Piloto Policial: “Palavras que não devem ser ouvidas – ‘Ele morreu fazendo o que amava’”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Não deixem de ler o post “Palavras que não devem ser ouvidas – ‘Ele morreu fazendo o que amava’”, publicado hoje no portal Piloto Policial. Eu sempre me incomodei com essa mania de muitos pilotos dizerem o chavão do “ele morreu fazendo o que amava” ao se referirem a um acidente fatal, mas nunca tive a capacidade de explicar tão bem quanto o autor do texto do link acima, Cmte. Walter Heneghan, porque dizer isso não faz sentido – especialmente para um piloto profissional.

O Cmte. Heneghan faz referência a um tema que considero importantíssimo para a evolução da aviação do Brasil: PROFISSIONALISMO. E para quem é profissional, fazer o que ama deve ser um pressuposto básico para ingressar na carreira, mas não o fator que irá orientar suas atitudes no desempenho de suas funções. Porque, uma vez morto, não vai fazer diferença para a viúva e os órfãos se o sujeito amava ou não o que fazia: ele simplesmente tinha que desempenhar suas funções com profissionalismo – e, em geral, é a falta desta característica que está por trás de um acidente.

O autor cita um autor e um livro: Tony Kern, que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente e poder trocar umas ideias alguns anos atrás; e “Going Pro – The deliberate practice os professionalism“, um livro que deveria ser a leitura de cabeceira de todo piloto profissional. Trata-se, fundamentalmente, de um livro sobre ética profissional – que, na aviação, diferente da maioria das outras profissões, tem um caráter de vida & morte. Acho que não precisa desenhar porque o a definição de profissionalismo contida neste livro é tão importante na aviação, né?

One comment

  1. Arnold
    3 anos ago

    Obrigado pela recomendação do livro Raul.

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