Cel. Crespo: “ARBITRARIEDADE E ABUSO DE AUTORIDADE DE FUNCIONÁRIO DA ANAC – LAMENTÁVEL” – Ou: Há algo de muito podre no reino da ANAC!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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No final da semana passada, a pilotosfera foi varrida por um tsunami chamado “ARBITRARIEDADE E ABUSO DE AUTORIDADE DE FUNCIONÁRIO DA ANAC – LAMENTÁVEL“: um contundente texto de autoria do Cel. Av. Ricardo Beltran Crespo (vide reprodução ao final do post) pedindo publicamente sua exclusão como checador da ANAC e relatando os motivos que o levaram a tal. Não conheço detalhes dos casos que o Coronel relata, muito menos o “outro lado” da história – embora tenha entrado em contato com o gerente da GCEP citado, colocando o blog à disposição para publicar sua versão dos acontecimentos, não obtive resposta até o momento. Não gostaria de entrar em detalhes sobre os casos em si (se rechecar as habilitações de TIPO e de IFRH em 54min. é ou não viável ou regular, por exemplo), nem discutir “quem está certo”, pois não tenho nem conhecimento técnico nem factual sobre a questão para que possa dar uma opinião minimamente embasada. Mas, para falar a verdade, isso nem é o mais relevante, pois há outras questões muito mais importantes a serem discutidas, em minha modesta opinião. Vamos a elas.

Em primeiro lugar, muito mais importante do que está escrito no texto é quem o escreveu. O texto poderia ser anônimo, ou assinado por uma “pessoa comum” (leia-se: uma “não autoridade”). O autor também poderia assinar simplesmente Ricardo B. Crespo, e nesse caso ele estaria falando somente como um cidadão; mas não: ele fez questão de constar sua patente militar na assinatura, o que é um sinal bastante eloquente de que aquela é uma posição que ele defende não só pessoalmente (“enquanto pessoa”, dirão alguns), mas também como a autoridade que é. Quando um Coronel da FAB resolve entrar numa briga dessas, meus amigos, ele sabe das consequências de seus atos: um oficial superior das Forças Armadas não é um sujeito tolinho e ingênuo, que age por impulso. Pelo contrário: trata-se de um profissional dos mais treinados para agir em situações de pressão muito mais complexas do que esta. Por isso, acho que esse texto tem muito mais informação do que as palavras que ele contêm, se é que vocês me entendem.

Mas voltemos às palavras, de qualquer maneira:

O Cel. Crespo começa relatando que faz parte do grupo de chcadores militares que desempenham um papel voluntário na ANAC. Isso, por si só, já expõe dois fatos bastante complicados: 1)Um militar desempenhando atividades num órgão civil; e 2)Fazendo isso de maneira voluntária. Quando a ANAC foi criada, ela herdou a estrutura do DAC (que pertencia à FAB) – e, naquele momento inicial, acho que seria razoável haver checadores militares, já que os checadores civis não existiam até então. Mas isso foi em 2006, e estamos em 2014! Será que, oito anos depois de sua criação, não houve tempo hábil ainda para que a agência desenvolvesse seu próprio quadro de checadores, e não precisasse mais de contar com os militares? Mas a situação é pior um pouco: esses checadores trabalham de modo voluntário – isto é: vai quem quer, e não se ganha nada a mais por isso. Aí já entramos no terreno do absurdo: como é que uma atividade tão importante quanto a de checar um piloto – talvez uma das mais cruciais de uma agência de aviação civil – pode ser executada por “colaboradores voluntários”??? Imaginem se, na Receita Federal, o auditor fiscal fosse voluntário; ou se na Polícia Federal, o delegado fosse voluntário, o que seria do nosso país? Pois então, é isso o que ocorre na aviação civil do Brasil: os checadores militares são voluntários*. Por sorte, há oficiais da FAB comprometidos para com a aviação, que acham que devem prestar esse tipo de serviço aos civis. Mas não dá para admitir tamanha falta de profissionalismo: já passou da hora de a ANAC ter seu próprio corpo de checadores, treinados e pagos com os recursos da agência – que, por sinal, é remunerada por quem é checado!

*Obs.: O Cel. Crespo não entra nesse mérito, mas o fato é que até os checadores civis da agência são voluntários. A “vantagem” de ser checador na ANAC – vantagem para quem acha que trabalhar voando é melhor do que trabalhar desempenhando um serviço burocrático – se resume ao fato de o servidor estar fazendo algo de que realmente goste, mas é só isso. E, diferente dos militares, os checadores civis nem podem registrar as horas de cheque como horas de voo em suas CIVs!

Depois de tocar en passant na questão da infraestrutura aeroportuária horrível de que dispomos para treinamento (“diante das restrições de espaço aéreo e a falta de áreas de treinamento na área de SP”…) – que, a propósito, também tem a ver com a própria FAB, já que o DECEA é um órgão da Aeronáutica -, o Cel. Crespo relata o problema que teve com o gerente da GCEP. Como disse no começo deste post, não vou entrar no mérito de quem tem razão nessa história, mas sei quem vai pagar o pato no final: serão os três pilotos checados que tiveram seus processos indeferidos. Estes, além dos custos associados a um novo cheque (e o Coronel já relata quanto sai uma hora de voo no helicóptero utilizado: R$8mil!), poderão ter prejuízos muito mais graves, já que não poderão desempenhar seus papéis profissionais até que tudo se resolva. E se um deles acabar demitido por causa disso, como é que fica? Quem é que vai pagar a escola dos filhos do piloto demitido? A ANAC? Na verdade, é este o maior problema: as deficiências da agência acabam estourando no colo do seu principal usuário, o tripulante – que não tem nada a ver com o fato de, depois de oito anos, ainda não haver um quadro de checadores profissionais na ANAC. Até quando vamos aguentar isso?

Eu conheci o gerente da GCEP a que o Cel. Crespo se refere num evento na ANAC (o workshop sobre a reforma do RBAC-61), e o achei um profissional sério. Não é aviador, como o autor do texto supõe (e, provavelmente, ele já tinha conhecimento disso) – mas, se querem saber, eu nem acho que precisaria ser. Na verdade, eu até estranhei essa postura a ele atribuída, pois ele me pareceu ser uma pessoa muito mais preocupada com a “linha de produção de licenças e habilitações” do que com picuinhas de processos específicos. Mas, enfim, o fato é que o problema não é o gerente da GCEP ser o fulano ou o sicrano, a questão é muitíssimo mais grave: a ANAC, até hoje, ainda não aconteceu, e a maior prova está aí, no relato do Cel. Crespo: uma agência que precisa de contar com o trabalho voluntário de militares para realizar nada menos que seu principal papel – o de garantir que os pilotos estejam aptos a pilotar as aeronaves – simplesmente não é uma agência, simples assim.

Tomara que esse texto do Cel. Crespo sirva para alertar a sociedade sobre o caos que estamos vivendo na gestão da aviação civil do nosso país. Acho, inclusive, que foi essa a intenção do autor, e espero que este post contribua para amplificar a sua mensagem. Congratulo-me com o Coronel pela sua bravura, ousadia, e patriotismo!

A seguir, o referido texto original do Cel. Crespo em que, por recomendação do autor, suprimi o nome do gerente da GCEP (mas o leitor não deverá ter dificuldades em encontrar esta informação, se quiser):

ARBITRARIEDADE E ABUSO DE AUTORIDADE DE FUNCIONÁRIO DA ANAC – LAMENTÁVEL

Prezados,

Venho por meio desta mensagem relatar os desagradáveis fatos que me levaram a solicitar minha exclusão definitiva do quadro de Inspetores de Aviação Civil da ANAC na data de hoje:
Sou INSPAC OPS-3 91/135 desde 2011 e certamente efetuei mais de 500 voos de cheque nesses cerca de 5 anos em atividade, prestando esse serviço voluntário para a ANAC. Para aqueles que não conhecem o sistema, a Força Aérea disponibiliza oficiais aviadores para cumprir missões de avaliação de perícia técnica dos pilotos civis no Brasil. Trata-se de um trabalho extra, voluntário, no qual não existe nenhum pagamento adicional por parte da ANAC aos checadores militares, exceto os ressarcimentos dos custos de hospedagem, passagem aérea e alimentação, quando os voos de cheque são executados em locais fora da sede de residência do checador.
Todos aqueles que tem conhecimento da dinâmica dos voos de cheque sabem que é completamente viável a execução de uma avaliação de TIPO+IFRH no período de 0.9 de hora de voo.
Diante das restrições de espaço aéreo e a falta de áreas de treinamento na área de SP, é praticamente de praxe serem realizadas missões com mais de um piloto, visando a otimização do uso dos helicópteros, nas quais faz-se a decolagem de SBMT (Marte) para SBSJ, onde se gasta cerca de 18 a 20 minutos no deslocamento, nos quais o checador já avalia algumas manobras e exigências da ANAC na FAP, e onde o tempo restante é utilizado em SBSJ para o complemento da avaliação, tanto no TIPO (manobras de solo e tráfego), quanto no IFRH (subida e descida). Dessa forma, é completamente viável o cumprimento do que é exigido na FAP para um cheque TIPO+IFRH dentro do período de 54 minutos de voo.
No final do mês de agosto, avaliei 3 comandantes (voos de re-cheque), cumprindo 3 segmentos de 54 minutos de voo, com 10 pousos cada um, os quais foram avaliados e checados em todos os exercícios previstos na FAP, conforme registros no Diário de Bordo do helicóptero utilizado.
Para minha surpresa, a ANAC indeferiu os três processos dos três pilotos, após alegações de coisas absurdas do Sr Gerente de Certificação de Pessoal, como por exemplo:
1) Segundo o Sr Gerente de Certificação de Pessoal,  manobras e emergências são INCOMPATÍVEIS com o voo no período noturno. (não existe nenhum documento da ANAC proibindo os voos de cheque no período noturno). Será que um helicóptero bi-turbina, homologado IFR, não pode ser usado no período noturno para a verificação de proficiência técnica dos pilotos?
2) Segundo o Sr Gerente de Certificação de Pessoal, o tempo de voo foi insuficiente para a execução de todas as manobras previstas. (não existe nenhum documento da ANAC onde se define, nem tempo de voo para a execução das manobras, muito menos um tempo mínimo para a execução de cada tipo de cheque). Fui acusado de realizar 07 cheques em 54 minutos (o Diário de Bordo comprovou que foram 03 voos de 54 minutos e que o piloto que deslocou o helicóptero de SBMT para SBSJ não foi o mesmo que deslocou de SBSJ para SBMT)
3) Segundo o Sr Gerente de Certificação de Pessoal, mesmo depois que comprovei que foram 3 voos de 54 minutos, o gerente insistiu que os 54 minutos de cada piloto não foram suficientes para a avaliação das manobras.
Depois de contestar e contra-argumentar cada alegação e questionento do Gerente de Licenças e Habilitações da ANAC, houve a confirmação do indeferimento dos três processos, e orientação para que os 3 pilotos executassem NOVAMENTE os voos de cheque.
Para para minha maior surpresa, hoje pela manhã recebi um email do Supervisor da Escala da ANAC, informando minha “suspensão temporária” para a execução de Exames de proficiência, por ordem do Sr Gerente de Licenças e Habilitações.
Diante de tamanho desrespeito e insinuações maldosas sobre minha idoneidade para avaliar os pilotos, por parte de um funcionário público da ANAC, que aparentemente leva para o lado pessoal um assunto técnico, e que resolve determinar minha suspensão como Checador,  após esgotar todas as tentativas de mostrar ao funcionário, que nem sequer aviador aparentemente é, sobre os seus erros de julgamento e interpretação na avaliação do meu desempenho como checador nesse caso específico, minha única alternativa moral e de dignidade foi solicitar minha exclusão definitiva do quadro de Inspetores Militares  da ANAC.
Compartilho com todos que estejam sujeitos a enfrentarem uma situação tão desagradável como essa, a fim de os alertarem sobre o fato de que existem funcionários na ANAC, sem o conhecimento técnico adequado e que, infelizmente, possuem o poder de indeferir um processo, causando prejuízos financeiros aos proprietários de helicópteros (a hora de voo de um AGUSTA passa de 8 mil reais), nos quais seus pilotos estão expostos ao risco de terem seus processos indeferidos, caso não cumpram alguma “regra” mal definida  ou “achismo” daqueles que analisam os respectivos processos de concessão ou revalidação de suas CHT, independente da vasta experiência que possuem como comandantes de suas aeronaves.
Peço desculpas a todos aqueles com quem assumi o compromisso de efetuar os cheques e informo que a ANAC cancelou todas as minhas autorizações de cheques.

Cel Av Ricardo Beltran Crespo

33 comments

  1. ricardo leite
    3 anos ago

    Fui checado e tive o prazer de conhecer o Cel. Crespo.
    Apos trinta e cinco anos de profissao, lamento muito os caminhos que aviacao brasileira estah tomando.
    Nada substitui a competencia, o profissionalismo, a seriedade e o gosto por aquilo que faz, qualidades todas presentes
    no excelente checador em questao, perde-lo eh no minimo lamentavel, jah que bons checadores sao raros hoje em dia e nossa agencia reguladora, que deveria nos ajudar, jah que somos os usuarios, contribuintes e os maiores interessados, ao contrario, faz de tudo para dificultar as nossas vidas, nao permitindo sequer, que falemos diretamente com quem de direito ou ateh mesmo acessar o edificio da agencia, sob o pretesto de evitar corrupcao, uma tristeza e vergonha !!!

  2. Ari
    3 anos ago

    Li o post do Sr Álvaro José, que não conheço, e acatei sua sugestão de sermos críticos e objetivos. Também críticos e objetivos em relação ao seu próprio texto, se vamos ser honestos.
    “’Workaholic’” pouco se aplica aos que trabalham em quartéis”. Falta indicar a fonte da informação e os critérios utilizados para a difamação gratuita. Absolutamente toda a infraestrutura da aviação civil herdada pela ANAC, incluindo investigação de acidentes, foi criada pelos quartéis. Um erro, na minha modesta opinião: o Estado brasileiro deveria ter separado no nascimento a aviação militar das outras (que que tem a ver, por exemplo, com a aerodesportiva…) ou entregue o problema ao Ministério dos Transportes. Mas foi assim que foi feito pelos governos militares e não se pode mudar o passado. Muito faltou mas muito foi feito também e cada pouso e decolagem, cada radial interceptada (ainda hoje) são dados factuais em apoio à minha opinião de que muito foi feito. Cadê os dados que apoiam essa bobagem do “workaholic”?
    No parágrafo seguinte, citam-se “inverdades” sem apontá-las, “dados verdadeiros” sem dizer quais são, “omitiu tudo o que lhe interessava”, mas o quê, pelamordedeus? O restante do texto segue a mesma toada. Objetivamente falando, espremi, espremi, espremi e não saiu caldo. Só opinião, sem apoio em fatos.
    O parágrafo acima resume o texto e poderíamos dar o restante como visto. Exceto a parte do “voluntariado”, porque aí pode estar um ponto importante.
    – Receber diária não é remuneração, é indenização para fazer frente a despesas durante o cumprimento do trabalho, sem relação com a remuneração desse trabalho. Veja no seu imposto de renda, nem sequer tributadas as diárias são, reconhecimento do Leão sobre o caráter não remuneratório das diárias. A quantia paga está regulada em lei ordinária, nem a ANAC nem a FAB têm ingerência sobre valores ou critérios. O mesmo conceito se aplica ao servidor civil, ao militar e, mutatis mutandis, até à iniciativa privada. Algumas empresas não pagam diárias, reembolsam gastos comprovados por recibos ou disponibilizam cartões corporativos e aplicam suas próprias regras, mas o conceito é o mesmo. Inclusive para fins de imposto de renda.
    – Ganhar folga das atividades militares quer dizer o quê, exatamente? Que ele deixa de ir trabalhar? Mas não está trabalhando quando realiza o cheque? Qual a vantagem? Salvo engano, esse cheque em concreto foi feito à noite, depois da jornada normal de trabalho.
    – Meu jardineiro usa seu trabalho para conseguir mais jardins para cuidar. Se a frente da minha casa estiver bonita, obterá mais clientes, se trabalhar mal, pouca gente se interessará. Não é assim em todos os ramos de atividade? Inclusive na esfera pública! O servidor eficiente será notado e lhe serão atribuídas maiores responsabilidades. O acomodado vai ficando pra trás (idealmente). Se alguém gostar do trabalho do checador, seja o checador civil ou militar, não pode querer contratá-lo? O fato de ser militar lhe retira algum direito como cidadão? Pior, o fato de ser checador, civil ou militar, lhe tira algum direito trabalhista? Fica amaldiçoado?
    Mas por que eu botei no início do parágrafo que podia estar aqui um ponto importante? Porque o tal coronel NÃO PRECISA da ANAC e por isso PODE ou não (de sua VONTADE, daí a palavra VOLUNTÁRIO) fazer parte desse “acordo” pelo qual a FAB empresta checadores à ANAC. PODE encerra seu expediente às cinco da tarde e cuidar da família, sem perder seu emprego. Por isso, ele PODE botar a boca no trombone.
    Independentemente de quem estiver certo, espero que a chacoalhada renda correções de rumo e otimização das atividades da agência, inspeções incluídas e padronização do trabalho dos checadores também incluída. Como já foi comentado por aqui, está mais que na hora de ter autonomia sem depender dos militares. Essa rusga pode ser apenas um sintoma da necessidade de ajustes. Varrer o sintoma pre debaixo do tapete não vai fazer bem ao paciente. Outro sintoma é o número de vezes em que aparecem as palavras “civil” e “militar” neste blog (e no meu texto – não contei, mas foram muitas). Aviação não é atividade exclusivamente militar (mais uma). Tá na hora da sociedade como um todo assumir os ônus, os bônus, os riscos, os custos e os gozos de VOAR. Não precisa pra isso demonizar os militares (ai ai, mais uma) nem a ANAC. É preciso trabalho sério e ter consciência de que a criação de uma nova ordem das coisas (controle civil da aviação) requer esforço inicial redobrado e técnico por um bom tempo. Requer também reconhecer as competências técnicas onde estiverem, dentro dos quartéis ou fora. Depois dos técnicos terem derrubado as árvores e arado o solo, aí pode entregar pros políticos…

  3. Eduardo Luiz
    3 anos ago

    Muito lamentável tudo isso, o pior é que a ANAC se mostra como eficiente e coitadinha, onde na realidade é arbitrária e incompetente em tudo a que se propõe fazer…
    Fui do DAC e fiz parte de transição para a ANAC, uma vergonha, a funcionária da ANAC me enviava cheque de pilotos sem nenhum critério, cansei de avisá-la que NÃO checava aeronave a jato, ele enchia minha caixa de e-mail com cheques da GOL, TAM etc… uma vez ela me disse que não conhecia os modelos das aeronaves por isso enviava todos os pedidos, sem falar helicóptero que segundo ela se tivesse uma hélice em cima era tudo igual…um total despreparo e falta de comprometimento com a instituição. Os pilotos cansavam de ligar para mim solicitando pelo amor de DEUS para eu fazer o voo de cheque deles pois a ANAC já havia feito vários adiamentos, na realidade eles gostam muito é de cheque no exterior, aí meus amigos não fica um piloto sem checar…
    É uma pena que mais um amigo se afasta do quadro de checadores, isto é o início de um caos total na aviação, não podemos esperar muito de uma agência criada neste período podre do PT que só vislumbrou ganhar dinheiro das grandes empresas, pois os pequenos empresários estão sofrendo. Eles não possuem nenhuma capacidade para gerenciar a aviação do Brasil, pois em caso de acidente aciona-se os SERIPA que foram criados exclusivamente para prestarem apoio a aviação civil, pois este negócio de investigar é muito difícil, chato e técnico, deixa com a FAB, pois quando era DAC nos SERAC haviam as divisões de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. A ANAC nada mais é que o resultado de um governo corrupto, aproveitador e sem preparo para exercer suas atividades.

  4. Skynet
    3 anos ago

    Lembro da época do DAC, quando lia as revistas especializadas, com autores dos mais diversos meios da aviação os quais desciam a lenha no órgão e defendiam veemente a criação da ANAC. O resultado está ai: os aviadores eram apenas infelizes e não sabiam, agora eles são depressivos e totalmente desamparados.

  5. Heitor Munaretto
    3 anos ago

    Excelente aviador e excelente pessoa. Não tenho dúvidas quanto ao comprometimento dele com a verdade.
    E o pessoal do CGEP? São aviadores? Sabem do que estão falando pelo menos?

  6. VICTOR SILVA
    3 anos ago

    FUI GERENTE DE UMA ESCOLA DE INSTRUÇÃO DE VOO EM GOIÂNIA, MEU NOME É VICTOR SILVA, TIVE A OPORTUNIDADE DE TER O CEL. CRESPO COMO CHECADOR POR DOIS DIAS… ACREDITO SIM NA HISTORIA DO CRESPO, EM UM ANO DE GERENCIA PASSEI MUITA RAIVA COM OS PROCESSOS DOS ALUNOS POR CONTA DA INTERPRETAÇÃO DA ANAC. CONHEÇO O TRABALHO DO CEL. CRESPO E POSSO AFIRMAR QUE ELE FOI O INSPAC MAIS EXIGENTE QUE A ESCOLA TEVE, ALEM DE CHECAR TODA A DOCUMENTAÇÃO DAS AERONAVES DA ESCOLA ELE TAMBÉM CHECOU TODAS OS DOCUMENTOS DA ESCOLA CHECOU HORA POR HORA DE CADA ALUNO, FOI SIMPLESMENTE UM PROFISSIONAL COMO EU NUNCA VI, SE A ANAC TIVESSE 15 CRESPO NO PAIS A HISTORIA SERIA OUTRA, POIS EU TENHO CERTEZA DA IDONEIDADE DO CEL. CRESPO, NÃO ESTOU DEFENDENDO UM HOMEM DA FAB OU COISA ASSIM ESTOU DEFENDENDO UM PROFISSIONAL DE QUALIDADE RARA EM NOSSO PAIS. E QUER SABER A ANAC É O CORO DO COCO DO CAVALO DO BANDIDO!!! SE VOCÊ PRECISA CHECAR SEU PPZINHO O R22 ESQUECE NÃO TEM NENHUM INSPAC COM CARTEIRA VALIDA PARA TAL…

    CEL. CRESPO, APOIO SUA ATITUDE MEDIANTE A ESSA MERD… DE AGENCIA QUE TEMOS EM NOSSO PAÍS, O SENHO FEZ MAIS QUE CERTO SE DESLIGAR DESSE BANDO DE INCOMPETENTES SE PRECISAR DE ALGO E SÓ FALAR.

  7. Álvaro Jóse
    3 anos ago

    Brasil, um país onde o povo acredita no que lhe convém e ninguém tem o mínimo interesse em escutar os dois lados de uma história.

    Ter sido militar e ex-piloto da esquadrilha da fumaça não faz de ninguém mais ou menos honesto. Militares também são servidores públicos (tão criticados nesse tópico), também fazem concurso público e qualquer pessoa que já tenha frequentado um quartel sabe que a expressão “workaholic” pouco se aplica aos que ali trabalham.

    O referido militar divagou sobre diversas inverdades em seu texto, sem ao mínimo dar detalhes verdadeiros dos dados que levaram ao indeferimento dos processos. Omitiu tudo que lhe interessava, principalmente as partes sórdidas de sua conduta que culminaram na sua saída da escala. Esse assunto ainda dará muito “pano pra manga”, inclusive em autoridades extra ANAC. Infelizmente, muitas dessas informações só poderão vir à tona quando as apurações estiverem concluídas.

    Algumas das pessoas na ANAC que estão analisando as irregularidades na conduta deste militar são pilotos tão ou mais experientes que ele próprio. Acreditar que exista um servidor público malvado, frustrado por não ser piloto, que não tem conhecimento algum de aviação e está despropositadamente prejudicando este “herói voluntário” é no mínimo excesso de ignorância.

    Chamar seu trabalho como INSPAC militar de voluntário é querer se transformar em herói levando um termo ao pé da letra. Militares que realizam cheques pela ANAC ganham diárias (muitas vezes internacionais), tem o poder de aceitar ou não a realização de qualquer cheque, ganham folga das atividades militares, além de (em muitos casos) fazerem seus contatos para arrumar um novo emprego quando chega a hora da precoce aposentadoria militar. Caso fosse realmente um trabalho injusto e sofrido, não haveria tantos interessados.
    O trabalho do INSPAC militar é fruto de um acordo celebrado entre duas esferas do serviço público federal (Comando da Aeronáutica e ANAC), o SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL MILITAR atuando como INSPAC não faz um trabalho voluntário, faz uma atividade delegada ao Comando da Aeronáutica (ou seja, ele é remunerado para isso).

    O INSPAC civil que é servidor da ANAC também não faz trabalho voluntário. Realizar exames de proficiência em voo (cheques) é uma atribuição finalística da Agência. As atribuições finalísticas da Agência são realizadas pelos servidores nos cargos de regulação, ou seja, eles estão simplesmente fazendo seu trabalho.

    Se os INSPAC, civis ou militares, merecem um tratamento melhor já é um outro assunto! Agora chamar de trabalho voluntário não é correto.

    Pilotos que aceitam voos de cheque forjados ou canetados são tão corruptos quanto os INSPAC que os realizam. Se a ANAC não consegue realizar seu trabalho da forma correta, não é desculpa para que nós pilotos aceitemos que um checador finja realizar um cheque e lance voos que não foram realizados.

    Longe de estar aqui para defender a ANAC, entidade que tenho a certeza de estar cheia de problemas gravíssimos. Critico apenas a postura do referido militar que muito mais fez para tentar denegrir imagens do que apresentar a veracidade de seus erros e justificar as suas atitudes, que estão sendo investigadas pelos órgãos competentes.
    Apesar de seus esforços para se transformar em mártir em fóruns da internet e revistas, em seu âmago ele sabe as irregularidades que cometeu e com certeza pensa nas sanções que pode enfrentar em um futuro próximo.

    Para este INSPAC militar é muito conveniente fazer aqui seu escarcel popular em benefício próprio, sabendo que as autoridades não podem responder suas acusações. Mas acreditem, ele sabe que não está certo e que a carapuça de bom moço não lhe cabe.

    Não quero criar uma nova polêmica e espero que todas as violações desse episódio sejam averiguadas e punidas, tanto as do INSPAC quanto as da ANAC. Minha intenção é apenas demonstrar que nós pilotos devemos ser mais críticos e objetivos, além de ter em mente que só a experiência de voo não faz uma pessoa melhor ou mais confiável. Acreditar em tudo e descontar nossos problemas pretéritos em um caso do qual nem mesmo temos as informações exatas, é somente fazer um “mexerico” que não vai gerar nenhum benefício para aviação.

    Muito disso é culpa da ANAC, que parece não fazer o mínimo esforço para melhorar sua imagem institucional e se transformar em uma entidade mais respeitada na qual as pessoas queiram pelo menos entender sua posição.

    De qualquer forma é sempre importante conhecer as bandeiras que apoiamos. A conduta deste militar pode estar repleta de irregularidades e ilegalidades e quando todas as investigações estiverem concluídas o mesmo terá de pagar por isso. Então, vamos ter cuidado para não abraçar causas que não conhecemos. Muitas vezes é fácil ser advogado do diabo e defender quem não merece.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Ok, Sr. Álvaro José, seu comentário está aprovado, e caso o Cel. Crespo julgue necessário, ele pode respondê-lo (se é que ele está lendo este tópico). Do que eu escrevi, não vejo necessidade de nada acrescentar.

      Mas se é para mantermos o debate num alto nível de honestidade, gostaria que o sr. esclarecesse quem o sr. é, uma vez que todos sabem quem sou eu e quem é o Cel. Crespo. Porque o sr. dá a entender que é piloto (“Minha intenção é apenas demonstrar que nós pilotos devemos ser mais críticos e objetivos… – 11o. parágrafo), mas o IP que o sr. utilizou para enviar seu comentário é o mesmo que a ASCOM/ANAC utiliza quando posta comentários aqui.

      • AdrianVH
        3 anos ago

        Excelente comentário do Álvaro José, deveria ficar para a reflexão de todos que já saíram malhando o servidor da GCEP. Queria que alguém saísse agora rebatendo cada ponto que ele colocou. Quanto à possibilidade deste comentário ter vindo da ANAC, ÓTIMO, pois pode estar esclarecendo o outro lado da história.

        • Raul Marinho
          3 anos ago

          Quero deixar claro que nada tenho contra servidores da ANAC comentarem aqui no blog, pelo contrário: acho muito salutar que pessoas como você, AdrianVH, contribuam com a discussão. O que questionei foi o fato de o leitor que se identifica como Álvaro José dar a entender que é piloto profissional e utilizar um computador com IP igual ao seu e dos demais servidores da ANAC que aqui comentam, o que é muito diferente.
          Quanto à questão do “outro lado”, como disse, enviei mensagem ao servidor citado pelo Cel.Crespo 48h antes de publicar este post, e não obtive resposta. Se tivesse obtido, a teria publicado, assim como tenha certeza de que a publicarei se e quando ela chegar (acho improvável, mas…). Do restante que você comentou, nada tenho a acrescentar do que já disse.

    • Felipp Frassetto
      3 anos ago

      -“Militares que realizam cheques pela ANAC ganham diárias (muitas vezes internacionais), tem o poder de aceitar ou não a realização de qualquer cheque, ganham folga das atividades militares, além de (em muitos casos) fazerem seus contatos para arrumar um novo emprego quando chega a hora da precoce aposentadoria militar. Caso fosse realmente um trabalho injusto e sofrido, não haveria tantos interessados.”

      Esse trecho dá a entender que a ANAC faz um favor a ditos inspetores militares.
      Ela tem uma deficiência e tenta saná-la por meio de dito acordo. Perfeito.
      Estabelecer contatos é consquência da atividade. Logo, não há demérito nenhum em um militar da FAB aceitá-lo, dadas as circunstâncias. Aproveitar uma oportunidade não torna alguém oportunista nem ambicioso, no sentido pejorativo da palavra.

      -“…ganham diárias (muitas vezes internacionais)…”.
      Se é necessário realizar o cheque fora da sede, qual o problema nisso? Não é assim que tem que ser?

      -“O trabalho do INSPAC militar é fruto de um acordo celebrado entre duas esferas do serviço público federal (Comando da Aeronáutica e ANAC), o SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL MILITAR atuando como INSPAC não faz um trabalho voluntário, faz uma atividade delegada ao Comando da Aeronáutica (ou seja, ele é remunerado para isso).”

      Se o trabalho é fruto de acordo, então sua atividade afinal foi “delegada ao” ou “acordada com” com o Comando da Aeronáutica?
      Afinal, a Agência deixou de ser militar para ser civil. Assim, os inspetores em questão têm um compromisso com a ANAC e uma vez assumido, é preciso cumpri-lo. Mas nem por isso são seus “servos”, como o texto quer transparecer.

  8. Marcius
    3 anos ago

    A estrutura da aviação brasileira está falida!
    Ou seja, virou a lei do poleiro: os que estão em cima cagam nos que estão embaixo, né ANAC?

  9. Chumbrega
    3 anos ago

    Nao conheco o coronel Crespo e nao quero fazer nenhum julgamento a respeito de sua atuacao profissional ou de cunho pessoal. Tambem nao quero defender a ANAC (pelo contrario). Mas algumas coisas precisam ser ditas (e o colega q trabalha na ANAC pode confirmar):

    1) em relacao ao cheque ser realizado em voo noturno, a IS 00-002B nao proibe, mas recomenda que voos de cheque nao sejam feitos nesse horario.
    2) fazer 3 voos de cheque em um mesmo dia, contando 1:30 de briefing q deve ser feito pra cada voo (vide a mesma IS), de fato me parece muito
    3) como o Raul bem disse, ate os inpacs civis da anac sao “voluntarios”. Nao recebem nada a mais q o reembolso de despesas, q imagino ser do mesmo valor dos checadores militares, superior a R$ 200 por dia. A diferenca e q checador pode ficar em hotel de transito subsidiado. Checador civil fica em hotel civil, q e bem mais caro.
    4) sera q os checadores militares sao altruistas ou estao, na verdade, construindo seu caminho pra vida civil? Qual a estatistica de FAPs 9 emitidas por civis e militares. Chuto q as militares serao em numero bem inferior.

    Entendo a frustracao do Crespo, sobretudo em relacao a esse caso especifico. Entretanto,”vamos combinar” q as historias tem 2 lados e vale a pena ouvir a do outro…

  10. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Acho que a ANAC ” Já deu”!
    Não dou mais um ano de existência da agência como órgão regulador. Não sei…
    Talvez nada mais exista, que funcione, nesse País, daqui há 1 ano.

  11. Hudson Jarves
    3 anos ago

    Simplesmente estarrecedor tudo isso! O pior talvez seja notar comentários que sugerem que a “sujeira” seja varrida para debaixo do “tapete”! E “deixe pra lá”! Na publicação está bem claro que o Gerente da GCEP foi procurado e que o mesmo NÃO se pronunciou. Pois não quis! Ou seja a oportunidade foi dada.
    A outra questão que chama grande atenção, como foi comentada é que o referido INSPAC é um militar! Ah se fosse um INSPAC Civil! Não é mesmo?
    E o pior mesmo acontece com nós pilotos onde não temos voz na Anac. E ainda temos que contar com a sorte ao solicitar uma licençahabilitação, junto a agência, pois além da enorme demora. Tem o outro fator de que cada servidor, dá interpretações diferentes ao RBAC e quem fica com o prejuízo e tem que “se virar” no final para não perder o emprego são os pilotos!

  12. AdrianVH
    3 anos ago

    Lamentável. Acho que seria prudente ao administrador do blog obter o esclarecimento dos fatos com a ANAC primeiro antes de expor o gerente da GCEP com este caso.

    Se não conhece detalhes dos casos que o Coronel relata, nem o “outro lado” da história, nem quer entrar em detalhes sobre os casos em si, nem discutir “quem está certo”, deveria se abster de abordar o assunto.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Meu caro, sobre os fatos que eu comentei, não há dúvidas – ou seja: os checadores são mesmo voluntários, o prejuízo recairá mesmo sobre os pilotos, a infraestrutura para treinamento IFR é realmente ruim, etc. Já o que eu não comentei… Eu não comentei, ora! O texto que trata do assunto não é meu e é público. E o gerente foi contactado, se ele não quis se manifestar, então eu não posso falar sobre o assunto, é isso o que vc sugere?

      • AdrianVH
        3 anos ago

        Não. Minha sugestão foi obter antes o esclarecimento dos fatos com a ANAC, pois abrindo o assunto para discussão antes disso pode causar dano à reputação do cara. Acho muito estranho que tenha havido uma sanção (a suspensão do Coronel) sem ter sido dada a ele prévia defesa e orientação dos padrões mínimos que ele deveria atender. É sabida a histórica despadronização nas execuções de cheques, e isso ocorre desde a época do DAC, em que só haviam INSPACs militares. E se o tal gerente está tentando acertar os procedimentos? E se ele pessoalmente estiver impedido de se manifestar publicamente (p.ex. uma investigação em curso) quanto ao caso? E se o prejuízo aos pilotos checados tenha sido causado unicamente pela eventual má conduta do INSPAC? Fica a dica.

        • Raul Marinho
          3 anos ago

          Ok. Dica anotada.
          Tks!

        • amgarten
          3 anos ago

          Neste caso do Crespo, como já dissera antes, não sei o que houve. Se soubesse não poderia dizer (volto a falar disso mais abaixo). Mas uma coisa é certa, qualquer aviador brasileiro que esteve neste planeta nos últimos dias, recebeu via mídia digital o tal desabafo. Portanto, o desabafo já deve ter até chegado à Casa Civil…
          Se o Raul afirma que solicitou resposta ao Gerente, mas esse não o fez, não identifico aí problema algum. Se a outra parte não pode falar, basta responder desta forma, alegando os impedimentos existentes.
          Ademais, não vejo no texto, crítica alguma da parte do administrador ao Gerente, ao contrário, li elogios.
          Por isso não concordo com a crítica, mas entendo, pois ultimamente o Brasil vive uma espécie de censura velada, inclusive com ameaças ao “controle social da mídia”; seja lá o que isso for, não é bom.
          Ruim mesmo, é o que eu comentara antes, sobre o paradoxo de se ter (civil) menos direito à voz do que um militar. Claro, existem aí outras implicações, mas isso fica para outra oportunidade.

  13. João
    3 anos ago

    Aconteceu um fato parecido comigo, sou piloto de avião checado PCA,IFR,MULTI com mil horas de voo, iniciei meu curso de PPH segundo o RBHA61 se eu tiver 200 horas em comando eu so precisaria fazer 25 horas de voo e pedir o cheque caso contrario eu teria que fazer 30 horas de voo excluindo a navegação, assim foi feito como nao tenho 200 hrs em comando fiz as minhas 30 horinhas de PPH e pedi o cheque, fui checado mandei tudo pra anac, a anac ideferiu dizendo que eu precisaria de no minimo 35 horas de voo fui lá na anac explicar para o cara que as 35 horas de voo eram nescessarias para quem estava começando do zero que nao era o meu caso ainda mostrei o RBHA61 pra ele. Simplesmente ele cagou na minha cabeça disse que nao iria me liberar pra cheque enquanto eu nao tivesse as 35 horas de voo, eu tive que solicitar na escola que eu estava voando que fosse tranferido as minhas 5 horas de voo de PCH para o PPH perdendo 3,700 reais, porque depois eu teria que repor essas horas no PCH.

  14. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Um Checador à menos…
    Já temos tão poucos, e esses poucos, muitas vezes não são habilitados para aquele equipamento.
    A ANAC diz que pode, mas aí é outra história.
    Vôos de cheque, processos de revalidação cancelados por puro desprezo à autoridade e a independência de um Inspac credenciado…
    É aí que está o problema!
    Qual seria o motivo real disso?
    É político?
    É pessoal?
    Na verdade, nunca saberemos, mas numa agência supostamente técnica e altamente profissional, isso não deveria acontecer.
    A única coisa que eu sei é que à cada notícia que recebo da ANAC, percebo que “os podres”, estão cada vez mais podres.
    O Murphy (oficial da USAF!) já dizia:
    Se existir um jeito desse pessoal errar e piorar as coisas, isso, de uma forma ou de outra, vai acontecer.
    A ANAC parece ser especialista na “Lei de Murphy”!
    Nada que lembre só um pouco o pensamento próspero, é produzido em suas entranhas.

  15. amgarten
    3 anos ago

    Sobre o caso em si, não posso comentar.
    Entretanto, uma coisa é certa, a “sorte” do Crespo é que ele é do COMAER, e pôde manifestar seu desabafo, acredito que sem maiores consequências para si (retaliações, punições, prisão, etc). Se fosse um INSPAC civil, diria que ele agora estaria “na marca do penalty ” para a demissão.
    Curioso, né?! Normalmente, se esperaria que um civil, concursado, tivesse mais liberdade para manifestações…

  16. Fabio L.
    3 anos ago

    Caro Raul , não conheço o gerente da GCEP , porém conheço o Coronel Crespo , fui checado por ele mais de uma vez , e gostaria de lembrar que além de um excelente aviador , ele ainda foi chefe do Seripa 4 , ligado diretamente as investigaçoes de vários acidentes ocorridos em SP.
    Ouvi não só dele , como de outros checadores e aviadores militares que o tratamento que a ANAC dá a esses que se dispōem a trabalhar voluntariamente é péssimo.
    Pena para nós pilotos que perdemos um aviador técnico e experiente como opçao para cheques.

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