Bolsas para pilotos & empregabilidade – retomando o assunto das barreiras à entrada nos cursos de PC

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Com o anúncio do novo programa de bolsas para pilotos pela SAC-PR, começou um debate nas redes sociais (e, inclusive, nos comentários aqui no blog) sobre o fato de estas bolsas serem supostamente prejudiciais à categoria dos aeronautas, pois agravariam as chances de empregabilidade num mercado já saturado. Numa análise superficial, é claro que mais PCs habilitados por um programa de bolsas representaria mais oferta de mão-de-obra, desequilibrando a balança desfavoravelmente aos atuais pilotos profissionais empregados ou procurando emprego. Porém, eu acho que esta seria uma análise muito tosca da situação, pois se formos levar o raciocínio ao limite, o correto então seria lutar pelo fechamento de todos os aeroclubes e escolas de aviação do país (e, adicionalmente, impedir que a ANAC convalide licenças obtidas no exterior), o que é, evidentemente, um absurdo – sem considerar o fato de que, na prática, 15 novos PCs não teriam quase nenhum impacto na empregabilidade dos pilotos profissionais já habilitados.

Todo mercado de mão-de-obra tem uma dinâmica própria, e a dos pilotos se caracteriza por um início de carreira extremamente difícil, devido ao fato de não haver programas de estágios/trainees (ou residência, como no caso dos médicos), e uma elevada importância do QI para se conseguir o primeiro emprego. Por isso, um PC ex-bolsista, ainda que possa ser tecnicamente mais preparado (afinal, ele passou por um processo seletivo que deveria ser meritocrático), possivelmente teria mais dificuldade de ingressar no mercado do que um outro formado sem o auxílio de bolsa, mas com uma rede de relacionamentos mais bem estruturada. Portanto, a eliminação da barreira financeira não garantiria que o bolsista conseguisse se estabelecer efetivamente no mercado. Fora isso, o bolsista, devido à sua condição econômica mais desfavorável, também teria mais dificuldades em agregar os tais “penduricalhos” de currículo à sua carteira de PC, como uma certificação de proficiência linguística (ICAO-test), o curso de Jet Training, e até mesmo uma faculdade de Ciências Aeronáuticas (esta poderia ser custeada por um programa do tipo FIES ou Prouni, mas mesmo assim seria mais difícil de ser obtida do que por um aluno com condições financeiras para custear a formação universitária). Então, seja por um motivo (falta de QI) ou por outro (mais dificuldade na obtenção dos tais “penduricalhos”), um programa de bolsas para pilotos de baixa renda, isoladamente, não deverá ter grande eficácia na inclusão de pessoas de classes sociais menos favorecidas como pilotos profissionais.

Mas, por outro lado, se houvesse barreiras à entrada de novos PCs estruturadas de maneira coordenada e planejada, conforme discutido neste post de quase dois anos atrás – “Barreiras à entrada nos cursos de PC – Faz sentido?” -, eu acredito que um programa de bolsas poderia ser muito mais eficiente quanto à possibilidade de efetivamente viabilizar a inclusão profissional de pilotos de origem mais humilde no mercado. É claro que ainda seria necessária uma complementação do subsídio de formação para os “penduricalhos” (ICAO-test e Jet Training, especialmente), mas com a adoção das barreiras discutidas no post do link acima, o peso do QI seria muito menor, e as chances de um ex-bolsista ingressar no mercado de trabalho com sucesso seriam substancialmente aumentadas. Por isso, no atual estágio de maturidade do blog, eu gostaria de retomar essa discussão sobre barreiras à entrada nos cursos de PC com o objetivo de chegarmos a uma proposta a ser enviada à SAC-PR sobre o tema. Os 43 comentários que foram feitos ao post das barreiras na época de sua publicação original (02/2013) foram muito bons, mas se alguém tiver algo mais a acrescentar, peço que o faça até o final deste mês para que eu possa preparar uma proposta a ser enviada À SAC-PR ainda em fevereiro. Fico no aguardo (vou manter esse post no alto do blog até o final de janeiro/15, para facilitar o acesso).

P.S.: Uma outra proposta que poderíamos construir para enviar à SAC-PR seria a de programas de estágio para pilotos recém-formados. Farei isso num outro post a ser publicado num futuro próximo.

 

67 comments

  1. Thays
    3 anos ago

    Raul, saberia dizer pra quando mais ou menos devem sair essas bolsas? Obrigada.
    Acompanho o feed e aprendo muito com as publicaçoes. Parabéns!

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Isso só a SAC-PR poderá responder… Mas mantenha-se acompanhando o blog que, assim que ocorrer, será publicado aqui.

  2. Joao
    3 anos ago

    Para fazer estagio tem estar cursando Superior.

  3. João Matheus
    3 anos ago

    Olá Raul, acho uma iniciativa plausível o programa de bolsas, até por que estou tentando iniciar o meu PP há muito tempo e por contratempos R$ ainda não consegui, acho que seria bem melhor se a SAC e a ANAC tentasse fazer algo em relação a baixar o preço do teórico tanto do PP ou do PC, ou ver a possibilidade de fazer o pagamento do teórico com mensalidades, como funciona em cursos técnicos ou faculdades, e também em relação a baixar o imposto do AVGÁS ou padronizar o preço das horas de voo nos aeroclubes e escolas de aviação.

    Grande Abraço

  4. kent davidge
    3 anos ago

    tio Raul, sei que não foi nem estabelecido edital pra essas bolsas, mas, pela sua experiência, vc acha que a seleção dos candidatos seria como?

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Deve ser uma prova teórica e um voo de avaliação, como foram nas bolsas de 2010.

      • kent davidge
        3 anos ago

        essa teórica com matérias como Matemática, Português, Física, etc?

        • raulmarinho
          3 anos ago

          Sim.

  5. Lidiane
    3 anos ago

    Boa Noite Raul!

    Gostaria de te perguntar..Se eu tiver o PC prático e Pilotar por ex um Pilatus PC-12 NG(particular,da família e sair viajando por lazer)eu posso lançar essas minhas horas voada na CIV???…para adquirir experiencia e depois tentar ser um Copila em alguma empresa aérea??

    Adoro o blog!
    Beijos

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Sim.

    • Marcos Véio
      3 anos ago

      Paaaaaaaaaaaaaara tudo!!!

      Sua família tem um PC-12 NG. Okay (!?)

      E vc quer empurrar manete na linha aérea!? É isso mesmo!?

      huuuuuummmmmm. No mínimo estranho.

      • raulmarinho
        3 anos ago

        Não deve ser isso… A pergunta era “em tese”, pelo que entendi.

  6. Lucas
    3 anos ago

    Senhores, por isso que a aviação está tão ruim, porque existem pessoas que acham normal voar apenas para ganhar hora, e defendem isso com unhas e dentes, realmente a classe dos pilotos não é unida e nunca vai ser, cada um se preocupa com seu próprio umbigo, vivi essa realidade, pilotos que voavam, a troco de horas de voo, é lamentável ouvir isso; num curso que se gasta muita grana em pouco tempo, pilotos se satisfazem em voar de graça e postar fotinhas no facebook, Sou Ex Cmte de Pilatus PC 12, já vi muita coisa ruim por esse Brasil, mas cada dia me surpreendo negativamente.

    • Southpilot
      3 anos ago

      Exatamente. Está faltando os aviadores encararem que é uma profissão, um trabalho e como tal deverá ser remunerado. Pessoas dependem desse dinheiro para sobreviverem. É muito oba oba e pouco profissionalismo.

  7. Denis Rodrigues da Silva
    3 anos ago

    Eu penso que as bolsas ajudam sim! Porém não é a forma ideal para formação aeronáutica atual. Acho que o objetivo das bolsas foca em apenas lançar mais pilotos brevetados no sistema seja PP ou PC. A preocupação no momento é de fazer a “engrenagem girar”, promovendo oportunidades para aqueles que já são profissionais na área e desejam ingressar ou reingressar no mercado de trabalho na aviação civil, atribuindo estágios ou programas trainee de voo, como forma de qualificar a mao de obra parada por falta de oportunidade ou por queda na demanda na aviação. Esses programas deveriam ser adequados para as cias aereas, taxi aereo e outras empresas ligadas na area da aviação.

  8. Carlos Barros
    3 anos ago

    Raul. Meu filho, com 23 anos de idade, acabou de ser contratado por uma empresa aérea e posso dizer o seguinte: É muito difícil participar de um processo seletivo de uma empresa aérea; não basta ter todos os cursos e os penduricalhos se o piloto não tem, no mínimo, ICAO 4 e um determinado número de horas de voo que varia de empresa para empresa. Meu filho fez todos os cursos desde PP, PCA, MLTE, trabalhou como INVA, além de PLA teórico, etc. Era estudo dia e noite, sábados, domingos etc. Muita dedicação, também. Para quem pensa que chegar como copila numa empresa aérea sem estudar e sem dedicação, pode ir tirando o “cavalinho da chuva” pois sem entrega e persistência o candidato não vai a lugar algum. As provas de seleção são todas ,eu disse todas, em inglês. Portanto, não é com uma bolsa de estudo que o aluno (a) vai chegar a sentar no cockpit da aeronave do lado direito.

    • Quanto mais tento entender, menos entendo....
      3 anos ago

      Participei da seleção na GOL e a prova foi inteiramente em português, e muito fácil por sinal. Outra coisa, tem pilotos na Azul que não sabem nada de inglês, digo nada de nada em inglês.
      Considero um tanto quanto estranho dizer que “bolsas” não resolvem o problema. O que resolve o problema, é a melhoria da economia e investimentos em infra-estrutura
      Tão estranho, que “bolsas” são dadas para os melhores estudantes em geral, portanto um bolsista vai se esforçar muito mais do que um “playboyzinho”.
      O que fez seu filho entrar em uma linha aérea, foi provavelmente o “Q.I” que ele tem para poder participar da prova. Se estudar bastante e ter ICAO4 fossem sinônimo de emprego, grande parte dos desempregados, estariam voando.

      • Alex
        3 anos ago

        Concordo plenamente.

      • Anderson
        3 anos ago

        Tá certo Quanto mais tento entender, menos entendo….!!
        Não entendi a desse pai vir falar essa bobagem aqui! Puta sacanagem isso que ele escreveu!
        Conheço caras com 29 anos que dominam o avião e suas teorias 100x mais que o filho dele e estão ai esperando…
        Tem caroço nesse angu!!

        • Quanto mais tento entender, menos entendo....
          3 anos ago

          Na verdade, entendo a felicidade dele. Não sou pai, mas imagino o orgulho que ele sente. Só não acho de boa política, deixar a conotação de que o grande desemprego no setor é diretamente ligado a incomPeTência dos profissionais disponíveis.
          O cara muito deslumbrado acaba evidenciando a babaquice.

        • Carlos Barros
          3 anos ago

          Não tem caroço nenhum no angú. Simplesmente tem muita gente com 29 anos que é “braço duro”; a idade não quer dizer nada. Conheço copila com 21 anos que voa na GOL e não teve QI.

          • Quanto mais tento entender, menos entendo....
            3 anos ago

      • Carlos Barros
        3 anos ago

        Para início de conversa, não conheço ninguém em Cia Aérea para dar um “empurrãozinho” em quer que seja. Tudo que consegui na vida foi com muito sacrifício; e tem mais: se você quer saber eu financiei todas as horas de voo dele junto com a minha esposa e com a irmã dele. Somente uma coisa meu amigo: na turma dele que fez o processo seletivo eram 50 candidatos, foram aprovados em todas as etapas apenas 08 candidatos para a prova final de simulador e desses 08, 2 (dois) foram reprovados pois não sabiam fazer manobra básica de voo. Portanto, vai nessa que um QI é tudo e não estuda para ver se você não ficar olhando os aviões no espaço. Só para você a empresa que ele voa é a COPA AIRLINES. Se não tiver INGLES e não souber voar, não entra.

        • Quanto mais tento entender, menos entendo....
          3 anos ago

          Meu amigo, já levei uma “bronca” do editor deste blog por dar um “toque” para outro usuário a despeito de conteúdo não relacionado com o post que estamos alimentando.
          Mas dessa vez estou certo de que você já começou sua interação contando, o que pra mim é o pseudo-caso do seu filho que tem tudo pra ser “mega pica das galaxias”.

          Estou aqui pra discutir com respeito e educação sobre “Bolsas para pilotos & empregabilidade – retomando o assunto das barreiras à entrada nos cursos de PC”
          E realmente não estou interessado em saber a biografia do seu filho.

          Mas já que não filtrei direito, gostaria de dizer que suas postagem soam muito mentirosas e de alguém que tem pouco conhecimento em aviação. Primeiro diz que todas as provas nas e empresas aéreas são feitas em inglês o que é totalmente fora de questão.

          Mas a pior de todas foi essa aqui ” foram aprovados em todas as etapas apenas 08 candidatos para a prova final de simulador e desses 08, 2 (dois) foram reprovados pois não sabiam fazer manobra básica de voo “. Nunca ouvi o termo “prova final de voo”, conheço o termo, ” voo de check”. E o mais incrível de todas que me fez rir muito, é saber que o instrutor de simulador com muito pouca experiência, só foi capaz de notar a incapacidade do candidato ao fazer “manobras basicas” justamente na ” prova final de simulador ” ?

          Mas o titio vai te ensinar uma coisa, no simulador, manobras básicas são feitas nas primeiras aulas, e se fosse necessário reprovar o pseudo candidato, isso seria feito nesse momento, e não na “prova final de simulador”.

          Para terminar, gostaria de pedir ao Raul que por favor exclua minha “conversa” com esse comediante. Afinal, pessoas que queiram dar uma opinião construtiva, podem desistir ao ver as últimas postagens no meu modo de ver não tem nada que possa somar à aviação e aos pilotos e futuros pilotos que buscam informação de qualidade neste blog.

          • raulmarinho
            3 anos ago

            Prezado, eu estou sendo tolerante quanto às suas postagens, mas vc chegou ao limite. Contenha sua agressividade, por gentileza. Não vou excluir o que foi postado até o momento, mas peço que vc mude a sua postura no debate.

            • Quanto mais tento entender, menos entendo....
              3 anos ago

              Ok, vou deixar de postar, afinal isso não levará a lugar algum.

  9. Anderson
    3 anos ago

    Tudooooooooooo Crazy!!!

  10. Southpilot
    3 anos ago

    Olá Raul, li os seus dois posts e acho salutar a discussão a respeito desse tema e importante que se busque alternativas. Acho que a principal razão de existir um excesso de oferta de pilotos no mercado é a mercantilização da formação aeronáutica. Ah, mas uma escola não pode pensar em lucro? Claro que pode, deve! O problema foi a propaganda (muitas vezes com escolas e faculdades por trás) há alguns anos de que existiria falta de pilotos no Brasil e o verdadeiro comércio desenfreado que surgiu depois disso. Muitas escolas surgiram desse tempo em diante e uma verdadeira indústria de formação em massa foi montada. Alunos surgiram atraídos por essa onda de falta de pilotos e porque achavam que o salário é excelente. Muitos ficaram pelo caminho, mas mesmo assim teve gente se formando mais no oba oba do “excelente” salário do que paixão pela coisa mesmo.
    Por mais que exista diversas exigências para a abertura e homologação de uma escola de aviação, a fiscalização por parte da ANAC é extremamente deficitária e fácil de ser burlada. Já vi exemplos em que o INSPAC liga pra escola pra avisar o dia que iria e o que ia fiscalizar. Óbvio que todos os problemas desaparecem como um passe de mágica no dia da vistoria. O resultado foi uma proliferação de escolas ruins que prestam um desserviço a aviação. O aluno, em sua parte, se interessa apenas em “cumprir” as etapas e o resultado é mais um péssimo profissional no mercado.
    Fui inva durante 3 anos em uma escola de aviação e durante esse tempo vi verdadeiros absurdos. Os donos passaram a se interessar por $ e viram que aluno ruim ficando mais tempo na formação era péssimo para o bolso deles. O ideal era que se formasse e passasse a vez para outro (Alta rotatividade). Então, quando começávamos a reprovar alguém, parar a instrução e cobrar uma reunião da diretoria para discutir o caso de A ou B, o que ouvíamos era de que era ruim ‘embarreirar” o aluno e mesmo sem recomendação dos invas os referidos alunos iam para o cheque e….passavam! Era extremamente injusto ver um excelente aluno com a mesma carteira que um péssimo aluno, mas acontece e como muito bem lembrado por você, acontece do péssimo aluno ser rapidamente absorvido pelo mercado (QI) e o bom aluno ficar penando para arrumar algo.
    Alguns pontos que considero fundamentais:
    – Formação: Passou da hora de existir uma profunda reformulação nos currículos teóricos de PP e PC e na parte prática. É um absurdo, um piloto profissional se formar com apenas 8 meses de aula teórica (PP + PC). Diversas outras matérias deveriam ser estudadas, matemática, geografia, meteorologia (Não somente a parte aplicada a aviação), básico de projeto aeronáutico, investigação de acidentes, legislação aeronáutica (Um verdadeiro absurdo pilotos se formarem e trabalharem sem conhecer o mínimo do mínimo da legislação ao qual são regulados e cobrados), etc.
    Acredito também que é necessário um maior uso de simuladores durante a formação (Não somente o IFR) com o treinamento de diversos fatores que é impossível treinar no voo real. Por exemplo, a simulação da pane de motor e de outras panes. Em simulador seria possível treinar até o momento do pouso forçado ou impacto com o solo e ver a reação do aluno. Seria possível cobrar mais a respeito do gerenciamento de voo e tomada de decisão (lembrando que no avião o inva está sempre ao lado resguardando tudo e muitas escolas não liberam o voo solo tão facilmente). Ah, mas não existe simulador pra treinar esse tipo de coisa…Eu não acho esse um problema difícil de resolver.
    Uma profunda remodelação nas manobras e exigências nos voos práticos é necessário também. Até não vejo muitas alterações no PP, mas no PC…um exemplo é a exigência de 50 horas de navegação visual. Na prática, o que se vê é uma repetição de pequenas navegações. O aluno acaba navegando sempre de A para B, de A para C, de A para D, navegações de no máximo 100 MN e em uma delas se tem o cuidado de fazer a longa e pronto…cumprido mais um requisito. O PC se forma sem conhecer o mínimo de tecnologia, teoricamente sem nem saber ligar um GPS quiçá operar uma aeronave G1000.
    Durante o IFR é exigido voo ou a combinação de voo + simulador com treinamento de diversas manobras mas em geral se treina NDB e VOR. O aluno sai sem ter o mínimo de conhecimento em RNAV…Em resumo, acho que necessário a combinação: Reformulação do teórico + simulador + Reformulação do prático.
    – Avaliação e cheque: Não sei até que ponto é interessante as escolas terem um checador cadastrado/ vinculado. Já vi muita tramóia por parte das escolas. Tem lugar que o checador sequer aparece para o voo (A escola tem o cuidado de marcar o cheque em um dia que o mesmo não esteja em voo profissionalmente) , nesses casos, algum inva da escola faz o voo se passando pelo checador. O checando reclama? Não, acha ótimo…e mais uma etapa “cumprida”. Existe casos em que a escola pede para o checador dar uma forcinha para o checando, isso quando o checador não é o próprio dono da escola. Tem gente que fala..ah mas o checador tem responsabilidade jurídica…claro que tem, mas na prática…Não tenho uma opinião formada a respeito de como melhorar esse ponto…talvez uma maior fiscalização já que depender de INSPAC da ANAC é osso também…Ou então, após checado na escola, passar por uma avaliação rigorosa na ANAC teórica e avaliação prática por amostragem. Se passar, recebe a CHT. Lembrando que algo parecido já acontece no teórico. O aluno precisa ser aprovado no curso para poder prestar a banca e só assim tem o CCT.
    – Bolsas: Não sei até que ponta a bolsa para uma quantidade pequena de pessoas resolve alguma coisa. Lembrando que o fator condição social não foi levado em consideração em outras edições. Vi muita gente com carro zero, com boa condição social e que eram bolsistas…afinal o pré-requisito era apenas classificação na prova. Talvez fosse mais importante a disponibilização de uma linha de credito com boas condições de pagamento após o término do curso (Afinal não se consegue emprestar bilhões pra Friboi com juros baixinhos e pgto a perder de vista?). Acho que beneficiaria mais gente.
    Desculpa pelo o tamanho do comentário, acho muito interessante a discussão e tomara que consigamos efeitos positivo no futuro.

    • Quanto mais tento entender, menos entendo....
      3 anos ago

      Desculpe, mas o debate aqui é sobre empregabilidade e não sobre formação básica em aviação.
      Li sua opinião a respeito das “bolsas”, linha de crédito seria uma boa, mas as instituições financeiras, possuem diretores e gestores que estão longe de serem tolos, e qual seria a justificativa ao dar empréstimos para futuros pilotos, sabendo que a chance do mesmo não conseguir emprego é alta, e por consequência a inadimplência também.

      • Southpilot
        3 anos ago

        Se ler atentamente os posts do Raul e a maioria dos comentários que seguem verá que a formação é uma questão central do que estamos tratando. Impossível achar que não tem nada a ver com empregabilidade quando se fala justamente de excesso de pilotos no mercado e da falta de qualificação destes…
        Quanto ao financiamento, é possível sim, da mesma forma que hoje alguém com baixa renda consegue financiar uma faculdade particular de pedagogia…Que garantias o banco tem de que após formado a pessoa conseguirá um bom emprego e que pagará o financiamento?

        • Quanto mais tento entender, menos entendo....
          3 anos ago

          Não concordo com a opinião de que a maioria dos pilotos que estão desempregados, seja por falta de qualificação. Como explicar então como grande parte desses desqualificados e incapazes, foram contratados no Booom de 2010?
          É simples, quanto maior a oferta de mão-de-obra, maiores serão os requisitos, ou seja, voce é desqualificado hoje, mas amanhã ninguém sabe o que o mercado irá ditar.

          Gostaria de deixar claro, que qualquer instituição que “financia” alguma coisa, está em busca do lucro através de juros. E como todos sabem, todo negócio tem seu risco, e o risco das “financiadoras” é a inadimplência, seja de um pedagogo ou um piloto.
          Existe muita diferença entre ganhar uma “bolsa” para entrar em um mercado de trabalho restrito, do que ir por vontade própria buscar um financiamento e ficar responsável pela sua quitação.

          • Southpilot
            3 anos ago

            Sugiro você reler os posts e comentários novamente (que são extensos) e ver aonde que é feita a associação de que pilotos estão desempregados por serem desqualificados. Muito pelo contrário, foi falado de que ocorrem casos em que pilotos totalmente desqualificados conseguem uma colocação no mercado de trabalho e de que bons pilotos ficam de fora, sequer conseguem um convite para uma seleção.
            A chave da questão é a grande quantidade de pilotos versus poucas vagas disponíveis e o que fazer para equilibrar essa balança. Esse boom de 2010 que você citou e de que sim, pilotos de todos os tipos conseguiram mais facilmente uma colocação foi responsável por uma enxurrada de novos pilotos no mercado nos anos seguintes, achando que o momento 2010/2011 ocorreria novamente e ludibriados pelas falsas propagandas. Como disse, uma indústria de formação em massa ocorreu e certos requisitos (Que não são tão altos assim) foram relaxados…Então, nada mais salutar do que buscar reequilibrar a balança do mercado de pilotos com um maior rigor na formação o que seria bom na melhoria do nível bem como o incremento de segurança de voo (É fácil perceber o aumento nos acidentes/incidentes nos últimos anos e nos fatores contribuintes associados).
            Quanto ao financiamento e ao lucro etc…concordo que nenhuma instituição financeira coloca dinheiro em algo que é prejuízo certo. Mas você pode verificar que linhas de financiamento foram criadas pelo governo nos últimos anos com o intuito de financiar faculdade privada de alunos de baixa renda (É feito um estudo social do candidato). E realmente existe, seja para um futuro pedagogo, advogado, médico, assistente social…Você quer mais risco do que certas profissões de nível superior saturadas no mercado e de que o salário inicial é mais baixo do que muito emprego de nível médio (técnico)? Então, é possível sim a criação de uma linha de financiamento, intermediado pelo governo a fim de financiar não só faculdade como cursos práticos de um postulante a piloto comercial.

            • Quanto mais tento entender, menos entendo....
              3 anos ago

              Respeito sua opinião e entendi seu ponto de vista que é baseado também na sua formação como INVA. Não sou INVA e não posso formar uma opinião a respeito da qualidade da instrução oferecida atualmente.
              Não estou aqui dizendo que todo PC disponível no mercado é profissional e qualificado. Existem profissionais bons e ruins em todas as áreas. Acredito que o aumento no índice dos incidentes/acidentes, ocorrem por manutenção de péssima qualidade aliada a falta de fiscalização da ANAC. Isso é muito fácil de perceber na região norte. Também me parece que a Anac está ciente disso, e está mais empenhada em fiscalizar os pequenos taxi-aéreo do que as escolas de aviação.

              abraço…

              • Quanto mais tento entender, menos entendo....
                3 anos ago

                Esqueci de um detalhe do seu post. Realmente, voce tem razão ao dizer que pilotos muito experientes, são preteridos por menos experientes. Ai entra a questão do “Q.i” que o Raul explica bem aqui no blog.

      • raulmarinho
        3 anos ago

        1)O debate aqui é sobre empregabilidade E sobre formação aeronáutica – que, aliás, são os temas do blog.

        2)Quem disse que “linha de crédito” se restringe a financiamento bancário? E o FIES, p.ex., é o quê?

        • Quanto mais tento entender, menos entendo....
          3 anos ago

          Estou ciente de que o blog também trata de formação aeronáutica, mas pensei que a finalidade desse post especificamente era debater sobre o tema das bolsas e também sobre barreiras aos PCs que está totalmente atrelado a empregabilidade.

          Quanto ao FIES, acessei o site http://sisfiesportal.mec.gov.br/pesquisa.html e descobri que o curso de aviação civil da faculdade anhembi morumbi está incluso no programa. Não sei se a formação prática faz parte do pacote.

          Não estou aqui para causar nenhum tipo de conflito, estou aqui para somar idéias e prol da melhoria da aviação. Não sou dono da verdade e nem tenho pretensão de ser.

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Excelente comentário!

  11. daniel b
    3 anos ago

    quem disse que essas bolsas são para pobres?

  12. Marcelo Busana
    3 anos ago

    Acompanho este blog a um ano, li agora os comentarios desta sua ideia, na minha percepção temos que fugir da complicacao, pontos, notas, seleçao vai gerar burocracia e nisso ja somos campeoes. Sem contar a possibilidade das escolas darem seu jeitinho para atrair alunos. Infelizmente em qualquer profissao quem dita as regras é o mercado, se o proprietario arrisca pagando pouco para alguem com menor experiencia ou conhecimento ele que no final pode ser prejudicado. Assim quando vc contrata um advogado, um medico, um pedreiro, um tecnico qualquer. Tem uma coisa que noto é a falta de empenho do aluno e nisso nao é o estudo do aluno que faz mudar.
    Acho que tocaram no ponto certo de uma prova oral mais bem implementada, no resto e torcer por melhores conteudos exigidos e com a lei de mercado, oferta e procura, sem burocracia.

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Em termos… Vc não pode montar uma Faculdade de Medicina de qualquer jeito, e não pode fazer vestibular de qualquer jeito. Mesmo sendo o mercado quem regula a ofertaXdemanda de alunos de Medicina, essas instituições têm que seguir determinadas regras também.

  13. Cadu
    3 anos ago

    Estagio não remunerado infelizmente muitos já fazem na pratica… A profissão tem que se profissionalizar e não regredir.. Estagiário de multinacional, ganha mais que inva…

  14. Quanto mais tento entender, menos entendo....
    3 anos ago

    Creio que impedir pessoas que tenham condições próprias e que queiram se formar aviadores não devem ser impedidos de tentar ter êxito na profissão. Não precisa ser Phd em economia, para saber que isso levaria a falência muitas escolas de aviação, que por sinal já enfrentam dificuldades.
    Imagino que o bom senso é bem vindo em qualquer situação. Portanto, na minha opinião, considero que impedir os interessados que possuam recursos próprios seria maléfico para as instituições de ensino, e ao mesmo tempo, estaremos usando dinheiro desse fundo, para formar aviadores que sem os tais “penduricalhos”, terão suas chances minimizadas.

    Esse projeto de dar “bolsas” deveria ser efetivado em áreas de trabalho onde haja demanda por mão de obra, como médicos ou engenheiros por exemplo. Entendo o ponto de vista romântico de como seria louvável poder dar acesso aos mais pobres, mesmo que sejam só quinze PCs.
    Seria como dar a “chave” para o sonho de ser aviador, mas ao mesmo tempo, não dar a porta pra ele abrir.

    Sei que esse assunto abrange muitos fatores. Mas como ficaria o re-check do bolsista, o fundo serviria para patrocinar a renovação das “carteiras” caso o mesmo não consiga emprego?

    • Quanto mais tento entender, menos entendo....
      3 anos ago

      Pareceu meio ” off topic” mas o assunto está atrelado….

      • raulmarinho
        3 anos ago

        Pois é, eu acho que também deve haver barreiras para as escolas, pois muitas não têm a menor condição de permanecer funcionando.

        • Quanto mais tento entender, menos entendo....
          3 anos ago

          Concordo, imagino que exceto a EJ, a grande maioria devem estar com problemas sérios.
          Não sei como é hoje em dia, mas antigamente, os Aeroclubes recebiam ajuda do governo.

          • raulmarinho
            3 anos ago

            Na verdade, a maioria das instituições está enfrentando problemas devido á crise econômica do país aliada ao estouro da bolha do “apagão de pilotos”. A diferença é que as escolas deficitárias fecham muito rapidamente – o empresário não suporta muito tempo com prejuízos -, enquanto que os aeroclubes acumulam suas dívidas por anos, até ser impossível continuar.

            • Quanto mais tento entender, menos entendo....
              3 anos ago

              Ok, esclarecido !

    • Igor Ponce
      3 anos ago

      Pra medicina, engenharia e demais outros cursos existem Faculdades Públicas, onde o ser por mérito de estudo pode entrar e cursar…. Já aviação… Você pode estudar igual um condenado, engolir os livros, ter “honra ao mérito”, mas se não tiver dinheiro nada adianta. Ou seja, se algum jovem sem condição, quer levar a formação de aviador como formação profissional, vai ter que trabalhar, e geralmente sem formação e novo, os trabalhos que vai conseguir no máx, de 2 salários mínimos que hoje pagam quantas horas? 4h/mês… Isso é, se não tiver que ajudar a família também.

      • Quanto mais tento entender, menos entendo....
        3 anos ago

        Não vou citar nomes, mas quem quer consegue. Conheço um rapaz negro era gerente de um mercadinho de bairro, e hoje é copila na GOL.
        Concordo com você, a profissão requer recursos financeiros durante a formação.
        Não considero errado, incluir pessoas sem condições financeiras na aviação. Só penso que não é o momento certo, haja visto que o desemprego é grande.
        Não tenho opinião formada, sobre a criação de barreiras para novos PCs.
        Mas quanto a “bolsa” sou totalmente contrário. Nem mesmo o bolsista será beneficiado com isso.

        • Igor Ponce
          3 anos ago

          Quem quer consegue sim, independente do emprego que conseguir, seja 1 ou 2 salário oq importa é manter o foco, e disso eu tenho mais que certeza! A unica diferença é o tempo de formação que pra uns é de 1 ano e para outro é de 6,7… Agora, se o processo seletivo for algo concreto, sem peixada e com base de conhecimentos teóricos, não vejo o pq de dar oportunidade pra essa galera

    • saco cheio
      3 anos ago

      Perfeito.
      Algum petista já está pensando em “cotas” para pilotos.
      Seu comentário foi perfeito.

  15. saco cheio
    3 anos ago

    caro cleverborges… quer trabalhar de graca?? em troca de horas de voo?? va fazer trabalho comunitario….existe um monte de entidades carentes que adorariam te conhecer.

    • cleverborges
      3 anos ago

      Óbvio que eu e ninguém quer trabalhar de graça meu caro. Não é caridade, filantropia ou sei lá como queira chamar.Afinal de contas todos aqui sabemos o caminhão de dinheiro que se investe para conseguir as carteiras, checks e tudo que é necessário para uma formação mais completa possível, e o objetivo creio eu que dá maioria, é recuperar esse investimento trabalhando e ganhando dinheiro! Quando disse ” não remunerado mesmo” foi no sentido que em ÚLTIMO CASO, para efeito de captação de horas necessárias, não seria totalmente ruim! Um PC recém checado não tem porta escancarada com 150hrs.Em Setembro pode ser que para a obtenção de carteira de INVA seja necessário 200 pic, ou seja, um PC novato tem em média 70 hrs pic e para se tornar INVA que geralmente é a primeira opção para quem está começando (por vocação, pelas horas, pelo emprego) vai faltar hrs. Resumindo, uns R$50mil em horas! Ao contrário do que estão achando aí, assim como qualquer um aqui, o que eu quero é colher dos frutos que semeei! E outra. Estágio sem remuneração para fins de experiência existe em diversas áreas! E curso multi entenda como um “penduricalho indispensável”, pois existe sim, embora mais restrita o Comando de mono! lembramos também que Pilates e Socata é classe mono!

      • saco cheio
        3 anos ago

        seu caso é dificil…. que aeronave é essa..Pilates??? seria um Pilatus?? é isso que dá…quer trabalhar de graça…não sabe nem o nome do avião….

        • cleverborges
          3 anos ago

          Corretor ortográfico do celular amigo! Isto não vem ao caso pois você sabe qual é a aeronave!

  16. saco cheio
    3 anos ago

    se multi motor eh “penduricalho” , o que seria basico??

    • raulmarinho
      3 anos ago

      O termo “penduricalho de currículo” foi cunhado por mim num artigo para o Canal Piloto em 2011, e eu me referia aos itens que o piloto agrega após a formação básica de PC: ICAO-test, Jet Training e PLA teórico. Não considerava a faculdade um penduricalho naquele artigo e deixei a questão do MLTE+IFR à parte (embora essas habilitações possam ser consideradas “penduricalhos” também, já que a formação básica de PC é VFR+MNTE). De qualquer maneira, essa discussão nem é necessária, uma vez que as bolsas ora em discussão já contemplam as habilitações MLTE e IFR.

  17. saco cheio
    3 anos ago

    Multi motor eh um “penduricalho”?? Realmente nao falta mais nada….

  18. Marcello
    3 anos ago

    Eu sou a favor do estágio remunerado (bolsa-auxílio), como acontece com qualquer estagiário de qualquer área, é no começo que o camarada mais precisa dessa ajuda. Acho válido.

  19. Kadu Lemes
    3 anos ago

    Acho que o mais eficiente para melhorar o nível dos profissionais seria a existência de barreiras na “saída” dos cursos. Uma maior exigência nos exames teóricos, cheques teóricos orais nos moldes da FAA e cheques práticos mais rigorosos obrigariam as escolas a nivelar seu ensino “por cima” e quem não conseguir acompanhar fica pelo caminho. Juntamente com a avaliação dos alunos, as escolas também deveriam ser avaliadas, as que demonstrarem desempenho insatisfatório perdem sua homologação.
    Tenho esse pensamento apenas para melhorar o nível da formação, não concordo em impedir/restringir a formação de novos profissionais por questões de saturação do mercado.

    • Paulo
      3 anos ago

      Raul, criar barreira na entrada só é bom no curto prazo.
      Pense no seguinte: daqui 2, 3 anos. Poucos pilotos saindo dos aeroclubes, mercado contratando normalmente… ou seja, eles terão muita chance de serem contratados. Isso é bom, porém, imagine em nosso país como será o compromisso das escolas com esses alunos? Ainda menor do que hoje. O dono de escola terá o pensamento que o “aluno fará qualquer coisa” para obter as carteiras, já que a chance de emprego é alta. É colocar a lei da oferta e procura contra o aluno. Com certeza teríamos menor quantidade de alunos voando e precisando sair para começar a trabalhar, ou seja, duplo aumento em horas de voo.

      Penso que o melhor é exigir avaliações realmente competentes para que os capazes obtenham as carteiras (merecidas de fato!) e deixar o mercado de formação livre para tentar atrair os alunos com melhores preços, mais disponibilidade de voos, melhores equipamentos e a melhor média de aprovação nos CHEQUES.

  20. cleverborges
    3 anos ago

    Programa de estagio não remunerado mesmo, apenas para efeito de acúmulo de horas e experiência seria excelente, com algum tipo de desconto ou isenção tarifária para o explorador/proprietário da aeronave como incentivo ao programa de Training. Penduricalho caro como multi por exemplo (media de R$ 16.000,00) poderia ter um incentivo no combustível, taxas e impostos!

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Por que não remunerado, se todos os demais estágios e programas de trainee o são?

      • cleverborges
        3 anos ago

        Se for remunerado ótimo claro, na realidade seria o ideal, mas não o sendo não seria de todo ruim. Até porque futuramente quando os mínimos necessários para obtenção de carteira de INVA se alterarem, essas horas em PIC para recém formados PC serão de grande ajuda!

      • Marcos Véio
        3 anos ago

        “Programa de estagio não remunerado mesmo”

        A única coisa que trabalha de graça que conheço é relógio, e mesmo assim, precisa de corda ou pilhas. Essa mentalidade de piloto querer acumular hora a qualquer custo (ou nenhum no caso) é de cair os butiás do bolso.

        • cleverborges
          3 anos ago

          Entenda. A questão da não remuneração seria válida apenas para o estágio da formação, como a obtenção das horas mínimas para INVA caso mude a regra no futuro como já citei! Entenda que isso é melhor do que canetada. E muita gente já voa de graça em aeronaves de conhecidos ou amigos para este fim! E concordo com você que nem relógio trabalha de graça, mas o caso aqui é mais focado na questão da formação, ou seja, mínimos necessários.

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