Não há um “apagão de pilotos” nos EUA, segundo a ALPA. Precisa desenhar? Então, tá…

By: Author Raul MarinhoPosted on
565Views11

No vídeo abaixo, uma brilhante explicação da ALPA-Air Line Pilots Association sobre porque não há um “apagão de pilotos” ocorrendo nos EUA, como a imprensa de lá vem noticiando. E para quem quiser se aprofundar no assunto, clique aqui.

11 comments

  1. David Banner
    3 anos ago

    Mais fácil encontrar vida inteligente em Marte do que um apagão de pilotos aqui na Terra.

  2. Enderson Rafael
    3 anos ago

    Mas que após anos tentando, metade dos meus instrutores conseguirem emprego justamente este ano foi um sinal, isso foi. Com certeza o problema é salário. E no Brasil não é diferente: se 22mil dólares ao ano é pouco prum copiloto de regional nos EUA – onde tudo é mais barato que aqui – porque 80mil reais por ano seria muito prum piloto brasileiro? Tenho receio de estarmos entrando no mesmo ciclo que eles, que têm espantado tanta gente boa de uma profissão onde o profissionalismo é premiado com segurança.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Ok. Mas vc há de convir que melhorar a situação do mercado de trabalho dos pilotos, especialmente partindo de um ponto tão baixo como está(va) o pessoal das regionais, é bem diferente de haver um “apagão de pilotos”… A gente roda, roda, e sempre volta à questão econômica do primeiro artigo que eu escrevi sobre o “apagão de pilotos” brasileiro, construído a partir de um artigo do Cláudio Moura e Castro: se não estivermos assistindo a uma explosão nos salários dos profissionais de um determinado segmento, então não há escassez de mão-de-obra nesta atividade econômica. No dia que um copila de uma regional americana estiver ganhando US$100mil+/ano, aí sim poderemos começar a conversar sobre “apagão de pilotos” nos EUA.

      • Enderson Rafael
        3 anos ago

        Acho que mesmo que tenhamos um shortage os salários não quadruplicariam: a nossa profissão tem um componente emocional/vocacional tão forte que o dinheiro sempre terá menos peso na decisão do que em outras carreiras. É o efeito colateral de se gostar do que faz e se gostar de fazer algo que se possa produzir em série – como pilotos – que limita um pouco os salários de pilotos no ocidente.

        • Rafael
          3 anos ago

          Xará, sempre que leio os seus comentários, concordo 99% com eles. Esse faz parte do 1% que discordo. Não acho que seja o componente vocacional que pesa, mas como a sociedade de um determinado país enxerga a classe.

          Veja o caso dos professores, muitos escolhem essa profissão por alto motivo vocacional. Agora pega o salário de um professor no Brasil e compara com o da Coreia do Sul. É de chorar!!!

          Piloto, em muitas partes do mundo, é considerado apenas um motorista no qual o carro/ônibus tem asas. A sociedade não entende que é um profissional como um médico, advogado, engenheiro e outros que passam por estudo intenso, treinamento e dedicação (se fizer os cursos direito e de forma séria).

          No Brasil, ainda temos o agravante que as outras profissões também pagam mal. Um dia desses mesmo saiu uma reportagem na FOLHA que mostrava que metade dos profissionais com ensino superior ganham até 4 salários mínimos. Dá para prover uma vida descente para uma família com 4 salários mínimos no Brasil?!

  3. Julio Soares
    3 anos ago

    Acho que aqui também era preciso ter desenhado. Seus vários posts sobre o famigerado apagão não foram o suficiente.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Nem desenhando, amigo… Qdo o sujeito quer entender o que lhe convém, não há como mostrar a realidade.

  4. Julio Petruchio
    3 anos ago

    “…faltando…”

  5. Julio Petruchio
    3 anos ago

    Deve estar falta do salário para atrair piloto! Urrahhh!!

Deixe uma resposta