Azul desmente demissões – mas, na prática, reforça a tese levantada por este blog: o objetivo é forçar a liberação de recursos para o PDAR

By: Author Raul MarinhoPosted on
996Views3

A Azul emitiu uma nota desmentindo a matéria veiculada pela Folha de S.Paulo, que afirmava que a companhia estaria demitindo 700 funcionários, e fechando perto de uma dúzia de destinos – vide este post. Mas o interessante mesmo é que a referida nota reforça a tese levantada por este blog, de que, na realidade tudo seria uma manobra para forçar o governo a liberar recursos para o PDAR, o que fica claro neste trecho do comunicado:

(…)

Esclarece ainda que sua permanência em algumas cidades hoje servidas, depende da implementação do Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR). Caso não ocorra, a companhia não descarta a saída de alguns mercados.

A Azul acredita que o PDAR é fundamental para o crescimento do setor e do Brasil e espera que seja implementado o quanto antes para continuar a servir mais de 100 cidades no país e ainda poder ampliá-las.

Na verdade, o que está escrito acima é que as demissões irão, sim, ocorrer, caso o governo contingencie os recursos para a aviação regional. Ora, em “saindo de alguns mercados”, o que faz uma empresa minimamente séria em termos de gestão?

3 comments

  1. David Banner
    4 anos ago

    O governo vai SIM liberar os recursos para o PDAR. Mas não vai ser hoje. Nem amanhã. Nem depois.

    Podem ter toda certeza disso.

    Não tão conseguindo nem “pagar fogo na roupa”, como diriam no interior. Quem dirá fomentar aviação regional com subsídios.

  2. Paulo
    4 anos ago

    Vejo na “internet” que algumas pessoas ficaram indignadas com a “manobra” do gringo… ameaçar mandar embora 700 pessoas por cancelamento de destinos caso o GOVERNO volte atrás com o PDAR. Não sei até que ponto é ético, declarar na mídia demissão em massa, mas por um lado admiro a postura. A Azul acreditou no governo (pois também regional é o “core” de seu negócio…), começou de contratar mais gente, e agora o governo “empaca”. O que fizeram TAM, GOL, Passaredo? Lobby estão fazendo com certeza, mas a agressividade do David mostra como somos apáticos e acomodados. Quanto a ética de deixar sem tranquilidade 700 pessoas, não opino, porém, é o único que está sacudindo o governo e reclamando seus direitos de ter acreditado! É a “força” que todos reclamamos não haver no mercado… talvez seja ameaçando 700 pessoas que o emprego delas seja garantido neste ano, ou ao mesmo estendido…

    • Junior
      4 anos ago

      CEO: Mr. David. – O desembolso inicial para o lançamento da Azul foi de US$ 200 milhões, arrecadados com seus acionistas – a maior parte fundos de investimento.
      Após quase sete anos, 5% da Azul é vendida para a United por US$ 100 milhões visando dois possíveis objetivos se capitalizar e “acalmar” os acionistas, sinalizando que a empresa poderá ter valor de mercado de US$ 2 bilhões e que assim podem aguardar tranquilos pelo IPO.
      O valor de mercado da Azul é de “US$ 2 bilhões”?
      Ou é apenas uma especulação de mercado?
      Uma vez que o IPO não se concretiza, a economia não vai bem e deste modo precisava “acalmar” os acionistas.
      United não faria essa compra sem nenhuma exigência como todo negócio capitalista no mundo, United poderá estudar para a Azul comprar aviões da Americana Boeing, visando apenas operações dentro do Brasil com aviões da Embraer e com menor quantidade Boeing 737 MAX, rompendo com seu pedido com a Airbus (63 A320neo).
      Além de contar com um membro no Conselho de Administração da Azul e o acordo de codeshare que poderá apresentar a melhor viabilidade de rotas internacionais operadas amplamente pela United ou pela TAP do consórcio Gateway liderado pelo investidor David Neeleman.
      United, cliente antiga da Boeing, tem mais de 80% da sua frota de 700 aeronaves composta por aeronaves Boeing. A Boeing vem oferecendo melhores propostas para ganhar mercado, diante da concorrente Airbus.
      Como tudo gira em torno da economia, o empresário David já se parece mais com um “Manager” para a United, TAP e Azul e não mais um CEO.

Deixe uma resposta