“Queima o filme” pagar pelas horas de voo de experiência?

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O leitor rafa545 me pergunta, nos comentários a este post, se haveria problemas se ele pagasse por todas as horas de voo de que precisa para poder checar sua habilitação de PAGR, inclusive as realizadas após o cheque de PC. Sinceramente, eu acho que não pega bem você aparecer com um currículo de PAGR zerado em termos de experiência de trabalho como piloto, mas nunca soube de alguém nessa situação. Então, repasso a questão para os mais experientes: “queima o filme” pagar pelas horas de voo de experiência? (E vamos extrapolar aqui: pegaria mal um piloto aparecer num processo seletivo que requeira 500h de voo sem nenhuma experiência profissional?).

14 comments

  1. Augusto
    3 anos ago

    ME SURGIU 1 DUVIDA

    NA REGRA DA ANAC DIZ O SEGUINTE PARA QUEM QUER TICAR O CAVAG, O CANDIDATO TEM QUE TER:
    400 horas de vôo totais, sendo 200 horas em aeronave convencional e mínimo de 100 horas vôo em comando

    COMO ELE GANHARÁ AS 100 HORAS DE VÔO EM COMANDO PAGANDO PELAS HORAS ?

    POIS AS HORAS DE VÔO FEITAS EM AEROCLUBES NÃO PODEM SER CLASSIFICADAS COMO EM COMANDO POIS SÃO SUPERVISIONADAS POR 1 INSTRUTOR.

    SE PUDER ME ESCLARECER OBRIGADO

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Acho que vc não entendeu o que seja hora em comando. Primeiro, vc tem que entender o que significa ser comandante, que é o “responsável pela operação e segurança da aeronave” (art. 166 do CBA). Logo, hora em comando são as horas em que vc atua como comandante, ou seja, como responsável pela operação e segurança da aeronave. Ok até aqui? E porque vc não poderia registrar horas em comando se estivesse pagando para voar? Um piloto habilitado pode ser o comandante da aeronave independente da licença (PP, PC, PLA), da classificação da aeronave (TPP, TPX, PRI…), de qualquer coisa. Além disso: para vc checar o PC, é preciso ter 70h/100h em comando (dependendo se for em curso homologado ou não). Então, resumindo, o que vc disse não tem nada a ver com a realidade.

  2. Denis
    4 anos ago

    Se vocês lerem o link do post que o Raul se refere, o rapaz não diz em canetar as horas (BIC), ele diz que gostaria de se formar PC(que seja ifr-mlte) com 150hrs e pagar do bolso mais 250horas (voando as horas como experiência) para enfim poder fazer o curso de agrícola pelo que eu pude entender.

    Procurem entender do que se trata, antes de atirarem pedras

  3. Rodrigo
    4 anos ago

    Tenho aproximadamente 800 horas voadas em vários equipamentos e já passei por vários tipos de voos, fazendas, garimpos etc. Horas muito bem aproveitadas e ainda sou um bebê na aviação. Acho que vai da consciência e maturidade de cada um avaliar os riscos de adiantar o processo, a aviação agricola não é para iniciantes devido a malícia que o piloto tem que ter, que cada um só vai adquirir com o tempo. Ainda não me acho preparado para um agrícola, imagine as civ s enfeitada de bic?! Não é por falta de emprego que devemos arriscar as nossas vidas, acho que piloto agricola deveria dar uma passada na geral primeiro e depois encarar um desafio desses. Com a crise na aviação sei que tem muita gente com pouca experiência ou quase nada migrando para a aviação agrícola, muita gente mesmo, e isso pode ter um reflexo futuro no aumento de acidentes no campo.

  4. Cmte Bob
    4 anos ago

    Falou , falou não disse nada. Aviação Agrícola não permite horas BIC, pois a morte está sempre ao teu lado, infelizmente por este motivo é que tem havido tantos acidentes fatais na Aviação Agrícola. Horas BIC pode servir para outra aviação, mas na Agrícola negativo. Piloto Agrícola não voa………….. Piloto Agrícola Pulveriza.
    Experiência não se compra, se adquire. Pense bem……..!

    • fredfvm
      4 anos ago

      É um fato tão comum hoje em dia as horas BIC, que eu nem vejo mais isso como algo incomum, sem perceber que os acidentes só aumentam e aumentam. Voar um BIC Baron ou um PIPER mate já virou moda na nova aviação.

  5. José
    4 anos ago

    Também deixo aqui algumas fazes da aviação ,tem o tempo que você paga para voar, tem o tempo que você voa de graça, tem o tempo que você não voa e também não ganha , o tempo que você ganha para voar e o tempo que você paga para não voar… Sporting aí vai…

  6. Régis Freitag
    4 anos ago

    Estamos chegando na fase do desespero…..resultado da famigerada falta de pilotos!!!

  7. Celso
    4 anos ago

    Vou deixar minha opiniao,ja que voei muitos anos na agricola…
    Acredito que nao ira “queimar” o rapaz nao…o fato dele pagar todas as horas ira ate ser bom,pois comprovara que ele realmente voou todas as horas necessarias para realizar o curso de PAGR!
    Na pratica,o que esta acontecendo nos cursos de PAGR,eh que muitos(varios mesmo) candidatos estao “canetando” horas de monte na CIV,e chega o cumulo de nao conseguir decolar um PA18!!!(pousar entao…)…
    Claro que ele tera que voar TODAS as horas em aeronave convencional(PA18,Paulistinha,AeroBoero),aproveitar para fazer muitos pousos e decolagens,pois o que conta na agricola eh o “pe e mao” do cidadao,e nao se ele sabe fazer plano de voo ou fazer fonia…
    Depois de fazer o curso,ele estara em igualdade de condiçoes com os caras que canetaram horas,infelizmente,mas eh assim que funciona,e estar na hora certa e no lugar certo ajuda tambem!!!

  8. Wagner Alves
    4 anos ago

    Sinceramente, olhando pelo lado das asas rotativas, não acho que queima o filme. O mercado exige uma experiência mínima. Se eu tenho condições de pagar pela experiência, por que não? O que não dá é esperar o tempo passar e não ter oportunidades no mercado para ganhar a experiência mínima necessária. Abs.

  9. fredfvm
    4 anos ago

    Não há dinheiro no mundo que pague a experiencia de voo vinda de dois ou três bons comandante que nos ajudam a obtê-la. Experiência de voo se obtém com o passar do tempo e com o refinamento do caráter pessoal.

  10. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Se queima, queima aqui. Nos EUA é MUITO comum o povo fazer timebuilding até 500h (termina-se o PC com 250h no part 61). Não é raro nem que se faça mais, pois os mínimos costumam ser altos pra tudo (se vc quer ser MEI – INVA de mlte – tem que ter 50h no avião em que vai dar instrução, não é raro o cara fazer timebuilding de Seneca ou Duchess pra concorrer à vaga). Com a atual exigência de 1500h pra copila de regional, então, o timebuilding continua sendo uma das opções mais viáveis pra quem não quer parar no check do PC. Claro, lá não há a limitação que o Fábio falou daqui do Brasil. Além de ser infinitamente mais barato (um Seneca em timeshare sai o preço de um Paulistinha aqui), em muitas escolas você vai com o avião pra onde quiser. E fica a dica: dá pra fazer com B2 – basta convalidar o PP pra FAA. Bom, pagar pega com certeza menos mal que canetar, né?
    Mas, com a palavra, os recrutadores.

  11. Não julgo ninguém, pq também já fui novo, inexperiente e não sou de família de aviadores. Lá no início, tive que contar com um pouco de “paitrocínio” para fazer o PP e também algumas horinhas necessárias para concluir as 200 do PC (não fiz nenhuma das licenças em curso homologado, a não ser o PP, que era mandatório) e checar duma vez. Se “queima o filme”? Me ponho no lugar do recrutador. Não veria demérito no fato, mas provavelmente daria prioridade a quem fez as horas “encostado” em algum profissional (o que foi o meu caso), pois acho que a “hora de janela” tem mais valor que a hora paga, voada em aeroclube/escola (depois dum tempo, acrescenta pouco ou nada, até pq muita escola por aí limita o alcance das navegações; fica-se voando “em triângulos” sobre os mesmos pontos, só para acumular tempo), uma vez que na executiva a pistão adquire-se a experiência num meio corporativo, ainda que não se possa ser remunerado por aquilo; ou pelo menos não oficialmente, como aviador. Dei a sorte, na época, de conhecer alguns aviadores locais, pilotos de EMB-810C (Seneca II), que me ajudaram espontaneamente, na amizade, aos quais devo muito e que considero profissionais e pessoas da melhor qualidade. Pouco depois, chequei o multi e comecei a fazer uns free lances num PA23 Apache (meus primeiros vôos “internacionais”, do RS para PDP e MVD; fiquei “me achando”!), sempre contando com a supervisão, conselhos e ajuda desses “antigões” lá do interior do RS. Ou seja, consegui ir do privado ao IFR/Multi e + Cop de Mitsubishi MU2 em pouco mais de dois anos, gastando um montante relativamente baixo e – no ano seguinte (1983) – fiz o CAVAG em Sorocaba, com 21 anos de idade e o mínimo de horas (400) exigidas à época pelo CENEA. Já não era fácil, a “aviaçãozinha” a pistão vinha em processo de desmantelamento, agravado pelas sucessivas crises do petróleo e inflação galopante, naqueles anos. O nicho que permitiu a muita gente juntar as horas foi o desbravamento de fronteiras agrícolas no Norte e Centro Oeste, bem como o surgimento dos grandes garimpos, como Itaituba, Serra Pelada etc.; no nosso caso, no Sul, outro caminho era entrar na Aviação Agrícola (só o estado do RS, em 1983, já tinha mais de 200 aviões na aplicação). Imagino hoje em dia a dificuldade, em que até os filhos dos nossos colegas estão numa “briga de foice no escuro”, no sentido de acumularem experiência e arrumarem o primeiro emprego. O que sobra para quem não tem Q.I. algum???

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