Estadão: “Aviação executiva registra queda no número de voos”

By: Author Raul MarinhoPosted on
325Views3

Vejam na reportagem do Estadão, abaixo reproduzida (fonte: Aeroclipping do SNA), que em 2013 os voos da aviação geral diminuíram quase 4%, embora a frota tenha crescido cerca de 5% – ou seja: as aeronaves estão sendo cada vez menos utilizadas (e ainda nem se contabilizou o impacto negativo da Copa nesses números!). É por isso que eu disse no post anterior que a SAC precisa, urgentemente, começar a ouvir os representantes da aviação geral, pois, como diz o diretor da ABAG, “o setor tem um peso relevante na economia e tem sido muito mal tratado pelas autoridades”.

O Estado de S.Paulo
09 Agosto 2014 | 02h 03
Aviação executiva registra queda no número de voos
Economia mais fraca fez empresas usarem menos o serviço em 2013: setor, no entanto, registrou crescimento da frota e do total de destinos

MARINA GAZZONI – O ESTADO DE S.PAULO

Apesar de um aumento da frota e do número de destinos atendidos, o movimento de aeronaves executivas caiu no ano passado, um sinal de que o setor sentiu a desaceleração da economia. Dados divulgados ontem pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) apontam que a frota cresceu 4,9%, somando 14.648 aeronaves, mas o número de voos nos 33 maiores aeroportos do setor diminuiu 3,7%, para 739,9 mil, no ano passado.

Os principais clientes da aviação executiva são empresas, que usam aviões e helicópteros particulares para voar a destinos hoje não atendidos pelas companhias aéreas e para ganhar agilidade no deslocamento de seus executivos. “A queda na movimentação é um indicador da desaceleração da economia. O (gasto com o) avião é o último item a chegar em um momento de expansão das empresas, mas é um dos primeiros a sair (do orçamento) em épocas de crise”, disse o diretor geral da Abag, Ricardo Nogueira.

Os números do setor foram divulgados durante a solenidade de apresentação da feira Labace, o principal evento do País para a aviação executiva, que será realizada entre terça e quinta da semana que vem, em São Paulo. É na feira que as fabricantes apresentam os lançamentos aos clientes brasileiros e tentam iniciar as negociações.
A meta do setor é manter o resultado do ano passado, quando a venda de aeronaves novas e usadas somou US$ 1,66 bilhão. “O segundo semestre do ano tem se mostrado mais difícil para a economia em diversos setores. E a aviação não escapa desta tendência”, disse o presidente da Abag, Eduardo Marson.

A Labace vai apresentar ao público 65 aeronaves, duas a menos do que no ano passado. Os aviões, no entanto, são maiores e ocuparão uma área maior na feira. A previsão dos organizadores do evento é que 14 mil pessoas visitem a Labace neste ano, mantendo o público do ano passado.

Capilaridade. Os voos fretados e particulares levaram os passageiros para 3,7 mil aeródromos (pistas de pouso) no Brasil em 2013, um número 2,78% maior do que no ano anterior. A maioria deles não é atendida pelas companhias aéreas, que voaram para apenas 126 cidades no ano passado.

“A aviação geral cumpre um papel de dar capilaridade ao transporte aéreo. O setor tem um peso relevante na economia e tem sido muito mal tratado pelas autoridades”, disse Nogueira.

O segmento está insatisfeito com a política do governo de restringir o uso dos grandes aeroportos pelos jatos particulares, dando prioridade para as companhias aéreas. Segundo Nogueira, o setor foi “estrangulado” durante a operação especial para a Copa do Mundo.

Hoje a maior disputa do setor é para manter seu espaço no aeroporto de Congonhas, que deve ter sua capacidade alterada ainda este ano. Atualmente, a aviação executiva pode usar 4 dos 34 horários para pousos ou decolagens por hora no aeroporto. O governo pretende transferir esses espaços para viabilizar a entrada de novas empresas áreas no setor.

3 comments

  1. Paulo Afonso Nogueira
    3 anos ago

    Eu só gostaria de saber onde estão os 3700 aeródromos no Brasil.
    Pelo que me consta são cerca de 780 aeródromos para atendimento de aviões e helicópteros e mais cerca de 490 helipontos.

  2. Paulo
    3 anos ago

    Acho distorcido o número de 5% de crescimento atrelado ao título da reportagem de aviação executiva.
    5% são pouco mais de 700 AERONAVES A MAIS no último ano. Não estaríamos em uma crise de empregos para pilotos com tamanho incremento na aviação executiva.
    A maior parcela deve ser de experimentais e ultraleves… que não são executiva. Vários Cirrus que o proprio dono pilota (concordo que executiva)… alguns são reposição de acidentes na agrícola e na geral/executiva, e por fim, o que interessa mais para empregos…
    A aviação executiva de fato que emprega pilotos deve ter ficado abaixo de 100 aeronaves com certeza… vi apenas dois ou tres aviões novos no aeroporto que frequento dentro de uma capital… se fossem 700, só o nordeste/norte comprou então?

  3. Julio Petruchio
    3 anos ago

    -O presidente da ABAG se preocupa!
    -Com o setor da aviação geral?
    -Não exatamente. É que se não houver aviação geral, não há vendas na “feirinha” …
    -Pois é. Como já dizia a vovó: “-Se não cuidar do pasto a vaca vai p’ro brejo”.
    -Bingo! É isso aí!

Deixe uma resposta