Caso PR-AFA: Ministério Público isenta pilotos de responsabilidade – e a questão do seguro da aeronave

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O Estadão – aquele mesmo jornal que afirmou que os pilotos do PR-AFA “não tinham a proficiência requisitada para conduzir o avião” – acabou de publicar em seu Portal (especificamente, no blog do jornalista Fausto Macedo) a seguinte notícia: “Procuradoria afasta responsabilidade de pilotos na queda de avião de Eduardo Campos“. Numa reviravolta no tom que o jornal estava dando na cobertura das investigações do acidente que vitimou o então candidato à presidência Eduardo Campos, agora o repórter do jornal escreve o seguinte:

O procurador [do MPF] destaca que o jato estava com a manutenção em dia e que piloto e copiloto tinham habilitação e estavam familiarizados com o equipamento. Além de terem treinamento para aviões semelhantes ao Cessna 560XL, “eles já conduziam aquela aeronave havia alguns meses e existia, inclusive, vinculação daqueles condutores à apólice de seguro firmada”, ressalta o procurador. Segundo regulamentos internacionais, era necessária a realização de cursos complementares, porém não houve exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nesse sentido, de acordo com as investigações.

Para quem afirmava até outro dia que os pilotos não eram proficientes, é uma grande mudança, não?

Mas o fato novo que realmente me chamou a atenção foi o trecho que diz que  havia “vinculação daqueles condutores à apólice de seguro firmada”, que consta no trecho da reportagem acima reproduzido. Ora, se a seguradora – que de boba não tem nada – aceitou aqueles pilotos na apólice, trata-se de  um claro indicativo de que aqueles profissionais estavam, de fato, proficientes na condução do PR-AFA.

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