EXCLUSIVO: CENIPA não reconhece como verdadeiras as informações do Estadão sobre a investigação do acidente que vitimou o Eduardo Campos

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Sobre o assunto do post publicado hoje mais cedo – “O Estado de S.Paulo: ‘Acidente que matou Campos foi sucessão de falhas humanas, conclui Aeronáutica’” -, informo que recebi com exclusividade uma mensagem do Dr. Georges Ferreira dizendo que o CENIPA não reconhece como verdadeiras as informações do Estadão sobre a investigação do acidente que vitimou o Eduardo Campos. De acordo com o advogado especialista em Direito Aeronáutico, sua fonte no CENIPA aformou que a matéria que foi manchete do citado jornal “não veio de nós, e está cheio de erros”. Neste mesmo sentido, o Cmte. Castanho, presidente do SNA, deu entrevista ao Jornal Hoje que acabou de ir ao ar dizendo que, ao contrário do que afirma a mesma reportagem, o piloto que estava no comando do Citation 560XLS+ havia recebido treinamento em simulador.

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Atualização das 15:58h: Neste link, as declarações do Cmte. Castanho, presidente do SNA, acima referidas, e a nota divulgada do advogado da família Campos, que reproduzo a seguir:

“NOTA
Com referência a matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, nesta sexta-feira, 16/01/2015, sobre as causas do acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos, estando habilitado nos autos como familiar da vítima e advogado, tenho a registrar o seguinte:
1-    É estranho que se tenha acesso às investigações da Aeronáutica e se divulgue conclusões antes da divulgação pelo órgão competente.
2-    Os laudos da Aeronáutica e do Cenipa (Centro de Prevenção de Acidentes Aéreos) tratam de possibilidades quanto a causa de acidentes e não são conclusivos, conforme é a técnica de tais laudos, primando eles por recomendações quanto a procedimentos de prevenção de acidentes aéreos. O Cenipa não está fazendo todas as perícias do caso e não pode ter uma visão global do acidente.
3-    Na data de ontem, 15/01/2015, tive uma audiência com o Procurador da República Thiago Nobre, na cidade de Santos, que prometeu a conclusão, possivelmente, do inquérito policial e civil para fevereiro/2015, pois ainda aguarda a conclusão de perícias e estas poderão ainda não ser definitivas sobre o caso, podendo ter provas complementares. Ele é o Procurador responsável pelo caso, tendo na Polícia Federal o Delegado Rubens Maleiner como a autoridade policial responsável pelo inquérito policial, que ainda não o concluiu.
4-    Após a divulgação oficial das conclusões das investigações da Aeronáutica, bem como a conclusão dos inquéritos civil e criminal em curso, iremos nos pronunciar sobre as causas do acidente. Até lá, é prematura a conclusão noticiada, até porque está pendente de conclusão relevantes perícias.
Antônio Campos
Advogado
OAB/PE 12.310”

5 comments

  1. Amgarten
    4 anos ago

    Para refrescar a memória de todos, segue o link da reportagem sobre o treinamento e check de um dos pilotos, lá nos EUA. Notem que na FAP consta que não foi feito procedimento NDB.
    http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/09/mpf-investiga-avaliacao-do-piloto-de-eduardo-campos-feita-nos-eua.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis
    Na época que o Raul publicou esta reportagem, muita gente criticou o Cmte Tito Walker, um profissional com mais de 13 mil horas de voo em várias aeronaves. Acredito que não tenham entendido a fundo a questão levantada por ele.

  2. Amgarten
    4 anos ago

    Vamos aguardar pelo relatório final mesmo, pois até lá tudo é especulação. Apenas para lembrar que um dos pilotos fez sim o simulador nos EUA e foi avaliado por avaliador americano, isso é fato. O que não é fato mas uma opinião minha, é que duvido que neste exame tenha realizado os procedimentos nos precários aeroportos brasileiros, especialmente no “inusitado” Eúnico de Santos. A conferir!

  3. José Luís
    4 anos ago

    No dia do encontro promovido pelo sindicato com o SPO da ANAC para falar de RBAC 61, o mesmo,SR Wagner se não falha a memória, usou justamente esse caso para exemplificar a necessidade do treinamento certificado pelo fabricante (que inclui o simulador). Ele disse algo do tipo” em um caso como esse como poderíamos justificar ter liberado um piloto sem o treinamento certificado para voar”.

    Algo estranho paira no ar e não drone, muito menos helicóptero.

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