“Número de acidentes aeronáuticos reduz no Brasil”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Pelo menos é o que diz o CENIPA, nesta nota recém publicada em seu site. Só ficou faltando cotejar estes dados com o volume de horas voadas em 2013, para que a comparação com 2012 faça sentido. Porque só afirmar que os acidentes caíram 8,5% de um ano para o outro não quer dizer muita coisa per si. Mas como a ANAC não possui tais dados, vai ficar tudo por isso mesmo, e a imprensa vai comprar a ideia de que a aviação está mais segura, e pronto.

16 comments

  1. Iranildo
    4 anos ago

    De acordo com matéria na Folha: “Segundo a Aeronáutica, o índice de acidentes por milhão de horas voadas em 2013 foi de 0,36, inferior ao de 2012 (0,72) e de 2011 (1,13).”
    http://senhorespassageiros.blogfolha.uol.com.br/2014/01/31/cai-numero-de-acidentes-aereos-no-brasil-aviacao-geral-ainda-e-a-vila/

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Peraí… Quer dizer que o índice RELATIVO de acidentes caiu à metade? Se essa estatística é realmente séria, deveria haver uma explicação plausível que a justificasse. Cadê essa explicação?

      • Saulo
        4 anos ago

        O site do CENIPA explica: essa queda de 50% se refere só à aviação regular.

  2. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Curioso que os números de 2012 não são 178 acidentes, como diz a nota, mas 168. (http://paraserpiloto.com/2013/01/21/com-168-casos-pais-registra-novo-recorde-de-acidentes-aereos-em-2012/?relatedposts_exclude=6317) Isso reduz a queda de 8,5% para meros 2,98%. E se contarmos os 153 de 2011 e os 109 de 2010, veremos que não é nada demais essa queda, em especial num ano tão fraco pra aviação como 2013.

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Provavelmente houve uma recontagem dos acidentes de 2012 – o que nos leva a crer que também poderá haver em relação a 2013…

  3. Beto Arcaro
    4 anos ago

    Então…
    País em crise, aviões voam menos.
    Dollar alto, combustíveis caros, alta carga tributária, etc.
    Em termos de segurança de vôo, não acredito que houve alguma melhora.
    Já estamos fazendo “hora extra” para que coisas desagradáveis aconteçam, em maior número.
    As medidas, com relação à segurança de vôo, tomadas pela ANAC, são demagógicas e na maioria das vezes, não contribuem para a segurança de vôo. O DECEA, por sua vez, produz verdadeiras “Gambiarras” para tentar suprir a falta de Infraestrutura aeronáutica.
    Pelo que percebo, a ANAC tem a clara intenção de manter a Aviação Geral no chão.
    Interdições de Aeronaves, de oficinas de manutenção, são constantes e completamente arbitrárias. Vejo isso no “dia à dia”!
    E como, qualquer aeronave no chão, geralmente é muito “segura”, é assim que eles querem, e é assim que eles gostam.

  4. fredfvm
    4 anos ago

    Há que se diferenciar do termo “Acidentes” com “Incidentes”… Bom também seria saber os números de incidentes, que deve ser muito maior. Bem também é que o número de voos no segundo semestre de 2013 cairam um pouco, fazendo cair todos os índices da aviação.

    • Iranildo
      4 anos ago

      Q o número de incidentes é mt maior, é fato… Pra cada acidente, há alguns incidentes graves e vários incidentes.
      Mas, de acordo com a mesma matéria do CENIPA, o número tb caiu: “De acordo com o Chefe do CENIPA, Brigadeiro do Ar Luís Roberto do Carmo Lourenço, não só os acidentes aeronáuticos diminuíram, mas também os incidentes graves e os incidentes, diferentes tipos de ocorrência investigadas pelo CENIPA para gerar prevenção.”

  5. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Na verdade, e todo mundo do meio sabe, o que encolheu foi a aviação brasileira como um todo. A queda dos número de acidentes está ligada, muito provavelmente, e tão somente a isso. Voa-se menos, cai-se menos. Ponto. E isso não quer dizer sequer que a queda foi proporcional: é bem plausível que a aviação tenha encolhido 10 ou 12% no péssimo 2013, e ainda assim os acidentes tenham caído só 8,5%. E é sempre bom lembrar: há MUITOS acidentes que o CENIPA não fica sabendo, porque ocorrem nos rincões do país com aviões particulares cujos donos não querem se expôr.

  6. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Os acidentes caíram 8,5%… hum… então, o que o dado nos diz, na verdade, é que a aviação em geral deve ter caído uns 10%. não?!

  7. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Diminuiu assim como a taxa de homicídios de SP. Vamo que vamo. SUTILEZA mode: ON

  8. Menezes
    4 anos ago

    A sensação é de que mudou quase nada. Ainda assim é uma boa notícia, esperamos que a linha do gráfico caia ainda mais, mas isso depende de todos.

  9. Rodrigo Edson
    4 anos ago

    Raul, creio que a ANAC tenha sim o registro de horas, assim como combustivel embarcado.

    Sobre as horas, tenho quase certeza, afinal, temos o DCERTA, né?

    Enfim, vamos aguardar

    Mas como Safety, essa pequena diminuição de mortes já e´uma grande vitória.

    • Iranildo
      4 anos ago

      A ANAC pondera pela quantidade de combustível, pq não tem dados seguros de horas de voo (neste caso, só tem pra 121 e 135) nem de pousos e decolagens (neste caso, só tem a partir de 2008). E ponderando pelo combustível, havia uma tendência de alta. Vejam as páginas de 19 a 23 do relatório de 2012:
      http://www2.anac.gov.br/arquivos/pdf/RASO_2012.pdf
      Os outros anos:
      http://www2.anac.gov.br/anac/segurancaOperacional.asp

      O DCERTA, além de não pegar tds os voos, não registra as hrs de voo, pq não tem informação do pouso…

      Os dados ponderados de 2013 ainda não foram publicados. Como o documento de 2012 não tem a data de publicação, fica difícil saber qnd devem publicar o de 2013.

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