Valor Econômico: “Pilotos programam ato em Congonhas contra norma da Anac” – Agora a baixaria se instalou na ANAC!!!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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De acordo com essa nota do Valor Econômico de hoje – “Pilotos programam ato em Congonhas contra norma da Anac” -, haverá manifestação contra a EMD004 do RBAC-61 amanhã em S.Paulo:

Pilotos da aviação geral preparam ato amanhã, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, contra a obrigatoriedade de prova prática final, conhecida como ‘check’, em simulador ou aeronave igual à que será conduzida pelo profissional posteriormente, conforme previsto no novo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC 61), regido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Mas trecho da matéria que achei realmente incrível foi esse aqui (atentem para os grifos):

(…)

A Anac participou ontem de reunião com a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e a Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (APPA). Ela afirmou que manteve a obrigatoriedade de uso de aeronaves do mesmo tipo em centros de treinamento, mas não impõe o uso de simulador, apenas que seja seguido um programa de treinamento aprovado pela agência.

Flexibilizamos no regulamento a possibilidade de o centro de treinamento aplicar um programa de treinamento baseado em simulador, aeronave ou mesmo em um programa de configuração mista, combinando a utilização de dispositivos de treinamentos com o uso de aeronave”, declarou a agência em nota. Sobre o custo de treinamento no exterior, a Anac observou que a situação deve ser ajustada pelo próprio mercado. “É possível que sejam geradas soluções empresariais que tornem competitiva a execução destes treinamentos em centros localizados no Brasil.

(…)”

O trecho grifado é simplesmente MENTIRA! Há casos – muitos casos, aliás! – em que a ÚNICA OPÇÃO é o treinamento em CTAC fora do país. Como obter uma hab.TIPO do King Air C90/B200, por exemplo? Somente indo para a Flight Safety de Wichita! E a hab.TIPO do Agusta-109? Só indo para o CTAC da AgustaWestland na Itália! Não dá para (re)checar essas hab.TIPOs na aeronave, voando no Brasil (ou mesmo em CTAC dentro do país), como dá a entender a declaração da ANAC.

E sobre a possibilidade de “que sejam geradas soluções empresariais que tornem competitiva a execução destes treinamentos em centros localizados no Brasil”… Eu pergunto: ok, e o piloto que precisar (re)checar sua hab.TIPO agora, como ele deve fazer quando o CTAC for no exterior? Esperar que alguém monte um CTAC no Brasil? Isso é piada (de mau gosto), né?

LAMENTÁVEL que a ANAC tenha partido para a baixaria da mentira e do engodo. Nunca achei que um órgão público pudesse descer a esse nível. Acho a manifestação citada pela reportagem do Valor é não só oportuna, como acho difícil evitar que sejam tomadas medidas judiciais quanto ao caso. Porque para lidar com que joga com a estratégia que a ANAC está jogando, só indo para o “tapetão” mesmo!

43 comments

  1. Fred Mesquita
    3 anos ago

    1 ano e meio é o tempo aproximado em que venho tentando montar uma CTAC da empresa ByFly HomeCockpits (de Naral, RN), o qual é fabricante de diversos simuladores de excelente qualidade, vendido a muitas escolas e empresas aéreas para dar treinamento a seus pilotos, mas, nossa querida ANAC não se posiciona favorável a nada, nem regulamentação própria ela dispõe pata isso, os simuladores permanecem sem poder virar centros de treinamento. Praticamente já desisti de tentar algo, e a meu ver, algo impossível de acontecer no Brasil – a homologação de CTAC local.

    • Murilo
      3 anos ago

      Impossível, não é, já q existem CTACs locais… Mas de fato não sei qnt tempo levaram pra se certificarem, ou qnd conseguiram isso.

  2. Murilo
    3 anos ago

    Raul, você mesmo escreveu aqui no blog: “Como tudo remete ao respectivo ‘programa de treinamento de voo aprovado/validado pela ANAC’, então basta que a ANAC somente aprove/valide programas que requeiram simulador para que este tipo de treinamento seja obrigatório”.
    O que essa nota nova da ANAC diz é: não existe essa regra de que a ANAC só vai aprovar programa de treinamento com simulador, ou, em outras palavras, de que CTAC tem que ter simulador pra ter um programa aprovado. O treinamento pode ser aprovado usando simulador, aeronave ou os dois.
    Houve flexibilização em relação à emenda anterior (considerando o que iria entrar em vigor, se não fosse publicada nova emenda), que exigiria necessariamente simulador.

    O fato de a flexibilização não ter resultados imediatos pra todos não significa que não houve flexibilização. Por exemplo, para EC 135, a regra anterior exigiria uso de simulador (hoje só disponível na Alemanha ou nos EUA), enquanto hoje o treinamento pode ser na Helibras (que não possui simulador, segundo a lista da ANAC).
    O próprio texto da ANAC na nota fala em “possibilidade”…

    Sobre prazo para o mercado se ajustar, pra mim, o maior problema foi que gastaram os prazos dados (de junho de 2012 a setembro de 2014) discutindo se a regra iria entrar em vigor. Fosse dado esse prazo desde o início, com a certeza de que a regra entraria em vigor após o prazo, talvez hoje já houvesse mais CTACs disponíveis.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Murilo, Murilo, ‘come on, man’… Você entendeu muito bem o contexto das declarações da ANAC. A nota da ANAC teve o claro objetivo de confundir, de dar a entender que o piloto poderia ESCOLHER entre o simulador e o avião, e portanto não haveria motivo para a gritaria. Tenho certeza de que vc entendeu isso, amigo.

      • Murilo
        3 anos ago

        Repito o q disse. É uma possibilidade aberta pelo regulamento, que já existe hoje, por exemplo, para o EC35,
        E é “uma possibilidade” que, no futuro, outras soluções surjam no Brasil, pelo ajuste no mercado (a ver…)

        Mas cada um interpreta como quer…

        • Raul Marinho
          3 anos ago

          Murilo, meu caro… “Possibilidade” e “futuro” são conceitos que não vão pagar as contas do piloto de King ou de Agusta que tem a sua carteira vencendo no mês que vem, e não vai conseguir rechecar porque a única opção real que ele tem no presente é ir para um CTAC nos EUA ou na Itália, e ele não tem visto, ok da TSA, o CTAC não tem slot para ele… Será que é tão difícil entender isso? Não é questão de interpretação, amigo, é mundo real!

          • Murilo
            3 anos ago

            Ninguém nega que essa é a realidade, Raul. Nem eu, nem você, nem a nota da ANAC, nem a lista de CTACs… Não precisa de discussão alguma pra saber q essa é a realidade.

            Pra mim, a discussão estava em cima da nota. Pra mim, ela fala na flexibilidade aberta pelo regulamento, q pode ser imediata em alguns casos ou, pra maioria, ainda depender de “ajustes de mercado”. Pra vc, ela estaria mentindo ao dizer (ou “dado a entender”, como disse no post) q essa possibilidade já estaria disponível hj pros pilotos. Isso é discussão sobre interpretação da nota. Se eu não te convencer da minha interpretação, e vc não me convencer da sua, cada um fica com a interpretação q quer… Simples assim.

            • Raul Marinho
              3 anos ago

              Então, vamos lá, Murilo, o que significa para vc quando a ANAC diz que “não impõe o uso de simulador, apenas que seja seguido um programa de treinamento aprovado pela agência”? Ora, qualquer pessoa que lê a reportagem entende que a reclamação dos pilotos é improcedente, pois a ANAC não impõe nada… Mas é isso o que acontece? Ora, amigo, se ela exige que se siga “um programa de treinamento aprovado pela agência”, e esse mesmo programa exige que se faça o treinamento em simulador, o que se pode concluir? O óbvio: que a afirmação de que ela não imporia o uso de simulador é falsa! Onde está a dificuldade de entender isso?

              • Murilo
                3 anos ago

                Bom, eu só comentei em cima do trecho entre aspas na notícia original, a parte q supostamente viria da nota da ANAC… O resto é texto do jornalista.
                Sei q jornalistas são ótimos em distorcer textos, mts vezes tirando do contexto, especialmente qnd não são familiarizados com o assunto (como o “checo”, do outro texto…).

                Pra alguém q não conhece a situação, confundir “o regulamento permite a possibilidade” com ” a possibilidade existe hj” é um pulo…

    • Julio Petruchio
      3 anos ago

      Mais um vivendo no “Alice no País das Maravilhas”…

  3. Rogério Barreto - BOTUCATU-SP
    3 anos ago

    ANAC o CANCER da aviação neste país… Só eles não concordam com isto…

    • Julio Petruchio
      3 anos ago

      E completo sua opinião: não te digo nada se os Anarcs fizerem outro Happy Hour para se darem um prêmio por serem essa malfadada doença…

  4. David Banner
    3 anos ago

    “É possível que sejam geradas soluções empresariais…..”

    Será que não tem algum(ns) FDPutado ou algum outro figurão que fez lobby pra aprovar essa emenda e vai lucrar montando um mega centro de treinamentos no Brasil? Sei não, hein?

    • Julio Petruchio
      3 anos ago

      Já ouviu falar dos 12 Axiomas de Zurique?

      Pois bem, temos os Axiomas de Brasília, nos quais se inclui esse:

      “Criar dificuldades para vender facilidades”.

  5. Julio Petruchio
    3 anos ago

    Caras… O Que eu vou dizer?! Sinceramente, Não sei…

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Se VOCÊ não sabe, Júlio, então a coisa tá feia mesmo!

      • Julio Petruchio
        3 anos ago

        Poxa vida, Raul… Não dá para formular palavras nesse caso…
        A ANARC ativou o “Modo Rolando Lero”.
        Por mais que se mostre a impossibilidade atual de cumprir essa emenda devido a vários fatores especialmente no que tange a “disponibilidade”, entendo que ela deu um FODA-SE BEM GRANDE aos prejudicados.
        E quanto às “futurísticas soluções empresariais”, entendo que em menos de dois anos não sai nada, até por conta da própria agência autorizar o funcionamento das mesmas, pois a “cumpanherada” da agência não dá conta nem de alterar 6 dígitos da validade de uma carteira…

  6. BeechKing
    3 anos ago

    Não me surpreende… Uma agência de aviação que quem controla não entende M nenhuma de aviacao… Não duvido nadaa que no intendimento deles, eles acreditam que da pra fazer o treinamento aqui msm… Enfim, falei que o jeito seria recorrer ao judiciário….

  7. Beto Arcaro
    3 anos ago

    Pra variar, né Raul?
    Arregaram com medo da imprensa, ou nem eles sabem do quê estão falando?
    Tô achando esse “Leão da ANAC”, meio manso, meio “Bundão”.
    Só uma manifestaçãozinha, e eles já saem por aí contando lorotas?
    Será que a gente vai acabar percebendo que a gente “Manda” na ANAC?
    Agora, é claro que eles são flexíveis:
    Você pode fazer o treinamento no simulador, no Avião de verdade, ou misto.
    Mas têm que ser num CTAC.
    CTAC´s, com avião e simulador, só lá fora.
    A tal flexibilidade fica entre o “fogo e a frigideira”, mas mesmo assim é muuuuito boa !
    “Seus pobremas se acabaram-se”!

  8. Marcelo de Oliveira - Porta voz da orgnização do movimento / Bruno Ferrari - Organização
    3 anos ago

    A manifestação programada para amanhã foi organizada por pilotos da aviação geral independente de qualquer associação, inclusive, a ABRAPHE. Trata-se de um movimento de uma classe laboral, no pleno exercício da sua liberdade de expressão e manifestação. A ABRAPHE não representa os pilotos de avião, em que pese o apoio incondicional dos nossos colegas do helicóptero, ela representa somente os pilotos de helicópteros e essa manifestação foi organizada por pilotos de avião. Principalmente, pelo fato de que no ultimo dia 29/09/2014, numa reunião no auditório da Infraero no Campo de Marte, a ABRAPHE, através do seu presidente e seus diretores FORAM CONTRÁRIOS A QUALQUER TIPO AÇÃO CONTRA A ANAC… AFIRMARAM TEXTUALMENTE QUE NÃO SERIA DE BOM TOM PARA AQUELA ASSOCIAÇAO MEDIDAS CONTRA AS MUNDAÇAS INSTITUIDAS PELA ANAC… AFIRMARAM QUE POLITICAMENTE PARA ABRAPHE SERIA PÉSSIMO. Assim sendo, não podemos aceitar que a nenhuma associação venha agora dizer que a nossa justa reivindicação, que será levada a cabo por meio da manifestação pública de amanha, seja fruto de iniciativa dela. Se alguma associação que representa qualquer segmento da aviação geral quiser apoiar o movimento, incluindo aí a própria ABRAPHE, que manifeste publicamente seu apoio (e não a organização do movimento) através dos meios de comunicação e redes sociais.

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Marcelo, como eu fui informado da matéria do Valor pelo perfil da ABRAPHE no Facebook, e a própria reportagem não cita qual entidade estaria organizando o protesto, concluí (erroneamente, agora percebo) que se tratava de uma ação da ABRAPHE. Estou retificando o post. Obrigado pela correção.

      • Cmte Faria
        3 anos ago

        Obrigado Raul
        A ABRAPHE já mais informou ser ela a organizadora do movimento, o que fizemos foi utilizar as oportunidades de falar com imprensa para informar da existência do movimento, isto como forma de apoio indireto ao mesmo.
        Abcs

        Cmte Faria
        presidente ABRAPHE

      • Carolina Denardi
        3 anos ago

        Obrigada, Raul pelo esclarecimento. Sempre à disposição, Carolina

    • Flemming
      3 anos ago

      Interessante essa aviação.

      Há alguns anos estava conversando com um diretor da ANAC e comentei sobre a dificuldade que o povo brasileiro tem em interpretar textos. De certa forma essa característica também atinge nossa aviação.

      A solução foi incluir no RBAC61 a necessidade de se ter segundo grau para qualquer cidadão que queira vir a ser piloto.

      Não sei se adianta muito, mas foi a solução encontrada naquele instante.

      Atingiu piloto de aviões e helicópteros, embora as ações da ABRAPHE visem, basicamente, a aviação de helicópteros, como foi bem lembrado pelo colega que colocou essa postagem.

      Há praticamente uma dúzia de anos atuando na ABRAPHE – Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero, que um dia já foi APHESP – Associação de Pilotos de Helicóptero do Estado de São Paulo, vou ser bem sincero: é o tipo de trabalho que nem sempre a gente consegue os resultados que gostamos, especialmente no prazo que gostaríamos.

      Mas esse tempo de trabalho absolutamente sério nos garantiu coisas que alguns podem simplesmente chamar de “privilégios”.

      Não vou me delongar demais. Acidentes que envolvem helicópteros, tem um membro da ABRAPHE acompanhando a investigação, sempre que acharmos conveniente. A circulação de aeronaves, especialmente a visual, que é nosso maior foco, tem nossas considerações. Aliás, revisamos toda a 23/13, que trata da Circulação Visual na TMA SP, dando nossos pitacos não só no que diz respeito às REH, mas tbm nas REA.

      O relacionamento com a ANAC é um capítulo a parte. Foram perto de 200 sugestões enviadas àquela Agência tratando somente das diversas fases que o RBAC61 já passou.

      A ABRAPHE, por alguma razão, recebe os processos de associados, para inclusão e revalidação de habilitações. Conseguimos convencer as autoridades do óbvio, e hoje temos uma coisa inédita, escolas de aviação que formam pilotos de helicóptero IFR em helicóptero. Se começar a descrever o que já conseguimos, não paro tão cedo e esse texto vai se tornar enfadonho.

      Prefiro traduzir “privilégios” por “trabalho sério e comprometido”. A ABRAPHE sempre diz com clareza o que quer. Isso demanda analisar as diversas situações, correr atrás de todo o conhecimento possível e propor soluções. “Não porque não”, ou “sim porque sim”, não é o nosso propósito. Os motivos e as razões são sempre muito bem embasadas.

      Isso tudo é fruto do trabalho de uma equipe de pilotos profissionais absolutamente interessados em ver a aviação como um todo girando mais fluída.

      Claro que nosso foco são os helicópteros, mas muitas vezes os aviões são beneficiados, simplesmente porque tem momentos em que não é possível separar uma coisa da outra e muitos dos pilotos de helicóptero, inclusive eu, também voamos aviões.

      Outro dia alguém soltou um abaixo-assinado, que eu não assinei, pedindo a revogação da Emenda 004/2014 do RBAC61. Parece que não foi bem avaliado o que viria no lugar. A Emenda 003/2014? Tenho certeza de que se fosse analisado cuidadosamente as conquistas da 004 com relação à 003, esse abaixo-assinado não teria sido lançado ou, pelo menos, o foco seria outro.

      Tenho receio de manifestações como as que vão acontecer no dia 03OUT. É preciso deixar muito claro o que se quer para não termos um tiro no pé. Estou curioso para ver o que vai acontecer. Espero que seja absolutamente positiva.

      Enquanto isso, a ABRAPHE se reúne com seus pilotos. Conversamos, trocamos ideia, estudamos e procuramos as melhores soluções.

      A solução em pauta no momento é produzir documentos para amenizar os efeitos da EMD004/2014 do RBAC61. SNA, APPA, ABAG e a própria ANAC, além de outros pilotos de aviões e helicópteros estão trabalhando pesado para buscar essas melhores soluções.

      É fundamental explicar o que são “melhores soluções”: procedimentos e legislação que garanta a operacionalidade e a segurança dos nossos voos. Só chegaremos a esse ponto se fizermos nossa “lição de casa”, ou seja, voltamos ao comprometimento e seriedade citados no início desse texto.

      Já que citei o início do texto, é interessante também comentar a “interpretação de textos” que também mencionei no início do artigo.

      O personagem que foi muito bem recebido em nossa reunião interpretou muito mal nossa postura.

      Vamos trabalhar pesado para chegar a um bom termo nessa situação toda. Como foi dito na reunião do dia 29SET. Na ocasião deixamos claro que não descartamos nenhuma medida, inclusive a judicial, mas estamos convictos de que ainda temos muito espaço para negociar as melhores soluções. Esse é o pensamento de todos que estiveram a bordo na ANAC, no Rio, inclusive os pilotos de avião que representaram suas entidades.

      Não a ABRAPHE não representa os pilotos de aviões. Nosso trabalho é focado nos helicópteros, mas nunca nos abstivemos de dar uma mãozinha sempre que nos foi possível.

      Sucesso na manifestação!

      Obrigado pela atenção.

      Bons voos!

      Flemming

      • Raul Marinho
        3 anos ago

        Caros Faria e Flemming,

        Em primeiro lugar, quero deixar claro que não acho que tal manifestação seja a melhor estratégia para lidar com esse problema – tanto é que não recomendo o leitor a ir no evento no meu texto (aliás, nem sei quando e onde exatamente ele ocorrerá). Tampouco acho que abaixo-assinado na Avaaz seja o caminho – que também não assinei, e muito menos recomendei. E concordo com o Flemming no ponto em que ele diz que a revogação da EMD004 não nos satisfaz (não se recoloca a pasta de dente no tubo depois que ela sai, agora é bola pré frente, e vamos correr atrás da EMD005, preservando as conquistas da 4). Eu acho que estas atitudes – manifestação na rua e abaixo-assinado – tem um enorme potencial de jogar CONTRA a gente. Se vai uns poucos gatos pingados no protesto (que é o mais provável), ou se pouca gente assina o abaixo-assinado (idem), mostra nossa fragilidade. Para o nosso caso – pilotos da av.geral -, esses são caminhos infrutíferos. Eles podem funcionar para causas populares, que mobilizam milhões, que absolutamente não é o que ocorre com a gente.

        Mas o verdadeiro problema é o vácuo de liderança que existe na av.geral de asa fixa. Acho que 1/3 (ou mais) dos que estavam no auditório da INFRAERO na 2a.feira eram pilotos de avião (e os mais exaltados, aliás). Por que? Porque inexiste uma ABRAPHE-de-avião! Acho que esse é o grande problema. E aí, as ações ficam descoordenadas e a estratégia… Que estratégia??? Fica um bando atirando pra todo lado! O Flemming, que é da FAB, sabe o que acontece com uma tropa sem comando.

        Vamos falar muito mais sobre isso, podem ter certeza.

        Um grande abraço,

        Raul

        • Beto Arcaro
          3 anos ago

          Perfeito, Raul!
          Acredito que precisamos de competência e um senso de realidade bastante apurado.
          Tanto do lado Regulador(Mais!) quanto do lado “Regulado”.

        • Amgarten
          3 anos ago

          Raul, é difícil discordar de você. Mas muitas vezes a divergência é saudável e oxigena a democracia. E é justamente pela democracia que achei muito válida e até heróica a manifestação promovida de forma independente por aviadores, ocorrida ontem. Foi uma manifestação pacífica, ordeira, com dizeres sóbrios nas faixas, e atingiu o objetivo que era o de chamar a atenção da sociedade para um problema enfrentado pela categoria. Isso foi conquistado, também, porque a imprensa estava lá. Em véspera de eleições, não pega muito bem isso para o governante da vez. Pelo que soube “nos corredores”, o fato não foi bem recebido em Brasília.
          Só isso basta? Não. É apenas uma das ferramentas. É preciso o diálogo, o que já vem sendo feito pelas Associações e SNA ( me parece que após a manifestação de ontem o diálogo iniciado de modo tímido pode ganhar corpo), e é preciso também promover lobby junto aos deputados e senadores. Recentemente o Senado contrariou norma da Anvisa, o que prova que é possível mudar propostas oriundas da Anac.
          Lembrem-se, cargos comissionados são cargos políticos, e brasileiro nutre um apego violento por estes cargos, é mais do que apego, é amor! O que mais estas pessoas temem é perder tais posições, se a sociedade deixar bem claro que está insatisfeita, a pressão fica tão forte que, só restam duas opções: modifica ou cai fora!

          • Raul Marinho
            3 anos ago

            Então deixe eu esclarecer minha posição sobre esse assunto, Cássio. Eu apoiei e divulguei aqui essa manifestação o quanto pude. Além deste post, publiquei mais 3 ontem sobre este assunto – e divulgaria mais, se tivesse acesso a mais material (há uma entrevista no SBT com o Marcelo Oliveira, p.ex., que ainda não consegui o video, mas assim que conseguir, eu posto aqui).
            O que questiono, na verdade, é quanto ao planejamento e coordenação da ação. Acho que ela deveria ser mais bem coordenada com as diversas entidades da aviação – SNA, APPA, ABRAPAC, ABRAPHE -, e mais bem divulgada, para haver mais gente, mais barulho, mais imprensa. Acho louvável o trabalho que foi feito pelo Marcelo, e parabenizo os colegas que lá foram, de qualquer maneira. Mas eu, por exemplo, me programei para ir a CGH à tarde, e de repente sou surpreendido com as fotos do Murback no Facebook de manhã… Quantos outros colegas não poderiam ter ido lá, se houvesse mais planejamento e divulgação?
            Agora, imagine se cada entidade, cada piloto resolva fazer a sua manifestação do jeito que acha certo? Vai funcionar? Sem contar que corremos o risco de sermos invadidos por oportunistas, em especial nesse momento de ebulição política. Lembra quando a tropa do Paulinho da Força quis fazer uma greve de pilotos, no ano passado? É isso o que penso sobre o assunto, amigo, e acredito que agora que vc as conhece, nossas divergências devem ter diminuído. Mas fique à vontade para discordar, pois eeu concordo plenamente com o que vc disse sobre a oxigenação da democracia!
            Grande abraço,
            Raul

            • Amgarten
              3 anos ago

              Este assunto é tão espinhoso que acaba “pegando fogo” mesmo, acho que é normal. Entendi sua linha de raciocínio e faz sentido mesmo. Sempre fui um defensor de associações para defender os interesses dos diversos setores, é o melhor caminho mesmo. É que eu acho que, além do assunto extremamente delicado, ainda tem a questão da sociedade estar meio avessa a estas entidades, por diversas razões.
              O importante é que aos poucos as idéias vão se alinhando e a luta vai ganhando força. O outro lado, é o lado do poder econômico, e lutar contra este poder é muito muito difícil!

    • Carolina Denardi
      3 anos ago

      Marcelo, bom dia. Sou Assessora de Imprensa da ABRAPHE, escrevo em nome da entidade para esclarecer que a ABRAPHE em momento algum se posicionou como líder nesta manifestação e, tão quanto, se apropriou de qualquer insinuação que remetesse aos pilotos de asa fixa. Muito pelo contrário. Nosso presidente concedeu entrevista à jornalista que escreveu a matéria na segunda-feira (29), com base no posicionamento da entidade enviado à imprensa na sexta-feira (26), logo após a reunião com a ANAC, conforme matéria publicada a respeito na terça-feira, dia 30 (http://www.abraphe.org.br/divulgacoes/consequencias-da-rbac-61-para-os-pilotos-e-o-setor-repercute-na-imprensa) . Quando fomos contatados pelo Valor Econômico sobre o resultado da reunião de quarta-feira, já tínhamos conhecimento da manifestação nas redes sociais e por intermédio dos nossos associados e fomos os primeiros a deixar claro para a jornalista que tratava-se de uma manifestação de pilotos da aviação geral, não apenas asa rotativa e que não era liderada pela ABRAPHE. Era um ato organizado por pilotos.
      Escrevo aqui em nome da entidade com o objetivo de deixar claro que mantemos nossa posição e vocação voltada ao piloto de helicóptero e à segurança de voo e porque entendemos que o diálogo é sempre o melhor caminho. Me mantenho à disposição inclusive, se puder ser útil em algo ou quiser dialogar mais a respeito (comunicacao@abraphe.org.br).

      Compartilho aqui, o posicionamento da ABRAPHE enviado à imprensa na última sexta-feira (26/09):

      POSICIONAMENTO ABRAPHE – RBAC 61

      LICENÇA E REVALIDAÇÃO PARA PILOTOS NO BRASIIL

      • A Abraphe – Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero defende a formação qualificada dos pilotos de helicóptero, o cumprimento das normas e regulamentos e o desenvolvimento seguro da aviação por asa rotativa no País. Para a entidade, que responde por mais da metade dos pilotos de helicóptero em operação no Brasil, toda e qualquer nova norma e regulamento voltado à segurança de voo é bem-vinda, desde que considere a realidade local e a continuidade da aviação por helicóptero no País, haja vista os benefícios e a importância da asa rotativa como agente de desenvolvimento e serviço social e econômico.

      • O novo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil RBAC 61, regido pela ANAC – Agência Nacional da Aviação Civil atualiza e traz benefícios no que tange a formação, mas no que diz respeito à licença e revalidação da habilitação por tipo de aeronave paralisa o exercício profissional podendo gerar um colapso nas operações por helicóptero no País em curto espaço de tempo. (Documento completo disponível em http://www2.anac.gov.br/biblioteca/rbac/RBAC61EMD04.pdf – itens 61.213 a 61.217)

      • A obrigatoriedade de check (prova prática final por agente reconhecido pela ANAC para validação ou revalidação da licença) em simulador ou aeronave do mesmo Tipo, como imposta no novo Regulamento, inviabiliza novas licenças e impede a revalidação das habilitações dos pilotos já em operação, uma vez que não há simuladores de todos os tipos de aeronave em uso, bem como em quantidade suficiente para atender a demanda.

      • Atualmente, são mais de 3,7 mil pilotos de helicóptero em operação no Brasil e outros milhares em formação no País (2.289 homens e mulheres tiveram sua licença para Piloto Comercial de Helicóptero (PCH) emitida até março de 2014 pela ANAC). Apesar de inúmeras empresas com simuladores em operação no Brasil, não há simuladores para todos os Tipos de aeronaves em uso no País, o que requer a realização do check no exterior.

      • A ANAC reconhece o check em outros países, desde que se cumpra a exigência para Tipo, mas ignora a segmentação gerada em função do alto custo para a validação e revalidação fora do País, algo em torno de US$ 20.000 a US$ 30 mil dólares, o que pode ocasionar um verdadeiro apagão de pilotos em território nacional. Apenas empresas ou pessoas físicas em melhores condições financeiras terão oportunidade de se manter no mercado de trabalho ou ingressar nele. A frota de aeronaves também tende a ser reduzida considerando a impossibilidade de trafegar no espaço aéreo brasileiro.

      • Todos os trabalhos da ABRAPHE estão voltados a requerer junto à agência reguladora mais elementos que justifiquem a exigência, em defesa da segurança de voo e do exercício dos profissionais em atuação e recém-chegados ao mercado de trabalho. A ANAC não deixa claro o que acontecerá nos casos em que não houver simulador e está disposta a colocar a Norma em prática para ver como o mercado responde. A ABRAPHE esteve reunida com a ANAC ontem (25/09) para debater o tema e a próxima reunião ocorrerá na próxima quarta-feira (01/10).

      Mais sobre a aviação por helicóptero no Brasil:

      Setor cresce e acidentes diminuem
      O setor de helicópteros no País cresce 20% ao ano na média dos últimos cinco anos. A média anual de licenças emitidas para Piloto Comercial de Helicóptero (PCH) nos últimos três anos foi superior a 300 licenças. Só na cidade de São Paulo são 411 aeronaves registradas e em torno de 2000 pousos e decolagens/dia.

      Enquanto o setor cresce, o número de acidentes cai. Levantamento divulgado em 31 de janeiro pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – CENIPA aponta queda no número de acidentes com helicóptero no país nos últimos três anos. O estudo completo está disponível em http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/index.php/component/content/article/1- comunicacao-social/931-numero-de-acidentes-aeronauticos-reduz-no-brasil . Até 2016, a meta do IHST (Internacional Helicóptero Afeta Team), entidade internacional voltada a segurança de voo por helicóptero, é reduzir em 80% o número de acidentes com helicópteros no País.

      • Raul Marinho
        3 anos ago

        Carolina, obrigado pelos esclarecimentos e parabéns pelo belo trabalho que vc tem feito junto à ABRAPHE!

  9. Thiago Sabino
    3 anos ago

    A mim não surpreende, haja visto que fazem parte da mesma grei que assalta o país há 12 anos….

    Se estivessem minimamente preocupados, teriam reduzido pelo menos em 2/3 o custo dessa GRU absurda, que só nos leva a crer que tais recursos sejam usados, para propósitos não tão republicanos.

    • Murilo
      3 anos ago

      O valor da GRU é definida pelo congresso, em lei. A ANAC não tem como reduzir o valor de qualquer GRU, ou de escolher quando cobrar.

      • Amgarten
        3 anos ago

        Correção, Murilo. Tem como corrigir sim! Alterando-se a lei! Difícil? Sim, muito. Mas é possível, e para isso seria preciso união da categoria a fim de se chegar aos congressistas propondo as devidas alterações. Talvez consigamos chegar a tal ponto, por enquanto ainda engatinhamos, mas vejo progressos, e a manifestação programada para hoje, mostra isso, ou seja, vontade de mudar, de se unir, para buscar melhorias para a categoria.

        • Murilo
          3 anos ago

          Como destacado pelo Flemming, taí nossa dificuldade de interpretação de texto…
          Eu deixei claro que o “valor da GRU é definido pelo congresso, em lei”, e que a ANAC não pode reduzir o valor. Afinal, a ANAC não muda lei alguma.

          Qual a “correção”?

          Em nenhum momento disse q “é impossível alterar o valor da GRU”…

          • Julio Petruchio
            3 anos ago

            MAV detectado! Ou alguém com necessidades urgentes de um psiquiatra!

            Mas todo MAV tem necessidades urgentes de um psiquiatra!

            • Amgarten
              3 anos ago

              Julio, ao que indica, os MAVs precisam manter seus cargos desesperadamente. A possibilidade de troca de governo faz com que eles entrem em parafuso!!

          • Amgarten
            3 anos ago

            E você, caso se chame Murilo, entendeu o que eu quis dizer, né?! Isso que é importante. Acredito que todos os colegas que leram o que escrevi, também entenderam minha intervenção.

            • Julio Petruchio
              3 anos ago

              Militância de Ambiente Virtual:

              Eles (MAV’s) se alimentam de sanduba de mortaNdela e bolovo.
              Usam camisa do Che, boina amarela, verde, vermelha e preta.
              Escutam Zeca Baleiro, Oto e Gilberto Gil.
              “Estudam” em universidade publica cursos de humanas principalmente filosofia , historia e biblioteconomia.
              Andam de bicicleta no meio do trânsito e tem tatuagem do Bob Marley.
              E as mulheres nao se depilam.

  10. David Banner
    3 anos ago

    Se eu morasse em SP eu iria pro fight tb lá em CGO. Mas essa eu quero ver. Vou pegar ali meu balde de pipoca.

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