Zero Hora: “Piloto de Caxias do Sul afirma que aviação experimental é segura”

By: Author Raul MarinhoPosted on
643Views19

Eu acho que, tanto quanto as aeronaves homologadas, a aviação experimental PODE SER segura, sim. E você, concorda com a manchete do Zero Hora “Piloto de Caxias do Sul afirma que aviação experimental é segura“?

19 comments

  1. Juliano Rangel
    3 anos ago

    concordo e estou certo que é segura, afinal de contas o Legacy 500 da Embraer apresentado na ultima feira é experimental

  2. Rogério Barreto - BOTUCATU-SP
    3 anos ago

    Como já foi dito em posts anteriores… O grande problema da aviação geral do Brasil é a falta de profissionalismo, logo quem dirá, na aviação EXPERIMENTAL. Infeliz aquele que compara a aviação certificada com a aviação experimental.
    Raríssimas são as aeronaves dignas de “confiança” na aviação experimental, RARÍSSIMAS.

  3. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Acredito que a Aviação Experimental pode e deve ser segura.
    Seus pilotos também.
    Só que isso dá muito trabalho!
    Na verdade, dá mais trabalho do que a Aviação Certificada.
    Voando o Baron, com motores Continental IO550, foi me informado o seguinte “Boletim de Serviço”:
    Verificação do S/N (Serial Number) da tampa da válvula dosadora do sistema de injeção de combustível.
    Ocorre que em um determinado “Batch” da tal peça, foi constatada pelo fabricante uma falha na fundição.
    Falha que poderia incorrer numa trinca, na consequente perda total do sistema de combustível, e numa parada de motor.
    Enfim, esse boletim não custou nada!
    Foi só uma questão de observação do S/N.
    Caso a sua peça fizesse parte daquela “leva”(O que não foi o meu caso.) ela seria trocada por uma outra em perfeitas condições.
    A informação sobre esse boletim, chegou para a Oficina Homologada, por meio de uma espécie de “Assinatura” que ela possui com o fabricante, no caso, a Teledyne Continental Motors.
    Agora, imaginem eu, proprietário de um maravilhoso bólido voador EXPERIMENTAL, chamado “Lancair” (Quem me dera…), que utiliza o mesmo motor Continental IO550 do Baron/Bonanza, só que na sua versão não certificada.
    Como eu teria acesso à esse boletim?
    Eu, como piloto da Aviação Certificada, com certeza “Colaria” no fabricante, ou na oficina homologada.
    Agora, imaginem o Sujeito que era piloto de ultraleves e que almeja voar alguma coisa melhor.
    “Falaram” pra ele que a Aviação Certificada era muito cara, muito burocrática, etc., e que o melhor seria ele partir para a EXPERIMENTAL.
    Então o nosso amigo vai até um Aeroclube, tira o seu PP e compra o seu RV.
    Pega gosto pela coisa, acaba enjoando do RV, e compra o muito mais “divertido” (e quente!) Lancair citado acima.
    Será que ele terá o mesmo zelo com as AD´s e SB´s que a “Homologada” demanda?
    Se tiver, a sua EXPERIMENTAL, ficará tão cara e burocrática quanto a CERTIFICADA.
    Reparem que eu nem estou citando fatores, como treinamento do piloto, formação, etc.
    Esse é o verdadeiro problema, do meu ponto de vista!
    Voei bastante (e ainda voo quando tenho a oportunidade) em ultraleves e experimentais.
    A maioria deles, melhores, mais bem construídos e bem mantidos, do que muito avião certificado.
    Acredito que a minha experiência na Aviação Certificada, sempre me fez “entender” o que aquelas aeronaves diferentes tinham à dizer.
    E, acreditem, nem sempre me falaram coisas boas.

  4. Fábio Carvalho
    3 anos ago

    Interessante. Tenho minha visão pessoal sobre o assunto, e acredito que a segurança não está somente na categoria da aeronave, porém passa certamente por pilotos preparados, material montado com equipamentos de qualidade, manutenção e treinamento constantes, e obviamente regulamentos que visa estimular a categoria a desenvolver com segurança.

    Aqui nos Estados Unidos, a aviação experimental é um sucesso absoluto e deve isso muito a EAA (Associação de Aviação Experimental) que tem como visão crescer a participação na aviação promovendo o Espírito da Aviação. Isso inspirando a participação de novos participantes na aviação, publicando experiências e materiais para os interessados em construir e voar seus próprios aviões, e cultivando uma base de conhecimento com muita informação e recursos para serem compartilhados entre a comunidade da aviação geral, experimental e esportiva. Um dos eventos mais importantes promovidos pela EAA é justamente a AirVenture em Oshkosh, que reúne pessoas de todo o mundo para viver aviação.

    O NTSB fez um estudo bem interessante sobre a segurança da aviação experimental, várias conclusões importantes geraram recomendações para a EAA e também a FAA. Abaixo deixo o link sobre o estudo e uma materia da Flying Magazine a respeito.

    NTSB article: http://www.ntsb.gov/news/events/2012/EAB_Study/
    FlyingMagazine: http://www.flyingmag.com/blogs/fly-wire/ntsb-safety-study-targets-experimental-aircraft

  5. Cmte. Marcio
    3 anos ago

    Aviação Experimental. Não conheço nada tão perverso. Aeronaves sem certificação, sem manuais de manutenção (e muitas vezes sem manutenção mesmo! Pois o proprietário da manutenção que quiser quando quiser), com peças de carro, com problemas gritantes nos projetos etc… Os fabricantes mantém as vendas destes equipamentos com base em inverdades. Os compradores certamente iludidos compram alheios as estatísticas pois, como sabemos todos os acidentes, incidentes e mortes são omitidos uma vez que, o CENIPA não investiga as ocorrências com este tipo de aeronave. Prejudica a aviação homologada uma vez que concorre com ela de maneira desleal. Prejudica as oficinas mecânicas homologadas, uma vez que este tipo de aeronave não passa por lá, e se passar, coloca o mecânico em dificuldades pois como disse não possuem manual de manutenção. Coloca pilotos profissionais em situação ruim pois quando um proprietário compra por exemplo, um RV10 ele mesmo voa. Se contratar um piloto vai querer pagar pouco dada a “natureza da aeronave”. Este piloto voará ali sob riscos e sem registrar horas (horas são somente usadas para experiência recente, não podendo ser usada para obtenção de licença). Como as pessoas que compram, o fazem, pensando nas “vantagens” ilusoriamente vendidas o despreparo dos pilotos desportivos muitas vezes é algo escrachadamente visível. Economizando os argumentos, pois teria ainda muitos outros, finalizo com a ideia de que para aviação profissional, esta aviação experimental jamais deveria ter saído do âmbito a que foi inicialmente destinada ou seja, o aerodesporto. Então diante de tanta omissão dos órgãos competentes cabe a nos profissionais da aviação o bom combate, esclarecendo e repelindo esta aviação sempre que possível. Assim evitaremos que mais pessoas continuem morrendo.

    • Augusto Fonseca da Costa
      3 anos ago

      Caro Cmte. Marcio
      No dia 4/1/2015 perdi meu filho de 19 anos em um absurdo acidente com um Petrel que cabrou, estolou e entrou em parafuso 6 segundos após uma perda de potência a esclarecer. Concordo plenamente com sua posição e gostaria de me comunicar contigo. Meu email: acosta@casadolagoclube.org.br Fone 045 9972 0022 Favor entrar em contato, Grato.
      Augusto Fonseca da Costa

  6. Henrique
    3 anos ago

    É seguro desde que o piloto/proprietário sabia o que estra fazendo desde pilotagem e até manutenção. Tem muita gente que compra um experimental UL e até Rv´s e para voar faz um “duplo” com o amigo e logo depois sai voando por ai, muita gente voa sem ter feito um “treinamento de aeroclube” com todas a missões de PP. A manutenção (ou falta dela) é outra coisa que derruba muito experimental por ai, muitos proprietários só fazem revisão de 50hs e nada mais. No caso dos UL´s com motor 2 tempos é a mesma situação, os motores rotax/Bombardier que equipa muitos ULs mundo a fora é o motor mais seguro da categoria DESDE DE QUE SIGA o programa de manutenção do fabricante. Há um manual que se baixa do site do fabricante onde explica bem detalhado com até uma tabela de manutenção (maintenance schedule) com todas a manutenções e revisões que o proprietário pode e DEVE fazer em seu motor. Acontece que muitos não fazem nada disso e o resultado é que na maioria desses acidentes podiam ser evitado se dessem mais atenção a esses detalhes. hoje sou PC e trabalho na área mais já tive e voei UL´s com motor 2t por 10 anos e nunca tive uma pane nesse tipo de equipamento.

  7. fredfvm
    3 anos ago

    Não é o tipo de aviação que faz a segurança de voo, mas sim a doutrina de segurança nas operações. Os pilotos não devem esperar das autoridades regras rígidas para isso, devem procurar sempre manter-se operacionais no quesito responsabilidade em voo. Se assim o fizessem, não teríamos tantos acidentes. É uma questão pessoal ser ou não ser seguro.

  8. Eduardo Ruscalleda
    3 anos ago

    correção: de nossas vidas (rs)

  9. Rodrigo
    3 anos ago

    A aviação geral no nosso país ainda enfrenta, de certo modo, alguns problemas com a falta de uma cultura de segurança aeronáutica.
    É comum, infelizmente, de quem faz o uso da aviação experimental, usar o avião como se usa um carro. Por ser menos burocratizada, digamos assim, os proprietários, logicamente não todos, tendem a se preocuparem menos com essas questões. As vezes o cara não quer nem saber disso. Quer entrar no avião, sair e curtir o fim de semana! Ao contrário do que muita gente critica, a aviação experimental pode ser sim muito segura. Basta cumprir as manutenções, criar hábitos como na aviação geral, respeitar limites, explorar mais o assunto com palestras de segurança de voo, manutenção, operação e tudo vai bem.

  10. David Banner
    3 anos ago

    Sim. É seguro. “Pero la garantia soy yo”. También conocido como “El proprietario”.

  11. Eduardo Ruscalleda
    3 anos ago

    Com toda certeza, desde que…

    Uma vez vi um post no Facebook sobre a indignação de um proprietário de um RV-7 com a corrosão apresentada em seu motor ROTAX após apenas 6 meses de uso com gasolina PODIUM. E o discurso por ai seguia…

    Francamente, investir em uma bela aeronave como o RV-7, com um motor excelente, como é o caso do Rotax e depois economizar na gasolina??? (O argumento: preço abusivo da AVIGAS)

    Esse tipo de comportamento é que acaba tornando a Aviação Experimental insegura!

    Mas existem aviadores e Aviadores, não podemos generalizar. Fazendo corretamente qualquer aviação é segura e vice-e-versa.

    • David Banner
      3 anos ago

      “Não aguenta? Bebe leite!” rsss Comprar um avião e não ter dinheiro pra manter? Como assim? É o mesmo que comprar um Ferrari e ficar colocando pneu frisado, óleo recondicionado, gasolina de posto sem bandeira ….

      • Eduardo Ruscalleda
        3 anos ago

        Exatamente como eu vejo David!
        Mas é uma cultura brasileira. Se você parar para pensar, em todos os pontos da nossas vidas acabamos sempre procurando um “jeitinho” de pagar menos, de economizar.
        Precisamos mudar essa cultura e isso leva tempo!

        • SouthPilot
          3 anos ago

          É a mesma cultura do cara que compra avião e quer que o piloto voe de graça…

    • Rodrigo
      3 anos ago

      Essa questão do combustível é polemica. Segundo dizem, a rotax não recomenda o uso de AVGAS. Recomendam o uso de gasolina que contenha até 10% de etanol (Infelizmente não é a nossa realidade). Os que operam motores rotax afirmam que essas gasolinas automotivas como Podium, V-power são boas para esses motores. Dizem que avgas acumula muito chumbo nas câmaras de combustão e que o excesso de chumbo costuma travar válvulas. Quem usa avgas diz ter que abrir motor com um numero de horas abaixo. Quem já usa automotiva, diz que o motor permanece limpo mais tempo. Enfim, essa é uma discussão que sempre terá seus prós e contras. O pessoal da experimental costuma até recomendar o seguinte: se voa pouco, abasteça com avgas, pois não terá problemas com corrosão nos sistemas. Se voa muito, abasteça com essas gasolinas aditivadas, mas faça manutenção mais criteriosa e esvazie a cuba do carburador quando for hangar.

    • Marcus Vinicius
      2 anos ago

      Buscando uma correção, Amigo: o RV-7 não usa motores Rotax, mas, sim, Lycomings (320 ci para cima), já que precisa de, pelo menos, de motor de 150 hp para voar satisfatoriamente. Os Rotax chegam, no máximo, a 115hp (Rotax 914).

Deixe uma resposta