Sobre as perspectivas da aviação no Oriente Médio

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Complementando o post  “CP-Casts” sobre formação e carreira fora do Brasil – e mais alguns pitacos publicado ontem, leiam essa matéria do Aviation Today, que o amigo Alex Mena Barreto me enviou: Boeing Sees Demand for 40,000 Airline Pilots in Middle East. Com o mercado americano se recuperando e a Ásia mantendo a demanda em alta, sinceramente eu não sei onde os árabes vão encontrar tanto piloto… Mas é aí que entra a tese do economista Cláudio Moura e Castro sobre escassez de mão-de-obra: “é quando aumenta a demanda e, como resultado de mais gente querendo contratar, os salários sobem”. Será que, no futuro, vamos nos lembrar de 2013 como a época em que comandantes de aeronaves ganhavam “só” US$230mil/ano?

5 comments

  1. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Hoje GIG e CNF foram leiloados, e na medida em que vemos obras todo dia em GRU, VCP e BSB, vamos imaginando o impacto que esses novos aeroportos trarão à empregabilidade no país. Na atual tendência, é questionável. Ao mesmo tempo que é bom imaginar muitos narrow bodies pilotados por brasileiros, é frustrante perceber como os wide bodies pilotados por estrangeiros vão ganhando espaço. Meia hora observando GRU deixa isso claro. Também ainda é cedo pra saber se o país vai crescer para corresponder a esses investimentos – uma análise superficial não indica nada muito incrível.

    O fato de Oriente Médio e Ásia estarem contratando tanto, e demandarem tantos pilotos, é bom pra todos nós, o difícil é quantificar isso. Talvez os atuais pilotos de Airbus/Boeing/Embraer deixem o país e façam a roda “aeroclube-taxi aéreo-exec-linha aérea” girar de novo, e no médio prazo, os salários voltem a melhorar e as condições de trabalho também. Mas olhando friamente, é improvável que uma quantidade tão grande assim migre. Dúzias estão indo pra lá, mas dúzias não mudam o destino de milhares. Em especial em um setor onde tantos estão desempregados. Logo, talvez não faça sentido contar com isso. O mundo todo está de olho nesses empregos, e não é surpresa se ficarmos pra trás na disputa com a formação de outros países.

    Enfim, a notícia é ótima pros poucos que estão bem colocados na linha aérea brasileira – ou desempregados mas bem qualificados – e ambicionam voos mais altos. Mas pra massa de pilotos do Brasil, em especial aos recém-formados, ainda vejo pouco resultado prático. Será que estou sendo muito pessimista? E se estiver errado, em quanto tempo serei desmentido?

  2. fredfvm
    4 anos ago

    Só acho muito estranho as cias brasileiras, que se dizem de 1º mundo, aceitam o velho e conhecido “jeitinho brasileiro”, onde na terra do “quem grita mais alto, manda”, elas aceitam a contratação de novos profissionais através do famoso QI, sem ao menos se importarem pelas reais experiências desses “apadrinhados”. Será que o pensamento dessas empresas ainda é o da contratação de mão de obra mais barata, e “tô nem aí com a segurança dos passageiros” ????

    • Carlos Eduardo
      4 anos ago

      Muito bom você ter frisado isso.

  3. Carlos Eduardo
    4 anos ago

    Sempre estive e estarei otimista. É como falo para todos os meus colegas “disponíveis no mercado” que nem eu: A aviação tem lugar para todos, independente de crise, uma hora a gente consegue. E vamo que vamo!

  4. “Inshallah”, como dizem eles. Mas sou cético quanto a grandes aumentos. Ainda há muita dança das cadeiras acontecendo e por acontecer. Além disso, o “gap” entre o que os RH’s sonham e o que o Mercado tem a oferecer é maior do que o Grand Canyon nos EUA. Boa Sorte para todos nós.

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