Processo seletivo para indicação de diretor da ANAC – A candidatura do sr. Daniel Alves da Cunha

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Conforme informado no post “Servidores da Anac querem diretoria técnica”, baseado numa reportagem da Folha de São Paulo, “a Associação dos Servidores da Anac (ASA) abriu processo de seleção para indicar três nomes para a presidente Dilma Rousseff para uma vaga aberta desde a exoneração de Rubens Vieira, em dezembro.” Pois muito bem: um destes candidatos é o servidor Daniel Alves da Cunha, que entrou em contato comigo solicitando divulgar sua proposta aqui no blog. Desta maneira, reproduzo a seguir o texto que o sr. Daniel me enviou, não sem antes lembrar que igual espaço será dado aos demais candidatos, caso queiram divulgar suas propostas aqui no blog também. Independente de o Sr. Daniel ser ou não um dos eleitos, faço votos de que a presidente acolha a lista tríplice da ASA, e efetivamente nomeie um destes servidores de carreira para o cargo na Diretoria Colegiada, criada para tratar de todos os temas pertinentes ao mercado da aviação civil no país (o cargo que o sr. Rubens Vieira ocupava, de Diretor de Infraestrutura, foi extinto). Fiquem agora com a proposta do candidato Daniel Alves da Cunha:

Caros colegas e amigos da comunidade aeronáutica brasileira,

Como é de vosso conhecimento, no inicio de 2014 a Associação dos Servidores da ANAC iniciou um processo seletivo para a escolha de três nomes técnicos do quadro efetivo da Agencia para submetê-los à apreciação da Casa Civil e preencher o cargo atualmente vago na Diretoria da ANAC.

Sou profissional da aviação civil com experiência de 12 anos no mercado, tendo iniciado minha carreira em Curitiba/PR como auxiliar de mecânico de manutenção aeronáutica na Escola Paranaense de Aviação durante o dia, enquanto cursava a Faculdade de Ciências Aeronáuticas no período noturno.

Além de ter feito parte do mercado da aviação como aluno, piloto e entusiasta, tive a oportunidade de conhecer também os dilemas enfrentados pela Infraestrutura Aeroportuária do país após ingressar na INFRAERO em 2005.

Possuo duas graduações na área e uma pós-graduação em Gestão de Aviação Civil pela Universidade de Brasília. Atualmente sou Especialista em Regulação na área de Gestão de Aviação Civil, atuando na Superintendencia de Infraestrutura Aeroportuária da ANAC. Sou oriundo do primeiro concurso realizado para viabilizar a transição do DAC para o modelo de Agência Reguladora.

Apaixonado por aviação desde pequeno, oriundo “do lado de lá” e conhecedor os problemas enfrentados pela comunidade aeronáutica, acredito que possa contribuir para a eficiência da atuação da ANAC, para a melhoria do Sistema de Aviação Civil e para um país melhor no futuro, servido por uma aviação segura, moderna e eficiente.

A ANAC precisa abrir o canal de comunicação com os vários setores da aviação civil, entendendo suas necessidades e remodelando seus processos internos para prestar um serviço mais adequado à sociedade, com a rapidez e a qualidade demandada.

É nesse espírito agregador que trago o comprometimento com o corpo técnico da Agência e com a comunidade aeronáutica nacional de que minha atuação na Diretoria, caso se viabilize, será pautada em valores como éticatransparência e profissionalismo.

Espero poder trazer mais rapidez, objetividade e qualidade aos serviços prestados pela ANAC, e conto com o apoio dos servidores e dos colegas nessa nobre caminhada rumo à profissionalização e moralização da aviação civil no país.

Cordialmente,

Daniel Alves da Cunha

daniel.cunha@anac.gov.br

10 comments

  1. Luciano
    4 anos ago

    Infelizmente vivemos num País em que competência ou preparo não é critério fundamental pra exercer cargo no governo. Duvido muito que a tal “presidenta dos 800 aeroportos” ( http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/dilma-diz-na-franca-que-brasil-precisa-fortalecer-aviacao-regional.html ) nomeará alguém que não seja amigo do partido… É tanta gente prestando favore$$$ ao ‘governo’ que esse tipo de cargo é pra esse pessoal bondoso que ajuda em campanha e que quer mamar! Ninguém lá em cima quer resolver o problema.

  2. Marcus Britto
    4 anos ago

    Boa Tarde Sr. Daniel Cunha

    Sou piloto a 33 anos, comandante de turboéloice e instrutor a muitos anos. Hoje trabalho como coordenador de pilotos em um curso de pilotos e comissários. Para conhecer sua plataforma administrativa, gostaria de fazer uma pergunta.
    Como você encara um problema como o meu ?

    A ANAC perdeu mais de 6.000 Hs registradas no antigo DAC, fazendo com isso que eu perdesse várias oportunidades de emprego por falta de prova de experiência ?
    Quando fui questionar o responsável do setor, ele me respondeu que só poderia me adicionar 200 Hs por conta da minha carteira de PCA, mais nada.
    E o IFR ?
    E o INVA ?
    E os mais de 30 anos de voo ?
    Eu dei 10 anos de instrução no aeroclube administrado pelo próprio DAC.

    Antigamente depois do registro das horas, abria-se outra CIV no DAC com a posição que estava no arquivo.
    Que culpa tenho eu que houve um incêndio criminoso no aeroporto Santos Dumont (criminoso por sinal) e perderam os arquivos de registro de horas de vários aeronautas ?
    Muitos brigam na justiça até hoje sem sucesso e não tem como provar sua experiência profissional.
    Na CIV eletrônica hoje, não tem como acrescentar horas anteriores, só hora a hora.

    Hoje trabalho dando aula teórica, envelhecendo a cada dia e ficando cada vez mais menos interessante como candidato a uma vaga de piloto e até mesmo copiloto e permaneço no chão.

    Sinto muito ter torcido tanto pela criação da ANAC, e penso que eu era feliz e não sabia.

    Poderia me responder a essa questão ?
    Mandei essa pergunta para ouvidoria da ANAC várias vezes e nunca obtive resposta, simplesmente cai no esquecimento.

    Obrigado

    Marcus Britto
    Cod. ANAC 515064

    • avsec
      4 anos ago

      Gostaria de transcrever algumas partes do comentário para ver se eu entendi direito o comentário do colega Marcus Brito:

      “A ANAC perdeu mais de 6.000 Hs registradas no antigo DAC…”
      “Que culpa tenho eu que houve um incêndio criminoso no aeroporto Santos Dumont (criminoso por sinal) e perderam os arquivos de registro de horas de vários aeronautas ?”
      “Sinto muito ter torcido tanto pela criação da ANAC, e penso que eu era feliz e não sabia.”

      Então vamos lá:

      Aparentemente a comprovação das horas de voo do colega foram perdidas no incêndio do Santos Dumont, em 1998 (e ,portanto, cerca de 8 anos antes da instalação da ANAC).

      Daí, entre 1998 e 2006, ano da instalação da ANAC, nada foi feito para regularizar a situação. Não é descabido lembrar que nos 5 anos seguintes à criação da ANAC, ou seja, até 2011, praticamente todos os cargos eram ocupados por pessoal oriundo do DAC, nos termos do § 1º do art. 46 da Lei nº 11.182, de 2005. (Art. 46. Os militares da Aeronáutica da ativa em exercício nos órgãos do Comando da Aeronáutica correspondentes às atividades atribuídas à ANAC passam a ter exercício na ANAC, na data de sua instalação, sendo considerados como em serviço de natureza militar. § 1º Os militares da Aeronáutica a que se refere o caput deste artigo deverão retornar àquela Força, no prazo máximo de 60 (sessenta) meses, a contar daquela data, à razão mínima de 20% (vinte por cento) a cada 12 (doze) meses.)

      Fico me perguntando, o que poderia a ANAC fazer para solucionar a demanda, uma vez que desde a criação da Agência, não há qualquer comprovante das alegações do piloto.

      Onde entra a culpa da ANAC no caso? Questionar o candidato de carreira que se propõe a integrar o corpo diretivo do órgão sobre a possível solução para a questão pessoal apontada é absolutamente descabido… A ANAC não teve qualquer responsabilidade pelo ocorrido, e não há nada que a ANAC possa fazer para remediar a situação, dentro da legalidade.

    • fredfvm
      4 anos ago

      Marcus Britto, também sou da época do DAC, sou PC daquela época e o que tenho a lhe dizer é que, mu tio, hoje Brigadeiro aposentado da FAB, na época do incêndio no DAC, ele era o vice chefe do DAC, e me jurou de pés juntos que a relação de pilotos e horas de voo em nada fora afetada, somente os registros das empresas aéreas e outros documentos.

      O mesmo até deu uma entrevista na época falando quais áreas foram afetadas, mas que os registros dos profissionais da aviação civil não havia sido danificada pelo fogo.

      Se tanto falam que as horas de voos dos pilotos foram consumidas pelo fogo, então como explicar a existência de todos os registros e nomes dos pilotos, comissários e mecânicos, e as horas de voo desapareceram ????

      • Marcus Britto
        4 anos ago

        Não sei se seu tio jurou em falso, ou ele não teve acesso a todas as perdas de informação, mas se quiser que eu te provo o que estou falando, pedi uma declaração do meu registro de horas na ANAC, e depois de 34 anos de aviação e mais de 6.000 Hs voadas, vei exatamente 0 Horas. Como um PC INVA IFR MULTI 10 anos de instrução, formando dezenas de pilotos tem 0 horas. Eu tenho esse documento e ia usa-lo juridicamente, mas desisti. Estou cansado de dar murro em ponta de faca. Governo é tudo igual, quanto mais vc precisa menos pode contar.
        Desculpe o desabafo, vc não tem nenhuma responsabilidade no que aconteceu, mas o fato é que se eu for consultar minhas horas ou pedir uma declaração de horas, tudo antes de 2006 sumiu. Se foi incêndio ou não, eu fui o único prejudicado nesta história, e vc acha que alguém na ANAC esta preocupado com isso. Nem responde as perguntas feitas na ouvidoria.
        Mas como a esperança é a última que morre, quem sabe um dia…

        • fredfvm
          4 anos ago

          Marcus, justiça neles. Vá em um Tribunal Federal e peça uma audiência rápida. Se tens como provar através de documentos, esse é o caminho rápido e seguro.

  3. Marcelo Murozaki
    4 anos ago

    Louvável a iniciativa dos servidores da ANAC. Uma prova de que a Agência tenta se aproximar do cidadão e mostrar o máximo de transparência. Uma antítese do status quo governamental e suas políticas.
    O aparelhamento das Agências reguladoras, prática comum neste país, mas nunca antes de modo tão descarado, mostra que o Palácio do Planalto só governa em causa própria, loteando os cargos de confiança e provocando de modo deliberado, a ineficiência das Agências.
    Parabéns ao ao autor deste blog, por ceder este espaço de modo democrático e transparente, de modo a contribuir com a proposta da ASA e com seus candidatos a candidato. Por tabela, contribui com nossa aviação.

  4. Marcato
    4 anos ago

    Bom, espero quem quer que seja, esteja diretamente ligado a aviação civil atual, talvez um comandante experiente, embasado em conhecimentos técnicos e com profundo e atual conhecimento do setor.
    Todos queremos o melhor, mais segurança e qualidade, alguém vendo o “lado de cá” com respeito e não perdendo as raízes.

  5. Rodrigo Edson
    4 anos ago

    Seria bacana que um técnico assumisse como um dos diretores (hoje apenas 2 são oriundos da aviação, o Passos Simão e o Pellegrino, certo?

    Mas como sou realista, com certeza será indicado alguém ligado a algum partido aliado

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