Causos de ‘checkride’

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Voo de cheque é propenso a acontecer fatos inusitados. O candidato está nervoso, às vezes o checador é “espírito de porco” e cobra manobras estapafúrdias… Enfim, é comum ocorrerem situações que, com o passar do tempo, se transformam em ‘causos’ (e ninguém mais sabe se aconteceram mesmo ou não). Por exemplo: no ACSP corria a história de que, antigamente, o checador tirava a chave do contato no meio do voo, para o candidato se virar com a pane como se real fosse… Até que, um dia, a chave caiu no chão da aeronave, escorregou para debaixo do banco, e a dupla candidato e checador acabaram pousando na Anhanguera… Não sei se é real, mas que a história boa, não há dúvidas!

Bem, mas o fato é que ‘contar causos’ não é privilégio só de aviador brasileiro, todo piloto gosta de praticar esse esporte. E é por isso que o pessoal da AVWeb pediu que os leitores enviassem seus ‘causos de checkride’, e os melhores acabaram publicados neste artigo: “Checkride Disasters“. Vale a pena ver as barbaridades que o povo faz lá na terra da FAA (a começar pelo próprio autor do artigo, que se atrapalhou com o check-list pós decolagem e manteve o trem de pouso embaixo o tempo todo…).

4 comments

  1. André Pavin
    4 anos ago

    Muitas histórias interessantes mesmo, deu pra rir haha. Não tive problemas em nenhum dos meus cheques na FAA, mas quando cheguei no Brasil pra checar carteira de fora o checador simplesmente foi dormindo o voo todo e entrou no avião com a FAP já preenchida. Pior de tudo é que a maioria acha isso normal por aqui.

  2. Fred Mesquita
    4 anos ago

    Hoje em dia, conseguir realizar um cheque pela ANAC está cada vez mais raro. Segue como dica de matéria.

  3. Marcelo Quaranta
    4 anos ago

    Raul, a autoridade de um checador tem que se limitar à verificação da proficiência e o checador não pode ser um criador de problemas, devendo exigir apenas aquilo que é previsto. Os que inventam se constituem ,eles próprios, nos maiores problemas à bordo. pois são acidentes em potencial.

    Os conceitos pessoais, afeições ou desafeições também devem passar longe de um voo de check, pois ambos os comportamentos prejudicam muito a avaliação correta e justa, e o checador tem que ser PROFISSIONAL na hora de fazer sua avaliação. As questões pessoais devem ficar em casa.

    Qualquer atitude julgada errada pelo checando pode e deve ser levada ao conhecimento de seus superiores, inclusive através de um RELATÓRIO DE PERIGO, e eu aconselho aos colegas que não hesitem em fazê-lo.

    Checador não é Deus, não é infalível, não é dono do avião, muitas vezes tem menos conhecimento que o piloto checando, e muito menos sua condição de checador o transforma em dono da verdade absoluta. Logo, se colocar o vôo em risco, caneta serve pra ele também, e deve ser usada.

    • fredfvm
      4 anos ago

      Marcelo Quaranta, muitos dos brasileiros de hoje em dia vivem em um mundo próprio e se recusam em fazer um RELATÓRIO DE PERIGO. Eles preferem sair reclamando do checador e sair fofocando a todos o acontecido, mas procurar seus direitos? NEVER…. por isso que temos o Brasil que temos hoje.

      Muitos acham que a responsabilidade é sempre do outro.

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