pratica seria um excelente instrutor. mas eu gostaria de um instrutor “das antigas” , bem caxias mesmo pra ver como é.

  3. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Fui voar em formação pela primeira vez esse ano, e eu e meu ala atravessamos 500NM juntos, sob vigilância radar, e nunca estivemos mais perto que uns 30m um do outro. E a 120 nós, tudo acontece muito rápido. Foi uma experiência incrível, mas que deve ser feita com muito critério, comunicação ininterrupta, e segurança acima de tudo. Até pra ser rogue pilot precisa de responsabilidade…

  4. Andre Hashigute
    4 anos ago

    Ao que me parece o PC recém formado entrou totalmente “de gaiato” nessa história, em nada contribuiu para o acidente. Um cara recém formado PC, ante um piloto com 40 anos de experiência, proprietário da aeronave e conhecido como “arrojado”, não teria autonomia para nenhuma decisão/intervenção naquele cockpit. Não é raro que pilotos mais velhos e PC’s recém formados “juntem a fome com a vontade de comer”, onde um cede o código Anac e ganha horas, e o outro segue voando sem ter que se desgastar com as “chatices” da legislação…

  5. fredfvm
    4 anos ago

    E com esta simples e singela observação, todos sabemos que há por demais pilotos novatos que saem de um aeroclube com PC recém checado e já se consideram prontos para assumir a posição de um “Comandante”, a final a família, as namoradas e os amigos esperam isso dele. Nisso o exibicionismo preponderante (de usar um uniforme de piloto com 3 faixas), a falta de humildade e a irresponsabilidade vai às alturas, provando um despreparo e a falta de responsabilidade perde vez para o orgulho. E ainda justificam que precisavam de passar por isso, já que o gasto com os cursos fora muito alto e que precisava “ter coragem” para adquirir o quanto antes a soma dos valores gastos nos cursos.
    Minha opinião principal é que, as escolas de aviação deviam ser proibidas de exigir dos alunos o uso de “uniforme de piloto” nas instruções teórica e prática, pois pelo simples fato do aluno usar esta vestimenta, já é um fator muito positivo para causar no jovem futuro piloto o instinto de superioridade e agravar ainda mais o senso de responsabilidade (que está em queda atualmente).
    O principal problema que se encontra na aviação sempre foi o ORGULHO e a FALTA DE HUMILDADE – fator número 1 para colaborar em um acidente aéreo.
    “Doela a quem doela…”.

    • Enderson Rafael
      4 anos ago

      Em todas as escolas pelas quais passei não se usava uniforme (na minha escola dos EUA, só no dia do cheque, mesmo assim era mais costume que obrigatoriedade). Acho uma observação pra lá de pertinente a sua, Fred. Aliando isso a uma cultura mais madura de segurança, com certeza temos céus mais tranquilos. Uma coisa que me chama a atenção é que jovens são em geral mais “atrevidos”, no sentido bom da palavra, pela própria noção de “imortalidade” comum a quem mal saiu da adolescência. O fato de termos alunos e instrutores muito jovens, ao meu ver, traz uma componente inusitada e quase inevitável às estatísticas. É realmente uma questão complexa.

      • rubens
        4 anos ago

        Interessante esta questao do instrutor jovem, merece ser discutida, eu gostaria de voar no ASP justamente por causa dos instrutores velhos (um diferencial que ao meu ver vale muito), mas pela dificuldade ,mais de transito do que distancia não é possivel

        • fredfvm
          4 anos ago

          Na época do DAC, fazer curso de INVA não era muito fácil. O piloto teria que ter muita experiência de voo e a idade mínima não era nada menor que os 25 anos, afora outros cursos e habilidades necessários. Hoje em dia, qualquer um pode ser, sem mesmo a necessidade de experiência de voo, bastando a experiência de voos em aeroclubes, o que limita muito a formação.

        • Raul Marinho
          4 anos ago

          Vale médio, viu Rubens… Porque tem muito instrutor velho que só dá instrução porque não consegue coisa melhor tbém. Há bons instrutores velhos no ACSP, sim, mas são exceção. E, se vc quer saber, os melhores instrutores que eu tive eram da EJ, apesar da má fama que aquela escola tem (são instrutores que hoje estão na linha aérea, não sei se atualmente há profissionais do nível que peguei popr lá, mas enfim…).

    • Antonio Silva
      3 anos ago

      Escolas que usam uniforme, estão causando acidentes? kkkkkkk! Cara, essa foi a maior GROSELHA que eu já escutei!!!

      Uniforme remete à DISCIPLINA, PADRONIZAÇÃO, REGRA. Na minha formação, voei em três escolas diferentes. E a escola que exigia o uso de uniforme, era justamente a mais organizada, correta, e mantinha uma doutrina de segurança mais rígida. E nunca me achei mais ou menos Piloto, por usar um uniforme (até porque as berimbelas indicavam quem era aluno, instrutor, etc). Se fosse assim, os Pilotos da Academia da Força Aérea seriam grandes causadores de acidentes (é justamente o contrário disso).

      Quando eu vejo um lugar onde o aluno voa de bermuda, dá até um aspecto ruim, de escola “lixão”. Fala sério… imagina botar o cara voando de bermuda e uma camiseta do pateta, só pra dizer que ele vai ser um piloto humilde kkkkkkkkkkkkkkkk

      • Raul Marinho
        3 anos ago

        Groselha é esta sua interpretação de texto, meu caro…
        Releia o que escrevi.

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