Aviation Week: “Active Sidestick Controls Make Commercial Debut”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Sabe aquela velha discussão manche X sidestick? Pois então, parece que ela deixará se fazer sentido num futuro (bem) próximo – pelo menos, é o que se conclui ao ler este artigo da Aviation Week: “Active Sidestick Controls Make Commercial Debut“. Basicamente, a ideia é a seguinte: com a importação pela aviação civil da tecnologia de Active Sidestick Controls, vinda das aeronaves militares, todas as vantagens dos sidesticks (melhor ergonomia, com mais proximidade do piloto com o painel, viabilizando o uso de telas touchscreen) poderão ser aproveitadas, enquanto que a sensibilidade dos comandos que os manches permitem seria propiciada pelo sistema de controle ativo. Quando isso se tornar comercialmente viável, quem é que vai querer manter os manches na frente dos pilotos? A Boeing, por uma questão de “tradição”?

2 comments

  1. O B777 já é FBW, e no entanto a Boeing manteve o manche. Acredito que não seja só por tradição, há razões econômicas de linha de produção, bem como o fato de que existem certas “comunalidades” (perdoem o “aportuguesamento” na marra) que permitem ao B737NG (com integral PFD) ser a plataforma de início para o B777 e para o B747-800. Espero que aprimorem mesmo os mecanismos de backup e os feel computers nesses side sticks, pq “pilotar” um avião como se fosse um videogame (i.e. sem sensação de carga aerodinâmica alguma e sem ter que trimar manualmente) está entre as razões que desestimulam o aviador a voar manualmente e o tornam cada vez mais dependente da automação (“positive rate, gear up + autopilot on!!!”). As conseqüências se multiplicam nos noticiários. E não adianta dizerem que “o futuro é esse” e bla-bla-bla. O problema é presente e olha que esses aviões que estão se esborrachando no chão (ou na água) ainda nem ficaram velhos. Alguém aqui se imagina viajando em A320’s ou A330’s de 40 anos de idade ou mais, como ainda se voa em B737-200s ou B727s??? Eu não.

  2. Enderson Rafael
    3 anos ago

    A ideia é boa, mas a Boeing, pelo que mostram seus novos modelos, parece bastante decidida por qual linha seguir.

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