10 (ou 3) coisas que “pilotos de verdade” fazem

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O John’s blog do John Zimmerman na Air Facts publicou recentemente um post muito interessante – “10 things ‘real pilots’ do” – que eu recomendo bastante a leitura. Mas, no caso de você não ter muita intimidade com o inglês ou achar que 10 itens são demais(*), eu selecionei os três pontos abaixo como essenciais para todo “piloto de verdade”:

1. Pilotos de verdade ajudam um companheiro aviador quando necessário;

2. Pilotos de verdade não têm medo de cancelar um voo;

3. Pilotos de verdade adotam novas tecnologias, mas não se tornam escravos delas.

Se todos os pilotos fossem “de verdade”, em especial ao item #1, a aviação seria bem melhor, não?

(*) A propósito, eu acrescentaria que “pilotos de verdade” também não postergam o desafio de aprender inglês e nem têm medo de ler textos longos.

8 comments

  1. Enderson Rafael
    3 anos ago

    Adorei o asterisco!

  2. Rafael
    3 anos ago

    Raul,

    Eu também adicionaria o item 9 – Pilotos de verdade são humildes.

    Isso falta bastante para alguns colegas…

    Abraços,

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Vc tem razão. É que, de certa forma, a humildade já está implícita nos itens #1 e #2, né?

  3. fredfvm
    3 anos ago

    Está correto Marinho, o ítem 1 faria uma diferença enorme na aviação, mas como muitos se vendem e só ajudam por interesse, temos “essa” aviação de hoje.
    Certa vez, eu voando de copiloto, já cancelei voos e também já fiz abortagens durante a corrida de decolagem. Fui respeitado pelo comandante em minha atitude.

  4. Acho ótimo poder dispor de tecnologias, sejam velhas ou novas, mas concordo que se a pessoa for escrava das mesmas, muitas vezes fica pior a ementa que o soneto. Ex.: já viram o tumulto que vira um aeroporto, quando cai o tal do “sistema”??? Ninguém mais sabe conduzir a logística de check-in manualmente, fazendo a marcação de assentos com aquelas etiquetinhas adesivas etc. Comecei a voar (executivo, agrícola etc) em uma época na qual não havia nem fax (usávamos telefone analógico / telegrama / fonograma, ou mesmo telex, quando a empresa proprietária tivesse um no escritório), quanto mais celulares / smartphones etc.; para a empresa poder nos localizar, usávamos beepers na cintura e carregávamos um monte de fichas para chamar dos orelhões, assim que o bicho piasse. Não se falava em “handling / trip support / fuel releases” etc., era tudo 100% “self-service”. Para fazer um vôo para o exterior, tínhamos que solicitar as autorizações de sobrevôo e pouso (ou “permisos de sobrevuelo y arribo”) diretamente aos “Comandos en Jefe” das forças armadas vizinhas via telex, aguardar que viessem os “rádios” de retorno, imprimi-los, grampear tudo junto com as GenDec’s e por aí vai. O Brasil hiperinflacionado dos anos 80 não tinha nem cartão de crédito internacional, era preciso levar moeda estrangeira em numerário, fazer troco etc. Enfim…dava muito mais trabalho, mas se voava. Hoje em dia, com todo o aparato que aí está, o que trava a Aviação são a buRRocracia, a falta de infraestrutura (que quase não cresceu) ou mesmo a inépcia de alguns, já que – lamentavelmente, no Brasil – tem-se por tradição investir bem no hardware, mas pouco ou nada em treinamento e RH.

  5. Flávio
    3 anos ago

    Sobre a parte tecnológica, o que você sobre o uso dos tablet na aviação, principalmente nas linhas aéreas?
    Em vez de vários papeis você vai ter tudo que precisa em um único lugar. Você acha que essa ideia do tablet pode desafogar um pouco o trabalho dos pilotos?

    • Filipe Pazzine
      3 anos ago

      Flávio, a citação da questão tecnológica na aviação se refere como sendo um auxílio para o piloto, mas nunca como sua única opção. Ajuda muito sim, mas o piloto precisa saber o básico e ter a mão para caso de falha.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Há uma categoria de posts sobre o uso de tablets na aviação, com bastante informação sobre o assunto: http://paraserpiloto.com/category/ipad-na-aviacao/

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