[R/RBAC-61] A origem das alterações propostas ao RBAC-61

By: Author Raul MarinhoPosted on
276Views3

Ata Reunião CC-ANAC 10-10-2013

Capacitação de Pilotos – Apresentação da PUC-RS à ANAC

Este post é para quem tem curiosidade em saber de onde vem as diretrizes para as alterações do RBAC-61 ora em curso na ANAC. Estava remexendo nas atas das reuniões do Conselho Consultivo da agência, e deparei-me com o registro da reunião de 10/10/2013, acima reproduzido, que em seu item 5º refere-se à apresentação do Prof. Elones Fernando Ribeiro (diretor da FACA/PUC-RS) denominada “Capacitação de Pilotos para a Aviação Civil: Novas Regras”. Entrei em contato com o Prof. Elones, e ele me mandou uma cópia da apresentação que ele realizou naquela oportunidade, que também segue acima. Lendo estes dois documentos, percebe-se de onde vem a “inspiração” para as alterações propostas pela GCEP/ANAC apresentadas na semana passada. Tomara que a agência leve em conta a proposta de diferenciação dos cursos de PP e de PC que está na apresentação do diretor da FACA, que eu achei muito interessante para o processo de formação de pilotos no modelo que temos no Brasil.

Para encerrar, reproduzo a seguir o trecho da referida ata em que o Prof. Elones fala sobre a questão das 200h PIC para INVA/Hs, com argumentos contrários à sua obrigatoriedade (os grifos são meus). Se aquela apresentação realmente tem a ver com o que a GCEP/ANAC pretende alterar no RBAC-61, confirma-se a percepção de que a agência pretende mesmo extinguir essa obrigatoriedade no “novo” regulamento.

(…) Citou também o estabelecido no RBHA nº 141 sobre a habilitação de instrutor de voo e a determinação de que o solicitante deve possuir 200 horas de voo como piloto em comando na categoria de aeronave para a qual requeira sua habilitação de instrutor de voo sendo que, destas, ao menos 15 horas deverão ter sido realizadas nos 6 meses precedentes à solicitação. Sobre este ponto, o Conselheiro alertou para o fato de que a profissão de instrutor de voo ainda não encontra-se regulamentada no Brasil, alegando também que vê a exigência de 200 horas de voo em comando como impraticável pois, sob seu ponto de vista, dificilmente os instrutores mais antigos* preenchem tais requisitos e existe a tendência de que os profissionais busquem a realização das horas que faltam sem atentar-se para a qualidade necessária na realização dessas horas de voo. Por fim, ressaltou que dificilmente um aeroclube irá pagar pelo serviço de instrutores profissionais, apontando que a realidade hoje é que os instrutores, na maioria das vezes, desempenham seu papel justamente com o objetivo de obter horas de voo e, assim, galgar degraus maiores.

 *entendo que houve uma confusão aqui, e o correto deveria ser “menos experientes”.

3 comments

  1. Antonio Santos
    3 anos ago

    Feliz dos aeroclubes, que estão faturando com escalas cheias de alunos de INVA, por causa desse vai ou nao vai, final das contas vai ficar tudo como esta ou pior, pois vai ter mais INVAs ainda, o que vai prostituir ainda mais o mercado. È pessoal nao sera dessa vez que a profissão sera valorizada. Ou seja, Aeroclube faz que paga Inva faz que da instrução. O único real prejudicado, o aluno que nao pode nem fazer que paga nem fazer que sabe, pois se não pagar não voa se não saber não checa (mais ou menos).

    • Cadu
      3 anos ago

      Infelizmente é mais ou menos isso mesmo que esta acontecendo.. uma corrida desenfreada aos aeroclubes para o INVA devido a uma agencia que não sabe o que quer da vida..

Deixe uma resposta