TV Globo/MGTV: “Pilotos migram para aviação agrícola no Triângulo Mineiro”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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E lá vem o “apagão de pilotos” mais uma vez, agora na versão aeroagrícola: “Pilotos migram para aviação agrícola no Triângulo Mineiro“.

5 comments

  1. Celso
    3 anos ago

    Muito bons os comentarios…nota-se que tem muito piloto consciente da situaçao atual da agricola…parabens pessoal!

  2. Renato G.
    3 anos ago

    Uma coisa é fato, a aviação agrícola tem mais emprego que a comercial no momento, mas já demonstra tendência de saturamento também, pois muitos migraram da comercial/geral/táxi para o agrícola justamente pelo bom momento.

    • John Noarm
      3 anos ago

      E pior, nego voando (leia-se: arriscando a vida) por mixaria, derrubando o preço.
      Eta aviação que não tem notícia boa nunca.

  3. Lá trás, no post “http://paraserpiloto.com/2013/09/24/a-ilha-de-prosperidade-que-e-a-aviacao-agricola/”, eu já tinha cantado a pedra de que havia um apagão dentro do apagão! Minha suspeita, lamentavelmente, vem se confirmando. rsssss

    Eu comparo muito o piloto com um artista da música no seguinte sentido. O “candidato a cantor famoso” pode ter grana, comprar os melhores instrumentos, reunir uma boa banda, ser persistente, persuasivo, ter boas músicas e bancar o lançamento de um CD seu, mas o que vai determinar se ele vai “vingar no mercado musical” ou não muitas vezes não depende de todo esse aparato e nem dele mesmo, e sim de certas circunstâncias “aleatórias”, também conhecida como “sorte”.

    Então pra quem quer ir pra agrícola de forma, digamos, “forçada”, ou seja, sem ser pelo caminho natural, acho que é bom ficar atento pra não jogar dinheiro no ralo. PAGA não é igual a INVA. Piloto agrícola é no gerúndio. Ele não se torna, ele “vem se tornando”. Com o tempo. Aos poucos.Com experiências fora dessa área, pra depois ir fazer o PAGA e ter a primeira oportunidade.

    Eu vejo assim. Com o INVA deveria ser o mesmo. Só tem a ensinar quem muito aprendeu. Porém sabemos que na prática muito novato consegue vaga como INVA. Não acho errado, porém sou a favor de uma “categorização” dos INVAs. Uma espécie de plano de carreira. Mas isso já é outro assunto .

    • Löhrs
      3 anos ago

      Achei bem interessante a sua analogia Alisson. Concordo com vc que o PAGR vai se tornando PAGR ao longo do tempo depois de formado. Tem gente achando que é só checar o PC, fazer algumas (170) horas e correr pras Cachoeiras do Sul da vida e pronto! Sai voando Ipanema por aí numa boa. Não é bem assim não! Fiz meu CAVAG com mais de 2000 horas totais, oriundo da Executiva e passei susto à beça quando fui fazer minha primeira safra. E olha que voei num tapetão praticamente sem obstáculo nenhum, avião velho mas com motor bom e alinhadinho.

      Por causa da saturação nas outras aviações, muita gente migrou para a Agrícola, eu fui um desses, mas ingressar na Agrícola está mais difícil que antes. As empresas, fazendas e cooperativas não estão tão desesperadas por mão de obra e estão fazendo todo tipo de restrições para proteger o patrimônio e evitar ações de indenização por causa de acidentes fatais (o que é bastante comum). Só na safra 13/14 eu soube de uns 4 acidentes fatais Brasil afora.

      O sujeito gasta uns R$ 25.000,00 em média pra fazer um CAVAG e não consegue emprego de imediato, porque existe uma forte restrição quanto à PRIMEIRA safra. Além disso, há quem não empregue pilotos com menos de 3 safras ou 800 horas AGRÍCOLAS comprovadas. Algumas empresas preferem pilotos maduros (a partir de 35 anos de idade) mesmo que não tenham muita experiência na AG. E agora com a enxurrada de gente migrando…no ano passado eu contei umas 30 turmas de 30 alunos em média nas 4 escolas formadoras no Brasil. Isso dá 900 novos PAGA em média…Sem falar nos que já estão empregados. Acho que não tem Ipanema pra isso tudo não!!

      A verdade é quem não há apagão de agronautas como não há de aeronautas!

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