“Pedrinhas” impedem a vinda do A380 para o Brasil???

By: Author Raul MarinhoPosted on
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A Folha de hoje traz a instigante manchete de que “Pedrinhas barram vinda de superjato para Guarulhos“. Ok, entendo: as tais “pedrinhas” podem ser ingeridas pelos motores (especialmente os externos, mais próximos dos limites da pista), tornando-se FODs, e coisa e tal. Mas não entendo o seguinte:

1) E os demais aviões – especialmente os A340 e B747, igualmente quadrirreatores – também não estariam sujeitos às tais “pedrinhas”?

2) Não seria o caso de determinar à administração do aeroporto que tomasse as medidas cabíveis no sentido de eliminar as “pedrinhas” do entorno das pistas?

12 comments

  1. Andreis
    4 anos ago

    Em POA, quando a VARIG operava B742, instruíamos após o pouso a realizar backtrack runway. Um dia foi muito hilário, o Cmte esqueceu e entrou na taxiway. Solução: desligar as turbinas de ponta de asa, mas mesmo assim levantou um poeirão! Bombeiro em desespero…

  2. Cmte Araújo
    4 anos ago

    Tem cada coisa que a gente vê no Brasil que só demonstram como a falta de conhecimento técnico das autoridades só colocam “pedrinhas” no caminho do desenvolvimento é extremamente lamentável ler e pior ainda é aguentar gozação dos colegas estrangeiros quando os principais tabloides estampam noticias como essa em suas paginas nessa ocasião me perguntaram se nos brasileiros eramos formados no Brasil mesmo…..aff…..todo mundo sabe que tanto o Airbus quanto o Boeing 747 foram projetados para pistas categorias F e que só os aeroportos do oriente e alguns outros aeroportos pingados pelo mundo que eu conto em uma das mãos possuem pistas F……..e o restante do mundo inclusive o Brasil são categoria E………”ahhh mais nos Cmtes de 747 muito antes do A380 entrar no mercado aprendemos que os pousos com quadrijets com envergadura ≤ a 60 mts em pistas com menos de 45 mts de larguras por 7,5 de escape (E) devemos pousar com os motores externos desligados e os fazemos até hoje e agora com o A380 o mesmo procedimento”….sera porque as autoridades Brasileiras querem inventar problemas aonde não existem problemas???..!!

    • Cmte Araújo
      4 anos ago

      só uma correção aonde se lê-se pistas com menos de 45 mts de larguras por 7,5 de escape. Ler pista com 45mts de largura por 7,5 de escape.

  3. Giovani
    4 anos ago

    Que decepção vamos perder para um aeroporto menor que vergonha. como vamos
    crescer na aviação assim.

  4. Marcus Vinícius
    4 anos ago

    Não sei exatamente a distância entre os motores, mas a envergadura do A380 segundo consta no site do uol é 79.8 Metros, já o do A340-600 são 63 metros… quase 17 metros a mais seria algo considerável, não? Agora é torcer para a iniciativa privada ser mais ágil quanto a resolução desse tipo de problemas…

  5. Rotate
    4 anos ago

    No B748, os motores externos se localizam a uma distância de 21,03M da parte central da fuselagem, totalizando uma “envergadura” de 42,06M de um motor a outro. No A380, a distância é de 25,7M, ou seja, a “envergadura” dos motores do A380 é de 51,4M. Considerando que as pistas de SBKP e SBGR possuem 45M de largura, fica bem óbvio que os motores externos do A380 ficam na área fora da pista, enquanto o B748 possue uma margem de segurança de 1,5M aproximadamente, entre seu motor externo e o limite lateral da pista. A título de curiosidade, quando o A380 fez o “road show” aqui no Brasil, ele se aproximava e pousava e decolava com os motores externos em Idle.

    • Marcus Vinícius
      4 anos ago

      Bacana, respondeu exatamente a minha dúvida rsrsrs…

    • Renato G.
      4 anos ago

      Show de resposta.

      Vão ter que fazer igual estão fazendo na 10-28 do Galeão: alongar o acostamento 7,5 metros pra cada lado!

  6. cmtemachado
    4 anos ago

    O A340 e B747 não chegam a sair consideravelmente. Um comandante da cia aki questionou sobre o Antonov que ja foi ao Brasil, vale lembrar que a altura da turbina em relação ao chão não é igual para todos.
    MAs realmente resolver o problema das pedrinhas é bobagem, em dois tempos pode-se utilizar um material que “derrete” as pedrinhas e as transformam em pó ficando apenas o chão arenoso, ai só meter uma balsa asfáltica que tem-se um material uniforme que nao gera detritos.

  7. Gustavo
    4 anos ago

    A culpa agora esta sobrando até para as pedrinhas … se nem problema com pedrinhas conseguem resolver imaginem o resto … putz

  8. Felipe Machado
    4 anos ago

    O A340 e B747 não chegam a sair consideravelmente. Um comandante da cia ai questionou sobre o Antonov que ja foi ao Brasil, vale lembrar que a altura da turbina em relação ao chão não é igual para todos.
    MAs realmente resolver o problema das pedrinhas é bobagem, em dois tempos pode-se utilizar um material que “derrete” as pedrinhas e as transformam em pó ficando apenas o chão arenoso, ai só meter uma balsa asfáltica que tem-se um material uniforme que nao gera detritos.

  9. Renato G.
    4 anos ago

    Pela manchete achei que era por causa do presídio lá de São Luis/MA rsrsrs

    Eu também tenho curiosidade de saber se há tanta diferença entre a posição dos motores externos do A380 para um B747/A340

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