Para encerrar o assunto das altitudes nas REAs da TMA-SP – Ou: Não foi por mero acaso que apareceu o NOTAM mostrando a maneira correta de interpretar a carta dos corredores

By: Author Raul MarinhoPosted on
350Views4

Recapitulando o que aconteceu aqui no blog nestes últimos dias, sobre a questão das altitudes nas REAS da TMA-SP, houve dois posts sobre o assunto:

Só que esse NOTAM não foi publicado por mero acaso. Na 2ª feira, 03/02, eu pedi ajuda aos meus amigos do SERIPA-IV, para que eles me orientassem sobre a melhor maneira de protocolar um RELPREV sobre este assunto, e eles me recomendaram acessar o hotsite específico para RELPREVs do SRPV-SP. Foi o que eu fiz, e na 4ª feira, 05/02, recebi a seguinte resposta do TC Nave, chefe do SIPACEA/SRPV:

Prezado Raul, agradecemos o RELPREV e vamos analisar o relato. Apenas lembro que uma das funções dos corredores visuais é separar aeronaves em voo sob regras e espaços aéreos distintos. Concordo que seria desejável haver uma separação vertical dos obstáculos e relevos, mas afirmo que, sendo o voo realizado dentro das regras VFR, não vejo problemas pois não há CFIT nessas condições.
Estamos a disposição.

Ok, isso já era conhecido, mas e quanto às situações em que, por exemplo, num voo noturno, ocorre uma deterioração da meteorologia muito rápida? Mas vamos aguardar, já que a mensagem dizia que o SIPACEA/SRPV iria analisar o relato… E não foi preciso aguardar muito, pois no dia seguinte (hoje, 06/02), o NOTAM apareceu no sistema – e, soube depois, motivado pelo RELPREV, conforme mostra esta segunda mensagem do TC Nave:

Prezado Comandante Raul, complementando as informações passadas anteriormente, solicito observar na carta que a altitude de 3500 pés é para respeitar o limite inferior da TMA-SP3 (que é de 3600 pés) para resguardar as aeronaves em procedimentos IFR). Na parte gráfica ela (s) vem (vêm) apontada (s) dentro do circulo vermelho tracejado que representa esta TMA. Fora desta área, a aeronave já pode se adequar à altitude relativa ao corredor a que se dirige e vice-versa na chegada, ou seja, 5000 pés.

Informo, ainda, que tendo em vista esta deficiência de interpretação desta Circular neste ponto, ontem pedid para emitir NOTAM divulgando a interpretação supracitada.
Respeitosamente,

TCel Av Luiz Rogério da Nave e Castro
SRPV-SP

Então, gostaria de encerrar este post dizendo que o sistema de RELPREVs funciona mesmo, podem acreditar! Mas é preciso que se escreva e envie o RELPREV, é claro! E, não menos importante, agradecer ao TC Nave pela presteza com que resolveu a situação, aos amigos do SERIPA-IV, que tão bem me orientaram, e ao Wassal, que foi quem “levantou a lebre” sobre o assunto inicialmente. Muito obrigado a todos!

Um grande abraço,

Raul Marinho

4 comments

  1. Colella
    4 anos ago

    Agora, só falta eles disponibilizarem a carta de corredores nova da TMA, visto que não se acha em lugar nenhum, e toda resposta que recebo é que foi recolhida pois havia sido impressa errada.
    Por hora, sou obrigado a voar com a antiga impressa e a nova no IPAD.
    abs

  2. Anônimo
    4 anos ago

    Beleza. O Nave é o chefe da SIPACEA, o órgão de Seg. Voo do SRPV-SP.

Deixe uma resposta