APPA: “Não vamos desistir da Aviação Brasileira!”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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A APPA publicou neste final de semana, em seu site, mais um excelente editorial: “Não vamos desistir da Aviação Brasileira!“. Do artigo, reproduzo um de seus últimos parágrafos, que acho que pode ser o ponto de partida para a discussão que nossa aviação mais precisa que aconteça:

Como funciona o dia-a-dia, hoje, no Brasil, de quem (…) depende da aviação executiva para se deslocar com mais eficiência? O que pensa um piloto brasileiro, hoje, sobre o uso do espaço aéreo e dos seus aeroportos? O que o Estado brasileiro tem feito para oferecer meios de treinamento para os seus aviadores? O que as autoridades têm feito para colocar a disposição da aviação tecnologias de navegação que já são corriqueiras no mundo inteiro? Por que uma aeronave que está apta a pousar praticamente sem visibilidade alguma, em qualquer lugar do mundo, no Brasil de hoje corre esse tipo de risco ao usar um dos aeroportos da maior metrópole do hemisfério Sul?

Quanto mais tempo demorarmos para responder o que vai acima, menores as chances de termos uma aviação civil decente em nosso país…

4 comments

  1. fredfvm
    3 anos ago

    Estamos numa aviação do século 21 em termos de aparelhagem, sendo regulada e mantida por um sistema de gerenciamento do século 19 e profissionais querendo sair do século 20 em direção ao século 21, mas sendo empurrados ao século 19.

  2. Julio Petruchio
    3 anos ago

    Caras! Essa Anac me dá nojo!

  3. gotuzzo
    3 anos ago

    Concordo em gênero grau e numero,porem enquanto tivermos um governo q, nem se quer sabe quem dirige uma agencia,toda caótica,sem o menor compromisso com a aviação,e sua operação,e nem projetos tem para investir,pois todos os anúncios são políticos,vazios e ficam no ar e as pessoas q. a dirigem,nao tem a mínima formação neste setor,o que podemos esperar? o caos…nada mais…tenho vergonha de estar no maior pais do hemisfério sul, e ter tanta burocracia atrasada e que engessam o progresso,e com descaso…se nos não mudarmos essa quadro, vai parar…a aviação…executiva neste pais,.. mesmo com tantos empresários para investir um grande exemplo eh os taxis aéreos,q. estão sumindo,eh tanta palhaçada de exigências fúteis,e além da demora de ate 2 anos para liberarem a documentação,com um bando de inúteis incompetentes,servidores ,..q. nem sabem o q, estão exigindo,pois entraram para a tal a agencia fazendo muito mal e apenas trocando o nome DAC pata ANAC e ainda não sabem interpretarem a legislação,com muita falta de esclarecimentos,mas la tem muitos biólogos,geologos, agrônomos e admistradores de tudo menos de aviação,…saudades dos milicos,..quem sabe com a troca de governo,a agencia seja gerida por pessoas q. vejam tudo isto,..e saiam estes time de fracasso total,…e contratem quem sabe os cabos e sargentos do antigo DAC, para nos arem uma trégua…

  4. David Estigarribia
    3 anos ago

    Sou piloto/instrutor e ataulmente voo Matrix para um empresário.

    O voo com Glass cockpit hoje é extremamente mais seguro e possui a mais alta tecnologia.
    Não temos (pelomenos no meu caso), economias em ter o melhor equipamente do mercado no que diz respeito a segurança e uma boa operação do voo.

    Eu sinceramente gostaria de saber, quais os reais motivos de ainda em um aeroporto dotado de Rádio, Meteorologia, pista com otima qualidade (para padrão Brasil) não termos procedimentos RNAV’s para IAC E ADC como o da Base Aérea de Santos onde infelizmente tivemos a perda fatal de vidas e um equipamento de alto padrão.
    Um RNAV muito bem executado respeitando todos os parametro de segurança é muito mais seguro do que qualquer procedimento de radio-vetoração, seja IAC, ADC, ERC.. Enfim, talvez com um procedimento RNAV a 700ft de teto o que é ridiculo para um procedimento desses que facilmente pode estar a 500, 400 que ainda é seguro para essa aeronave e talvez o PR-AFA não tivesse que realizar uma arremetida como a que ocorreu e vitimou.
    Deixo registrado minha indignação, pois é um sistema implantado uma unica vez, não requer manutenção e nem mesmo equipamentos caros.
    Saliento que opero em Presidente Prudente (SBDN) e to cansado de ver 737 da Gol, Azul e os demais se ajustando em procedimentos VOR, sistema esse que logo logo se tornará obsoleto porem ainda vai demorar Brasil.
    Quem é habilitado PBN/LOA sabe do que eu estou falando!
    AUTORIDADES, vamos colocar o GEIV para homologar o RNAV no minimo para os aeroportos com siglas “SB–“.
    Quando se perde vidas em um acidente aeronaútico, parte de nós morre junto.
    Ao invés de construirmos 800 aeroportos, não focarmos na melhoria dos que já temos, principalmente em segurança de voo. Sem segurança de voo, não existe aviação!

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