Coaching individual – Caso Lucas

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Faz tempo que não publico um post na categoria “coaching individual”, e nunca com outro ‘coacher’ além de mim. Ocorre que ontem, nos comentários ao post “MÃO DE OBRA ESCRAVA“, a resposta do amigo Enderson Rafael ao comentário do leitor Lucas Baggio Gonçalves ficou tão interessante e replicável – isto é: pode servir para muito mais gente -, que achei melhor dar mais destaque à discussão, trazendo-a para este post. É o que segue:

Comentário inicial do Lucas:

Olá Raul e amigos do blog. Meu nome é Lucas e tenho 21 anos.
Recentemente descobri o site por estar pesquisando bastante sobre o assunto de aviação. Minha situação é um pouco complicada… Desde pequeno amo o ramo, mas acabei optando por outra carreira por esta parecer “demais” para a minha pessoa. Falo isso principalmente por questões financeiras.
Com 17 comecei minha faculdade de publicidade (uma área que gosto, mas que sempre foi segunda opção) e estou cursando ela até hoje. Sempre joguei flight simulator e algumas semanas atrás acabei sonhando que era piloto, que eu deveria seguir meu sonho e tudo mais, acordei e não consegui tirar isso da cabeça.
Atualmente tenho condições financeiras para de certa forma fazer o PP, PC, e futuramente cursos adicionais, como INVA e outros. Acontece que já tenho diversos cursos na minha área (photoshop, edição de vídeo e coisas do tipo).
Confesso que minha família está puta da vida por eu ter de uma hora para outra, ter pensado em mudar minha carreira (e quando digo mudar, é pra valer).
Já estou planejando começar meu teórico em maio… Mesmo a aviação estando em um clima não muito agradável, acredito que quando eu acabar (na verdade nunca se acaba) os cursos, a previsão é de o mercado estar em um clima um pouco melhor.
Então amigos, acham que estou fazendo uma loucura? Ou devo seguir isso e agarrar com as duas mãos?

A resposta do Enderson, muito interessante, na minha opinião:

Pois é, Lucas… uns 12 anos atrás eu tb estudava publicidade e jogava flight simulator.
Eu queria muito ser um redator de sucesso e achava a aviação algo muito distante da minha realidade. Pra resumir o que aconteceu depois, em 2003 me formei publicitário, custei (13 entrevistas, pra ser preciso) pra conseguir o primeiro emprego apesar da minha formação ótima e de eu ter um bom portifólio. No meio de 2004, enquanto saía de uma agência que me pagava muito mal mas dava visibilidade (algo parecido com o que estamos tratando neste post) pra entrar em outra menor mas que me pagaria bem melhor, viajei de avião pela primeira vez desde os 9 anos de idade. Aquilo mexeu comigo. Demais. Não conseguia imaginar não ser pago para estar lá em cima de novo, e até mandei cv pra área de marketing de uma companhia. Três dias depois, já na nova agência, descobri um blog de uma comissária. Percebi que aquilo sim era algo que eu podia pagar e estava ao meu alcance. Minha família também não gostou nem um pouco, e como eu era redator consegui dobrá-los com uma carta na qual argumentava o quanto era apaixonado por aviões desde pequeno. Em dezembro de 2004 comecei o curso, em abril de 2005 passei na banca do DAC e fui demitido de uma terceira agência, na qual eu não tinha muitos jobs pra fazer mas gostavam de mim e me seguraram até o final do curso de comissário. Foi a única que me pagou realmente tudo direito até hoje. Tive sorte, era uma época de muitas contratações na cias aéreas. Mesmo assim, foram semanas angustiantes até a ligação que mudou minha vida. Com 3 idiomas e muita vontade, fiz e passei na primeira seleção que fiz. Em outubro de 2005 fiz meu primeiro voo de instrução em rota como comissário, e comecei a frequentar seminários de safety. A carreira se seguiu e em 2007 cheguei a prestar banca pra PP, sem saber muito bem como pagaria as horas de voo. Não passei por pouco, e sendo testemunha ocular do acidente em Congonhas e com a vida de casado, desanimei. Em 2009 fiz o curso de prevenção de acidentes no Cenipa, pela companhia. No ano seguinte, saí do 737 e fui pro 767. Minha época mais feliz como comissário. Escala boa, destinos maravilhosos, tripulações inesquecíveis. Em 2011 voltei pro 737 e fui promovido a chefe de cabine. Em 2012, então, a companhia ofereceu uma licença não-remunerada de um ano. Minha esposa, também comissária, foi me buscar no aeroporto e mal eu entrei no carro, ela, que sempre havia sido muito relutante em eu seguir na aviação – tenho a carreira de escritor em paralelo, o redator nunca saiu de mim – disse: “Pegue a licença e faça o curso de piloto”. Tive medo de gastar todas as minhas economias em algo tão arriscado, num mercado que estava num momento ruim, mas o sonho era maior. Avaliei os riscos, a chance de a cia não me querer de volta era pequena. Cheguei a me matricular numa escola no Brasil, mas eu só tinha um ano pra sair do zero e me tornar piloto comercial. Voei com um copiloto que fizera seu curso nos EUA. Ele me deu o caminho das pedras. Em maio embarquei, e já na primeira semana comecei minha formação pela FAA. Em julho chequei o PP, em agosto voltei ao Brasil e lancei meu terceiro livro, em outubro voltei pros EUA e comecei o IFR. No mês seguinte fiz o tão sonhado curso de investigação de acidentes na Embry Riddle, corri muito pra terminar a tempo, cheguei a voar 46h em 8 dias no time-share, necessário pra acumular as horas mínimas em comando para o PC. Em março chequei o PC/mlte pela FAA. Foram 252h em 8 meses e meio. Em abril voltei pro Brasil, ainda comissário na mesma companhia, que nos pegou de volta. Fiz o jet trainer, convalidei minhas licenças, em agosto de 2013 recebi a carteira da ANAC. Passei na prova do PLA, fiz um par de voos no Brasil, nas férias voltei aos EUA e fiz mais outra boa quantidade de horas atravessando a costa leste, e hoje ainda estou tentando meu primeiro emprego como piloto. 2013 foi péssimo. 2014 já tem cara de estar melhor, mas até agora, só alarmes falsos. Ao contrário de quando me formei redator, não tive uma entrevista sequer, dentro ou fora da minha cia, em quase um ano.
Mas, 7 mil horas de voo como comissário e 290 horas como piloto depois, se você me perguntar se me arrependo? Eu faria tudo de novo. Como dito no texto do post, é um sonho, uma vocação. E não sei você, mas acho que a gente só tem essa vida. Mas claro, tem que fazer tudo com o pé no chão, até para o próprio sonho não ficar pelo caminho. Hoje ainda jogo flight simulator por falta de outra coisa pra voar. Mas as carteiras estão no meu bolso, pra hora em que surgir a oportunidade. Enquanto não surge, vou vivendo. Daqui a pouco saio para um voo de 3 dias. Afinal, além de escritor, redator, piloto… eu ainda sou comissário, não é?
Um grande abraço, espero ter ajudado,
Enderson

E agora, como o papo continuou:

Lucas:

Muito obrigado pelas respostas, grande ajuda a sua Ederson.
Vou expor meu medo. Digamos que eu me entregue para a área de aviação civil, vou ter que certamente trancar minha faculdade de pub, pois acho meio que “perda” de tempo eu continua-la com outra carreira na cabeça. Não que seja lá problema eu acaba-la, mas não sei, confesso que estou em dúvidas nesse quesito.
Ederson, você acha que vale a pena de repente inciar com um curso para comissário e após isso fazer os de piloto? Ou o mercado para comissários tá complicado também?
Fico com certo receio pois hoje tenho um trabalho, digamos que aceitável, fico meio assim em largar o que tenho, até por que os cursos para piloto vão longe, e até lá, não poderei trabalhar na área, e se eu acabar perdendo meu emprego, não terei muito onde me segurar. Por isso pensei em comissário… É muito tempo até poder de fato atuar na área? Até por que na minha opinião de leigo, não deixa de ser uma porta de entrada para pilotos.

Enderson:

Eu me tornei cmro sem pensar que depois seria piloto. Anos depois é que mudei meu pensamento e procuro tirar o melhor dessa experiência. Mtos seguiram o caminho de ser comissário e depois tornar-se piloto. Geralmente quem não tem dinheiro faz isso. Mas o que funcionou anos atrás hj não funcionaria, pois o mercado de comissários tb está fechadíssimo – e pra vc disputar uma vaga na Emirates ou Etihad nem precisa de curso, se a ideia é voar só pelo dinheiro.

Em tempo: se falta bem pouco pra vc terminar a faculdade, termine-a. Ter curso superior no mínimo vai cair bem no seu cv, e dependendo da cia até abate horas na seleção.

11 comments

  1. Alexandre Hideki
    3 anos ago

    Olá bom dia!
    Se eu tinha alguma duvida em entrar na aviação ela se foi depois de ler todos esses posts, Minha historia é muito parecida com a do Raul, terminei um curso superior, trabalhei durante alguns anos na área sai para respirar novos ares abri uma empresa e tudo corria normalmente mas a alguns meses vem aflorando essa minha vontade que tenho desde criança de ser piloto e poder voar. Creio que chegou a hora porém tenho muitas duvidas em relação ao curso será se poderiam me ajudar? Qual carreira será mais promissora? Avião ou Helicoptero? Gostaria de uma indicação para obter uma boa formação qual escola devo procurar? Andei pesquisando alguns sites sobre os cursos mas gostaria de obter uma boa formação.
    Aos que puderem me ajudar agradeço e desejo um ótimo dia a todos!
    Abraços
    Alexandre

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Hideki Sam… Acho que falta vc ler mais posts! Tem muita informação sobre praticamente tudo o que vc quer saber aqui no blog.

  2. Renan Gomes
    3 anos ago

    Muito bom ver estes relatos e saber um pouco da experiência de cada um e perceber que tudo valeu a pena.
    Tenho também um dilema e minha história se parece com a de muitos. Resumindo: desde criança gostei de aviação mas não tinha dinheiro. Acabei por fazer (com muito esforço) o que era “moda” na época e considerado uma “carreira promissora” e me formei em ciência da computação. Vim para a capital e comecei a trabalhar como programador de sistemas e acabei fazendo um MBA em gestão de TI para galgar posições mais elevadas. Além disso, também tenho outros cursos e certificações em TI. Consegui um bom salário e com isso voltou à tona minha vontade de ser piloto. Mesmo com as crises na aviação iniciei em março de 2013 o teórico de PP e hoje estou para terminar o prático, faltam apenas três navegações e o check que acredito que até o final de março eu consiga. Bom, o PP eu consegui pagar, já o PC+Multi+IFR+penduricalhos não sei se vou conseguir no momento.
    Estou com 29 anos e vou me esforçar para conseguir continuar com a formação, enquanto mantenho meu emprego em TI paralelamente até que eu consiga fazer a migração total para aviação.
    Assim como os colegas citaram, eu também vou jogar para o alto todos os cursos, certificações, etc que tenho para correr atrás de um sonho.
    Não me arrependo de nada, talvez se eu não tivesse feito dessa forma não teria hoje dinheiro para pagar o curso de piloto.
    Antes eu ia atrás apenas de dinheiro, afinal “pagando bem que mal tem?”, não é? Mas percebi que isso não é tudo. Agora o que eu quero é fazer o que gosto e ser feliz – isso sim vale a pena.

    Abraços

  3. Luiz
    3 anos ago

    Pessoal, aproveito esse momento para contar um pouco da minha história e de como consegui alcançar o meu sonho.

    Assim como a maioria, a paixão começou cedo, nunca pensei em outra carreira.
    Comecei a frequentar o aeroclube com 12 anos, aos 17 consegui meu primeiro emprego lá, auxiliar de limpeza e almoxarifado, amava o que fazia, porém em 2001 fui demitido devido a crise financeira que assolou a aviação e o aeroclube.
    Surgiram outras oportunidades, parei com meu curso de planador (que eu pagava com o trabalho no aeroclube) mas o foco sempre foi aviação, a família pressionava muito para que eu optasse por outra área, mas sempre me mantive em contato com os colegas, consegui um emprego em uma oficina de manutenção no aeroporto salgado filho, a vaga era para a mesma que eu ocupava antes.
    Minha empolgação e dedicação eram visíveis e logo fui promovido para vendedor de peças aeronáuticas, surgiu a necessidade da especialização, lá fui eu fazer o curso de mecânico !
    O curso durou 2 anos de estudo e eu precisava fazer mais 3 de estágio, eu trabalhava e fazia o estágio em uma taxi aéreo a noite.
    Porém, em 2005 a empresa que eu trabalhava como vendedor estava a beira da falência, surgiu aí a oportunidade de trabalhar na área de manutenção de uma empresa aérea regional que estava se formando em Porto Alegre, seria a oportunidade ideal para tocar de vez meu sonho de voar.
    Logo fui admitido e minha função era comprar peças para os LETs recém chegados da República Tcheca e aproveitando do cargo, comecei a fazer os cursos de manutenção que a empresa dava aos mecânicos.
    Em 2009 consegui finalizar o tempo de estágio para a habilitação de mecânico e a promoção para esse cargo seria um avanço salarial e me permitiria um dinheiro a mais para meu curso de PP que aos poucos ia chegando ao final.
    E a oportunidade se concretizou, a empresa me deu os cursos de manutenção do equipamento para a obtenção da licença, tudo certo até a data o check, quando descobri que não estava na relação dos funcionários a serem checados e para minha surpresa eu não iria checar porque eu fazia curso de piloto ! Foi uma grande frustração, fui do céu ao inferno, foram 5 anos de estudo !
    Pensei em me demitir, mas um colega que trabalhava na coordenação de voos me avisou de uma vaga em aberto, lá fui eu, recomeçar tudo de novo, mas dessa vez no setor de operações, que é mais ligado ao operacional da empresa e foi lá meu renascimento.
    Após poucos dias de trabalho, já pensando num diferencial e especialização, descobri o curso de DOV (despachante operacional de voos), fui “com toda sede ao pote”, logo já estava ajudando os pilotos a fazer análises de pista, manuais etc… Foram 2 anos de curso !! Porém sabia que em Porto Alegre não existiam DOVS e que minha vida tinha um novo rumo, São Paulo.
    Lembro do dia em que recebi o resultado da ANAC, eu tinha uma vitória e um desafio, conseguir o estágio em uma empresa de grande porte (RBAC121), descobri através de um colega o telefone do chefe dos DOVS da maior companhia da época, liguei e logo tomei um banho de água fria, pois as empresas só estavam chamando por promoções internas, mas isso não era um motivo para eu desistir.
    Comentando do meu caso com o piloto chefe da empresa que eu trabalhava ( que não tinha DOV) fui surpreendido com um “ahhh o fulano !! Eu conheço ele !!”
    Estava se abrindo uma porta, logo tratei de botar os dois em contato e após de meses de espera, saiu a oportunidade de fazer o estágio que eu tanto queria !!! Pedi férias e rumei para São Paulo.
    Sentado em uma caixa térmica na galley de um 727cargueiro cheguei a SP para mais uma etapa de minha vida, mal sabia do que me esperava nessa terra de oportunidades.
    Fiz o curso, 4 semanas estudando o Airbus, fiquei admirado com a profissão, vi que ali era minha chance de terminar minhas horas do PC e uma vida mais estável pois o salário chegava a ser o triplo do que eu ganhava no Sul. Porém não havia vagas, só uma expectativa de ser chamado quando houvesse uma. E justamente nessa época, minha filha havia nascido, largar tudo parecia loucura, ainda mais com uma vida que dependia de mim era loucura !
    Mas o sonho foi mais forte que a realidade, pedi demissão e rumei para São Paulo, frequentava o DOV todos os dias e aguardava uma vaga ansiosamente, passaram 6 meses, o dinheiro tinha acabado, a situação era desesperadora, tinha chegado ao mais profundo nível de desespero de minha vida. A volta para Porto Alegre parecia eminente! quando na mesma semana recebi três propostas de emprego !! Pude escolher !!!
    Fiquei com a empresa que eu já conhecia, ganhei as carteiras dos maiores aviões do mercado e fui designado para trabalhar em congonhas e guarulhos respectivamente.
    Em 2010 consegui meu segundo emprego em uma empresa que também operava o Airbus, dois empregos fizeram com que eu checasse as minhas carteiras de piloto com conforto financeiro.
    Após isso, chegava enfim, a hora de voar. Como já trabalhava dentro das companhias, fui direto ao ponto, e descobri que a promoção interna era algo previsto nas duas, porém uma precisava de 1500 horas e na outra, bem menos do que eu esperava.
    Pedi demissão na outra e fiquei na espera da seleção para vaga interna, após quase um ano de espera fui chamado para o processo seletivo, resultado, fui aprovado !!!! Minha alegria era de quem ganha na loteria, mas antes mesmo de começar o ground school, fui do céu ao inferno pela segunda vez.
    Haviam detectado um problema jurídico em relação ao salário e eu não poderia voar por ganhar um valor miseravelmente maior do que o salário base de um copiloto. Lembro me de ter pensado em largar tudo, fiquei deprimido…
    Mas, pouco tempo depois, eu já estava nas portas dos hangares largando cartões e fazendo contatos, até que um dia descobri que a empresa eu trabalhava iria desativar o avião que eu iria voar e só haveriam turmas para o mais novo equipamento da empresa, o Airbus, perícia loucura para alguns, eu estar pleitiando um vaga com tão pouca hora, mas como o não eu já tinha, comecei a rodear a chefia. Um dia fui chamado pelo diretor de operações a sua sala, jurei que era alguma coisa relativa ao DOV, mas não, era a comunicação de que eu faria um novo processo seletivo, só que dessa vez para o Airbus !!! Não deu outra, menos de um mês após isso eu já estava em MIAMI na AIRBUS, realizando meu sonho ! 12 Anos após ter feito minha primeira hora de voo !!

    • Luiz
      3 anos ago

      Continuando, pois faltou espaço…(risos…)

      Hoje em dia, posso dizer que sou apaixonado pelo que faço, agradeço todos os dias pela oportunidade que me foi dada, e olho com carinho o meu passado e principalmente, respeito todos os que me cercam, pois sei o valor que cada um tem dentro de uma operação.
      Espero que essa história ajude a quem ainda duvida de que um sonho não pode se tornar impossível, estou aqui de prova ! Risos….

      Deixo um grande abraço ao Raul, nosso Coach de plantão, para horas boas e ruins. E meus parabéns pela iniciativa desse blog !

      “Nunca permita que cortem suas asas, estreite teus horizontes ou tirem as estrelas de teu céu, nunca deixe que teu medo seja maior que tua vontade de voar, o valor da vida está nos sonhos que lutamos para conquistar”
      (Autor desconhecido)

      • Enderson Rafael
        3 anos ago

        Que história espetacular, Luiz. Sem palavras, meus parabéns! Estava, especialmente hoje, precisando ler algo assim. Grande abraço e bons voos!

        • Zé Maria
          3 anos ago

          Enderson, boa noite.
          Chovendo no molhado mas. . .
          Li suas considerações, “conheci” a sua história, pergunta óbvia que não quer calar:
          O Raul postou por aqui que a Azul tá contratando. . .
          Já foi lá conquistar o teu lugar?
          Talvez não possa responder, mesmo assim estou na torcida para ler um “Sim!”
          Quem sabe é agora a sua hora?
          Estou na torcida.
          Zé Maria

          • Enderson Rafael
            3 anos ago

            Estamos considerando todas as possibilidades, Zé Maria. As possibilidades é que não estão nos considerando :-/

        • Luiz
          3 anos ago

          Obrigado Enderson !

          Persista que a hora chega !
          Sucesso meu amigo !
          Grande abraço

          Luiz Borges

          • Enderson Rafael
            3 anos ago

            Thanx man! Estamos aqui na luta! Nos vemos por aì;-) bons voos pra nós;-)

  4. Eduardo
    3 anos ago

    Excelente post!

    Estamos todos na mesma luta. Tenho 38 anos, formado como técnico químico e Gestor Ambiental. Estou abandonando uma carreira de 23 anos que me deu muitas alegrias para enveredar nos espaços aéreos.

    A aviação por si só é uma área em que muitos morrem na praia! E ficam apenas os verdadeiramente apaixonados e capacitados, pois a peneira é cruel.

    Checarei o meu Multi-IFR amanhã, sem muitas perspectivas de emprego. Mas afinal de contas, porque viver uma vida que não nos trás felicidade esperando o dia da aposentadoria?

    Acredito que nascemos para ser feliz, para lutar pelos nossos sonhos com todas as forças! Porque no dia que você estiver voando, empregado, aproveitando tudo isso! Saberá que valeu a pena.

    Lucas, você é a única pessoa que pode decidir sua vida! Muitas vezes as pessoas que estão ao nosso lado não conseguem enchergar o que está dentro de nós, nossos sonhos, objetivos e metas.

    Tive algumas oportunidades de encontrar o Marcos Pontes nestes 3 últimos anos e ele me disse uma coisa que nunca mais vou esquecer: – Siga os seus instintos!

    Se assim como eu você não consegue mais se enchergar fazendo outra coisa… Vá em frente! Mas curta cada voo, cada momento na sala de aula, cada amizade, porque o importante não é apenas o destino, mas sim a viagem.

    Siga seus instintos!

    Grande abraço e sucesso

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