UOL Economia: “Companhias aéreas devem ter recorde de lucros por queda no preço do petróleo”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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É claro que essa manchete do UOL Economia – “Companhias aéreas devem ter recorde de lucros por queda no preço do petróleo” – se refere às companhias aéreas estrangeiras, porque as nacionais continuam lutando bravamente para sair do vermelho. Reproduzi essa notícia só para comentar que o problema da baixa rentabilidade da aviação não é devido a uma suposta crise internacional, como o governo quer que acreditemos. Se as companhias têm prejuízos e, por conta disto, contratam poucos tripulantes, isso é devido exclusivamente à política econômica equivocada do governo do Brasil, pois a situação da aviação no mundo é bem diferente, como se pode notar.

5 comments

  1. Hubner
    3 anos ago

    Não é só um problema de política econômica.
    É um conjunto de problemas vindouros de longa data, que vão desde regulações equivocadas (para não dizer burras), problemas de infraestrutura, excesso de taxação, inseguranças jurídicas das naturezas mais variadas, práticas predatórias e monopolistas, dentre outras coisas.
    Cabe lembrar que nos tempos “muy áureos”, o bandalho da Fundação Ruben Berta, grupo monopolista e canibal, a aviação era nanica e muito mais cara do que hoje. Não haviam mais de 120 airliners de matrícula brasileira voando. Hoje são mais de 500.
    A aviação no Brasil, portanto, nunca foi tratada como mercado, mas sim como segmento político. Houve pelo menos 5 programas de aviação regional, sendo pelo menos 2 de grande fomento. Todos deram em nada, e a Varig teve participação ativa nesses fracassos.
    Agora esperamos um novo PDAR que foi como MP natimorta no congresso, mas, mesmo assim, as empresas estão sinalizando aquisições de aeronaves em proporção maior que o volume de substituição de frota, com pelo menos 4 companhias brigando prá valer no mercado.
    A situação hoje é ruim sim, mas já foi muito pior.
    De toda a maneira, isso não isenta o atual governo, nem ANAC, nem SAC, Ministério dos Transportes e o Congresso Nacional pela falta de políticas e regulações eficazes e duradouras para aviação.

  2. Renan Zuliani
    3 anos ago

    Depois das ultimas eleições, fica até sem graça emitir qualquer tipo de opnião sobre estes rumos do Brasil. Se você é contra, é crucificado; se é a favor, é alienado. Basta ver nas redes sociais os mais variados assuntos e comentários, muitos beirando o limiar da civilidade.
    Enfim, vamos aos fatos:

    – O atual governo possui sim uma politica intervencionista para os rumos da economia
    – O atual governo tendencia mais à políticas sociais e créditos do que em investimento em infraestrutura. E não é somente aeroporto, estradas, portos, ferrovias, tudo isso conta (ou deveria contar)
    – Devido à limitação de infraestrutura para a Industria (e o escoamento de seus produtos), o crescimento do PIB encolhe

    Além destes existem N fatores a serem considerados também, mas que tomaria um certo tempo aqui. Aos olhos dos investidores, principalmente os externos, estes três fatores acima já são o suficiente para repensar qualquer plano de investimento. Em uma analogia simples, imagine você operando o seu belo B737, levando em conta que ele é seu mesmo, não da empresa, e quando você se depara, as pistas de pouso em seu destino estão contaminadas (slush), sem balizamento, ILS Out e o pátio de estacionamento completamente lotado. Considere também um CBzinho maroto nas proximidades do aerodromo, para aumentar o drama. E aí, val alternar? Muitos investidores tem alternado seus destinos deste pais em desenvolvimento (já a 500 anos nesse ritmo) para outra economias menos assustadoras, como México e até mesmo Nigéria.

    Toda essa brincadeira acima influencia na cotação do dólar, e pra cada centésimo de dólar que se mexe, o preço do petróleo varia também. Como combustível é a cerne dos custos de qualquer empresa aérea, os fechamentos quase sempre são no vermelho. Menos dinheiro, menos oferta, menos empregos

    Imagine só se a culpa de tudo isso fosse da “Crise Internacional”, que eu considero um eufemismo para “a culpa é dos Americanos e parte dos Países Europeus”. Ainda bem que temos excelentes parceiros comerciais aqui pela America do Sul

  3. Marcello
    3 anos ago

    A nossa política econômica é muito fraca, e quem paga a conta da lambança somos nós com preços e inflação subindo. E como vemos as cia aéreas tupiniquins amargam fechamentos no vermelho mês após mês, mesmo com taxas de ocupação superiores a 70%. Espero que 2015 seja muito melhor para todos nós.

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