Ainda o “apagão de pilotos” dos EUA

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Por indicação do amigo Enderson Rafael, tive acesso a este ótimo artigo publicado pela AllThingsAero.com – “Flight Crew Gossip: The Pilot Shortage” – que explica muito bem as razões por que o “apagão de pilotos” está chegando com tudo aos EUA. Muito mais do que uma consequência somente da mudança na regulamentação da FAA, que passou a requerer 1.500h de experiência de voo para copiloto de linha aérea, há diversos movimentos de mercado ocorrendo simultaneamente – bastante específicos para o mercado americano, razão pela qual não irei entrar em detalhes. Mas o importante é conhecer o resultado:

“For the first time in over 10 years, all of the major airlines in the U.S. have started hiring pilots. Almost all of the pilots that were furloughed, or laid off from those airlines are being recalled. And many of the regional airlines have been continuously hiring over the past few years.”

(Obs.: “furlough” é mais ou menos como a nossa “licença não-remunerada”).

Ou seja: a demanda por pilotos nos EUA está realmente forte no momento, e as consequências são as comentadas neste outro post sobre este assunto.

4 comments

  1. Enderson Rafael
    3 anos ago

    Atenção para a biografia da autora: foi INVA – e graduada – por 2 anos, entrou numa regional, subiu pro Embraer 170 e com 5 anos de profissão comprou um Cessna. Ah, a America… como diz o comercial, “land of dreams”.

    “Lisa Ruedy grew up in Des Moines, Iowa where she started flying at sixteen. She graduated from the Aerospace Program at the University of North Dakota, and then flight instructed for almost two years. Lisa was then hired as a first officer flying the Saab 340 at a regional airline. Currently, she is a first officer on the Embraer 170/175 and has been in the airline industry for over five years. Lisa is also the proud new owner of a Cessna 120 which she flies with her husband.”

  2. Enderson Rafael
    3 anos ago

    No artigo a Lisa fala dos bônus que as regionais já estão pagando aos seus novos contratados pra que estes fiquem pelo menos dois anos com elas. Adam Smith wins.

  3. Rafael
    3 anos ago

    Acredito que existe a possibilidade de acontecer alguma coisa parecida por aqui no futuro (talvez distante), caso a parte da RBAC 61 que solicita as 200hs in PIC para INVA realmente entrar em vigor.

    Uma hora as empresas vão voltar a contratar e com isso vários INVAs irão desaparecer das escolas e aeroclubes. Sim, tem INVAs no mercado sem emprego, mas assim que a 1a leva de INVAs se for, eles serão contratados. E uma hora serão absorvidos pelo mercado.

    Na outra ponta, teremos PCs recém-formados que dificilmente continuarão pagando para adquirir as 200hs em PIC. Eles vão ter que se virar de algum jeito. E esse jeito pode acabar se tornando bem mais interessante continuar nele do que virar INVA.

    Não estou pregando o apagão de pilotos, mas do jeito que as coisas estão e o cenário futuro está se desenhando, teremos um cenário desafiador na formação aeronáutica.

    • Enderson Rafael
      3 anos ago

      No longo prazo sim. Todas estas mudanças anti-naturais das regras causam estas distorções. Mas o que previne o Brasil de um apagão de pilotos “decente” é a economia que insiste em patinar. Os EUA, voltando a crescer solidamente, por outro lado, vão precisar de 25 mil pilotos já nos próximos 5 anos. De onde vão tirar é que nos interessa.

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