Sobre a regularidade do voo que vitimou o Eduardo Campos

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Tem aparência de TACA, faz barulho de TACA, cheira como TACA… Será que é TACA? Leiam essa matéria da Folha.

8 comments

  1. Paulo Assis
    3 anos ago

    Traduz TACA..por favor..!!

  2. fredfvm
    3 anos ago

    o TACA já virou moda no Brasil ha décadas, mas agora, mais do que nunca, por isso é que muitas empresas de Táxi Aéreo estão fechando as portas, por causa da concorrência desleal. Já pararam pra ver quantos outros candidatos em todos os estados brasileiros também estão voando TACA ? Só a ANAC que não percebe isso.

  3. Raul, entendo as suas ponderações. Supostamente uma operação sob o RBAC 135 deve ter, senão mais segurança (acredito que isso é muito relativo), mais fiscalização em relação a uma operação sob o RBHA 91. Porém, sabemos, há operações “91” muito mais seguras do que grande parte dos 135 por aí. Fiscalização é parte, mas não o fim do processo de segurança. Chamo, contudo, atenção para dimensão maior dessa tragédia. Veja: http://www.appa.org.br/2012/1588/nao-vamos-desistir-da-aviacao-brasileira/. Poucas vezes a Aviação teve papel tão relevante no processo político nacional. Será mesmo que ninguém, além dos tripulantes, da máquina e da meteorologia tem a ver com mais esse acidente?

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Eu sei que você sabe o que vou dizer abaixo, Humberto, mas para evitar que o leitor não tão íntimo com os regulamentos da ANAC não se perca, acho importante deixar claro o que segue.

      Vamos imaginar uma operação IFR realizada com um King-90 – avião denominado “single-pilot”, ou seja: que pode ser operado com total segurança por um único piloto, seja em condições visuais ou por instrumentos (ele foi construído para isso, e homologado para tal inicialmente pela FAA, e depois pela ANAC). Se esta aeronave estiver registrada como TPP (uso privado, RBHA-91), ela vai poder voar com um único piloto mesmo, e tudo bem; mas se ela ela estiver registrada como TPX (táxi aéreo, RBAC-135), ela terá que operar obrigatoriamente com comandante+copiloto, mesmo sendo single-pilot!
      Daí a pergunta: a segurança aumentou na operação TPX em relação à TPP?
      A resposta não é tão simples…
      Se eu sou o dono do avião e o uso para viagens com minha família, eu contrato o Cmte.X para pilotá-lo, que eu avalio como competente para comandá-lo, e isso me deixa confortável quanto à sua operação, qual o problema?
      Mas se esse mesmo avião é do meu táxi aéreo, quem nele viaja não tem como saber se o Cmte.X é mesmo competente para realizar essa operação sozinho, então acho que faz sentido haver o copiloto Y compondo a tripulação, pois isso seria uma barreira a mais no tal do diagrama de Reason (aquele dos furos no queijo suiço que, quando se alinham, provocam um acidente).
      “Ah, mas tem proprietário de aeronave TPP muito mais consciencioso que a média dos operadores TPX”!!! Ok, isso é verdade. E justamente por isso que se tem que ter muito mais cuidado com a operação TPX. No TPP, a bomba tende a estourar no colo do dono do avião, enquanto que no TPX, quem morre é o cliente, não o filho… (É claro que estou dramatizando, mas só para facilidade de entendimento).

      – x –

      Já tinha lido no artigo que vc citou, e ele será objeto de um próximo artigo.

      Um grande abraço,

      Raul

  4. Arthur Vaz
    3 anos ago

    Mas isso não muda nada na situação.
    Se foi vendido e não comunicado a ANAC, se não poderia operar com taxi aéreo ou com fins lucrativos, não altera nada os fatos da ocorrência. É só burocracia, mesmo porque tinha dois pilotos capacitados a operar a ACFT.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Não é tão simples assim. Uma operação 135 é (ou deveria ser) mais segura que uma 91 por definição – ou então nem faria sentido haver regras diferentes para táxi aéreo. Um CVR que não funciona, por exemplo, seria muito mais difícil de ocorrer num táxi, que tem uma série de amarrações para evitar que isso aconteça.

      CMA ou IAM vencidos derrubam avião? CVR inop evita acidentes? TACA é a causa de um desastre aéreo? Objetivamente falando, não. Mas, em sendo assim, por que nos preocupamos tanto com esses “detalhes”?

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