Algumas curiosidades do RAAC-61 (o RBAC-61 da Argentina)

By: Author Raul MarinhoPosted on
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RAAC-61

Um amigo me enviou uma cópia do RAAC-61 argentino (vide acima) – o equivalente ao nosso RBAC-61 da ANAC, que disciplina a concessão de licenças e habilitações de pilotos no Brasil – que possui algumas curiosidades interessantes. Dei uma olhada bem por cima, e já encontrei coisas como:

Duas categorias de PC

Lá, há o Piloto Comercial “simples” e o Piloto Comercial de Primeira Classe. No primeiro caso, é preciso ter 18 anos e 200h de voo após o PP, no caso de avião; ou 150h (também pós-PP) para helicóptero, sem distinção entre quem voa em curso homologado ou aeronave particular. Já o PC de 1a. Classe deve ter mais de 21 anos e 900h de voo pós-PP, com 450h em comando, tanto para avião quanto para helicóptero.

Habilitações de TIPO: pode-se treinar na aeronave, mas o cheque é no simulador

A regulamentação argentina relativa às habilitações de TIPO requer, obrigatoriamente, um curso teórico e prático homologado; porém, há a possibilidade de se efetuar a parte prática na aeronave. O cheque, contudo, teria que ocorrer necessariamente em simulador – mas, da foma como está redigido (exige que se confirme o cheque no avião em 90 dias, se o cheque inicial em simulador não tenha sido feito em equipamento nível D), dá a entender que o cheque poderia ocorrer em simuladores mais simples (um FTD, talvez?).

Experiência requerida para instrutores: você vai cair da cadeira ao ler isso!

Pois é, amigos, para ser INVA na Argentina é preciso de 500h em comando após o PP; e para os INVHs, são requeridas 150h PIC pós-PP. Estão com inveja dos nossos hermanos?

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Obs.: Este post é só uma curiosidade, para ampliar a cultura geral sobre como as coisas funcionam no nosso país vizinho. Não é minha intenção realizar um estudo comparativo detalhado sobre as regulamentações de ambos os países, muito menos avaliar qual agência reguladora possui a melhor abordagem regulatória, etc. Mas fiquem à vontade para incluir outras curiosidades nos comentários com base no documento do link acima. Depoimentos de quem voa ou conhece mais sobre a aviação da Argentina também serão muito bem vindos.

3 comments

  1. Weber
    3 anos ago

    Alguém tem a informação de quanto custa a instrução dos hermanos ou pelo menos o combustível lá? Se os preços acompanharem os do combustível para automóveis, a formação e os checks saem mais em conta do que no Brasil ou fica elas por elas, sendo que o piloto no país vizinho vai ter muito mais experiência. Tomara que a “ANAC” deles nao seja como a nossa, senão quando o piloto terminar a formação já vai estar na hora de se aposentar visto a lentidão burocrática e os diversos entraves aos quais somos submetidos.

  2. Pedro
    3 anos ago

    Da forma como as coisas andam, nos deveríamos saber como são na Venezuela rsrsr

  3. josue
    3 anos ago

    Vocês têm dúdiva de onde a ANAC está buscando inspiração? Seria bom verificar como é a formação nos Estados Unidos (inicial e revalidação – PP, PC, IFR, INVA, PLA, etc). Ali deveria ser a fonte de inspiração da ANAC.

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