“Em 10 anos, o Brasil registrou 94 acidentes com helicópteros Robinson”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Saiu no blog Coluna Esplanada/UOL de ontem (30/03), a reportagem dizendo que “Em 10 anos, o Brasil registrou 94 acidentes com helicópteros Robinson“. Não é uma matéria muito bem escrita, tecnicamente falando, mas, em essência, traz um dado preocupante, que é o número absurdo de acidentes com o(s) TIPO(s) a pistão da Robinson no país (até onde eu sei, o R-22 e o R-44 eram um tipo único, mas me parece que a ANAC os desmembrou em 2 TIPOs distintos – a conferir). Sim, eu sei que estes equipamentos, por serem mais baratos que os helicópteros a turbina, são também os mais populares no ambiente de instrução básica, assim como para serem utilizados pelos pilotos menos experientes. Mas, mesmo assim, acho que é uma informação para ser mais bem explorada pelas autoridades aeronáuticas do Brasil.

5 comments

  1. Dedeco
    4 anos ago

    Devido as acidentes nos EUA com o R22, a FAA estabeleceu um regulamento diferenciado para treinamento e instrução nos modelos R22 e R44.

    Segue o link http://www.faa.gov/regulations_policies/rulemaking/recently_published/media/Final_Robinson.pdf

    Na página 7 tem um comparativo entre o Enstrom 280 e Schweizer 269 versus Robinson R-22 eR-44. São 54 acidentes com o R22 e R44 contra 18 com os demais considerando soma de horas de voo equivalentes.

    NA EFAI onde tirei o meu PPH, apesar de ter R22, o Cmte Bosco não permitia que alunos sem PPH checado pudessem voar R22 por achar que o Schweizer era infinitamente melhor para instrução.

    Mesmo com a descontinuidade do Schweizer, a EFAI não adotará o R22 para instrução inicial, fiquei sabendo que será comprado 2 Guimbal Cabri G2, isto saiu até como notícia na HELI-EXPo 2014, veja a matéria: http://www.pilotopolicial.com.br/heli-expo-2014-efai-anuncia-opcao-de-compra-de-dois-guimbal-cabri-g2/.

    Bom, baseado nisto, na minha opnião o R22 deveria ter uma tratamento especial aqui no Brasil. Nos EUA desde 95 há uma diferenciação, e em 2009 foi drasticamente alterada para exigir outros pré-requisitos.

  2. Jose Luis
    4 anos ago

    É sempre bom uma notícia dessas para disparar uma busca de informações para realmente avaliar se os modelos são bons ou não, até porque quando se lê “que as turbinas do R22 são Rolls Royce” você acaba não dando tanta confiabilidade à reportagem.

    Se olharmos bem o gráfico que está colocado na reportagem vamos perceber um “boom” de acidentes entre os anos de 2010 e 2012, que foi o “boom” do apagão de piloto , o que de cara traz um número fantástico de horas voadas em R22( fato do que vivi esperando para marcar horas instrução), além de colocar muitos pilotos recém formados no mercado, voando principalmente esses modelos, sendo assim já temos dois fatores que diretamente contribuem para esse dados, número de horas voadas e baixa experiência.

    Se considerássemos a média anterior a 2010 como 8 acidentes anuais, já seriam 16 a menos nesse período.

    Outra coisas que me chamou atenção foi que o número de acidentes de R44, que se bem voado tem uma margem de segurança em emergências maior que do R22, ser maior que o número de acidentes dos R22, o que nos leva a perceber que o “problema” é mais elaborado que os simples número.

    Soma se a isso o fato que as aeronaves Robinson tem um custo de aquisição mais acessível o que faz com que novo proprietários busquem um R44 (Ex: para viajar com a família) ou um R22 (Ex: para curtir sua vocação de voar); e quem está entrando muitas vezes não sabe quanto custa voar, não está preocupado em colocar $$$ em segurança, além de outros pequenos pecados que vão formando o efeito dominó que causa os acidentes.

    Vale sim investigar esse assunto à fundo pois R22 e R44 são modelos essenciais para a aviação de asas rotativas e tanto ABRAPHE quanto IHST podem ajudar nos estudos, e como representantes da comunidade de asas rotativas são grupos dos mais interessados na segurança da nossa aviação.

    Voar R22 e R44 á bem seguro desde que voados dentro de suas limitações (peso, velocidade, temperatura ….), dos regulamentos ( nada de missão visumento/IFR R44 e correr o risco de acabar na serra do mar) e com bom senso.

    Pense em todas as vezes que você está andando de carro na rua e passa um R22 e um R44, imagine a quantidade de horas voadas nessa máquina, o número de operações de pouso e decolagem que fazem todos os dias; com isso dá para ter uma ideia dos índices de segurança da máquina.

  3. Chumbrega
    4 anos ago

    Pouco menos que 1 acidente por mês, isso fora os não reportados. Mas a matéria não traz dados para comparação, então fica difícil.

  4. Dantas
    4 anos ago

    Raul, com relação ao desmembramento de TIPO R22 e R44 a informação procede, até meados de 2012 o tipo era unificado RHBS, contemplava os dois modelos de helicóptero Robinson, agora é Tipo R22 e Tipo R44 !

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