Folha de S.Paulo: “Militar sem experiência em Cessna aprovou copiloto”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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E lá vamos nós, voltar à discussão do checador não habilitado na aeronave em que executa o cheque – vide “Justiça não vê problemas em checador de Boeing avaliar piloto de Airbus“. Leiam a matéria “Militar sem experiência em Cessna aprovou copiloto“, publicada na Folha de hoje, e escrita pelo Ricardo Gallo.

7 comments

  1. Drausio
    3 anos ago

    Tenho visto nos comentários de vários posts aqui no PSP a defesa enfática de mais regulamentação e mais fiscalização como resposta e possível solução para as muitas mazelas que atingem a aviação brasileira. Recentemente houve quem defendesse uma legislação extremamente coercitiva para pilotos e operadores que descumprirem regulamentos ou mesmo se desentenderem na sua relação trabalhista. Há quem esteja propondo ampliar as atribuições, competências e escopo de atuação da ANAC, inclusive atribuindo a ela a prerrogativa de controlar o espaço aéreo brasileiro. Houve ainda uma discussão sobre o desenvolvimento e padronização dos currículos dos cursos superiores em ciências aeronáuticas, pela qual perpassou o tema da regulamentação e normatização deste curso, bem como o tema da criação de um conselho de classe com a concomitante reserva de prerrogativas ao profissional devidamente graduado neste curso.
    Além disso, temos visto na mídia uma verdadeira chuva de reportagens, escritas e televisivas, tratando de temas diversos relacionados à segurança da aviação no Brasil. A quase totalidade delas faz coro com a reivindicação, tomada como solução tácita e óbvia, por mais fiscalização e regulamentação.
    O programa Globo News Alexandre Garcia de 20/08/2014 ( http://globosatplay.globo.com/globonews/v/3577578/ ) apresenta um exemplo contundente da postura da mídia, e possivelmente da opinião publica em geral, sobre esse tema.
    Já o programa Glovo News Painel de 23/08/2014 (aliás conduzido pelo excelente William Waack), não discute aviação, mas apresenta uma perspectiva interessantíssima sobre a cultura da regulamentação e da fiscalização como método de solução de problemas coletivos ( http://globosatplay.globo.com/globonews/v/3584327/ ).

  2. Particularmente acho instrução e cheque exclusivamente no avião um expediente absurdo, no caso de type rating. Não há mais justificativa para isso, até porque hoje em dia acaba saindo elas por elas, ou até mais barato, em alguns casos. Sou pela obrigatoriedade de treinamento em instituição homologada 142, com ground school completo, treinamento e cheque em FBS e FFS etc etc…note-se, entrementes, que não estou dizendo que isso tenha sido um fator contribuinte para o acidente em epígrafe.

    • Gabriel
      3 anos ago

      Concordo plenamente, o simulador tem que ser obrigatorio, isso tornaria nossa operação bem mais segura, e os custos em prol da segurança são imensuráveis ! Ja esta na hora do check e recheck em simulador se tornar obrigatórios ! Chega dessa filosofia Tupiniquim que Pilotos perderiam empregos se for obrigatorio ! Patrão que não tem dinheiro para investir na sua tripilação nao PODE ter avião ! também resalvo que não estou dizendo que isso tenha sido um fator contribuinte para o acidente !

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Pois é… Na verdade, no caso do PR-AFA, o treinamento no avião não ficaria mais oneroso que o em simulador, mesmo sendo necessário deslocar o piloto para os EUA? E, sendo assim, só restariam duas alternativas: ou o treinamento no avião não ocorreu conforme requerido, ou o operador não sabe fazer conta. Ou estou equivocado?

      • Dodô
        3 anos ago

        Mas não houve uma grita absurda na aviação geral quando se resolveu consolidar o requisito de revalidação de tipo em simulador? Já vi um bocado de operador e piloto (principalmente de Lear) checando em rota e sem ir pra simulador há 10 anos reclamando quando entrou o requisito.

  3. fredfvm
    3 anos ago

    Tive a informação de que ele foi checado por um checador civil da ANAC. Um concurseiro com PC checado e novinho na aviação. Havia duas possibilidade ao piloto: fazer simulador nos EUA ou voar 40 horas de instrução real no Brasil. Ok, os voos foram no Brasil, mas não fora cumprida as 40 horas reais, pois parte dessa instrução foi de BIC. Não é chute o que estou falando, apensa uma informação que me foi passada por alguém da ANAC.

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