Drones e APP’s de “carona” aérea: os novos desafios da aviação

By: Author Raul MarinhoPosted on
1231Views2

Seguem abaixo os links para duas matérias recentemente publicadas na imprensa internacional que representam bem os dois novos desafios para a aviação:

Drones – The Wall Street Journal: “A guerra entre pilotos e drones está no ar

Além da questão de segurança – de aviões e helicópteros colidirem ou terem que efetuar manobras evasivas para evitarem uma colisão -, há o fato de os drones serem concorrentes para aviões tripulados em determinadas missões, como aerofotogrametria, filmagens, e até pulverização agrícola. Não vai demorar muito, alguém vai realizar um voo experimental com passageiros, e num futuro talvez menos distante do que se imagina, a linha aérea sem pilotos seja uma realidade (para ser sincero, eu acho que isso vai ocorrer antes que se consiga eliminar a figura do copiloto em linha aérea).

APP’s de “carona” aérea – CBS News: “Flytenow grounded: FAA shuts down ride-sharing for air travelers

Por mais que a FAA diga que é ilegal – e, imagino, a ANAC teria a mesma opinião, se consultada -, os aplicativos do tipo ‘Uber Taxi’ para viabilizar “caronas” em voos da aviação executiva (’91 pura’) são praticamente impossíveis de serem coibidos. Porque se eu posto no meu perfil do Facebook que estou indo sozinho de S.Paulo para o Rio pilotando o meu Cirrus, e quem quiser vir comigo, que venha, onde está a ilegalidade disso? Daí, se o sujeito que pegou a minha “carona” quiser me ajudar no reabastecimento em Jacarepaguá, isso tornaria a operação ilegal? Se não, um “plus a mais adicional” para custear a manutenção, as taxas aeroportuárias, e os custos fixos da aeronave também não estariam fora da legalidade, né? (…Ou estariam?). E de “plus a mais” em “plus a mais”, chegamos exatamente ao que se convenciona chamar de TACA – sem, contudo, que seja possível dizer a partir de que ponto o voo deixou de ser uma “carona” legítima para ser uma operação de táxi aéreo fora das regras do RBAC-135.

Para pensar…

2 comments

  1. Fred Mesquita
    4 anos ago

    O TACA mais formal é, de muitas vezes, costume aplicada pelas próprias empresas de Táxi Aéreo, o qual registram pequenas aeronaves na frota da empresa mas fazem uso de aviões maiores como se fossem pertencentes à própria empresa, e esse costume é real e fácil de se encontrar. Na hora de passar a nota fiscal do voo, fazem o recibo como se o voo tivesse sido feito no avião menor da empresa. com parte do dinheiro que entra como “caixa 2” – ou seja, parte é formalizado na nota fiscal, outra (grande) parte não entra na nota. E por aí vai….

Deixe uma resposta