A ANAC não está mais concedendo ICAO-6

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Fiquei intrigado com o comentário do leitor Cassiano Almeida na página de Dúvidas & Comentários, abaixo reproduzido (o texto a seguir é parte de uma mensagem que ele recebeu da ANAC, sobre seu resultado ICAO-5 no seu respectivo teste):

(…)

Como o Sr. demonstrou um desempenho acima daquele mensurado pelos descritores do nível 5 em todos os seis critérios avaliados, recebeu dos avaliadores uma recomendação para realizar exame específico para o nível 6. Enquanto este formato ainda estiver sendo elaborado, a averbação que constará em sua licença será Nível 5, com validade de 6 anos.

(…)

Como assim? O ICAO-6 não existe mais?

Pois é: Não existe mais mesmo! Quem tem, tem, e quem não tem… Que aguarde a ANAC voltar a disponibilizar os testes para o grau 6 de proficiência linguística (mesmo que você seja PhD em inglês), sem data para acontecer. É o que informa a questão #7 do FAQ disponível aqui:

7) Posso ter como resultado final English Level 6 – Expert?
Os candidatos que demonstrarem um desempenho acima daqueles mensurados pelos descritores do nível 5 em todos os seis critérios avaliados receberão uma recomendação para realizar exame específico para o Nível 6. Essa prova irá englobar a avaliação dos descritores não contemplados pelo exame de proficiência linguística ora disponibilizado, como, por exemplo, a sensibilidade do(a) candidato(a) às pistas verbais e não verbais (interações) e o entendimento de sutilezas linguísticas e culturais.
Enquanto este formato ainda estiver sendo elaborado, serão concedidas as averbações de proficiência linguística até o Nível 5 – Avançado, que tem validade de 6 anos – fato que não restringe a atuação dos pilotos brasileiros em operações internacionais. Uma vez disponibilizado pela ANAC o teste para o Nível 6, os pilotos que receberam a recomendação e desejarem fazê-lo, receberão, ou não, de acordo com o seu desempenho, a averbação do Nível 6.

Essa ANAC, hein!? Quando a gente acha que conhece todos os seus truques, ela sempre encontra uma maneira de nos surpreender!

29 comments

  1. Eduardo Vieira
    4 dias ago

    Olá Raul tudo bem? eu gostaria de saber se é viável e vale a pena realizar o teste ICAO em um país que conceda o nível 6 e então co validar a licença aqui no Brasil???

    • Raul Marinho
      3 dias ago

      É possível. Se vale a pena… Vai depender do custo disto para vc.

  2. Eduardo Letti
    1 mês ago

    A Farra foi na TAM. O cara podia falar “yes I don’t” que ganhava 6. Ai tiveram uns probleminhas nos EUA. O FAA foi em cima e questionou como podia um tripulante ICAO 6 não falar nada em Ingles?
    A partir dai a ANARC resolveu “moralizar” farra. Coisas do Brasil.

  3. Antonio Goncalves
    2 meses ago

    Um “passarinho” me contou que deixaram de conceder ICAO-6 no Brasil porque os examinadores de uma determinada Cia Aérea grande brasileira, estavam concedendo o nível 6 pra todos seus colegas de empresa (e que assim nunca mais precisariam fazer esse teste). Então, pra acabar com a “farra do ICAO-6”, suspenderam o nível 6 no Brasil enquanto não estabelece, as novas regras – mais rígidas – para a concessão desse nível. Mas,como falei, isso foi um boato que não posso confirmar…mas que a fonte é QUENTE, isso sim eu posso garantir…

  4. Heitor
    1 ano ago

    Boa noite Raul, estou efetuando diversas pesquisas no âmbito do ICAO e nada vem a tona no que se diz respeito a: MÊS DE VENCIMENTO / ATÉ QUE DIA ESTARIA APTO? ÚLTIMO DIA DO MÊS?.

    Por exemplo; Meu ICAO vence mês 06/2016 ( ou seja, caso queira e o bom senso mande seria viável refazer a prova no meio do mês 05 ou final de mês 05?

    Habilitações temos as prerrogativas que podemos voar 30 dias “antes e depois do mês de vencimento”

    Agora, o ICAO não acho essa regra. Seria o último dia do mês (de vencimento) a validade para se voar Internacionalmente ?

    Att,

    Heitor Benelli.

    • Raul Marinho
      1 ano ago

      Minha sugestão: mande esta pergunta para processos.pel@anac.gov.br. Não adianta lhe responder aqui se o que vale mesmo é a interpretação da ANAC.

  5. Allan Silva
    1 ano ago

    Um pergunta, ouvi falar que agora alem do examinador exige-se também um piloto com ICAO para acompanhar os testes ou o teste, isso e verdade?

    Eu como o Fabio Otero, também tirei o meu la no inicio, quando a prova era la do lado da Escola Naval, onde funcionava a VARIG, muitos colegas me perguntaram porque eu estava tirando o ICAO, uma vez que sou piloto de asa rotativa(abandonei a asa fixa um pouco depois do 911), now you know the rest of the story.

    Hoje voo fora do Brasil, e como o offshore esta “down” devido ao preco do Petroleo, muitos com certeza lamentam não o terem feito la traz.

    Cheers

    • Raul Marinho
      1 ano ago

      Sim, é verdade.

  6. Anônimo
    2 anos ago

    Recebi informação de uma pessoa que prepara candidatos para a prova da ICAO, que o o nível 6 EXISTE! Porém o candidato ANTES precisa receber o ICAO 5 com uma recomendação para tentar o ICAO 6 em uma prova específica. Essa burocracia surgiu porque alguns examinadores (em algumas escolas) estavam vendendo o ICAO 4 (5mil), ICAO 5 (20 mil) e ICAO 6 (50 mil)…os valores se não me engano eram aproximadamente isso mesmo…então a ANAC pra frear a corrupção fez isso como defesa, para proteger o espaço aéreo de comandantes não devidamente qualificados…bom pelo menos ninguém consegue mais o nível 6 de forma errada, quanto ao nível 4 e 5 os corruptores e corruptos ainda possuem algum chance.

  7. Fabio
    3 anos ago

    Ninguém quer assumir um nível 6 na Anac. Em caso de problemas com o piloto daqui a 20 anos , a culpa ainda seria do examinador que aprovou o 6……
    Além é claro da fabrica de dinheiro que essa prova se tornou para as escolas que as aplicam.

    Feio!

  8. Wanderley Raphael
    3 anos ago

    As coisas já são burocráticas, e ainda nossa querida ANAC tem esse “dom” de sempre estar complicando mais.

  9. Marcius
    3 anos ago

    Eu não canso de dizer: a Agência Nacional de Aviação Civil ODEIA a aviação e tem RAIVA de aviadores.

    • Olliver
      2 anos ago

      Claro! Não tem nenhum aviador lá. Só gente frustrada.

  10. Pedro
    3 anos ago

    Agora piorou , se antes os avaliadores se achavam mais “experts” que os avaliados, e raramente concediam nível 6 , agora nem se fala.

    • gustavo
      3 anos ago

      O nível médio do inglês do brasileiro se justifica.
      tem muito joel santana que se acha level 5 bufando por ai.

  11. Anônimo
    3 anos ago

    Com certeza deve ter sacanagem lá dentro onde alguns “4” ou quase “5” arranjam alguma forma de contribuir com algum funcionário muito amigo e averbar o definitivo “6”. O preço deve ser alto porque aí o cara não tem que fazer sacanagem com prova ICAO nunca mais. Pensando assim, o cara é forçado à ter que realizar a “ajuda” a cada 6 anos… deixando o mercado paralelo ativo, entende?

  12. Enderson Rafael
    3 anos ago

    Mais uma jaboticaba pra coleção… enfim, meus quatro 6 não valeriam de nada mesmo. Assim, sem o 6 existir, nivelamos por baixo. Meu 5 virou nota máxima. Será que agora alguém me contrata?! :-P

    • Drausio
      3 anos ago

      Com tanta jaboticabeira no pomar de quem tenta se estabelecer profissionalmente por aqui, com certeza é melhor mesmo fazer a formação nos EUA, objetivando inclusive uma colocação profissional mundo afora.
      Por falar nisso, Enderson, seria legal discutir com a galera que pode se formar nos EUA sobre possibilidades de colocação profissional inicial pelo mundo. Além de CFI, ou depois de ser CFI por dois anos nos EUA, que outros empregos um novo piloto poderia pleitear pelo mundo?

      • Enderson Rafael
        3 anos ago

        Oi, Drausio, no longo prazo a carteira FAA ou a EASA são com certeza vantajosas, mesmo porque o padrão de cheque dessas agências é muito rigoroso, o que deixa o piloto já formado e calejado nesse tipo de cheque, comum no mundo todo. Mas no curto prazo, o caminho mais plausível ainda é voltar pro Brasil usando a vantagem da cidadania para ganhar experiência e fazer um começo de carreira por aqui. Infelizmente, pros “low hours”, o mercado no exterior é muito restrito. Um caso clássico é a Susi Air, da Indonésia. Paga relativamente mal – 800 dolares por mês, ainda que isso seja uma pequena fortuna num país pobre como a Indonésia – mas dá a possibilidade de se acumular experiência rapidamente. A seleção é bastante rigorosa e disputada com pilotos australianos, europeus e etc. Além dessa, algumas poucas empresas de bush flights pela África também contratam com pouca hora. Tecnicamente, a LAN pede só 200h, recentemente mesmo a cia das ilhas Fiji exigiu apenas isso, mas na prática a concorrência tona os mínimos insuficientes. A partir de 1000h começa a fica mais interessante, e a Copa Airlines torna-se uma ótima opção. O grande limitador é e sempre será o visto: se todo mundo pudesse conseguir um work permit a coisa fluiria bastante e veríamos muitos brasileiros empregados nos EUA, onde há uma boa oferta de empregos – que pagam pouco pros padrões americanos, mas não deixam nada a dever às regionais e muito menos taxi aéreos brasileiros – mas infelizmente, apesar d 40% dos PCs FAA serem estrangeiros, os EUA ainda não sinalizaram com essa possibilidade.

  13. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Quando a prova for formulada…
    Só queria saber, quais são as funções dessas regras estapafúrdias da ANAC?
    Elas melhoram a situação em quê?
    Agora sou peça rara!
    Só não quero virar “Animal em extinção!

  14. Quando essa prova não era o Samba-do-BuRRocrata-Doido em que se transformou, lá no início de 2008, eu fui alí no antigo IAC (atual SEP, no SDU) fiz e tirei 6 em todos os quesitos, segundo me explicou o sargento da TE2 (acho que ainda chamava assim) e me mostrou os protocolos de correção, segundo ele “vindos da ICAO em Montreal” (eles não faziam a correção aqui). Se eu tivesse tirado 6 em tudo, mas 4 num quesito, p/ex., meu Proficiency Level teria sido 4 e não 6. Agora, depois do escândalo inicial dos “10 kg de alcatra sem osso”, nunca mais essa prova seria a mesma, estava na cara. Bom, eu avisei para fazerem duma vez. Quem recebeu o e-mail (na época eu não tinha FB, rsrs!!!) lembrar-se-á bem do que eu disse…

  15. Cristiano
    3 anos ago

    Eu tenho ICAO 5, não recebi e-mail nenhum da ANAC, o resultado apenas saiu no site depois de alguns meses, será que devo tentar contato pra saber se me enquadro nessa situação ou será que tirei algum 5 em um ou mais critérios e por isso não veio e-mail algum?

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Se não falaram nada, vc deve ser um 5 “legítimo”… Mas acho que vale a pena entrar em contato para tirar a prova dos 9. Ou melhor, dos 6!

  16. Gabriel (@aerocast)
    3 anos ago

    Se o desempenho for superior ao nível 5, e o próximo nível é o 6, qual é o mistério? Alguém está fazendo algo muito errado lá dentro. Só no Brasil mesmo!!!

  17. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Mais maldades!!
    De onde eles tiram essas coisas?
    Você tem que ter 5 para poder efetuar a prova para pleitear o 6.
    Acho que o Enderson já tinha falado algo sobre isso.
    Tive muita sorte mesmo!

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Efetuar a prova quando ela existir, né? Que ninguém sabe qdo acontecerá…

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      E vc, agora, é uma legítima “peça rara” da aviação, né?

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