Aos apavorados com a atual situação da aviação do Brasil

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Tenho recebido diversas mensagens de leitores (especialmente de pessoas na fase de formação – alunos de PP e de PC) apavorados com a atual situação da aviação do Brasil. Motivos para terror não faltam: regras absurdas publicadas pela ANAC, mercado da aviação executiva estagnado, o tal plano para a aviação regional patinando, situação econômica do país se deteriorando, e por aí vai. Para estes, gostaria de falar algumas palavras.

Os menores de 40 não viveram (e talvez nem saibam muito bem o que aconteceu), e os maiores já esqueceram, mas houve uma época na história do Brasil em que a impressão era de que o mundo estava acabando. Em 1990, tomava posse um tal de Fernando Collor na Presidência da República, e com ele surgiram à tona umas figuras um tanto exóticas: uma mulher chamada Zélia Cardoso de Mello, que se tornou Ministra da Economia, e um sujeito chamado Ibrahim Eris, que era o novo Presidente do Banco Central. E essas pessoas apareceram na TV anunciando um novo plano de combate à hiperinflação e de reorganização (!?) da Economia chamado “Plano Collor” – que, dentre outras coisas, confiscou quase todos os recursos que as pessoas tinham em Cruzados (a moeda então em vigor), e criou uma nova moeda, o Cruzado Novo, que deveria ser utilizada daí para a frente – convertidos pelos Cruzados “velhos” por meio de regras que mudavam todo dia (as tais “torneirinhas” da Dona Zélia).

Naquele ano, eu me formei em Administração, e o clima entre os formandos era de pânico total: “como a gente vai conseguir emprego com esse cenário caótico na Economia”? E, amigos, se vocês acham o contexto atual ruim, vocês não fazem ideia do que era o país em 1990: a inflação era absurda; a recessão era brutal; as reservas do país, ridículas; os juros… Nem importa quanto eram, pois praticamente não havia crédito disponível para as pessoas! No dia do pagamento, toda firma recebia a visita do doleiro para que os trabalhadores  dolarizassem seus salários, e os que não tinham acesso a esse mecanismo corriam para o mercado para estocar alimentos, e assim se proteger um pouco da inflação que corroía a moeda a taxas diárias absurdas. Com isso, as empresas simplesmente não investiam, e muito menos contratavam recém-formados.

Apesar disso, de um jeito ou de outro, praticamente todo colega meu acabou arrumando um emprego. Uns, como eu, conseguiram entrar nos programas de trainees que algumas poucas multinacionais ofereciam (no meu caso, foi o Citibank); outros ficaram na Universidade e seguiram uma carreira acadêmica; teve gente que foi empreender um negócio próprio; alguns tentaram a sorte fora do país… Bem, o fato é que, muito embora muitos tenham demorado um pouco para se estabelecer, no final todo mundo encontrou um lugar ao sol. E, alguns anos depois, a maioria já nem se recordava mais das dificuldades de 1990.

Na aviação, dizem os pilotos veteranos que também houve crises muito piores que a atual, com as principais empresas do setor falindo quase ao mesmo tempo (Varig, VASP e Transbrasil), mercado muito mais restrito, falta de dólares para compra de aeronaves e insumos, etc. E, vejam só que coisa: são esses mesmos pilotos que hoje estão no “topo da cadeia alimentar”, comandando jatos de linha aérea internacional, por exemplo. Então, pessoal, não é questão de ser otimista ou pessimista – a situação atual do país e da aviação em particular não está boa, de fato -, mas tudo já esteve bem pior, e nem por isso as pessoas deixaram de lutar pelos seus objetivos (e conquistá-los!).

Então, eu reconheço razões para tanta intranquilidade, mas acho que não há motivo para desespero também. O problema que eu acho que está acontecendo é que as pessoas estão encarando a formação de piloto de maneira parcialmente equivocada, sempre se referindo a ela como um “investimento”. Sim, ela é, de fato, um investimento: as pessoas têm que injetar dinheiro (muito dinheiro) nela, e é preciso contar com o que ela pode retornar financeiramente depois – não é errado pensar nos aspectos econômicos da carreira. Por outro lado, a profissão de piloto é muito mais que um mero investimento financeiro: ela é uma opção por um estilo de vida. E isso, amigos, vai além das questões puramente econômicas – que têm a sua importância, é claro, mas não é tudo. Porque se for para pensar na carreira simplesmente como um investimento, aí é melhor largar tudo mesmo e prestar um bom concurso! (Mas depois não reclamem por passar o resto da vida fazendo o que não se gosta…).

Finalmente, eu recomendo ouvir a entrevista com o ator Nando Bolognese para a CBN, portador de esclerose múltipla, que está com a peça “Se fosse fácil, não teria graça”. Acho que pode ser inspiradora, a começar pelo seu título: “Muitas vezes o problema é a própria solução“.

55 comments

  1. Southpilot
    3 anos ago

    Concordo plenamente com você Raul e com o Chumbrega. Estamos passando por um momento de baixa na Economia e obviamente, isso reflete no mercado como um todo. Sempre falo que a aviação é o grande termômetro da Economia de um país. Quando o nível de atividade econômica diminui, diminui também a quantidade de executivos viajando (Viagens de negócio), de viagem de férias, o empresário reduz despesas e começa parando seu avião no hangar… Entretanto, o período atual é muito diferente como os períodos citados em seu post onde tivemos as 3 grandes quebrando praticamente ao mesmo tempo (Transbrasil, Vasp e Varig). Naquela época, os invas chegavam a ficar 5 anos ou mais na instrução e após este tempo conseguiam no máximo, ser copila de Seneca em algum taxi aéreo e isso já era A Conquista! Obviamente os tempos são outros atualmente. Estamos em um momento político representado por uma encruzilhada com duas opções. O caminho lamacento que conduz ao abismo e o caminho também lamacento que conduz a uma auto estrada asfaltada. Ou seja, se o Aécio ganhar, teremos no curto prazo uma volta da confiança do investidor e se o seu trabalho for bom, a médio e longo prazo o crescimento do país.
    Temos a sinalização de alguns cenários promissores no Brasil.
    – O crescimento da Azul com a conquista de slots em Congonhas/ Compra de airbus 320,
    – Com exceção de quem voou na Webjet, as filas de demitidos da Gol e Tam estão sendo zeradas;
    – Todo mês tem copiloto e cmte saindo das nossas empresas para voar no exterior;
    – O crescimento de receita com a carga aérea por parte de nossas empresas mostra que o mercado é promissor e temos inclusive a promessa de uma nova empresa com bons executivos;
    – A médio prazo podemos citar a aviação regional como forte oportunidade de expansão (Não acredito no plano mirabolante do PT mas acho que existe potencial);
    Apenas alguns cenários que me lembrei rapidamente. Acho que devemos fazer a nossa parte e estarmos preparados para o momento certo e que nem sempre as coisas acontecem rapidamente. Não é porque ocorreu pra fulano que ciclano terá a mesma sorte.
    Acho sempre interessante olharmos para fora do cockpit e nos inteirar acerca de assuntos políticos e econômicos. Vocês não fazem ideia como a discussão a respeito do ICMS do combustível impacta em nosso dia a dia (Por exemplo). Temos uma proposta de alteração da regulamentação do aeronauta no congresso que se aprovada, impactará o pessoal da linha aérea, executiva, até escolas de aviação. Esses são alguns exemplos que me estarrece quando vejo um piloto sem saber nada sobre o assunto. Já vi piloto de linha aérea que mal sabia quem está disputando a eleição para presidente da república. Aí fica difícil!
    É muito importante que o aviador analise o contexto da economia/política. Talvez o cenário não seja tão ruim quanto parece. Agora, se ficar somente olhando fórum de aviação pra ver se abriu ou não vaga nas empresas, pode bater aquela frustração.

  2. Cmte Bob
    3 anos ago

    Ts ts ts, a vida no Brasil há 24 anos atrás na época do citado Plano Collor era outro, com menor população e melhores opções de uma vaga na aviação, imaginem o quanto aumentou a população de lá para cá e a aviação não acompanhou tal crescimento. Com a verdadeira “Derramação” de incautos pretendentes a piloto, impulsionado pela errônea mídia e as escolas e aeroclubes somente interessados em ter lucros, propagaram verdadeiras mentiras que pilotos de aeronaves ganhavam uma fortuna??? infelizes aqueles que embarcaram nesta ilusão e estão hoje todos na rua da amargura chorando pelos quatro cantos. Já disse isto aqui uma vez: Gosta de Aviação? Seja inteligente, faça uma boa faculdade, ganhe seu $$$ e compre uma aeronave, seja ela qual for e voe quando quiser…….. e seja feliz!

    • David Banner
      3 anos ago

      Concordo em gênero número e grau.

      Com isso ninguém deve então tentar ser piloto? Claro que não. Como disse em outro comentário: “cada um é cada um”.

      Cabe ao pretendente a piloto saber fazer uma boa analise da sua REALIDADE.

  3. Leandro
    3 anos ago

    Raul,
    Leio sempre os posts aqui publicados pois já passaram o que estou passando agora. Estou numa grande empresa brasileira, ganhando razoavelmente bem, e com um sonho não realizado de me tornar piloto. Mas já tomei uma atitude. Em janeiro do próximo ano começo a minha formação e pretendo ir voando devagar, tirando as devidas carteiras…

  4. Chumbrega
    3 anos ago

    Raul, parabéns pelas suas palavras.

    Once again, spot on! É por isso que eu falo que você deveria virar presidente da ANAC, diretor de empresa aérea, enfim. Desses 38 comentários (até agora) que vi no post, a maioria era de gente desestimulada ou desestimulando a carreira. Pois bem, praqueles que ainda têm esperança, eu gostaria de dar uma brevíssima contribuição:

    Eu comecei a fazer o PP com 18 anos, ajudado pelo meu pai. Tirei a licença com 19, e na mesma idade comecei a fazer faculdade (pública, em uma área “gerencial”, nada a ver com aviação, mas era de graça e dava uma carreira alternativa, em uma otima universidade). Ao mesmo tempo fui fazendo as horinhas do PC, devagarzinho, 5 horinhas por mês, também com a ajuda do meu velho. Chequei PC-mono-vfr e logo depois fiz o inva. Tirei o inva no mesmo ano em que formei na faculdade. Era 2005, e a aviação ainda vivia os resquícios de quebradeira de VASP e Transbrasa, e a VARIG tava nitidamente indo pro buraco. Mas a Gol tava bombando e a TAM querendo bombar.

    Nesse período, os colegas que tinham agilizado sua formação aeronáutica já davam instrução, voavam avião a pistão aqui e acolá e não demoraram a entrar de co-pila na GOL, TAM, assim como na Total e outras regionais que voavam na época (Rico, TAF, etc). E eu, com meu inva-vfr, vi a carreira desses caras decolarem. Mas eu, com os pés no chão, insisti no “sonho”. Trabalhava pra cacete, também em uma multinacional, mas na minha área de formação. Quando tinha que viajar de avião, pra mim, era um sofrimento, porque na verdade eu queria estar “lá na frente”. Mas ao mesmo tempo em que trabalhava, dava instrução aos finais de semana, quando conseguia. Fazia umas 10 horas por mês no máximo, tudo mono-vfr, mas “tava lá”. Isso foi de 2005 a 2008.

    Em 2008 minha carreira fora da aviação tinha evoluído tanto que eu parei de voar. Trabalhava 7 dias por semana, não ganhava rios de dinheiro mas era uma carreira promissora. Mas a satisfação era ZERO. Ainda não sei se o que eu sentia ne época era depressão, talvez tenha sido. Mesmo desestimulado “com tudo”, ainda peguei uma grana guardada e fiz o MLTE IFR. E continuei sem voar por fora, em 2008 e 2009. Em meados de 2009 minha vida pessoal deu uma “reviravolta”, e as coisas que aconteceram acabaram por me desprender do que me prendia. Para o bem ou para o mal, tomei coragem e resolvi correr atrás do “sonho”. Larguei uma carreira que considerava “promissora” na area gerencial de uma multinacional, e fui trabalhar com “papelada” de aviação. Não foi uma decisão fácil, largar onde eu estava pra trabalhar num lugar em que não gostava, mas que era a luz no fim do túnel. De novo, em 2009.

    Mantive as carteiras em dia e, um ano depois, no final de 2010, Deus (eu sou só um pouco espiritual, mas foi realmente Deus, através de um amigo) me deu a oportunidade de fazer seleção em uma das maiores empresas aéreas do país. Esse era meu status: 29 anos recém completados, boa faculdade (mas em area fora da aviação), 600 horas de voo (MLTE IFR INVA ICAO5), experiencia profissional em outra ára bem consolidada (não sei se isso contou a favor ou contra, mas acabou dando certo), e não tinha a minha família). Acabou dando tudo certo e hoje, quase aos 33, estou MUITO feliz onde eu estou. Prestes a ir voar internacional, ganhando um salário bem razoável (não é igual ao que eu teria na empresa em que comecei, e tenho colegas de faculdade que já estão ganhando + de 20 mil por mês, com minha idade), estou bem feliz.

    Salário conta, vejo que os caras que formaram na faculdade comigo estão BEM mesmo. Gerentes de empresas gigantes, bem empregados no serviço público, empreendedores de sucesso. Mas também tem muito cara que formou comigo que é profissional meia boca, passou em concurso meia boca e acomodou. Então, o que tô tentando dizer é que não dá pra rotular: cada um escreve a sua história e no final do dia não adianta, pois somos nós que fazemos as nossas escolhas.

    Por favor, não me entendam mal: não tô querendo tirar onda, ou dizer que sou um “case de sucesso”. Até porque faço questão de não citar meu nome em blogs. E eu cometi vários erros ao longo da minha vida (pessoal e profissional). Por exemplo, provavelmente, serei co-piloto de wide aos 33. Tem cara que começou aeroclube na mesma época que eu, com a mesma idade, e que talvez seja até meu comandante. Falando em comandante, também não faço idéia de quando isso vai acontecer. De fato, do jeito que as coisas andam, talvez fique mais 10 ano de co-piloto, e nesse meio tempo me arrependa de ter escolhido essa carreira.

    Mas o que eu quero dizer aos que têm esperança é que: “é possível”. Eu NÃO me arrependi. Meu trabalho me traz MUITA satisfação. A vida de piloto dificulta a vida pessoal, é instável em se tratando de segurança no emprego, mas pra mim valeu a pena. Ainda vale. Por isso, se algo que eu disse puder contribuir com outras pessoas, fico feliz. Acho que não tem caminho certo para ter sucesso na aviação (seja lá o que ter sucesso significa), mas é possível perseguir seu objetivo. Se alguém quiser dicas, puramente baseadas em minha opinião pessoal (ou seja, NÃO são um manual), eu diria o seguinte – pelo menos para as companhias aéreas:

    1) Quanto à qualificação mínima, hoje em dia não tem mais jeito: PARA COMEÇAR MLTE-IFR-Jet trainer-ICAO 4

    2) Acho que nenhuma empresa obrigue, mas todas estimulam formar em Ciências Aeronáuticas. EU, se estivesse começando, não faria isso: estude para a bosta do ENEM ou pra bosta do vestibular e faça um curso alternativo, em uma faculdade pública. Guarde sua grana para as carteiras. Com carteira você é piloto e pode trabalhar como tal, com diploma de Ciências Aeronáuticas você não faz hora de vôo. Formando em outra faculdade, você tem uma carreira alternativa. Se “der errado”, como muitos comentaram nesse post, você tem uma alternativa. E no que você pode se formar? No que você tiver aptidão, interesse e for capaz de passar no vestibular. Não foi esse o curso que fiz, mas sugiro engenharia. Eu fiz um na área de gerenciais, que é uma boa área também. Mas tem geografia, letras, um milhão de coisas que podem te ajudar a ser um profissional melhor, dentro e fora da aviação

    3) NÃO TENHA VERGONHA DE PEDIR AJUDA! Por timidez ou orgulho próprio, eu demorei a pedir ajuda na carreira. Pedir indicação mesmo! Não tenha vergonha: minha carreira de piloto só andou depois que fui mais humilde e menos timido.

    4) Networking: vá em todos os eventos possíveis, e seja simpático e demonstre interesse, mesmo por pessoas por quem você não é simpático e não tem interesse. Não é ser falso, mas é pra aproveitar as oportunidades. Isso vale para qualquer carreira, não só para a aviação.

    5) Se é o seu caso, PARE JÁ COM A ATITUDE DE QUERER QUE O MUNDO TENHA PENA DE VOCÊ! VOCÊ é o reponsável pela sua carreira e deve construí-la. Outra coisa: CUIDADO COM O QUE FALA! Pessoalmente ou nas redes sociais, tenha cuidado: o mundo da aviação é assustadoramente pequeno, e nele existe um código de ética e um código anti ético. Cuidado para não municiar aqueles que querem e vão utilizar o código anti etico pra te derrubar.

    6) Qualifique-se além dos mínimos requeridos: cursos na ANAC e CENIPA são gratuitos. Se possível, convalide seu PP pra FAA (é barato e simples e pode abrir portas). Faça outras coisas que forem pintando…

    7) Alternativamente aos itens 1,2,3,4,5 e 6: carreira na Força Aérea Brasileira OU vá para os EUA, tire tudo lá, dê instrução e volte com FAA ATP.

    8) IMPORTANTÍSSIMO – Esse último comentário é muito pessoal, mas até agora deu certo pra mim: não trate e não se refira à sua profissão (piloto ou não) como um SONHO, e sim como OBJETIVO. Sonho é ser piloto de formula 1, astronauta, fazer gol em final de copa do mundo. Ser piloto profissional é algo altamente palpável. Só na empresa que eu trabalho tem uns 3000 caras que fazem isso. Foras as outras, fora a boa aviação executiva, fora a boa aviação agricola, fora os helicopteros, etc. Pare de SONHAR e faça acontecer. Quando você atingir seu OBJETIVO, estabeleça outro! Não pense que ser co-piloto de 320 é um sonho. Trace esse objetivo, porque você VAI atingi-lo se fizer as coisas certas. E aí você estabelece outro, como ser comandante de 777, ir pra Emirates, enfim.

    Enfim. Dediquei meia hora da minha vida para escrever esse post, que se dedica àqueles que gostam da aviação, e que ainda a vêem como fonte de satisfação e de boa vida profissional. Hoje estou particularmente inspirado pois o ano que vem vai começar com um brinquedo novo. Então esse meu comentário NÃO É PARA OS DETRATORES DA CARREIRA! É para aqueles que amam a carreira mas que precisam de um estímulo em função das dificuldades encontradas (pra quem não é peixe como eu não fui, não se iluda – vai ser foda mesmo). Comecei antes dos 20, entrei em empresa aérea quase aos 30. Demorou, mas até hoje valeu a pena. Talvez um dia não valha mais, mas tem valido. Não tenho familiar na aviação, fui na cara e na coragem. Se no passado eu invejava quem tinha peixada, hoje sinto satisfação em ter feito meu próprio caminho. E é curioso: hoje as pessoas vem me pedir indicação. E aí a gente tenta ajudar no que pode. Toda a carreira é dificil: pergunta prum medico do Einstein se ele fez faculdade meia boca, se ele preferir reclamar a se esforçar, enfim. Todos entenderam, eu acho

    Boa sorte a todos. Raul, mais uma vez: esse blog é unico na aviação brasileira. Não tem FCR, CP que se compare ao PSP, no que tange à qualidade das informações. Keep up with the good work e obrigado pelo espaço.

    • Lucas
      3 anos ago

      Bom dia, até te entendo amigo, mas casos como o seu, são raríssimos, basta olhar o cenário atual da aviação de 2010 pra cá, e eu acredito que não são comentários que exitem aqui de pessoas desestimuladas, mas de pessoas realistas, da grande maioria lutando muito e nao chegando a lugar algum, aí meu amigo acho q vc foi infeliz nesse comentário, se vc teve “sorte” parabéns por isso, mas dizer que exitem pessoas aqui desestimuladas não, conheço “toneladas” de pilotos com PC Mult Ifr, Jet Trainner, icao, 1000 hrs ect… que estão desempregados…. eu também trabalhei pra cacete, não tive pai rico, banquei tudo sozinho, ja lavei muito avião, ja me humilhei bastante, já carpi muito lote em volta de hangar, e não significa que vc terá sucesso…

    • Raul Marinho
      3 anos ago

      Muito legal, Chum! Vale um post!
      Em breve, publico. Fica ligado pq eu não tenho como te avisar por e-mail…
      (Aliás, me escreva um dia desses – pode deixar que eu não revelo o bat-segredo).
      Abs,
      Raul

  5. Rodrigo
    3 anos ago

    Estou meio por fora, mas a situação na área de asas rotativas é a mesmas?

  6. Julio Petruchio
    3 anos ago

    Calma galera! Agora vai! Se o “minerim” ganhar, talvez…

    Today, 21:41

    Neeleman’s Azul Said to Near Deal for Airbus A320neo Jets

     

    Airbus Group NV (AIR) is close to a deal that would help David Neeleman’s Brazilian discount carrier Azul Linhas Aereas Brasileiras SA add $3.6 billion of jets to expand, three people familiar with the talks said.

     

     

    Azul is planning to acquire at least 35 A320neos, the new narrow-body jet that took its first flight last month, said the people, who asked not to be identified because details aren’t public. The carrier is negotiating for the planes with Toulouse, France-based Airbus and with lessors, two people said.

     

    Taking A320neos would further dilute Azul’s dependence on Brazil’s Embraer SA (ERJ), which until 2011 had been the sole plane provider to the country’s third-largest airline. The A320neo is due to enter service by late 2015 and can be configured to seat as many as 189 people, while Embraer E195s, Azul’s biggest planes now, can carry about 124 passengers.

     

    Gareth Edmondson-Jones, a spokesman for Braueri, Brazil-based Azul, declined to comment on aircraft transactions. Liana Sucar-Hamel, a spokeswoman for Airbus, also said she had no comment.

     

    The A320neo is an update of Airbus’s current top-selling narrow-body, with new engines to boost fuel economy. Single-aisle jets are the workhorses of the global airline industry and are typically used on domestic short-haul routes. The A320neo lists for $102.8 million before the discounts customary in aircraft sales.

     

    Neeleman, 54, founded New York-based JetBlue Airways Corp. (JBLU)and served as chief executive officer before being replaced in 2007. A holder of dual U.S.-Brazilian citizenship, he established Azul in 2008 and is CEO.

     

    Azul’s Expansion

     

    Azul has been on a shopping spree this year, lining up two other plane deals valued at $3.87 billion at list prices, as it considers going public by January and charts expansion plans. The airline is leasing twin-aisle Airbus A330s to start service to Florida in December and has ordered the new A350 model as well.

     

    Neeleman said last month that he was considering narrow-body models from Airbus or Boeing Co. (BA) to replace Azul’s Embraers, which would also be transferred to other routes in the airline’s expanding network. JetBlue also flies both Airbus and Embraer planes.

     

    Boeing was never allowed to bid its updated 737 for the Azul order, said Jim Proulx, a spokesman for the Chicago-based planemaker. “Despite reports to the contrary, Boeing has not been given the opportunity to present a proposal for single-aisle airplanes,” he said in a phone interview.

     

    Fonte: Bloomberg

    • David Banner
      3 anos ago

      Vai ajudar bastante!!! Mesmo com toda essa renca de pilotos encalhados, a fila de alguma forma vai andar se a coisa de fato acontecer.

    • Julio Petruchio
      3 anos ago

      Quanto ao “Calma galera! Agora vai! Se o “minerim” ganhar, talvez…”

      Eu quis dizer ironicamente é que se a vaca continuar presidanta a coisa complica e que se o Aécio ganhar a coisa melhora.

      Me baseio nos fatos acontecidos durante a campanha do 1o turno que a cada pesquisa com a anta na frente a bolsa despencava e o dólar disparava.

      Agora com a chance de mudança de governante máximo da nação a resposta de investidores e mercados são totalmente opostas!

      Oremos para o “minerim” ganhar!

      • Rogério Barreto - BOTUCATU-SP
        3 anos ago

        O Aécio construiu aeroporto até na casa do tio dele, imagina então se for presidente, vai construir aeroportos no Brasil inteiro. rsrs

        • David Banner
          3 anos ago

          Isso é conversa “petralha dormir”. Mas tudo bem. Como piada tá valendo rssss

          • David Banner
            3 anos ago

            *para “petralha dormir”

        • Julio Petruchio
          3 anos ago

          Como piada, é válido. Mas não se esqueça que a “Gilma” mandou milhões para Cuba afim de modernizar os aeroportos de lá.

          Tá! Tum! Tissss!

  7. Wilson
    3 anos ago

    Depois destes comentários estou repensando o que quero… O grande problema é a incerteza de conseguir um bom emprego na aviação. Investimentos e riscos fazem parte de qualquer profissão, mas pelo o que vocês estão falando aqui, a aviação é muito mais complicado do que parece…

    • David Banner
      3 anos ago

      O segredo é saber ser REALISTA. Voar é algo tão fascinante que as vezes leva alguns a fazer sacrifícios que analisados friamente, não têm a mínima justificativa, como por exemplo, largar uma carreira sólida, vender casa, carro e outros bens (tendo família) pra tentar seguir carreira na aviação.

      Eu sempre digo que cada caso é um caso. Idade, influência na aviação, grana e tempo disponível, etc … todos os detalhes influenciam no resultado final. Se vc vai ter sucesso ou não. Temos que saber ser realistas e saber quando o “jogo” não é favorável pra si. Não é por que é um sonho de infância que “vale tudo”. E não é porque é difícil que você não deve nem tentar. Nem 8 nem 80.

      Mas muita gente que se ferrou, gastou rios de dinheiro e está desemprego gosta de dizer: “siga seu sonho”. Mas na verdade a sinceridade dele é igual a de alguém quando alguém resolveu pula na piscina de água gelada. Você pergunta: “- A água está boa?” , no que ele responde de pronto: “- Claro!!!! Pode pular que está ótima!!!”

  8. Skynet
    3 anos ago

    Já larguei mão desse sonho desde que fui reprovado da afa em 2007. Sabia que a aviação civil iria ser dureza, apesar de ser a única alternativa. Mesmo assim resolvi fazer o curso e checar o tradicional pc mono ifr, mas foi por pura satisfação pessoal mesmo, nada de euforia do mercado…….meu pai sempre me falava que aviação civil não valia a pena desde que eu me entendo por gente. Lamento pelos colegas que estão nessa árdua caminhada, nem só aviação está indo para o brejo nesse país. Vejo que um dos grandes problemas da aviação brasileira é a falta de uma melhor seleção dos candidatos a piloto em nível de dificuldade para se obter as licenças, não em termos financeiros, mas a ponto de gerar um profissional mais qualificado com um treinamento rigoroso e mais conhecimento. Porém um mercado saturado de pilotos é o ideal para as grandes empresas aéreas que agora praticamente já controlam nossa querida agência.

  9. Gustavo
    3 anos ago

    Realmente não está fácil. Mas o que fazer quando sentimos uma vontade incontrolável de voar? A todos que estão pessimistas, saibam que a melhor recompensa que se pode ter, é realizar um sonho de criança. Não desistam nunca!! Fui co-piloto da Webjet tenho mais de 2500 horas de vôo, ICAO, PLA e ainda assim estou encontrando MUITA dificuldade de me recolocar no mercado. Mas, mesmo assim não perco a esperança por nada, pois sei como é BOM conquistar não só um objetivo que vc investiu tanto para estar ali, mas realizar um sonho muito antigo que parecia estar tão distante. Fica a dica pessoal. Segurem firme. Abraço a todos, bons vôos!!

    • Chumbrega
      3 anos ago

      Parabens por sua atitude, amigo. O que a laranja fez com vocês foi a maior covardia da história da aviação nacional! Força! Mas tem coisa boa aí: Copa, Flydubai, Azul! Daqui a pouco você se arruma!

  10. Aeromanuais Brasil
    3 anos ago

    Os problemas infelizmente não afetam apenas a formação de pessoal na área da pilotagem, existindo também problemas na formação de DOV. Existem problemas gravíssimos na área de formação deste profissional muito importante para as operações RBAC121que impede que os requerentes à este tipo de licença recebam o devido treinamento prático ministrados pelas escolas.

    O problema decorre de pura e simples negligência da ANAC em fiscalizar e conceder autorizações e renovações de autorizações para as escolas em diversos estados.

    Para se ter uma ideia da gravidade do problemas, bastou um dia desinteressadamente publicarmos uma vaga de DOV em aberto em uma cia RBAC135, para recebermos uma enxurrada de mensagens inbox de pessoas desesperadas querendo terminar seus cursos interrompidos pelas escolas Brasil a dentro. A impressão que temos é que estas pessoas não tem a quem recorrer.

    A ANAC esta conduzindo a aviação Brasileira para uma situação totalmente caótica e sem retorno!

  11. J C Medau
    3 anos ago

    Oi Raul,

    Muito bom seu artigo. Der certa forma, segue a mesma linha daquele que enviei algum tempo atrás sobre empregabilidade. A concorrência que você enfrentou para entrar no Citibank pode ser equiparada à que existe entre os pilotos recém formados para ingressar em empresas aéreas. E certamente foram aprovados e contratados os melhores. Era assim naquela época e continua sendo, seja no mercado financeiro ou na aviação.

    Nos Estados Unidos não é diferente. Recentemente conversei com um americano que está na casa dos 50 anos de idade. Ele trabalhou bons anos numa empresa americana, totalizando 14 anos quando somados os 3 ou quatro períodos em que lá esteve. E por que ele teve vários períodos? A cada crise no setor la ele era demitido (laied off) e, quando as coisas melhoravam, era chamado novamente e voltava. Ou seja, a vida lá também não é fáçil, apesar de existirem muito mais empresas e aeronaves.

    Quanto a viver com emprego de piloto com carteira assinada, todos aqueles que trabalham em empresas aéreas se enquadram neste caso, afinal, são raríssimos os casos de pilotos de empresas aéreas que trabalham por esporte (eu conheço uns 2 ou 3 num universo de milhares).

    • J C Medau
      3 anos ago

      Leia-se fácil por favor.

      • Rogério Barreto - BOTUCATU-SP
        3 anos ago

        Ahhhh??? Cuma???

        • Marcos Véio
          3 anos ago

          Esse papo que só os fortes sobrevivem é uma grande besteira. Conheço muito piloto, colega seu inclusive, que tem medo de voar e foi obter o CMA onde era “mais fácil”.

  12. Vinicius
    3 anos ago

    Excelente post, Raul!
    Eu estou ainda nos planejamentos para iniciar minha formação, com 30 anos, e pode me colocar entre os “apavorados”.
    Não estou abandonando minha carreira atual justamente por que sei dos entraves para conseguir uma colocação no mercado da aviação.
    Apesar de ter consciência de tudo isso que você escreveu nesse texto, confesso que ler isso me deu um pouco de alívio. Continuo não otimista, mas não será isso que me impedirá de prosseguir.

    ps: mesmo tendo menos de 40, tenho recordações desse tempo, mas não especificamente do que está no texto…

  13. Luiz
    3 anos ago

    Segue abaixo um link de mais uma notícia envolvendo a Azul, pois, dentre as companhias aéreas, somente ela continua crescendo e gerando oportunidades de emprego em maior escala. A se confirmar o publicado no Estadão, mais aviões serão incorporados na frota da companhia, mesmo considerando uma possível troca de E-Jets por Airbus ou Boeing nas rotas mais longas. Aliás, o Cmte. Bogsan (diretor de operações da Azul) já havia ventilado essa notícia em julho último, durante sua palestra no II Seminário Contato Radar realizado em São Paulo. Fora os novos slots em Congonhas, que deverão gerar tráfego adicional.

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,azul-negocia-com-boeing-e-airbus-compra-de-avioes-imp-,1575207

  14. David
    3 anos ago

    Minha opinião é a seguinte: Eu fiz a minha formação toda nos EUA, trabalhei lá como CFI e na aviação executiva. No momento trabalho como piloto no Brasil se eu tivesse que começar a minha carreira de piloto hoje no Brasil não faria conhecendo o mercado e como são as coisas por aqui. Se eu tivesse nascido nos EUA faria tudo novamente desde o começo, porque lá mesmo ganhando pouco no início da carreira há trabalho, seja de CFI, Contract Pilot, executiva ou Regionais. Aqui vc pode investir muito dinheiro, anos de estudo e não arrumar um monomotor pra voar. Infelizmente é assim. É muito incerto.

  15. Igor Ponce
    3 anos ago

    Conheço alguns Cmtes com 10, 20 anos de CARREIRA…
    Se eles conseguiram por que eu não vou conseguir?

    • David Banner
      3 anos ago

      Essa é uma pergunta que só você pode responder.

      Boa sorte!

  16. Marcos Véio
    3 anos ago

    É fato! Hoje está bem menos pior que no passado. Meu plano é ter minha própria acft. E vou conseguir em alguns anos. Posso planejar. Antigamente era impossível para um empreendedor comum realizar isso. Era algo somente para Milionários com M bem maiúsculo.
    Mas será uma acft para fazer meus voozinhos com a família. Trabalhar na aviação? Já tirei isso da minha cabeça. Na minha opinião, o mercado está muito pior que nos anos 90, pelo simples fato de naquela época, não existia esse monte de gente se formando. Era mais restrito. Agora com crédito mais fácil, fica muito mais fácil tirar seu porte de arma… digo CANAC e engrossar a fila dos desempregados ou subempregados.

    • David Banner
      3 anos ago

      Sempre faço essa análise. Muitos discordam. Mas pra quem preza mais pelo prazer de voar do que pelo “status de piloto”, essa análise é sim muito coerente.

    • David Banner
      3 anos ago

      Em tempo: “TACA-LE PAU NESSE CARRRINHO, MARCO VÉIO”! hehehe

  17. Rogério Barreto - BOTUCATU-SP
    3 anos ago

    TODOS estão pensando a mesma coisa…. NÂO VOU DESISTIR, pois a aviação vai melhorar. Logo quando ela melhorar, a situação ficará exatamente igual, pois TODOS esperaram, logo TODOS (Maioria) ficarão sem emprego. O que digo não é baseado em simples opinião e sim em NÚMEROS E FATOS. É como sempre digo, COITADO daquele que não tem qualificação… Abaixo o que considero qualificação

    PC MULTI/IFR
    INVA
    ICAO 4
    FACULDADE (Preferencialmente Ciências Aeronáuticas)
    JET TREINNER ( Obs. Turmas lotadas em todas as escolas)
    EXPERIÊNCIA NO EXTERIOR
    HORAS EM COMANDO ( Minimo 800)

    Exceto aqueles que querem voar Aviação Agrícola, se não tiverem os requisitos acima, ESTARÃO COM 90% DE FRACASSO GARANTIDO. POIS RECEBO DEZENAS DE CURRÍCULOS POR MÊS, E PESSOAS COM ESTAS QUALIFICAÇÕES TEM AOS MONTES.

    VOLTO A FRISAR: NÃO É MINHA OPINIÃO, É FATO…

    • David Banner
      3 anos ago

      E para aqueles que conseguem….

      [youtube http://www.youtube.com/watch?v=bIzlTZhQzf8?feature=player_detailpage&w=640&h=360%5D

      • Lucas
        3 anos ago

        Voava um Pilatus, o salário se eu quisesse ficar era minusculo, abandonei, não se vive só de sonhos e de postar fotinhas no facebook…. temos contas reais….

        • David Banner
          3 anos ago

          “não se vive só de sonhos e de postar fotinhas no facebook”.

          90% dos alunos que ingressam no curso teórico de PP com intenção de ser piloto profissional pensam justamente o contrário rssss

    • David Banner
      3 anos ago

      Amo voar. Mas esses disparates me matam de raiva.

      Só pra conseguir essa qualificação se gasta uma vida de dinheiro. Chance de se empregar? Uma em mil.

      Com o salário médio de um piloto, vc leva outra vida pra pagar esse custo. Ganho real, só daqui uns 10 anos.

      Só pra turma do “I love aviation” mesmo que vale a pena tentar. Porque pela “razão”, fica difícil justificar essa profissão.

    • Chumbrega
      3 anos ago

      O começo da carreira é difícil mesmo. Muito! Mas não sei de onde você tirou esse “fato”!

      A Azul não cobra de NINGUÉM 800 horas em comando. Na verdade, ela só cobra os 5 primeiros itens que você citou, tirando o INVA (por sinal “treinner” tá escrito errado). A TAM tinha um critério de experiência mais alto, que está se reduzindo, como foi o meu caso. A Gol eu não sei como está, mas não sei porque alguém trabalharia lá. Se eles fizeram o que fizeram com o pessoal deles, e com a galera da web, eles também não vão cuidar dos recém contratados. E a Avianca contribui com esse blog através do Medau, que é um cara muito centrado. Entao basta procurar por aqui pra ver o que eles buscam, e acho que é um pouco diferente do que você diz. Isso sem contar a executiva, que tem bons empregos e que a contratação é mais pessoal que técnica, pelo menos para entry level positions.

      Com TODO o respeito (não leve para o lado pessoal, mas não posso deixar de falar): se você recebe currículos, você exerce alguma posição que te permite selecionar pilotos. Sua atitude é muito negativa! Nenhum recrutador nem gestor de companhia aérea, ou qquer tipo de empresa, critica tanto a indústria em que trabalha como você critica a aviação. Talvez esse seja a causa da sua insatisfação…

    • Hector
      3 anos ago

      Você acha então que caso o indivíduo tenha a possibilidade de tirar suas carteiras PP / PC IFR MTLE / INVA tudo nos EUA, jet trainer e tenha feito curso de ciências aeronáuticas e fale inglês fluentemente, ele tem boas chances de entrar em uma das 3 maiores cias. do mercado brasileiro atualmente ? Porque este é o meu caso.
      Terminei o curso de ciências aeronáuticas no final de 2014, e acabei me encontrando perdido por conta de todas essas dúvidas que todos vem dizendo em outros comentários. Entao como idéia de minimizar a chance de ficar desempregado e sendo “só mais um PC MLTE IFR” eu estou considerando ir tirar o resto das carteiras nos EUA (digo resto porque fiz o PP aqui no Brasil).
      E então, você acha que vale a pena arriscar ir me formar la fora afim de ser mais valorizado, ou você acredita na história que muitos defendem que na aviação quase 100% é Q.I (Quem indica) ? Porque se for verdade, então quase não vai me valer de nada formar fora do país se no fim das contas o que vai mesmo me ajudar é conhecer o David Neelman para me colocar la dentro. Chega até a ser um pouco ridículo aceitar essa história de que “não importa como você se formou, importa seus contatos.” Não é possível que profissionais pensem assim. Mas se eu estiver equivocado, por favor me elucide então.

      • raulmarinho
        3 anos ago

        Seu currículo me parece adequado para concorrer a uma vaga de copila na Azul, mas fique ciente de que a formação nos EUA não é um diferencial significativo. Porém, para as outras cias, sem uma experiência razoável (500h+), vc não chegará em lugar nenhum.
        Qto ao QI, eu diria que ele é muito importante (quase 100%) na aviação geral e relevante (digamos, 90%) na aviação comercial. Isso é um fato da vida, amigo, não adianta revoltar-se contra ele. Seria mais produtivo se vc tentasse entender como ele funciona, e como vc pode obtê-lo. No blog há uma categoria de posts só sobre isso.

  18. David Banner
    3 anos ago

    Aquele que pretende mesmo trabalhar na aviação, precisa evoluir (tipo um pokemon) e adquirir a habilidade de hibernar. É o meu caso. Minhas licenças estão “hibernando”. Tenho outra atividade. Sou pequeno empresário. Ganho razoavelmente bem. A aviação hoje só me faz falta no quesito “prazer de voar”.

    É simplesmente TEMERÁRIO querer ter a aviação como atividade principal… que ela seja sua fonte de renda primária. Não recomendo isso nem ao meu pior inimigo em tempo de guerra.

    São raríssimos os pilotos que conseguem um emprego de carteira assinada e ficam mais de 5 anos no mesmo emprego. Cedo ou tarde, a maioria dos pilotos vai ter de enfrentar o “inverno” em sua carreira, e saber hibernar vai ser FUNDAMENTAL pra sua sobrevivência profissional.

    Outra coisa. Você que está bancando suas horas de voo com FIES: “Meus pêsames”. E pra você que está com intenção de fazer isso: “NÃO O FAÇA”.

    Contar com os ovos antes da galinha na aviação é receber o diploma do mais alto grau de burrice. Você vai ser o mais novo PhD em burrice.

    NÃO VÁ NA ONDA DE PROPAGANDAS DE ESCOLAS DE AVIAÇÃO!!!!

    • BeechKing
      3 anos ago

      Conheco pilotos executivos com mais de 15 anos de casa, outros que só voam, não fazem outra coisa a não ser isso (por não terem formação) e que estavam tbm desempregados, mas que, tudo Oque tem na vida e da aviação.
      Não podemos generelizar, pq se fosse assim, o médico tbm teria que ser empreendedor, o engenheiro idem e o professor teria que saber vender carros…

      • Rogério Barreto - BOTUCATU-SP
        3 anos ago

        Caro, o setor em discussão é a AVIAÇÃO. Para este setor sim, também concordo com o colega acima. TENHA OUTRA PROFISSÃO.

      • David Banner
        3 anos ago

        Se você perceber, eu não generalizei. Os pilotos que você citou se enquadram no seguinte trecho do meu comentário:

        “São raríssimos os pilotos que conseguem um emprego de carteira assinada e ficam mais de 5 anos no mesmo emprego.”

        Ou seja. Não disse que não existem. Disse que são raros. Eu particularmente conheço dois.

    • Lucas
      3 anos ago

      Aos amigos da aviação, recentemente um amigo meu, com PC Mult Ifr, Jet Trainer, Icao 6, 2000hrs, desistiu, pois vivia de ciclos, épocas boas, épocas ruins, e as contas e a família não podem esperar, foi embora do Brasil, para a Europa, trabalhar de “peao” e ganhar 5000 euros…. a Aviação definitivamente como único meio de renda não dá, e eu… depois de 15 anos desisto, somente como piloto ninguem sobrevive, palavras bonitas ditas em escolas e faculdades de aviação, “não enche barriga nem paga conta”, antes sair tarde do que não sair….

      • Löhrs
        3 anos ago

        Tenho uma amiga americana que é PHD, trabalha numa Universidade no Estado de Nova York, ganha 4500USD, Sei de médico, advogado na Itália com 5000EUR…mas Peão ganhando 5000 euros??? Caraca me avisa aí onde é que eu largo de cheirar veneno agora!!!!!!!!!

        • lucas
          3 anos ago

          Quem sou eu para te ensinar o caminho das pedras, tenho apenas 15 anos de aviação, que é pouco por sinal, e voava um Pilatus, busque, garimpe q vc acha, existem bons e maus salários, para médicos, advogados e etc….

      • Löhrs
        3 anos ago

        Viver da aviação aqui é difícil mesmo. As únicos que conheço que hoje tem algum patrimônio e tranquilidade financeira ou foram/estão na Comercial ou Agrícola. Táxi-Aéreo, os outros especializados e a fura-olho da Executiva, tirando as raríssimas exceções, tão tudo no assa-come. Uma coisa que vc falou que concordo plenamente: “Antes sair tarde do que não sair”.

  19. Igor Comune
    3 anos ago

    O problema é que esse “ciclo de queda da aviação” não está com previsão de melhora, e desde de 2011~2012 vejo os operadores aéreos cada dia em situação pior, mas pelo meu pouco tempo de aviação, ESPERO estar errado.

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