Ainda o problema do TACA (Táxi Aéreo Clandestino)

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O problema do TACA é muito mais amplo do que parece – e do que foi comentado no post “A infame reportagem do Fantástico sobre os táxis aéreos piratas”. Então, vamos falar um pouco mais sobre isso, já que deu muita discussão – não só aqui no blog, mas nas redes sociais e fóruns de discussão também.

Primeiro, sobre o fato de o TACA não ser tão binário quanto muita gente imagina. O regulamento é preto ou branco (e nem poderia ser diferente), é claro! Mas a realidade… Vamos imaginar a seguinte situação, absolutamente hipotética (mas baseada em fatos reais).

O Dr. João é um advogado paulista que possui um King Air B-200 hangarado no Campo de Marte, utilizado para ir a Angra dos Reis nos feriados com a família (ele também tem uma lancha de 40 pés, que fica na marina da cidade), e para algumas viagens de negócios ou a lazer muito esporadicamente. Um belo dia, ele recebe a visita do Dr. Pedro, seu ex-colega da faculdade, que tem um escritório perto do seu. Relembrados os bons tempos do centro acadêmico, o Dr. Pedro entra no assunto que o trouxe até ali, e ocorre o seguinte diálogo:

– Johnny Boy (é como o Dr. João era chamado na faculdade), eu sei que cê tá com um Kingão em Marte… Bela máquina, hein?

– É Pedroca (o apelido do Dr. Pedro)… Bela e cara, aliás!

– Eu sei… Tive um Baron também, por muito tempo, mas chegou uma hora em que eu tive que decidir: ou pagava o piloto, ou pagava o flat da Marcinha… E você sabe, né? A Marcinha não dá prá ficar sem…

[Risos entre os amigos]

– Mas então, Johnny, o negócio é o seguinte. Eu tô com um cliente que tá saindo prá deputado federal nessas eleições. E político em tempo de eleição, sabe como é, né? Ele achou que eu tinha o Baron ainda, e me pediu o avião emprestado. Eu falei que tinha vendido, e ele lamentou: “Poxa, Pedrão, que pena… Tudo bem, então, vou falar com o Cidão”. Poxa, J.B., cê sabe quem é o Cidão!?

– O Dr. Alcides, do Alcides & Silva?

– Ele mesmo! Aquele babaca… Agora imagina se o cara ganha, e vai pra secretaria de obras, como tá prometido… O Cidão vai tá feito!

– Entendi… E então cê quer meu King emprestado, é isso…

– …

– Olha, Pedroca, eu até empresto. Não tô usando muito mesmo… Tá frio, minha mulher detesta ir prá Angra no inverno. Mas cê me ajuda também com os custos do avião? Eu faço 100 dinheiros por hora procê, fica bom assim?

– Pô, J.B., cem pratas!!!??? Deixa por oitenta, pelo menos… Pelos velhos tempos, vai!

– Tá bom, noventinha porque cê é meu amigo…

– Fechado!

E assim nasceu um TACA. Agora, ponha-se no lugar do piloto do Dr. João, que é incumbido de pilotar o King para a campanha do cliente do Dr. Pedro. Você sabe que a operação é irregular, que é táxi aéreo pirata, etc. Mas, apesar disso, você vai se recusar a comandar o avião, só voltando a pilotá-lo quando o seu patrão embarcar sua mulher e filhos para Angra? Ou vai fazer vista grossa e levar o candidato para onde lhe for determinado?

Percebem como a questão do TACA é cinza? Pelo RBAC-135, a operação é inequivocamente irregular. Mas, de 100 pilotos em situação análoga, quantos se recusariam a voar nessas condições?

[Pausa para reflexão]

Agora, vamos falar um pouco da ANAC. Vocês leram o comentário do leitor Gustavo Ricci no post citado no início deste artigo? Vou reproduzi-lo abaixo:

Caro colega Raul,

Acompanho seu blog a algum tempo, e este assunto em especial, me chamou muita atenção.

Sou sócio proprietário de uma empresa de Taxi Aereo, com bases em SP e Porto Seguro.

Nossa empresa Tropic Air Táxi Aéreo, vem sofrendo diariamente com as dificuldades impostas pela ANAC.

Resumidamente, temos uma aeronave Phenom 300, adquirida nova da Embraer, já em nome de nosso Táxi Aéreo.

Ocorre que desde outubro de 2013, aguardamos inclusão da mesma em nossa Especificação Operativa, bem como conclusão dos processos, para que a mesma opere nos espaços aéreos PBN/RNAV.

Um absurdo, investimos US$ 9,5mi em uma aeronave top em sua categoria, e temos que voar como se estivéssemos no saudoso Boing 727….fazendo aproximações convencionais…..

Não obstante a esse absurdo, quinta feira passada tivemos uma aeronave de nossa frota “groudeada” pelos xerifes da Anac, que desfilaram por nossos aeroprtos durante essa Copa.

Essa aeronave baseada em Porto Seguro, um Robinson 44 Raven II, que também se encontra no aguardo para ser incluída em nossa EO a mais de seis meses….apesar de não ter nenhuma não conformidade (assim como nosso Phenom !!).

Pois é, esta aeronave decolou com familiares de meu sócio a bordo, para um vôo local em Porto Seguro, quando ao

Pousar foi abordada por um inspetor da ANAC.

Esse, sem preparo algum, autuou e interditou nossa aeronave, sob alegação de estarmos transportando passageiros na categoria Táxi Aéreo.De novo, a bordo estava a esposa e filho de meu sócio !!!

Para não me estender muito, estamos de mãos atadas, sem saber para onde correr, gritar…com uma aeronave interditada e outra aguardando para entrar em serviço, voando apenas para os sócios, solicitando procedimentos não RNAV…..

Definitivamente, hoje decidimos entrar com um mandato judicial, visando ao menos uma satisfação dos seguidos atropelos mencionados acima.

Conto isso, apenas para me juntar aos inúmeros casos de empresas que estão prontas para investir e trabalhar, mais são impossibilitadas pelo descaso de nosso sistema.

Grande abraço, parabéns pelo excelente Blog.

________________________________

Tropic Air Taxi Aéreo

Gustavo Ricci

Telefone Celular: (11) 97542.4333

Telefone Direto: (11) 2507.0922

Telefone Central: (11) 2507.2922

gustavo.ricci@tropicair.com.br

http://www.tropicair.com.br

Perceberam como é complicada a vida de quem quer ter uma operação 100% legal? A propósito, o filho do dono do táxi aéreo de Campinas, flagrado pela matéria do Fantástico tentando fazer o motor de seu avião pegar (oh, céus, que absurdo!), postou um texto ontem no Facebook alegando que seu pai estaria tentando homologar o C-310 mostrado na reportagem como TPX há 2 anos sem sucesso. Não tenho como ter certeza de que isto seja verdadeiro, mas parece-me bastante plausível… (Ou estou enganado?).

O fato é que, para quem conseguiu se legalizar no mercado de táxi aéreo, é interessante que haja barreiras à entrada de novos competidores. Qual empresário não sonha com menos concorrência no seu negócio? Daí a dizer que a burocracia da ANAC estaria a serviço destas empresas é uma ilação que carece de provas. Porém, também é inegável que a tese seja plausível… (Ou estou, mais uma vez, enganado?).

(Infelizmente, não posso escrever mais do que isso sobre este assunto. Vocês sabem quanto cobra o Dr. João para defender um blogueiro?).

Mas prossigamos.

Em terceiro lugar, há que se lembrar de que o Brasil é um país de dimensões continentais, dotado da segunda maior frota de aeronaves da aviação geral do mundo, e com uma estrutura fiscalizatória da aviação incrivelmente reduzida. Tudo isso leva ao cenário que se tem hoje em dia, de muita gente querendo/precisando voar, com muitas aeronaves para realizar esses voos, e poucos fiscais para verificar se a operação ocorre dentro do que se considera regular. Ora, se o país não vai encolher, os aviões continuarão a existir, e a ANAC não vai contratar um batalhão de INSPACs para coibir as irregularidades, então só há uma alternativa para tentar resolver a equação: mexer no que se considera regular!

Vejamos o caso do táxi de Campinas, mostrado pelo Fantástico. A despeito de sua dificuldade no acionamento, a aeronave estava, aparentemente, em perfeito estado. O piloto, até onde se sabe, também estava regular. A operação era VFR, e como o avião é single pilot, não havia a necessidade de copiloto. Trata-se, portanto, de uma situação bem diferente da tal “Decolando Com Você”, mostrada pela mesma reportagem, que vendia passagens como uma linha aérea, e consertava suas aeronaves com um mecânico de automóvel. Não seria mais produtivo concentrar os esforços fiscalizatórios para coibir operações do segundo tipo, facilitando a vida de quem está no primeiro?

Não vou me alongar sobre o como fazer isso – mesmo porque falta-me estofo técnico para tal. Mas eu acho que isso poderia começar com a união dos interessados em que tal mudança aconteça. Quem seriam os beneficiados com a mudança do regulamento, de modo o simplificar a legalização de pequenas operações de táxi aéreo? Há uma entidade especificamente constituída para este fim? Acho que o começo da resolução do problema do TACA passa por aí… Estaria eu, pela terceira vez, enganado?

16 comments

  1. Andre Goulart
    3 anos ago

    Amigos e sofredores,
    O TACA acontece por causa da BURROCRACIA que impera na Anac! Conheço o caso da interdição do Heli Raven do companheiro do táxi aéreo! O tal fiscal é um pessoa totalmente ignóbil com respeito ao assunto, tanto que ele não verificou o procedimento das alegações!
    O Fantástico mostrou só um lado da coisa e convenientemente não mostrou como é a via-crucis que os que querem operar de forma legal e sofrem nas mãos da ANAC!
    E digo mais! Muitas empresas de táxi do país estão em compasso de espera com esse problema!
    Numa atividade que o risco maior é a própria vida do piloto, só o fantástico mesmo para querer fazer crer o público que profissionais vão operar aeronaves inseguras!
    Esperar mais de uma ano por uma homologação de aeronave? Ainda por cima de um produto nacional? É criar dificuldade para vender facilidades!
    O pessoal da ANAC deveria auditar estes demorados processos para ver se alguém não está dificultando propositadamente de forma ilegal!

  2. Drausio
    3 anos ago

    “Daí a dizer que a burocracia da ANAC estaria a serviço destas empresas é uma ilação que carece de provas. Porém, também é inegável que a tese seja plausível…”

    “Infelizmente, não posso escrever mais do que isso sobre este assunto. Vocês sabem quanto cobra o Dr. João para defender um blogueiro?”

    Por que será que me lembrei do nome dado à aeronave que fica à frente em uma esquadrilha.

  3. Tadeu
    3 anos ago

    Se ele estiver tentando colocar a aeronave na empresa de táxi aéreo há dois anos, com a aeronave ainda com outro operador e ainda na categoria TPP, deve estar fazendo algo muito errado…

    http://www2.anac.gov.br/aeronaves/cons_rab.asp?nf=PTKLS

  4. Andre Hashigute
    3 anos ago

    Nao adianta querer ser radical, piloto começar a fazer charme dizendo que não voa TACA no avião que é empregado vai pra rua mesmo. Não da outra. Afinal ele é pago pra voar o avião, não importa quem o dono queira colocar lá dentro. Se querem abolir a TACA, é só baratear e desburocratizar os meios de se abrir um taxi aéreo hoje e em contrapartida aumentar o rigor contra quem for pego fazendo. Todos que tem seus contatos com locatários e já fazem suas taquinhas, vão tentar se regularizar.

    • Tarcísio Neto
      3 anos ago

      Concordo com vc Andre, acho que sendo assim as coisas iriam melhorar sim !!!

  5. Rafael
    3 anos ago

    Não acho que os TACAs existam porque o processo da 135 seja burocrático e lento. Acredito que existem pelos mesmos motivos que qualquer esquema acaba existindo no Brasil: (1) dificilmente alguém é pego; (2) cliente querendo comprar.

    Como fiscalizar/comprovar um TACA?

    • Raphael
      3 anos ago

      Acho que o post do Raul foi bem claro mostrando que na aviação é um caso em que o problema é mais burocracia que malandragem.

  6. Cris
    3 anos ago

    O TACA é errado, injustificável e só vai acabar quando existir consequencias para os que participam da operação. A reportagem foi mal feita, focou numa idiotice que foi a “demora” na partida de um motor do Cessna mas, bem ou mal, trouxe consequencias à alguns que operaram de forma irregular, e isso é extremamente positivo. Como brasileiros, não podemos continuar a procurar justificativas para todas as leis que desrespeitamos. Até porque, se as exigências impostas pela ANAC à criação e operação de empresas 135 são tão absurdas assim (e até acredito que sejam), umas das maneiras para que o problema seja corrigido é exatamente o desequilíbrio que fatalmente vai ocorrer entre a oferta e a demanda. Sem contar que as empresas que operam cumprindo todas as exigências da lei são extremamente prejudicadas pelas “empresas” de TACA. Vamos acabar com os TACAS, vamos acabar com as horas canetadas, vamos começar a moralizar nosso país pelo nosso setor, que é a aviação. Parabéns ao Gustavo por suas colocações, o caminho é esse.

  7. Fabio
    3 anos ago

    Ola pessoal,

    Queira colocar algumas opiniões para discussão:

    Ponto 1 – O TACA não vai acabar. Políticos, empresários e artistas , inclusive alguns que frequentam o Fantástico continuarão voando em aeronaves “emprestadas/fretadas”, mesmo se a NSA chegar no Brasil para substituir a ANAC.

    Ponto 2 – 91 e 135 Pousam nos mesmos aeroportos e tem que cumprir manutenções com a mesma qualidade . A Anac supostamente deveria cobrar o cumprimento das regras para os dois com a mesma intensidade nivelando assim a questão da segurança das máquinas.

    Sobra então o Piloto.
    No 135 o piloto tem que fazer “135” cursos para se manter constantemente treinado, além de exames como os de drogas e bafômetro mantendo um padrão considerado seguro pela agencia , enquanto no 91 vale só o checkinho uma vez por ano e um abraço.

    Minha opinião é que se nivelassem a exigência para o piloto de 91 com o 135 nesse sentido , os níveis de segurança já iriam aumentar.

    _______________________________

    A ineficiência e burocracia com que a Anac trata o empresário de aviação no Brasil realmente desestimula qualquer investimento. Como negócio é péssimo.
    2 anos para homologar uma aeronave de menos de 1 milhão de reais em um taxi aéreo (com esse valor não se abre uma padaria em São Paulo) , tendo que contratar Engenheiro, piloto chefe , GSO ,locar uma sala , entre outros custos. Depois dessa batalha ainda tomar uma multa em uma inspeção de pista porque a pilha da sua lanterna não é A, definitivamente não é negócio.

    abs

  8. Beto Arcaro
    3 anos ago

    O que se discute aqui são os motivos da existência do TACA.
    Tenho um amigo que tem um Taxi Aéreo em Amarais (Exemplo fictício, baseado em fatos reais!)
    Toda Quarta e Quinta Feira, o Bandeirante “pega uma carga” em GRU às 07:00 AM.
    Ocorre que, devido à regulamentação de horas/pousos para aquele vôo ele não pode decolar de Amarais para Guarulhos, carregar, e prosseguir o vôo com a mesma tripulação.
    Aí, o que ele faz?
    Manda uma tripulação para Guarulhos no dia anterior, a qual descansa em um hotel, e decola de Amarais com o Bandeco com outra, só pra levar o Avião até GRU às 05:30 AM.
    Imaginem o custo disso tudo!!
    A ANAC cobra da 135 uma regulamentação igual à da 121!
    Oras!
    Isso pode ser economicamente viável em “Quantidade”, para uma grande Cia Aérea, mas não para a pequena empresa que tem um Caravan, um Bandeirante, Navajo, Etc.! E essa regulamentação não vale só para a 135 de Carga!
    Vale pra todas!
    É por isso que a gente, conhecendo bem como funcionam as coisas nesse País, sabe que o TACA nunca será coibido.
    É pura “utopia” achar que dentro desta “realidade”, desse sistema, as coisas possam funcionar de forma correta.
    Pra mim, entre outras coisas (vou ter que chamar o Dr. João também!) é mais um caso de “gente errada no lugar errado”, vomitando (pra não dizer outra coisa!) regras, sem o minimo conhecimento da atual situação ou da Aviação.
    Talvez até conheçam, né? Mas continuam sendo “Gente Errada”!

    PS: Tal seria Raul, que o salário de um Piloto de Baron fosse o mesmo preço do “Flat da Marcinha”! KKKKKKK

  9. Gustavo
    3 anos ago

    “E assim nasceu um TACA. Agora, ponha-se no lugar do piloto do Dr. João, que é incumbido de pilotar o King para a campanha do cliente do Dr. Pedro. Você sabe que a operação é irregular, que é táxi aéreo pirata, etc. Mas, apesar disso, você vai se recusar a comandar o avião, só voltando a pilotá-lo quando o seu patrão embarcar sua mulher e filhos para Angra? Ou vai fazer vista grossa e levar o candidato para onde lhe for determinado?”

    Não. esse Taca não é cinza. É marrom, é fedido e de consistência pastosa.
    O avião foi emprestado devido a ganhos financeiros do Dr. João. Isso caracteriza operação 135. Ponto final! É errado!
    O piloto tem de explicar para o patrão o que consiste em uso eventual dentro do que preconiza o RBAH/RBAC 91!
    TACA É CRIME! Se ele perdesse o C.A. e tivesse de gastar outro B200 para voltar a operar o mesmo king em caso de TACA, ele nunca o teria feito!

    Demora para homologar um avião? Com certeza tem as suas pendencias técnicas! É lento até nos EUA! mas aqui, todos correm para a TACA porque o lucro é mais puro!
    Não existem justificativas para operação TACA. Não fomenta nada na aviação! Tira emprego, tira divisas, tira o profissionalismo e incentiva a corrupção! Ou nós profissionais mudamos ou vamos morrer de fome no futuro!

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      O parágrafo seguinte ao que vc reproduziu diz o que segue:
      “Percebem como a questão do TACA é cinza? Pelo RBAC-135, a operação é inequivocamente irregular. Mas, de 100 pilotos em situação análoga, quantos se recusariam a voar nessas condições?”
      Então, suponho que, desses 100, pelo menos 1 se recusaria a voar nessas condições – você, no caso. Será que você teria companhia? Ou melhor: será que você continuaria empregado depois de sua recusa? E será que seria fácil para você encontrar uma nova colocação no mercado?
      Veja bem, meu caro Gustavo, não estou tentando confrontá-lo, só quero desenvolver o raciocínio… E lembre-se que eu disse logo acima que “pelo RBAC-135, a operação é inequivocamente irregular” – ou seja: não estou a defender o TACA aqui, que isso fique claro.

      • Gustavo
        3 anos ago

        Eu já perdi emprego para TAQUEIRO por eu ter me recusado a operar TACA por ser errado.
        Não importa se você aceita hoje um TACA por 150 a hora. Amanhã alguém aceitará por menos. E provavelmente já esta voando e monopolizando outro avião exclusivo para a TACA.

        Alias, resultado da TACA? O meu ex-patrão tomou uma porrada de mais de 18 mil reais de itens que o TAQUEIRO deixou vencer e de multa por não ter tido todos os voos no diário de bordo. Vendeu o Corisquinho.

        • Raul Marinho
          3 anos ago

          Vou ser sincero: o que mais me chamou a atenção no que vc escreveu foi o fato do avião ser um “Corisquinho”.
          Partindo do valor que pode ser cobrado de um usuário de uma aeronave como o Corisco, será que seria viável utilizá-lo como táxi aéreo regular, com todos os seus custos associados? Daí que chega ao ponto que eu quis demonstrar no meu artigo: o de que seria necessário uma reformulação do regulamento para combater o TACA.

          • Gustavo
            3 anos ago

            Cada avião tem uma missão que ele cumpre com eficiência. Aquele Corisquinho (que já foi um Coriscão turbo) era um cavalo para as nossas missões (visitar duas cedes de gado pecuarista e levar a esposa e a filha para fazenda-cidade-praia-etc). principalmente em tiros longos com os 4 ele aguentava bastante.

            E ele só aceitou ir para o TACA porque esse piloteiro falou que ele poderia lucrar bastante com o TACA, que ele faria e aconteceria com o avião. Garanto que se alguém for em SDTK e SDAG fazer fiscalização vai pegar bastante TACA de Cirrus com e sem alvará do patrão.

            O estrago que o piloto Taqueiro que voava pela metade do meu salário fez o patrão vender a preço de Corisco torto. O bonito deixou vencer trem de pouso, em um ano ele estragou trincou um cilindro e ainda por cima instalou um “genial” cadeado no tanque de combustível. Na oficina da venda morreu 18 mil para passar para frente a jaca. E ele vendeu o avião pela metade do preço para ver se alguém arrumava o resto.
            A última noticia que eu tive foi que esse corisco tava indo para palmas ou redenção…

            Isso sem contar que acidente com avião fazendo TACA o seguro não paga nem o casco para o dono.

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