A reportagem do Fantástico sobre o acidente com o PR-AFA começa a mostrar os problemas da infraestrutura aeronáutica relacionados ao evento

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Ainda vamos voltar a este assunto aqui no blog, mas por ora acho interessante assistir a esta reportagem do Fantástico de 24/08 – “Imagem inédita mostra o que sobrou do avião em queda em Santos” -, que mostra:

1) Como seria pousar na pista da Base Aérea de Santos com um sistema de iluminação (ALS) apropriado; e

2) Que não existe mais na Europa Ocidental um sistema de aproximação NDB (“talvez exista na Rússia”, disse o entrevistado).

Porque há questões muito graves de infraestrutura aeronáutica relacionadas a este acidente que ainda não estão sendo discutidas apropriadamente.

11 comments

  1. petersonramos
    3 anos ago

    A infraestrutura é decisiva para ampliar ou deteriorar a consciência situacional. Isso precisa ser discutido.

  2. Leo
    3 anos ago

    Pera lá, reclamar de um procedimento NDB que todo piloto IFR tem que saber fazer… Não se fazem mais pilotos como antigamente. Se o pessoal perder o sinal de GPS ninguém mais sabe voar! Agora vão querer ILS em Santos. Pelo amor de Deus!
    Para RNAV não precisa de infra estrutura no chão, o DECEA tem que homologar o procedimento através do GEIV, não tem nada a ver com infra estrutura.

    • Beto Arcaro
      3 anos ago

      OK…NDB é básico, mas tem coisa melhor, mais segura?
      Por que não um ILS em Santos?
      Por que aquela Base Aérea tão abandonada, não se transformou em um Aeroporto Regional ainda?
      Por que é que o operador da rádio Santos acumula funções de coletor de condições climáticas e operador de AIS.
      Se ele não acumulasse funções, haveria um SPECI dando aquele aeroporto como fechado antes do malfadado procedimento do PR-AFA?
      Acho que tudo que transforma as operações em aeroportos, em coisas mais seguras, é sempre bem vindo.
      Não vivemos mais nos anos 40, e isso não me faz um Aviador pior.
      Em condições adversas, se você tem um FMS e consegue fazer um NDB por meios próprios, pra que fazer “Raw Data”. Não quer dizer que eu não saiba…

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Leo, vc me perdoe, mas discordo de tudo o que vc escreveu:

      1)Ninguém disse que o piloto não precisa fazer NDB. Só se está a criticar o fato de este tipo de procedimento ser o único disponível em grande parte do país.

      2)Vamos querer ILS em Santos, sim, por que não? E que este AD seja civil público também.

      3)Infraestrutura não é só antena, estação, torre, etc. É também carta RNAV, p.ex.

      No mais, os comentários do Beto Arcaro complementam o que penso.

      • Beto Arcaro
        3 anos ago

        E o pior é que até pra se fazer um NDB, você tem que contar na maioria das vezes, com o funcionamento dos serviços AFIS.
        Bom, mais então nem RNAV a gente pode fazer, não é?
        Em muitos aeroportos, esses serviços ficam no ar por apenas 2 ou 3 horas, somente nos horários das operações de Linha Aérea.
        Geralmente são empresas terceirizadas, autorizadas à prestar esse serviço, contratadas pelas Prefeituras ou pelas próprias Linhas Aéreas.

  3. Freddy da Silva
    3 anos ago

    Parece que o gravador da Radio Santos também estava com problema.

  4. fredfvm
    3 anos ago

    Ha anos que o Governo Federal não disponibiliza nada para nossa infraestrutura de auxílios de voos, o que se poderia esperar?

  5. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Muito boa a matéria, Raul!
    Finalmente !
    Vi uma vez só, e à princípio, não consegui captar nenhuma “baboseira”.
    Isso era o exatamente, o que eu, e muito provavelmente, todos os aviadores, gostariam de ver na TV.
    Será que o WW serviu de consultor técnico?
    Será que a Globo está se retratando dos absurdos da semana passada?
    Quanto ao problema da “Infraestrutura”, a coisa é bem óbvia.
    Lembra daquele vôo que eu retratei, voltando lá de Barra Grande, na Bahia?
    É bem por aí… Falta de informações, tanto em rota, como de AFIS, etc.
    Se a Aviação existisse no século 19, diria que estaríamos nele.
    Agora, é bem capaz que eles retirem o procedimento NDB de Santos, passando o Aeroporto à operar somente VFR.
    É assim que fazem por aqui.
    Como fizeram lá em Governador Valadares, Ilhéus e alguns outros.
    Aqui é assim: Foi “Corno”?
    Vende o Sofá!

  6. Não tem como eles discutirem coisas sobre as quais pouco ou nada sabem. É excessivamente técnico e mesmo quem entende do assunto carece – não raras vezes – de didática para trocar em miúdos, quando se trata de matérias dirigidas ao público leigo.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      É verdade. Mas minha intenção é a de dar destaque às questões de infraestrutura apontadas na matéria (que nem foram o foco dela, mas enfim…).

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