“Definições de Marcações e Sinalizações em Taxiways e Pistas”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Num momento em que as ‘runway incursions’ são uma epidemia mundial, é sempre bom dar uma revisada nas regras sobre marcação e sinalização de pistas e taxiways, que o blog Segurança da Aviação Publiucou recentemente: “Definições de Marcações e Sinalizações em Taxiways e Pistas“. Tem coisa lá que eu nunca havia visto, como o tal “Sinal de Área Crítica do ILS”…

8 comments

  1. A marca de “Sinal de Área Crítica do ILS” delimita as ” ILS sensitive areas” é especialmente importante quando o campo está operando sob condições CAT IIIa, b ou mesmo CAT II (DH 100′ / RVR 350 mts), para evitar as “hazardous reflections”. Como os transmissores de Localizador e Glide Slope são instalados na área posterior à cabeceira oposta da que está sendo utilizada para as aproximações, as movimentações nas proximidades precisam ser restringidas ao máximo (até de viaturas, mas principalmente de grandes aeronaves; imagina um B747 ou um AN124 cruzando uma pista, ou mesmo girando para livrar após o pouso, principalmente quando está molhado e/ou com neve, gêlo, slush etc; aquilo é um “edifício manobrando”, então é também por isso que nas LVOPS – Low Visibility Operations – a separação entre os tráfegos em aproximação precisa ser aumentada) uma vez que qualquer variação significativa dos sinais de LOC e G/S são razão para descontinuar de imediato a aproximação, se até aquele momento as luzes de aproximação e/ou um mínimo do “runway environment” ainda não estiver à vista, o que é “sonho duma noite de inverno” no CAT IIIb (no mais das vezes, só se vê a pista depois que o trem principal já tocou, durante o auto-landing).

  2. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Post essencial!

  3. Lucas Martins
    4 anos ago

    Rapaz, ficou ótimo esse material!!! Muito bom!

  4. fredfvm
    4 anos ago

    Estas marcações está muito bem explicada nesse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=EZut1etoI38

    Tradução de Lucas Martins….

  5. Simone s vaz
    4 anos ago

    Raul adorei este seu artigo, em Macaé é um festival de marcações de solo que nem existem na legislação, tudo inventado pelo INFRAZERO, nunca vi um aeroporto tão deficiente e cheio de riscos para aviação e hoje lá temos a operação de TRIP/AZUL e já vi colega pousar e não livrar a pista pq não conseguia falar com o solo pq simplesmente não sabe que a linha tracejada é para ser ultrapassada e livrar a pista e o avião chegando com tudo, quase deu M.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Agradeço o elogio, Simone – por procuração do autor do blog Segurança da Aviação Civil.

  6. André Pavin
    4 anos ago

    E se não me engano você deve parar neste ponto crítico do ILS obrigatoriamente quando o campo estiver operando IFR ou como diz no blog, quando instruído pelo ATC.

  7. André Pavin
    4 anos ago

    Onde eu voava já vi muitos levando esporro na fonia por cruzar a área crítica, haha. No Brasil acho que não é muito visto por não termos muitos ILS onde os alunos voam.

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