[R/RBAC-61] Enquete: 200h PIC obrigatórias para INVA/Hs

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Vamos agora tratar do tema mais polêmico desta reforma do RBAC-61: as tais 200h em comando obrigatórias para INVA/Hs. Só que, agora, não vou propor uma enquete nos mesmos termos da anterior, sobre a obrigatoriedade das provas teóricas de PP e PLA. Se, no caso das provas teóricas, já teve gente acusando que a votação estava sendo feita direcionada por interesses pessoais, quanto mais agora, em que o que está em jogo é muito mais significativo! O ideal seria poder segmentar a enquete, e haver uma para quem já é INVA/H, e outra para quem ainda não obteve tal habilitação – mas isso seria inviável. Então, esta enquete será um referendo sobre a proposta que eu pretendo enviar para a GCEP/ANAC, que é o que já disse ser a minha intenção no post “[R/RBAC-61] Como foi o workshop da ANAC sobre a revisão do RBAC-61” – vide reprodução do trecho a seguir:

(…) partindo do “espírito” da proposta que eu mesmo apresentei sobre o assunto (mas não quanto à forma: certamente, não daria para criar classes de instrutores no regulamento), ajustada ao que foi discutido no evento, acho que daria para chegarmos a uma proposta do grupo que tirasse a exigência das 200h em comando para INVA/Hs do texto do “novo” RBAC-61; e em troca, admitiríamos exigências de maior qualificação de instrutores em determinadas fases da instrução nos novos manuais de cursos de pilotos, que serão publicados em conjunto com o novo RBAC-141. Com isto, na prática, ficaria permitido que instrutores recém-formados exercessem a atividade em fases menos críticas da instrução (ex. horas de navegação do PC), e deixaríamos as exigências de maior qualificação para fases como a instrução IFR. Isso, aliás, é o que já se faz na maioria das boas escolas e aeroclubes na prática.

Então, pessoal, o que se quer obter nesta enquete é somente a concordância ou não do conjunto de leitores deste blog quanto ao que está acima proposto. Não está em discussão se faz ou não sentido exigir 200h PIC dos instrutores, se isso é importante para a segurança de voo, etc. – isso já foi bastante discutido em outros posts. O que se quer aqui é legitimar (ou não) a proposta acima, nada mais do que isso.  Se a maioria dos leitores concordar com o que propus sobre este assunto (vide trecho destacado acima), eu vou enviá-la para a GCEP/ANAC com a ressalva de que X% dos leitores do blog apoiaram a proposta, o que representa Y pessoas; mas se a proposta não obtiver pelo menos 50% dos votos mais um, eu não vou enviar essa proposta de alteração, e aí retornaremos à discussão do tema até chegarmos a uma nova proposta para ser enviada. Estando isto esclarecido, vamos à enquete, que ficará no ar por somente uma semana.

Votem com responsabilidade!

26 comments

  1. feenando
    3 anos ago

    Vou mais alem.pra mim intrutor deveria ter no minimo 500 hs alem d curso superior

  2. wagner
    3 anos ago

    Apesar da maioria não acreditar no resultado (parcial) da enquete e responsabilizar a ignorância alheia pela surpresa, fica evidente o desejo de melhorar a instrução; embora muito precisa ser feito para se ter uma instrução de qualidade em nível absoluto aumentar a experiência dos instrutores já é um começo.
    Em inúmeros posts e comentários do site ninguém nunca desprezou o fato do piloto possuir conhecimento e experiência para o trabalho, portanto não faz sentido discordar agora; provavelmente a repulsa se deve ao fato dos altos custos envolvidos nesta formação – mas isto é uma outra questão.

    • Hugo
      3 anos ago

      Não é apenas ignorância alheia. Agente consegue perceber que a enquete pode estar induzindo ao erro. Se fosse qualquer publicação aeronáutica escrita dessa forma provavelmente seria reescrita para evitar acidentes. Por isso, acredito que a enquete não está representando o pensamento dos leitores do blog.

      Exigir 200h PIC vai de encontro com o interesse de todos. Não aumenta a proficiência do piloto significantemente; reduz o número de instrutores capacitados; reduz o número de novos alunos; aumenta os gastos com a formação – mas isto é uma outra questão.

      • Raul Marinho
        3 anos ago

        Não é apenas ignorância alheia mesmo, é preguiça alheia principalmente. Leia a enquete e me responda: há alguma dúvida sobre o que foi perguntado? Mais claro que aquilo é impossível, o cara só se confunde se não lê o enunciado e vai seco nos termos em maiúsculas, achando que eles se referem à obrigatoriedade das 200h PIC, e não à proposta. E se eu escrevesse esse blog como se escreve um NOTAM, duvido que alguém o lesse, companheiro… Já quanto á enquete não representar o real pensamento dos leitores, isso ficou claro com a enquete de cheque que eu postei depois.

        (Obs.: Seu parágrafo final está contraditório, acho que vc se expressou mal).

  3. Joao paulo
    4 anos ago

    Sou instrutor de voo hà 2 anos e digo com toda certeza essa pesquisa ta errada o pessoal ta confundindo,pois em conversa
    com amigos do RJ MG e SP a maioria é contra as 200 horas em comando entao pessoal prestem atençao na pergunta.

  4. inva cem sencias oronáuticas
    4 anos ago

    Concordo com você no seu contra ponto. Mas fui intensionalmente provocador – e extremista – para colocar meu ponto (que nao é ITA X PUC X M.Nassau), e sim desvincular pré requisitos de licenças de pré requisitos acadêmicos (a não ser os óbvios, já existentes). Mas esse ponto é meu, a turma se sinta livre pra discordar! Obrigado

    • inva cem sencias oronáuticas
      4 anos ago

      Coloquei meu comment no lugar errado sr. Raul!

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Eu entendi. Mas eu acho que já está na hora de levarmos a sério os cursos superiores de aviação.

  5. Cmte Bob
    4 anos ago

    Se o pessoal não consegue entender (nem ler) a enquete, como poderá ser Instrutor de Voo ? Aliás lembrando, Instrutor não é profissão e sim uma maneira de se conseguir “uma coisa melhor” o que é errado.

  6. Renan Rocha
    4 anos ago

    Exigir 200 horas em comando não garante eficácia ao quesito “melhoria na formação do instrutor de voo”. Minha opinião é que esta responsabilidade cabe às Escolas que trabalham de forma séria, que recrutam profissionais com critérios, que promovem qualificação contínua e, não obstante e previamente à isso, ministram um curso de INVA/H muito mais rigoroso quanto à padrões de segurança e qualidade do que o manual de curso da ANAC, publicado no ano de 1992. Quer melhorar a formação de pilotos Sra. ANAC? Vá atualizar seus manuais de curso e promover inspeções nos treinamentos e não nos documentos e nas instalações físicas de salas de aula e banheiros das Escolas.

  7. tropesko
    4 anos ago

    Raul, notei que a maioria das pessoas está votando Contra a proposta do blog, mas será que elas não estão votando Contra a obrigatoriedade das 200h, e não estão lendo direito?

    Pq tenho observado que a maioria das pessoas que conheço (sou aluno de PC) é contra a obrigatoriedade. Dito isso, achei estranho o resultado até o momento.

    • Thiago
      4 anos ago

      Também estou achando, porque a esmagadora maioria é contra esse absurdo. Acho que a enquete está confusa.

      • Raul Marinho
        4 anos ago

        Pois é, eu não sei como o pessoal pode não ter entendido o que escrevi, mas o fato é que o resultado está sendo contrario ao que esperava. Vamos ver ate amanhã, e se for o caso eu reformulo a enquete.

        • Renato G.
          4 anos ago

          Tambem ratifico a opinião do colega. É a velha mania do povo fazer as coisas sem ler :)

          • Raul Marinho
            4 anos ago

            O que explica, em grande parte, porque chegamos onde estamos…

            • Thiago
              4 anos ago

              Depois ainda esperamos que a Aviação mude, quando temos a chance o pessoal não se compromete nem para responder uma enquete..

  8. Bruno
    4 anos ago

    Eu sou contra a proposta. Acho que essa mudança dificulta um pouco o ingresso de novos pilotos no mercado, porém vai valorizar a carreira dos Pilotos que já estão nele. Antes de mais nada gostaria de dizer que sou INVA e trabalhei durante 1 ano e 3 meses como tal. Hoje em dia existem tantos novos pilotos “prontos” no mercado que as escolas e aeroclubes usam dessa situação para praticamente escravizarem seus funcionários pagando pouco, obrigando a cumprir escalas desumanas e te dispensando sem nenhum motivo justo, apenas para poder empregar outro INVA no intuito de se promover como bom empregador e atrair mais alunos! Tudo isso porque? Porque do jeito que está hoje, o cidadão checa o INVA e já pode entrar para instrução, fazendo com que as escolas e aeroclubes tenham um lista grande de curriculos em suas mesas e tornando o profissional que está ali dando o sangue pelo trabalho se tornar totalmente dispensável! Apenas um numero, não importa se você é bom ou não! Existem 30 outros pra entrar no seu lugar, sendo que com as 200h não terão tantos curriculos a disposição e assim os empregadores nos darão maior valor! Isso sem falar que dos alunos que tive de INVA durante esse tempo de trabalho, pelo menos 40% não sabia coisas básicas sobre um voo. Não conseguiram realizar uma boa pane simulada ( imagine uma real), fonia fora de padrão, variações de altitude e até mesmo aluno de INVA com dificuldade em navegar usando a bussola! Por essses e outros motivos sou a favor das 200 horas. Maior qualidade na instrução, maior valorização do profissional são pontos fundamentais para a melhoria da aviação no Brasil

  9. Renato G.
    4 anos ago

    Raul,

    sou a favor do seu modelo de proposta, onde cai por terra a obrigação das horas, mas aumenta-se a exigência durante o curso de instrutor. Eu mesmo chequei o INVA sem aprender a instruir. Durante meu curso, aprendi apenas a corrigir falhas de aluno, o que não é a mesma coisa. Teórico? Prefiro nem comentar como foi :)

    O que eu acho que deve ser bem discutido é o que é “seguro” pra novos instrutores assumirem e o que não é. Quais critérios vão julgar se ele está apto a instruir TGL, instruir manobra, instruir navegação, PP/PC, etc…

    Abraço

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      Pois é, mas minha proposta não é somente que se aumentem as exigências no manual do curso de INVA. Além disso, eu acho que, nos manuais de curso de PP e de PC, esteja especificado que, para dar instrução em determinadas fases dos cursos, o instrutor deve possuir determinadas qualificações. Para o pós-solo do PP e as horas em comando do PC, ok: o instrutor ser recém-formado; mas para o pré-solo e as horas MLTE e IFR, eu acho que o instrutor tem que ser mega-experiente. Minha proposta, inclusive, é de que o INVA para a fase pré-solo tenha um mínimo de 1.000h DE INSTRUÇÃO. E, para o INVA de INVA, minha proposta é que o instrutor tenha, obrigatoriamente, diploma de Ciências Aeronáuticas. Ou seja: a idéia é permitir que o recém-formado possa atuar no mercado, mas ao mesmo tempo aumentar significativamente o nível de qualidade e segurança nas etapas mais sensíveis do processo de formação.

      • Cmte Bob
        4 anos ago

        1.000 hrs de Instrução? aonde existe isto?

      • inva cem sencias oronáuticas
        4 anos ago

        Raul, todos têm o direito de dar a opinião e a sugestão que quiserem. Mas não vejo como o curso de ciências aeronáuticas pode ser parâmetro para a qualidade da instrução. É óbvio que CA agrega valor ao cara, deve ser levado em conta para fins de contratação e etc, mas não creio que se deva vincular uma licença a um diploma de faculdade, pois não há essa correlação (CA X Qualidade do piloto). Levo meu argumento ao extremo: quero ver alguém me convencer que um cara que fez ciencias aeronáuticas na Maurício de Nassau é melhor piloto e tem melhor capacidade de absorver e disseminar conhecimento do que um Engenheiro do ITA que também é inva. Entendeu o ponto?

        • Raul Marinho
          4 anos ago

          Entendi, e acho que é um bom ponto para discussão. Não conheço o curso de CA da faculdade que vc citou, mas conheço o da PUC-RS, e sei que um sujeito lá formado teria muito mais condições de formar bem um futuro INVA do que um piloto sem tal diploma (inclusive o de engenheiro do ITA, que é um curso muito mais difícil, mas inadequado para a finalidade de formar instrutores de voo).

      • luiz682
        3 anos ago

        eu acho tudo certo o que voce falou, eu sou instrutor tenho 2200 hs,mas discordo quando voce fala que teria ter curso superior para ser INVA de INVA, eu nao tenho curso superior e acho que o que manda mais e a prática e nao 4 anos sentado num banco de faculdade onde so se tem um pouco mais de teoria apenas.

        • Raul Marinho
          3 anos ago

          …E 4 ANOS de faculdade significam “um pouco mais de teoria apenas”?
          Bem, é a sua opinião, eu respeito. Mas, definitivamente, não concordo.

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