Só prá lembrar…

By: Author Raul MarinhoPosted on
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…A ANAC foi criada pela Lei No. 11.182, de 27 de setembro de 2005, e começou a funcionar, efetivamente, somente em 2006 – tudo dentro do primeiro mandato do presidente Lula. Logo, pelo menos neste caso, a culpa não foi do FHC!

Bom final de semana!

10 comments

  1. Gabriel
    3 anos ago

    Caro Sr. Augusto Costa. Lamento profundamente a perda, minhas condolências a família.
    Eu como amante da aviação, fico pensando se o problema foi o caso do “por conta e risco” ? Será que um rv-10 é menos seguro que um boero ou paulistinha?
    Respeito e entendo sua colocação, porém pensar que a homologação por si só garante a qualidade e a integridade de seu ocupante me parece genérico, na minha humilde opinião irá tolir novos projetos e o usuário de aeronaves sem fins lucrativos.
    Quero agradeçer ao portal “Para ser piloto” pelos serviços prestados a aviação Brasileira.
    Fica o debate.
    Paz e Bons ventos!

    • Augusto Fonseca da Costa
      3 anos ago

      Caro Gabriel
      Grato por suas condolências. Você tem razão, há experimentais modernos mais seguros do que alguns homologados, principalmente os mais antigos. Não sou contra a aviação experimental. Só que estes modernos experimentais apresentam elevado grau de eletrônica e automação embarcada de alta sofisticação (e relativamente baixo custo), fato que complica a operação de “recreio” como é definida pela ANAC a aviação experimental. Caso de vários comandos de painel serem agrupados no manche facilitando acionamentos inadvertidos, como por exemplo acoplamento e desacoplamento de piloto automático, ajuste de compensador, flaps etc., que já causaram acidentes por insuficiência de treinamento dos pilotos de “recreio” (CPR). Nada contra também aos CPR, sou CPR também, mas nosso treinamento tem sido muito sumário para a sofisticação e velocidade dos experimentais modernos. Maior fiscalização na construção industrial (que finge ser “amadora” e de responsabilidade do usuário “construtor amador”), melhor treinamento principalmente em panes e a investigação de acidentes pelo CENIPA, certamente melhorariam substancialmente a segurança da aviação experimental, o que seria benéfico tanto para as indústrias quanto para os consumidores.
      Abraços, Augusto

  2. Piloteiro
    3 anos ago

    Se aparece alguém com saudades do DAC eu vou pular na garganta. um beijo para todos.

  3. anonymmous
    3 anos ago

    O problema nem é tanto a criação da ANAC, mas sim a forma como ela atua na regulação do setor aéreo.

    Sim, no momento a ANAC tá fazendo muita cac(*)

  4. Augusto Fonseca da Costa
    3 anos ago

    Caro Cmte. Raul Marinho, isso de “POR CONTA E RISCO DO USUÁRIO” é ilegal. Entre outras afronta o Código de Defesa do Consumidor, e não tem sido reconhecido pelo STJ. Somente serve de justificativa para a não investigação dos acidentes, o que é um absurdo e prejudica pilotos e fabricantes. Sou favorável à produção industrial de aeronaves leves, mas não a essa produção de pseudo-experimentais camuflada de “construção amadora”.
    Grato por seu comentário, Augusto F. Costa

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Pois é, eu também acho uma barbaridade essa história de deixar a aviação experimental por conta e risco do usuário… Não só em termos legais, mas por lógica mesmo: por que a vida de um usuário da aviação homologada deveria valer mais do que a vida de um usuário da aviação experimental? O problema é que, além das autoridades aeronáuticas, você vai lutar contra todo o resto da comunidade da aviação experimental: fabricantes, pilotos, todo mundo que continuar exatamente assim: operando por conta e risco, e quanto mais por conta e risco, melhor! Então, seu caminho será difícil, meu caro, mas se vc acredita nele, vá em frente!

      • Augusto Fonseca da Costa
        3 anos ago

        É verdade, mas felizmente, já se vê que nem todos os proprietários de experimentais e mesmo fabricantes estão entrando nesse contrassenso de que “por conta e risco do usuário” é melhor. Vários CPR aqui do Aeroleve estão fazendo carteira de PP e até PPH e PC.Tenho convivido intimamente com a aviação certificada e experimental desde a década de 80, pilotando ultraleves, anfíbios, bimotores e helicópteros. A questão principal é que todos nós, os atores desses setores da aviação tentamos fugir um pouco da infernal burocracia desde DAC até ANAC.
        No início a aviação experimental era de fato mais livre. Hoje sofremos todos os ônus da aviação certificada sem a contrapartida de termos aeronaves mais confiáveis e acidentes investigados.
        Os que ainda acreditam que dá para fugir dos entraves burocráticos com a aviação experimental aos poucos estão descobrindo que a relação risco/benefício e custo/benefício é cada vez pior.

  5. Augusto Fonseca da Costa
    3 anos ago

    Caro Raul Marinho
    Há menos de 2 meses perdi meu filho de 19 anos em absurdo acidente com experimental. Nas investigações a que procedi revelou-se que a ANAC vem fazendo de conta que fiscaliza a construção de aeronaves experimentais. Vou levar à frente ações específicas para denunciar e responsabilizar quem deveria cumprir o dever de fiscalizar e não o está cumprindo devidamente. Solicito contato e auxilio para esta cruzada a que me dedicarei para que ao menos a morte de meu filho deixe algum legado construtivo no sentido de moralizar a aviação experimental.
    Antecipadamente, agradeço eventual ajuda.
    Augusto Fonseca da Costa acosta@casadolagoclube.org.br

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Caro Augusto, eu lamento muito a perda do seu filho. Ocorre que a legislação sobre a aviação experimental caminhou exatamente neste sentido, o de deixar esse segmento da atividade aeronáutica por conta e risco do usuário, com a menor interferência possível das autoridades aeronáuticas – e isso com os aplausos das lideranças do setor, inclusive pilotos e fabricantes. Então, sua luta não será somente com a ANAC/DECEA/CENIPA, mas com todo mundo do setor.

  6. Gabriel
    3 anos ago

    Bem lembrado!

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