Estadão: “Subsídio a voo regional terá até R$ 1 bilhão”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Reproduzo a seguir reportagem do Estadão de hoje (fonte: Aeroclipping do SNA) falando sobre como será o plano de subsídio à aviação regional brasileira, que a SAC-PR está gestando. Embora o plano possa, de fato, significar o aumento da necessidade de aviões – e, por consequência, de mais pilotos -, eu ainda não entendi exatamente como ele irá funcionar. Do jeito que a coisa está apresentada, parece que ele terá um impacto muito maior na lucratividade das empresas do setor do que no aumento do número de passageiros transportados… Mas ainda é cedo para críticas, vamos ver como a coisa acontece na prática.

O Estado de S.Paulo
Sexta-feira, 9 de maio de 2014
Subsídio a voo regional terá até R$ 1 bilhão
Maior parte da verba será destinada a rotas já existentes, diz ministro Moreira Franco

daniel teixeira/estadão- 16/2/2014

Mais passageiros.Governo diz que vai subsidiar assentos em voos regionais
para ajudar a reduzir o preço da passagem

O subsídio à aviação regional prometido pelo governo para viabilizar rotas de tráfego em regiões de menor movimento de passageiros deverá ter teto de R$1 bilhão por ano, afirmou ontem, em São Paulo, o ministro Moreira Franco, da
Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República. Segundo ele, o montante – que pode ser elevado com o passar dos anos – deve ser dividido entre voos já existentes e novos voos.

O ministro disse que o principal objetivo da medida é fazer com que o preço do bilhete aéreo fique mais competitivo e atraia mais consumidores. Por essa razão, a maior parte do dinheiro reservado para o estímulo, equivalente a 80%
do total, iria para voos já existentes, e não para novas rotas que as companhias aéreas se dispuserem a abrir. “O que está se querendo é que mais pessoas tenham acesso a esse modal de transporte”, explicou Franco.

Para que isso venha a ocorrer, o ministro acredita que valor das passagens aéreas teria de ser barato o suficiente para disputar o passageiro diretamente como ônibus. A intenção da Secretaria de Aviação Civil seria subsidiar até
50% dos assentos das rotas contempladas pela ajuda governamental.

A proposta do órgão para o subsídio deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional em breve, disse Franco, sem especificar se em forma de projeto de lei ou medida provisória.

A ideia de destinar a maior parte do dinheiro a voos já existentes não faz sentido, na opinião do professor de transporte aéreo e aeroportos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Jorge Leal Medeiros. “Se as
companhias áreas mantêm as rotas até hoje é porque elas são viáveis comercialmente. Logo, a ajuda do governo é desnecessária”, afirmou.

Para o especialista da USP, existem formas mais baratas de estimular o transporte aéreo, que envolvem simples mudanças de procedimentos. “Esse R$ 1 bilhão poderia ser mais bem gasto em outras áreas da economia, ainda mais em um
momento em que as contas do governo não fecham.”

O ministro não deu maiores detalhes sobre a fórmula para definição dos subsídios, mas disse que o preço do querosene de aviação, que responde por aproximadamente 40% dos custos, seria um dos balizadores.O Broadcast, serviço em
tempo real da Agência Estado, apurou que fatores como o tamanho dos aeroportos, o porte da aeronave usada e a demanda da rota também poderão ser levados em conta.

Aeroportos. Os recursos para o subsídio dos voos viriam do Fundo Nacional de Aviação Civil, formado por receitas de tarifas portuárias e pelas outorgas dos aeroportos concedidos à iniciativa privada. Porém, esse dinheiro também
terá de financiar outro projeto: as reformas em aeroportos regionais.

Esse plano envolve 270 terminais, sendo 30 novos, e deve custar R$ 7,3 bilhões. Franco disse ontem que entre 130 e 140 aeroportos já têm estudos de viabilidade realizados. Os editais de licitação estão em elaboração. A expectativa
do ministro é que algumas obras sejam iniciadas ainda em 2014.

● Sem utilidade
“Se as companhias áereas mantêm as rotas hoje é porque elas são viáveis comercialmente. Logo, a ajuda do governo é desnecessária.”

Jorge Leal Medeiros
PROFESSOR DE TRANSPORTE AÉREO E
AEROPORTOS DA POLI-USP

/ LUCIANA COLLET e FERNANDO SCHELLER

 

7 comments

  1. David Banner
    3 anos ago

    Se 1% desses 1bi chegar ao seu destino legítimo já vai ser lucro. 99% vai se perder nas roubalheiras e negociatas sem fim desse “país”.

  2. Antonio Santos
    3 anos ago

    Acho que esse subsidio ainda sera melhor do que estamos imaginando, pois a GOL ja esta testando o Q400 e Avianca vai trazer ATR, para eles estarem nesse nível de negociação ja devem ter informações que ainda nao chegou a massa.

    O que mais uma vez vai ser o gargalho sera a infraestrutura, ja que a grande maioria dos aeroportos necessitara de licitações para realizar as adequações necessárias e como todos sabem esse processo e por praxe demorado.

  3. André
    3 anos ago

    Pelo que fiquei sabendo, eles vão subsidiar as linhas existente, mas só aquelas que as empresas deram ou dão saldo de balanço negativo.

  4. Ahyr Maya Filho
    3 anos ago

    E assim a Azul agradece o subsídio…

  5. fredfvm
    3 anos ago

    Não confio nem 1% do que esse des-governo faz. Em vez de salvar algumas empresas (como é o caso da Passaredo), injetar 1 bi para as já existentes, não paga nem o saldo negativo do combustível devido por elas.

    Estão querendo fazer algo na aviação mas esqueceram da ANAC, que vai de mau a pior…

  6. William Bras
    3 anos ago

    Desse des-governo do PT eu não espero nada bem feito. Se eles isentassem as cias de taxas de navegação aérea e pousos e decolagens, daria esse bilhão facilmente. O mesmo para o lucro que o governo tem com o JetA1. São tantas as opções e a tia dilma quer subsidiar rotas já existentes! Se as rotas existem é pk dão lucros, e em alguns casos só não aumentam as frequencias por falta de infra estrutura. Pifia ajuda enfim.

  7. Enderson Rafael
    3 anos ago

    Realmente, só melhora pra nós se aumentarem as frequencias. Mas que a ideia do ministro é tosca, isso é. Se é pra sacrificar 1bi ao ano com as mesmas rotas, isenta as cias de taxas e impostos, o efeito será mais saudável. Em tempo: se tah ruim pra nós, imagina pros motoristas de ônibus…

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