Entrando em IMC num voo VFR

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Quem já entrou em IMC num voo VFR sabe como é fácil acontecer isso. “Ah, é só uma nuvenzinha que eu furo rapidinho”, “eu ainda consigo enxergar o chão!”, “ih, esse nevoeiro só tá aqui, logo ali ele dissipa”… E quando você vê, acabaram as referências visuais. Daí para virar estatística do CENIPA passa a ser uma questão de sorte. O vídeo abaixo, do Air Safety Institute, é sobre isto – recomendo!

4 comments

  1. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Aqui Enderson, a filosofia é diferente.
    Quantas vezes eu já vi montadores de aviões experimentais dizerem:
    Ah! Não vamos colocar um Horizonte no Avião, se não o proprietário vai se matar.
    Em escolas ,em cursos de PP, eles dizem:
    Não vamos ensinar, se não o aluno vai querer voar IMC e vai morrer.
    Estão certos!
    Eles sabem que o PP nunca sequer segurou um avião por instrumentos, nem em VMC.
    Quanto à pergunta “Já voou visual na rota”?, é aquela política do me engana que eu gosto.
    Pura hipocrisia!
    Pra voar IFR até o Fl150 aqui no Brasil você tem que dizer que sim.
    Nível mínimo IFR na rota, não existe mais!
    Aerovias abaixo do 150?
    Gone!
    History…
    E quando você pede cancelamento e o centro te pergunta se você está “Visual”?
    Sem comentários…
    Quando eu conto que no meu treinamento IFR, no Aeroclube de Sorocaba, decolávamos de Tupi de SDCO já à noitinha para SBSP , depois pra SBBU, voltando para SBSP com TGL para Sorocaba novamente, tudo noturno, voando em aerovia (Que na época era a A304) ninguém acredita.
    Isso foi em 1992!
    Hoje em dia, obviamente, que com as restrições de tráfego aéreo, isso fica impossível.
    Só que essas restrições absurdas, essas perguntas “Hipócritas”, começaram em 2006 na época do famoso “Caos Aéreo”.
    Viví bem essa época no comando do PR-CAZ.
    Avião “Zero”, primeiro G58 no Brasil, Flight Safety e os cambau e….
    Bom, um dia eu conto as aventuras dessa época.
    O Caos só deu uma adormecida até agora.
    Tempos de “arrepiar os cabelos”!

    • Enderson Rafael
      3 anos ago

      Uma das noites mais bizarras da aviação brasileira: 30 de março de 2007. Pousamos e paramos na remota de BSB. Não decolamos mais. Fora um TAM levando orgãos e um turbohelice de um politico à revelia, os céus do planalto central foram esterelizados naquela noite.

      • Beto Arcaro
        3 anos ago

        Hehe… Avião zero, o cara louco pra voar pra tudo que é canto…Uma loucura!
        Decolei de Angra com plano Z para Americana no FL100.
        Tanto o App Rio quanto o SP se negaram à me prestar serviço.
        Literalmente!!
        Dizem que na época, desligaram os gravadores.
        Vim a “Revelia”! Decidi manter o 085 coordenando com a TWR Guarulhos, São José, Campinas, etc.
        Ninguém me disse pra fazer isso! Fiz por conta!
        Muitos tráfegos!
        Naquele domingo, por muito pouco, não aconteceram mais tragédias.
        Gente declarando emergência, etc.

  2. Enderson Rafael
    3 anos ago

    É por isso que apesar das 3h de IFR que são requerimento no PP a FAA insiste tanto pro pessoal fazer o curso do IFR.

    Ontem gravamos um podcast pro Canal Piloto sobre a formação IFR nos EUA e foi falado muito disso: o quanto ela torna sua pilotagem mais segura, as diferenças pro Brasil (pode-se voar IMC em partes da instrução, pode-se voar VFR sem ver o chão como PP, entre outras), e como a estrutura de rádio auxílios, weather services, atc, tudo ajuda o piloto. Se lá essa brincadeira já mata muita gente, imagine aqui, com muito morro e muita coragem na mesma equação, onde o atc tem coragen de perguntar se vc jah voou VMC na FIR pra se eximir da responsabilidade… enfim.

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