Associações de pilotos para mulheres e para negros: como é nos EUA

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Na semana passada, eu publiquei o post “IG Economia: Mulheres são apenas 1,88% dos comandantes e copilotos no Brasil‘”, que mostrava a sub-representação das mulheres na aviação, e aproveitei e também citei o caso dos negros, haja vista ser muito raro encontrar pilotos negros no Brasil (uma piloto negra, então, nem se fala!). Agora, para complementar aquela publicação, gostaria de indicar dois sites de associações de pilotos que existem nos EUA justamente para defender os interesses desses dois grupos: a OBAP-Organization of Black Aerospace Professionals e a Women in Aviation International. Se você tiver interesse em conhecer como essas ONGs lidam com a questão da sub-representatividade desses grupos na aviação americana, dê uma lida nos propósitos e linhas de atuação de cada uma delas, e veja como elas promovem bolsas de estudos e outros programas educacionais para seus membros. E para quem vê na proliferação de associações de pilotos um risco para que a categoria se enfraqueça, o exemplo americano de associações tão específicas quanto essas são um indicativo de como se pode aumentar a quantidade de entidades associativas de pilotos no Brasil ainda…

10 comments

  1. Grampola Gezebel
    2 anos ago

    Esse é um tema polemico que da muita discuçao. É conversa pra mais de horas.

  2. Ananias Gonçalves Rezende
    4 anos ago

    Que bom que falaram neste assunto, SOU NEGRO, e sempre quando tento falar sobre o assunto somos vistos como “SE FAZENDO DE VITIMA” e que isto não tem nada a ver. O que ocorre na verdade, é que o preconceito é INCONSCIENTE, ninguém diz, não vou contratar aquele fulano pois ele é negro… O que ocorre, é que as pessoas inconscientemente não “BOTAM FÈ” no sujeito de cor.
    O piloto, branquinho, de olhos claros, traz mais “CREDIBILIDADE” que um negro. Quando se trata de uma empresa grande, creio que o preconceito seja “MENOR” mas a de se concordar, que para entrar em uma companhia, teremos que passar pela instrução ou executiva e é ai que mora o problema.
    A propósito, abaixo o resumo do meu curric.

    PC Multi IFR
    INVA
    420 Horas de voo
    Formado em Geografia pela Universidade de Goias
    Jet AirBus
    ICAO 4
    CRM

    Detalhe: EM 11 ANOS DE AVIAÇÃO, NUNCA CONSEGUI EMPREGO. Tire suas próprias colusões.

    • Felipp Frassetto
      4 anos ago

      1- “…e sempre quando tento falar sobre o assunto somos vistos como “SE FAZENDO DE VITIMA” e que isto não tem nada a ver.”;
      2- “O piloto, ‘branquinho’, de olhos claros…”.

      tsc tsc tsc…

  3. Tom Cruise
    4 anos ago

    Em 2010 em CGH eu ví 2 Negões Cmtes no comando do ATR da Pantanal , ambos de Rayban, “mó Banca”,
    achei muito bacana ,tendo em visto que é raro na aviação nacional.

    Mas não apoio essas ONGs , pois ao meu ver reforça a discriminação.

  4. Alan
    4 anos ago

    Totalmente apoiado! São óbvias as motivações para vermos esses contrastes sociais no mundo da aviação, principalmente no Brasil. Alguns dizem que vivemos num “paraíso étnico” no País, mas pensemos bem: Quantas comissárias ou comandantes negros(as) você vê nas companhias áreas comerciais hoje no Brasil? Basta aguçar o olhar, se sim talvez seja um pequena minoria, visto que a massa da população negra do país ainda é pobre (encontra-se nas favelas e periferias das grandes cidades) e não pode arcar com o custo da formação aeronáutica desse país. Parabenizo o Raul pela postagem e que todos observar a discriminação econômica, social e racial desse país, afinal não é escondendo o problema que vamos fazê-lo desaparecer,mas sim discutindo. questionando e fazendo ver a problemática. Parabéns ao blog! Sempre acompanho.

  5. anonymous
    4 anos ago

    Até que, nesse contexto, pode ate ser algo bacana. Mas fico pensando – uma aeronave vai ver se a tripulação é branca, negra, amarela, homem, mulher, trans… (bem, foi apenas uma questão “filosófica”)

    Lógico que na prática o buraco é mais embaixo

  6. Lagarto
    4 anos ago

    Então tá, vamos criar a associação dos pilotos com mais de 40, de qualquer cor, que encontram igual dificuldade em conseguir trabalho, nas Cia Aéreas. Toda separação vai gerar discriminação. Além do mais, as razões e alvos de discriminação étnica aqui e lá são bem diferentes. Lá não é só negro que sofre discriminação mas branco, latino, asiático…. Eu nunca vi no Brasil disco dance só pra negro como eu vi em Orlando. Não me impediram de entrar mas me olharam de cima a baixo.

    Os principais problemas aqui são os custos elevadíssimos que dificultam as empresas (de qualquer setor aéreo) de crescer e contratar e dos aspirantes a piloto a se formar. Não tem nada a ver com cor da pele ou o que carrega no meio das pernas. Sem falar da quase absoluta incompetência e falta de conhecimento técnico do órgão regulador e da corrupção desenfreada dos que aí estão que engessam todo o setor. Assim é f………..

    • Raul Marinho
      4 anos ago

      “(…) vamos criar a associação dos pilotos com mais de 40, de qualquer cor, que encontram igual dificuldade em conseguir trabalho, nas Cia Aéreas”
      Me chame, que eu estou dentro! Se vc for uma liderança neste sub-grupo, deveria mesmo criar essa associação.

  7. David Banner
    4 anos ago

    Por melhor que sejam as intenções, pra mim, isso só reforça a discriminação.

    Mas é claro que existe o viés da ajuda aos “frascos e comprimidos”.

    Enquanto não evoluímos o suficiente, por mais que eu não goste desse tipo de “associação”, elas ainda são válidas, e por que não, necessárias.

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