EAB deste ano será em Maringá-PR

By: Author Raul MarinhoPosted on
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A EAB, uma exposição e feira aeronáuticas que tem acontecido no aeroporto de São José dos Campos-SP nos últimos anos, neste ano irá acontecer no aeroporto de Maringá-PR – vide comunicado reproduzido abaixo.  A ideia é fazer de Maringá a Oshkosh brasileira… Bem, tomara que consigam, porque o evento joseense estava bem fraquinho nesses últimos anos, né?

A propósito, para quem ainda não sabe: a LABACE deste ano será no Campo de Marte, e não mais em Congonhas (ambos aeroportos ficam em São Paulo-SP).

 

POR QUE MARINGÁ?

Penso que a quase totalidade dos nossos expositores, parceiros e visitantes, que conhecem a nossa feira há 17 anos devem estar se perguntando: – Por que Maringá?

Quando decidi fazer uma feira aeronáutica no Brasil, decisão que se consolidou dentro da Feira Anual de Oshkosh em 1995. Justamente em uma das maiores edições já realizadas, onde se comemorava os 50 anos do final da II Guerra Mundial, minha primeira preocupação foi: – Onde encontrar uma estrutura gigantesca como esta?

Numa demonstração notável de espírito cívico, 6.000 voluntários que ali comparecem todos os anos, apenas em troca da comida e hospedagem, receberam 14.700 aeronaves na feira, 1.5 milhão de visitantes, vindos de mais de 100 países, cerca de 3.000 jornalistas de todo o mundoexatamente ali, no extremo norte dos Estados Unidos e no lugar mais improvável para se realizar o MAIOR EVENTO AERONÁUTICO DO PLANETA.

A primeira EAA Fly In Convention aconteceu na cidade de Hales Corners/Winsconsin em 1953 e reuniu apenas 22 aeronaves e cerca de 40 visitantes. Após cinco anos mudou-se para a cidade de Rockford/Illinois e por deficiências de infraestrutura do aeroporto, mudou-se definitivamente para o Wittman Regional Airport, na cidade de Oshkosh/Winsconsin em 1970. Naquele momento Oshkosh tinha apenas 25.000 habitantes e um único hotel. Atualmente a cidade conta com 66.000 habitantes, a mesma deficiência de hotéis e sua maior hospedagem é na Universidade do Winsconsin. Por coincidência com a EAB, o Oshkosh Air Show teve as mesmas dificuldades com a sua sede por 17 anos, até encontrar o seu aeroporto definitivo.

Procurei relembrar alguns aspectos de Oshkosh, para, guardadas as devidas proporções, estabelecer uma relação com a nossa feira:

– Oshkosh Fly In foi idealizado e realizado pela perseverança e determinação do Sr. Paul Poberezny, então fundador e presidente da EAA Experimental Aircraft Association (a quem tive privilégio de conhecer)

– O evento nasceu como EAA Fly In Convention e mudou sua marca para Air Venture em 1998. Nossa feira nasceu como Aero Sport Feira Nacional de Aviação, mudou para  EAB Feira Internacional de Aviação também em 1998.

– A Aero Sport/EAB nasceu em Sorocaba, mudou-se para Araras e posteriormente para São José dos Campos. Em todos os casos as mudanças deveram-se principalmente as deficiências de infraestrutura nos aeroportos, assim como o Oshkosh Air Show;

– Oshkosh Air Show nasceu em 1953, acumula 60 anos de existência e é o evento aeronáutico que reúne o maior número de aeronaves e público, além do mais longevo dos Estados Unidos. A EAB Air Show teve a sua primeira edição em 1997, acumula 17 anos de existência, é também o evento que reúne o maior número de aeronaves e público e o mais longevo do Brasil;

– Convivendo durante 17 anos com dificuldades de infraestrutura nos aeroportos sede, chegamos a conclusão que as soluções estão na equação de três fatores:

01 – AEROPORTO CORRETO – O aeroporto correto deve conter a dimensão e a infraestrutura necessária para receber cerca de 2.000/3.000 aeronaves, dispor de pátios operacionais, de manobras e exposição, além de espaço para a montagem de pavilhões de exposição e praça de alimentação. Deve também possuir espaço e infraestrutura para estacionar cerca de 30.000 veículos visitantesA pista deve estar homologada para receber aeronaves civis e militares de qualquer categoria, operar H-20 por instrumentos e possuir ligações de linhas aéreas regulares com os grandes centros. De preferência um aeroporto decategoria internacional, com porto seco e depósito alfandegadoO Aeroporto de Maringá reúne todas essas condições;

02 – CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO – Durante o Oshkosh Air Show, a torre local é a mais movimentada do mundo. Ainda em Sorocaba, a torre da Aero Sport 98 bateu o recorde de movimentos do Hemisfério Sul, com mais de 2.000 pousos e decolagens.  A Torre Maringá é operada por profissionais de larga experiência, funcionários da empresa Terminais Aéreos de Maringá SBMG, que estão  capacitados para dar suporte a uma operação dessa natureza.

03 – VONTADE POLÍTICA – Maringá é uma cidade jovem, de apenas 66 anos, com vocação para o pioneirismo, inovação e desenvolvimento. Possui cerca de 400.000 habitantes e os seus dirigentes são filhos dos pioneiros que a fundaram. Com um IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,808, um dos mais altos do mundo, seu desafio imediato é a manutenção do seu desenvolvimento e crescimento sustentado. A criação do PARANAERO, programa de incentivos e desenvolvimento para indústrias do setor aeronáutico e aeroespacial, somados a instalação da EAB Air Show na cidade constitui-se na primeira fase de implantação do novo Cluster Aeronáutico de Maringá. O curso de Engenharia Aeronáutica e os vários cursos na área de Ciências Aeronáuticas, ministrados pela UniCesumar, é uma demonstração inequívoca da determinação em formar profissionais de alto nível para o setor.

OSHKOSH/MARINGÁ 1 – Ao contrário da cidade de Oshkosh que não possuía qualquer infraestrutura, quando para ali se mudou a EAA Fly In Convention, Maringá  possui um dos mais modernos aeroportos do Brasil. Em comum as duas cidades valorizam um grande evento aeronáutico que lhes proporciona projeção mundial e atração de empreendedores. Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas já visitaram Oshkosh em 60 anos. A cada ano, seus visitantes deixam mais de US$50 milhões de dólares no estado do Winsconsin. Quando abrigou a primeira EAA Fly In, Oshkosh possuía 25.000 habitantes e estava localizada no extremo norte do país, na divisa com o CanadáMaringá conta com 400.000 habitantes, 29 hotéis e uma completa infraestrutura de serviços e turismo para receber todos os nossos visitantes, além de situar-se estrategicamente numa região que abriga 85% de toda a frota de aviação civil brasileira, suas indústrias, comércio e prestadores de serviços nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, além da maior proximidade com fronteiras sul americanas.

OSHKOSH/MARINGÁ 2 – Somados a experiência de 25 anos como piloto de show aéreo e 17 anos com empreendedor da EAB, posso afirmar que o sucesso de Oshkosh e o sucesso da EAB em Maringá estão relacionados com  a escolha correta de uma grande infraestrutura aeroportuária, controle de tráfego aéreo e vocação da cidade para realizar um evento desse porte. Nesses quesitos nenhum aeroporto nas regiões Sul, Sudeste ou Centro Oeste superam Maringá.

A exemplo do que vem ocorrendo com a indústria automobilística e outros setores, a crescente competitividade internacional vem forçando a migração desses clusters para regiões com mão de obra qualificada e condições mais competitivas. 

Nosso país vem se destacado como um dos cinco maiores mercados aeronáuticos do mundo. Com um ativo de 5.400 empresas no Brasil e mais de 80.000 em todo o mundo, o setor aeronáutico é um dos que demandam maior competitividade e inovação. Nesse contexto, Maringá coloca-se como a melhor opção para abrigar o novo Cluster brasileiro.

 A EAB AIR SHOW DEU O PRIMEIRO PASSO NESSA DIREÇÃO.

 

EXPOAIR Exposições e Eventos
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6 comments

  1. Júlio Petruchio
    4 anos ago

    Ciente, próximo!

  2. Zé Maria
    4 anos ago

    A EAB é aquela que o “Cmt” Décio Corrêa organiza?!?! Tá explicado então porque tá cada vez mais minguada. . .pano rápido.

  3. Marcos Alarcon
    4 anos ago

    Shooww,minha cidade se mostrando o Brasil!!Só espero que de maneira positiva mais uma vez.

  4. Renato G.
    4 anos ago

    Meu pai é CTA em Maringá, conheço bem o aeroporto lá, e estou curioso para saber como eles farão para acomodar tantos movimentos e tal estrutura. Aparentemente Maringá não tem toda essa capacidade que eles estão divulgando.

    • Denis
      4 anos ago

      Relaxa Renato, se for levar em conta a EAB do ano passado que foi fraquíssima não será necessária uma capacidade para grande publico, divulgadores e empresários.

      • Renato G.
        4 anos ago

        Eu torço para que se estabeleça. Mas para atingir todo esse pico que estão divulgando, vão precisar investir na infraestrutura.

        A única coisa que eu tenho certeza é da capacidade dos CTAs rsrsrs tudo macaco velho.

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