Por que pilotos de planador se tornam mais inteligentes?

By: Author Raul MarinhoPosted on
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6 comments

  1. Agnaldo
    4 anos ago

    Buenas e m’ espalho!

    Gosto deste texto mas acho um pouco estranho esse “mais inteligente”. Meu começo foi no planador. Depois de uns 15 reboques comecei meu PP prático em avião com ventilador na frente rsss. A grande diferenças na pilotagem de um para o outro é:

    – maior sensibilidade no voo, velocidade vc escuta, sensor de térmicas está na… bunda (depois que você aprende a pegar as térmicas, estará liberado para usar as traquitanas eletrônicas que deixam esse serviço mais fácil), spoilers é o manete de potência ao contrário.

    – já decola em pane (como gostam de falar os aviadores motorizados)

    – na decolagem manter o avião rebocador enquadrado usando a visão periférica, pois a visão principal escolhe um lugar para “pouso fora” (nunca escutei “pouso de emergência” no voo a vela). Em caso de pane de cabo a baixa altura, já terá fácil na cabeça um lugar para “pouso”.

    – falar sobre técnicas para agarrar as térmicas da um livro.

    – aprox. e pouso: rampa ligeiramente mais alta que dos aviões comuns, curta final, nariz em baixo e spoilers.
    Em dia muito quente, os melhores para gerar térmicas, cuidados no circuito para pouso, pois apesar do grande alongamento, planador afunda com vontade nas curvas perna do vento/base/final. Se chegar baixo… bom, não tem como arremeter. E sempre terá uma cerca, sempre!

  2. Plinio
    4 anos ago

    Olá Fábio, o texto foi traduzido do francês e o termo usado era ‘inteligência’ mesmo. Há também uma versão em inglês e confirma isso: http://www.mentalpilote.com/why-are-gliders-pilots-more-intelligent/

  3. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Sem dúvida que qto mais amarrado ao SOP e com mais recursos na cabine, mais fácil se torna voar. E isso, em certos aspectos, atrofia os “skills” de um piloto. Mas isso não faz do piloto de linha aérea um piloto “menor”. É apenas diferente, outro perfil. Voar IFR num velho Cessna 172 é mais difícil que num Seneca, que é mais difícil que num Boeing, e por aí vamos. Nessa lógica, o planador – que ainda mais que os monomotores, já decola em pane – é muito mais dificil ainda (impossivel em IFR, inclusive), pois exige uma antecipação diferente. Assim como o balão, o piloto de caça, o acrobático, o agrícula… Temos o privilégio de termos uma infinidade de perfis de operação, de aeronaves, e portanto, de pilotos. Não caiamos na armadilha de achar-nos melhores que outros, num chauvinismo tosco e contraproducente (sim, quero experimentar voar de planador!). No final, é como disse o guia do Scotch Whisky Experience, em Edimburgo, quando lhe perguntei qual era o melhor whisky escocês. A resposta foi singela e largamente aplicável ao nosso tema: “O melhor whisky é aquele que você mais gosta”.

  4. Couto
    4 anos ago

    Maravilhoso, tive essa formação e admiro esse esporte. Anos após a minha formação fui voar o sidestick do Airbus e acreditem! Passei a utilizá-lo como na sutileza dos comandos do planador, os resultados foram um voo sutil e estável . Agradeço imensamente aos meus finais de semana ao sol e correndo nas asas para os colegas. Uma pena esse esporte não ser mais aderido pelos jovens aviadores

  5. Posso estar equivocado, mas quer me parecer que o termo “skills” tenha sido traduzido como “inteligência”, o que seria no mínimo inapropriado…

  6. Jônatas Gabriel Rossi Martins
    4 anos ago

    http://en.wikipedia.org/wiki/Gimli_Glider
    Acho que esse quase acidente ajuda a provar a tese em pauta.

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