ANAC acaba com o ‘ground school’ “solteiro” para habilitação de TIPO de helicópteros monomotores

By: Author Raul MarinhoPosted on
1047Views42

O Diário Oficial de ontem publicou a Portaria ANAC N°1186-SPO que “revoga a homologação” – ou seja: ‘desomologa’, cancela, cassa – todos os treinamentos de solo (‘ground school’s’) para obtenção de habilitação de TIPO de helicópteros monomotores do Brasil. Estava difícil de entender porque a ANAC estava fazendo isso até que amigos de uma escola de aviação me enviaram este documento, que é o que revela os motivos desta ‘desomologação’ e mostra qual é o modelo de treinamento que a ANAC quer que seja seguido doravante (ou a partir de 15/06, que é quando os ‘ground school’s’ atualmente oferecidos deixam de ter validade): Despacho ANAC N° 8/2015/GCOI/SPO/RJ.

Resumidamente, é o seguinte: a ANAC quer acabar com os ‘ground school’s’ “solteiros” para habilitação de TIPO de helicópteros monomotores e quer que os pilotos façam o treinamento de solo e de voo de maneira conjunta (‘casados’), na mesma escola e num mesmo processo de treinamento. Na verdade, isso até faz sentido, pois é assim que o RBAC-61 atualmente em vigor diz que tem que ser, só que a maneira como a ANAC (não) informou a mudança ao mercado causou um certo alvoroço… Espero que este post ajude a pacificar o ambiente de instrução de asa rotativa.

42 comments

  1. Matheus
    2 anos ago

    Boa tarde, tenho uma duvida.

    Caso um aluno que inicie pra fazer o PP-H prático em uma escola, faça o ground school da máquina que irá voar e voe 10 horas e logo após migre pra outra escola é necessário fazer um novo ground school na escola que irá voar futuramente e completar o curso?

    Desde já agradeço.

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      Na verdade, tudo mudou: agora há CLASSE também para helicóptero e a necessidade de endosso para modelos de aeronaves.
      Mas, na prática: se vc começa o PPH prático em uma escola voando R22 e vai para outra que também opere R22, nada precisa ser feito.

  2. Prezado Raul,
    O comentário é longo…
    Veja que em seu post vc escreve “a ANAC quer acabar com os ‘ground school’s’ “solteiros” para habilitação de TIPO de helicópteros monomotores e quer que os pilotos façam o treinamento de solo e de voo de maneira conjunta (‘casados’), na mesma escola e num mesmo processo de treinamento.”
    A ANAC não pode legislar baseada no que ela “quer”. Se as cabeças pensantes (ou não) da ANAC julgam ser necessário alterar algum regulamento, eles devem seguir o caminho legal para isso. Não podem simplesmente emitir uma portaria com base no que eles “querem”.
    Vamos analisar as justificativas apresentadas no Despacho nº 8/2015/GCOI/SPO/RJ (texto em itálico) para essa aberração que é a Portaria 1186:
    a) O RBAC61, apesar de ter em sua seção 61.213 os requisitos de treinamento de solo e voo para concessão de habilitações como itens distintos nos parágrafos (a)(2) e (a)(3), determina ser necessário o cumprimento integral de um programa de treinamento ou um curso completo para atendimento dos requisitos mencionados; (grifo meu)
    Onde, no RBAC 61, encontro isso?
    O 61.213(a)(2) e (3) determinam a necessidade de conclusão, com aproveitamento, do programa de treinamento de solo e de voo, respectivamente, sem qualquer menção a “curso completo”.

    b) O RBAC61 expressa claramente no parágrafo (b) da seção 61.215 a necessidade de cumprimento de treinamento conjunto (teórico e prático) em organização de instrução para revalidação de habilitação de tipo; (grifo meu)
    Este parágrafo do RBAC 61 diz o seguinte:
    61.215(b) Os treinamentos de solo e de voo para revalidação devem ser conduzidos:
    (1)…
    (2) em CTAC, escolas de aviação civil ou aeroclubes, para helicópteros monomotores;
    Aqui, o “conjunto” fica por conta do “querer” da ANAC. Sem qualquer amparo no Regulamento.

    c) Os cursos referenciados no RBHA 141 em seu item 141.11 parágrafo (a)(2)(i) devem atender integralmente aos requisitos para elaboração de um plano de curso especial definido no parágrafo (a)(2) da seção 141.55, que exige “planos das matérias da parte teórica” e “programa de instrução da parte prática”;
    O parágrafo 141.11(a)(2)(i) trata dos cursos para obtenção de CHT em aeronave tipo.
    A seção 141.55 trata das exigências para a homologação de cursos e, apesar do parágrafo (a)(2) listar os “planos das matérias da parte teórica” e o “programa de instrução da parte prática” como documentos que compõem o plano de curso especial, o parágrafo (a)(6) diz que “quando se propuserem a ministrar instrução de vôo, as escolas devem remeter os seguintes documentos…”, deixando clara a possibilidade de ministrar apenas o treinamento de solo.

    d) A “instrução teórica e instrução prática” citada no RBHA 141 em seu item 141.11 parágrafo (b) refere-se aos cursos onde há a previsão de curso teórico e prático isoladamente, o que não é o caso de nenhum curso com vistas a obtenção de habilitação de tipo;
    Aqui eu simplesmente não consigo acreditar no que leio. Ao que parece, o pessoal da ANAC, que não entende de aviação, também não entende de português!
    Vejamos o que diz o parágrafo referenciado:
    141.55(b) As escolas que pretendem homologar os cursos devem esclarecer, no requerimento, se pretendem encarregar-se do curso completo (instrução teórica e instrução prática) ou de apenas uma destas partes dos cursos, exceção feita aos cursos de Comissário de Vôo, Piloto Agrícola e Mecânico de Manutenção Aeronáutica, que não podem homologar as partes teórica e prática separadamente. (grifo meu)
    A mim parece claro que os cursos que não permitem a homologação separada das partes teórica e práticas são os cursos de Comissário de Vôo, Piloto Agrícola e Mecânico de Manutenção Aeronáutica.

    e) Conforme MMA 58-4 (Manual de Curso de Piloto Privado – Helicóptero) a “parte prática do Curso de Piloto Privado – Helicóptero compõe-se de: instrução no solo e prática de voo”, ou seja, a instrução de solo faz parte do curso prático de PPH, assim como também previsto no manual de curso de piloto comercial helicóptero;
    Estávamos tratando da revogação da homologação de cursos de treinamento de solo. Onde foi que mudamos para obtenção de licenças? O curso de PPH não visa uma habilitação técnica. Está é consequência. O foco é a obtenção da licença de PPH. O curso de PCH idem.

    f) O RBAC 142 claramente veda a possibilidade de existência de cursos de solo e voo isoladamente através da definição de currículo base apresentada na seção 142.3 (a)(8);
    Eu poderia investir um pouco de tempo e demonstrar que a definição de “currículo base” (RBAC 142.3(a)(8)) não traz nada que vede “a possibilidade de existência de cursos de solo e voo isoladamente”, mas vou me limitar a pontuar que os cursos que tiveram a homologação revogada são, em sua maioria, ministrados por escolas e, portanto, regidos pelo RBHA 141. Logo, este item seria aplicável apenas à Helibras. Seria, não fosse o fato já citado de que a definição de currículo base não proíbe a realização isolada de um curso ou outro.

    3. Considerando que é observado a existência de diversos curso de instrução de solo (“Ground School”) homologados sob RBHA 141 sem previsão nos regulamentos atualmente em vigor;
    A instrução de solo, além de prevista no próprio RBHA 141 (Subparte C – Homologação de Cursos, 141.53 – Exigências Gerais, (e) O interessado em obter homologação de curso(s) teórico(s), prático(s) ou teórico-prático(s) deve remeter ao IAC um requerimento…), também está prevista no RBAC 61 (61.213(a)(2)(i)).
    4. Considerando a possibilidade de atualmente haver alunos cursando os cursos de instrução de solo (“Ground School”) homologados sob RBHA 141, cuja carga horária típica é inferior a dez dias: e
    É verdade, mas apenas até o dia 15/06. Após essa data, haverá alunos realizando a instrução de solo e de voo com um PCH/PLAH habilitado no tipo, amparados pelo RBAC 61, parágrafo 61.213(a)(2)(iii) e (a)(3)(iii). Ou seja, a ANAC acaba com os Ground School’s nas escolas e os libera para serem ministrados por um PCH/PLAH. Hoje, para as aeronaves que não tem um curso prático aprovado, temos uma condição na qual o piloto faz o curso teórico em uma escola e complementa sua formação (curso prático) com um PCH/PLAH. Com a revogação desses cursos teóricos “avulsos”, sairemos dessa condição de curso teórico estruturado em escola e curso prático ministrado por um PCH/PLAH para uma condição de teórico e prático com PCH/PLAH. Não sou muito adepto à teorias de conspiração, mas me pergunto: Quem ganha com isso? Não sei. Há algum ganho em segurança ou em qualidade dos pilotos formados? Não creio.

    5. Considerando que o treinamento com vistas a obtenção de habilitação de tipo é um treinamento prático composto de instrução de solo e de voo, DECIDO:
    Realmente, para a obtenção de uma habilitação de tipo são necessários o treinamento de solo e de voo, entretanto, baseado na argumentação acima, conclui-se que estes não precisam ser necessariamente realizados em conjunto.

    6. Revogue-se a partir de 15/06/2015 todos os cursos de instrução de solo (“Ground School”) homologados e aprovados sob RBHA 141 ou RBAC 142; e
    Aqui temos apenas tecnicidades. Nenhum dos regulamentos (RBHA 141 / RBAC 142) prevê a revogação da homologação de curso. Em determinadas situações, o curso é suspenso.

    Voltando ao post/comentários, vejo que, em resposta a um de seus leitores, vc diz que “A Helibrás é CTAC/142, com outras regras”. Concordo. No entanto a Helibras é CT para toda a linha AirbusHelicopters. Pq apenas o Colibri teve o curso “desomologado” (para usar o seu termo)? Não me interprete mal. No meu ponto de vista, não há embasamento legal para “desomologar” nenhum.
    Em seguida vc diz que “há diversos CTACs para helicópteros”, e posta um link para um documento da ANAC. Pergunto: Vc leu esse documento?
    Creio que não. Lá temos dois, isso mesmo, dois CTACs no Brasil para helicópteros monomotor. Na verdade, para o EC30 e para o H350. Para todos os outros, o documento se limita a indicar um link para a relação de escolas, alertando para o fato de terem apenas treinamento de solo.
    Nessa mesma resposta vc diz “Se for mono, ou faz o treinamento em Escola/141, ou, se não tiver, faz com PCH/PLAH habilitado. Está no RBAC-61.” A bem da clareza, a prerrogativa de fazer o curso com PCH/PLAH não se restringe a helicópteros monomotor.
    Por fim, “escrever numa folha de papel “Treinamento completo do Esquilo: solo e voo”, e grampear junto os cadernos do treinamento de solo e de voo e encaminhar para a ANAC”!!! Diga que essa sugestão foi apenas uma brincadeira….
    Abraço,
    Nilton

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Caro Nilton,

      Sobre o seu texto (cujos argumentos acho bastante válidos), refaço a pergunta feita ao Bosco: qual a opinião do Audir sobre isso?
      Porque deste assunto em particular, vc e o Bosco conhecem muito mais do que eu… (Sem contar meu viés, digamos, simpático ao ponto de vista de vcs). Então, é claro que eu concordo com o que vc escreveu. Mas, certamente, não seria o caso dele (Audir), que deve ter argumentos em contrário. Daí a minha pergunta.
      Já quanto à questão do grampeador, evidentemente foi uma brincadeira que eu fiz com o Bosco.
      Abs,
      Raul

  3. Caro Raul,
    Volto ao assunto…
    A Portaria 1186 de 19MAI2015 diz: …considerando o que consta do processo 00065.47043/2015-99,
    Não achei esse processo.
    O despacho 8/2015/GCOI/SPO/RJ tem como REFERÊNCIA o processo 00065.047001/2015-58.
    Não conheço.
    Esse despacho começa assim:
    “1. Trata-se do processo 00065.047043/2015-99 sobre a análise técnica das aprovações de cursos teóricos “Ground School” emitidas pela ANAC sob RBHA 141.”
    “2. Considerando as análises apresentadas pelas notas técnicas…” (Não tenho acesso a essas notas técnicas)

    “a) O RBAC 61, apesar de ter em sua seção 61.213 (…) determina ser necessário o cumprimento integral de um programa de treinamento…”

    VEJAMOS O QUE DIZ O 61.213:

    “61.213 Concessão de habilitação de tipo
    (a) O candidato a uma habilitação de tipo deve cumprir o seguinte:
    (1) pré-requisitos:
    (i) ter sido aprovado em exame de conhecimentos teóricos da ANAC de Piloto de Linha
    Aérea, conforme estabelecido na seção 61.137 deste Regulamento, exceto para habilitações de
    helicópteros certificados para tripulação mínima de 1 (um) piloto, aviões turboélice com peso
    máximo de decolagem de até 5670 kg (12500 lbs ) e dirigíveis;
    (ii) para habilitação de tipo pertinente a uma aeronave anfíbia ou hidroaeronave, ser titular
    de habilitação de classe hidroavião ou anfíbio, ou possuir os requisitos necessários para a concessão
    de uma dessas habilitações;
    (iii) ter sido aprovado, nos 12 (doze) meses anteriores ao exame de proficiência, em exame
    teórico da ANAC de regulamentos aeronáuticos VFR ou IFR, conforme aplicável à certificação da
    aeronave;
    (2) conhecimentos teóricos e treinamento de solo:
    (i) o candidato a uma habilitação de tipo deve comprovar ter concluído com
    aproveitamento, nos 12 (doze) meses anteriores ao exame de proficiência, o programa de
    treinamento de solo para o tipo de aeronave em que pretenda obter a habilitação;
    (ii) o programa de treinamento de solo deve ser conduzido:
    (A) em CTAC, para aviões, helicópteros com dois ou mais motores, dirigíveis e
    aeronaves de sustentação por potência; ou
    (B) em CTAC, escolas de aviação civil ou aeroclubes, para helicópteros monomotores;
    (C) o programa de treinamento de solo deve estar aprovado ou validado pela ANAC;
    (iii) caso não exista, até a data em que o candidato iniciar o treinamento de solo, CTAC,
    escola de aviação civil ou aeroclube certificado ou validado pela ANAC para ministrá-lo, o
    treinamento de solo poderá ser ministrado por um PC ou PLA habilitado e qualificado na aeronave;
    (iv) o tipo de aeronave e o treinamento de solo deverão ser registrados pelo candidato na
    CIV Digital, bem como registrados e assinados pelo instrutor na CIV do candidato;
    (3) treinamento de voo:
    Data da emissão: 12 de novembro de 2014 RBAC nº 61
    Emenda nº 05
    Origem: SPO 63/89
    (i) o candidato a uma habilitação de tipo deve comprovar ter concluído com
    aproveitamento, nos 6 (seis) meses anteriores ao exame de proficiência, o programa de treinamento
    de voo para o tipo de aeronave em que pretenda obter a habilitação;
    (ii) o programa de treinamento de voo deve ser conduzido:
    (A) em CTAC, para aviões, helicópteros com dois ou mais motores, dirigíveis e
    aeronaves de sustentação por potência; ou
    (B) em CTAC, escolas de aviação civil ou aeroclubes, para helicópteros monomotores;
    (C) o programa de treinamento de voo deve estar aprovado ou validado pela ANAC; e
    (D) caso sejam utilizados dispositivos de treinamento para simulação de voo (FSTD),
    tais dispositivos devem estar qualificados ou validados pela ANAC;
    (iii) caso não exista, até a data em que o candidato iniciar o treinamento de voo, CTAC,
    escola de aviação civil ou aeroclube certificado ou validado pela ANAC para ministrá-lo, o
    treinamento de voo poderá ser ministrado por um PC ou PLA habilitado e qualificado na aeronave,
    desde que inclua, no mínimo:
    (A) 20 (vinte) horas de voo para aviões turbojato e 12 (doze) horas de voo para aviões
    turboélice ou convencionais;
    (B) para a categoria helicóptero:
    ( 1 ) 5 (cinco) horas de voo para helicópteros com peso máximo de decolagem até
    3175 kg (7000 lbs ) e 9 (nove) ou menos assentos de passageiros;
    ( 2 ) 8 (oito) horas de voo para helicópteros com peso máximo de decolagem até
    9071 kg (20000 lbs);
    ( 3 ) 10 (dez) horas de voo para helicópteros com peso máximo de decolagem acima
    de 9071 kg (20000 lbs );
    (iv) o tipo de aeronave e o treinamento de voo devem ser registrados na CIV Digital pelo
    candidato, bem como registrados e assinados pelo instrutor na CIV do candidato; ”

    E DAÍ? TEM-SE DE CUMPRIR UM PROGRAMA INTEGRAL! EM ALGUMA ÉPOCA FOI DIFERENTE?

    “b) O RBAC 61 expressa claramente no parágrafo (b) da seção 61.215 a necessidade cumprimento de treinamento conjunto (teórico e prático) em organização de instrução para revalidação de habilitação de tipo;

    VAMOS AO 61.215

    “61.215 Revalidação de habilitação de tipo
    (a) Para revalidar uma habilitação de tipo, o requerente deve:
    Data da emissão: 12 de novembro de 2014 RBAC nº 61
    Emenda nº 05
    Origem: SPO 64/89
    (1) ter concluído, com aproveitamento, nos 6 (seis) meses anteriores ao exame de
    proficiência, treinamento de solo e de voo para a revalidação da habilitação referente ao tipo da
    aeronave requerida; e
    (2) ser aprovado em exame de proficiência realizado em conformidade com o parágrafo
    61.213(a)(4) deste Regulamento;
    (b) Os treinamentos de solo e de voo para revalidação devem ser conduzidos:
    (1) em CTAC, para aviões, helicópteros com dois ou mais motores, dirigíveis e aeronaves de
    sustentação por potência; ou
    (2) em CTAC, escolas de aviação civil ou aeroclubes, para helicópteros monomotores;
    (c) Caso não exista, até a data em que o candidato iniciar o treinamento para revalidação, CTAC,
    escola de aviação civil ou aeroclube certificado ou validado pela ANAC para ministrá-lo, esse
    treinamento poderá ser ministrado por um PC ou PLA habilitado e qualificado na aeronave. O
    treinamento deverá, nesse caso, incluir, no mínimo, 20% (vinte por cento) das horas de voo
    previstas nos parágrafos 61.213(a)(3)(iii)(A) ou 61.213(a)(3)(iii)(B), conforme aplicável.
    (c)-I Para os candidatos que iniciarem o treinamento de voo até 12 de novembro de 2015, a
    revalidação poderá ser feita com o treinamento previsto no parágrafo 61.215(c), ainda que exista
    CTAC, escola de aviação civil ou aeroclube certificado ou validado para o tipo. (Incluído pela
    Resolução nº 347, de 10 de novembro de 2014)
    (d) Para pilotos empregados em empresas aéreas, os treinamentos de solo e de voo para a
    concessão e revalidação da habilitação de tipo devem ser feitos nos termos do RBAC 121 ou 135,
    como aplicável.”

    ALGUÉM, POR GENTILEZA, PODERIA AJUDAR-ME INDICANDO ONDE ESTÁ EXPRESSO CLARAMENTE A NECESSIDADE DE TREINAMENTO CONJUNTO?

    Quando o tal despacho fala do RBHA 141, não vou tomar o tempo dos leitores com o amontoado de argumentos falaciosos. Coloco, apenas o RBHA 141.11 (b) que o autor do tal processo entendeu errado.

    “e) A “instrução teórica e instrução prática”citada no RBHA 141 em seu item 141.11 parágrafo (b) refere-se as cursos onde há a previsão de curso teórico e prático isoladamente, o que não é o caso de nenhum curso com vistas a obtenção de habilitação de tipo;”

    VEJAM O TEXTO DO RBHA 141.11 (b)

    “(b) As escolas que pretendem homologar os cursos devem esclarecer, no requerimento, se pretendem encarregar-se do curso completo (instrução teórica e instrução prática) ou de apenas uma destas partes dos cursos, exceção feita aos cursos de Comissário de Vôo, Piloto Agrícola e Mecânico de Manutenção Aeronáutica, que não podem homologar as partes teórica e prática separadamente.”

    ESTE ITEM FALA EXATAMENTE O CONTRÁRIO. PARECE QUE HÁ ALGUÉM PRECISANDO VOLTAR AO ENSINO FUNDAMENTAL.

    Não é de se estranhar encontrar esse tipo de inversão de entendimento em um texto de alguém que não sabe pontuar, usar a crase, entre outros erros de Português.

    PARECE TRATAR-SE DE UM CASO TÍPICO DE ANALFABETISMO FUNCIONAL.

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Se eu te conheço, Bosco, vc já deve ter questionado isso ao Audir. Obteve alguma resposta?

  4. Caio sergio
    3 anos ago

    Acredito que está atitude vem com boas intenções. Assim como muitas outras que nosso orgam regulador já teve. Mas como muitas outras atitudes a Anac agitou o mercado e deixou muitas dúvidas. E sem perceber criam problemas novos para serem solucionados com medidadas provisórias e assim arrastam problemas em vez de resolvê-los.
    Não queria ser mais um piloto em agredir ou reclamar das péssimas decisões. As pessoas que tomam decisões hoje, são muito mal acessoradas e em vez de ajudar, atrapalham aqueles que querem e precisam da aviação.

    Queria tirar uma dúvida. Pra pessoas que voam monomotores a pistão não mudou muito. Pois a hora de voo está dentro de um orçamento razoável para um piloto. Mas pra quem está pretendendo voar máquinas maiores a reação.
    Eles podem fazer graund nas escolas e voar em máquinas particulares pra diminuir os custos. Ou são obrigadas a fazer além do ground a parte prática dentro das escolas?
    Tornando a aglutinação de novas habilitações algo estratosferico no curso de piloto.

  5. Fabio Amaral
    3 anos ago

    Legal, agora a Helibrás nao pode mais oferecer o Ground dos helicópteros que fabrica.

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Negativo, só o treinamento do Colibri foi ‘desomologado’.

  6. Alvaro Albuquerque
    3 anos ago

    E como fica por exemplo o Bell JET Ranger a qual nenhuma escola possui o curso prático !? Vai permanecer só o Ground teórico!? Ou no caso desses tipos a qual a escola não possua máquina para o curso este poderá ser dado por um PC ou INVH habilitado no tipo!? A escola não poderá dar mas um PC/INVH sim!? Quando eu penso que todo esse movimento era para virar Classe… Legalmente, pelo óptica do direito do consumidor não seria uma venda casada!?

    • Flavio Fernandes
      3 anos ago

      É e o pior que não é só o caso do jet! Na verdade tirando o R22 e o R44, pelo visto mais nenha escola e nem CT tem nenhuma máquina!
      Helibras não tem máquinas disponíveis para linha eurocopter , Bell não existe CT, Robinson tb não, Augusta sim na Itália, MD tb não existe… Esqci mais alguma?? E ainda por cima não podemos treinar com PC/PLAH, não podemos checar pois não existe checador… Pow está complicado ser piloto nesse Brasil… Se exige mt mas não se tem estrutura pra tal! Espero que pelo menos liberem os PCS E PLAH para nos ajudar…

      • raulmarinho
        3 anos ago

        Acredito que suas dúvidas já tenham sido respondidas em outro comentário. Se ficou algo para trás, volte a comentar, por favor.

    • Flávio Fernandes
      3 anos ago

      (Escrevi uns comentários antes porém acho q não foi postado!)

      É meu camarada eu por exemplo fiz o ground do Jet Ranger e do R44 em Fevereiro, tb não sei como fica!
      O que eu não consigo entender é como um Centro de Treinamento não fica habilitado, sendo que ele possui a maquina para treinamento! (EFAI)

      Já no caso da Helibras, pelo que eu sei eles não possuem nenhum equipamento e estão liberados para dar o treinamento “completo” praticamente toda família Eurocopter, tirando apenas o Colibri que pelo visto foi retirado não só deles, como de todas as escolas e C.T.

      Pelo que sei até agora único Centro de Treinamento que existe seria da Agusta do A109 na Itália.
      A linha Bell, MD, Robinson tb não possuem CTs. (pelo menos para maquinas de pequeno porte – executivo)

      Já falta checadores, agora falta CTs, Acho que existe muita exigência para pouca estrutura!
      Espero que agora possamos pelo menos fazer ground e horas com algum PC/PLAH pelo menos, já que cada dia que passa fica mais difícil ser piloto por aqui!

      Grande abraço!

      • raulmarinho
        3 anos ago

        É meu camarada eu por exemplo fiz o ground do Jet Ranger e do R44 em Fevereiro, tb não sei como fica!
        =>Em princípio, vc teria até 15/06 para checar esses TIPOs, e depois disso o seu treinamento perderia a validade.

        O que eu não consigo entender é como um Centro de Treinamento não fica habilitado, sendo que ele possui a maquina para treinamento! (EFAI)
        =>A EFAI não é um CTAC/142, mas uma Escola/141. Veja minha resposta ao Bosco, com a hipótese que levantei sobre a ‘desomologação’ da EFAI.

        Já no caso da Helibras, pelo que eu sei eles não possuem nenhum equipamento e estão liberados para dar o treinamento “completo” praticamente toda família Eurocopter, tirando apenas o Colibri que pelo visto foi retirado não só deles, como de todas as escolas e C.T.
        =>A Helibrás é CTAC/142, com outras regras.

        Pelo que sei até agora único Centro de Treinamento que existe seria da Agusta do A109 na Itália.
        =>Negativo, há diversos CTACs para helicópteros, vide http://www2.anac.gov.br/Arquivos/pdf/Lista_de_Treinamentos_de_Tipo.pdf

        A linha Bell, MD, Robinson tb não possuem CTs. (pelo menos para maquinas de pequeno porte – executivo)
        =>Se for mono, ou faz o treinamento em Escola/141, ou, se não tiver, faz com PCH/PLAH habilitado. Está no RBAC-61.

        Já falta checadores, agora falta CTs, Acho que existe muita exigência para pouca estrutura!
        =>Isso é verdade!

        Espero que agora possamos pelo menos fazer ground e horas com algum PC/PLAH pelo menos, já que cada dia que passa fica mais difícil ser piloto por aqui!
        =>Se a ANAC não homologar nenhuma Escola, é a alternativa já prevista em regulamento. O que seria péssimo em termos de segurança de voo…

        • Alvaro Albuquerque
          3 anos ago

          Então Raul, por exemplo dia 17 após a desomologação dos Ground eu posso pedir para um amigo PC me da o Ground e ir para uma escola com checador credenciado e fazer o check!?

          • raulmarinho
            3 anos ago

            Se for um TIPO sem treinamento homologado em alguma escola ou CTAC, sim – como ocorre com qualquer avião TIPO nesta situação.

        • Pedro
          3 anos ago

          Olá Raul! Procurei pela resposta da minha dúvida nos comentários anteriores, mas não encontrei uma resposta clara.
          Fiz o ground do R44 em escola (antes de 15/06), e a instrução prática com PCH habilitado, em anv particular. Porém ainda não chequei.

          Quando você diz:
          “=>Em princípio, vc teria até 15/06 para checar esses TIPOs, e depois disso o seu treinamento perderia a validade.”

          Quer dizer que o ground que eu fiz antes da minha instrução prática não será válido para o meu processo de cheque, mesmo eu tendo feito antes da data dessa mudança (15/06)?

          Se sim, terei que fazer um novo ground com o PCH habilitado na anv, pelo meu entendimento. Porém, a Anac irá aceitar em minha CIV uma declaração de intrução teórica depois da instrução prática!? Como lançar na CIV uma instrução teórica após os voos de intrução prática!?

          Me desculpe se estou insistindo em uma dúvida que já foi sanada. Porém gostaria de uma resposta clara, pois dependo disso para dar andamento ao meu processo. E desde já, obrigado pela atenção!

          • raulmarinho
            3 anos ago

            Pedro, essa questão é difícil também para mim. A regra está confusa, como vc pode ver pelos comentários.
            Mas, pelo que entendi, se vc não checar até 15/06, vc vai ter que refazer o treinamento teórico e prático “casados” numa escola homologada para tal. Não será mais possível fazer o ground numa escola e o treinamento prático com PCH habilitado – pelo menos para aeronaves como o R44, que estão disponíveis nas escolas.

            • Pedro
              3 anos ago

              Obrigado pelo contato Raul.

              Aí surge mais uma dúvida: de acordo com a tabela que a Anac disponibiliza mostrando a “Lista de treinamentos de tipo aprovados pela Anac”, para o modelo R44 a obrigatoriedade de se fazer o treinamento em Escolas ou Aeroclubes se dá somente ao treinamento teórico. Até por esse motivo fiz minha instrução prática com PCH em anv particular, e o ground em escola, como a Anac pedia até então. Porém com essa nova regra, a única obrigatoriedade que era o ground school em escola ou aeroclube deixa de existir, e os pretendentes à cht do R44 poderão fazer tanto a parte teórica quanto prática com um PCH habilitado na anv!? E no meu caso que já fiz a parte prática, eles aceitarão em minha CIV a parte teórica depois de ter voado!? E quanto ao cheque, poderei realizá-lo em escola, ou nesse caso só posso checar na ANV que fiz minha instrução!?

              (desculpe lhe incomodar para conseguir o mínimo de informações, pois tento de todas as maneiras encontrar essas respostas junto a ANAC e não obtive resposta nenhuma até agora)

              • raulmarinho
                3 anos ago

                Pedro, é o seguinte:
                -De fato, na lista de CTACs da ANAC, aparece somente o treinamento teórico para as escolas;
                -De fato, se vc entra no sistema da ANAC, vc entende que a escola oferece somente o treinamento teórico;
                -Inclusive, eu simulei o caso da EFAI, e apareceu este documento [http://www2.anac.gov.br/educator/cursos.asp?CNPJ=03.622.266/0001-64] dizendo que, no caso do R44, a escola estaria apta a dar o treinamento teórico até 21/11/2016.
                Porém, a Portaria e o Ofício citados neste post são em sentido contrário!
                O que vale? Também não sei…

    • Flavio Fernandes
      3 anos ago

      É impressão minha ou os comentários estão sendo manipulados?
      Já tentei comentar 3 x aqui, e não consigo colocar ele no ar!

      Só Pq o meu único comentário é como a helibras está homologada para dar treinamento completo sem ter máquinas disponíveis para tal???

      Fico triste em ver isto, logo em um blog q acompanho e vejo q é mt útil a comunidade aeronáutica….

      • raulmarinho
        3 anos ago

        Na verdade, os comentários NÂO estão sendo “manipulados” e é esta a raiz da sua reclamação…
        Não sei se vc sabe, mas este é um blog moderado, e eu preciso aprovar os comentários feitos por quem nunca comentou antes, como é o seu caso. Mas estava viajando no final de semana, quando vc os postou, e por isso eles ficaram pendentes (estão até agora). A partir de agora, vou verificá-los e aprová-los (ou não), fique sossegado.

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Vou questionar isso à ANAC e posto a resposta assim que possível.
      Mas venda casada é outra coisa, não se aplica ao caso.

  7. Evandro Silvestri Bonato
    3 anos ago

    E no meu caso que já tenho o ground será que ele vai deixar de ter validade e vou ter que fazer tudo denovo depois do dia 15/06?

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Pelo que está escrito, sim.

  8. Flávio Fernandes
    3 anos ago

    Bom dia Raú!
    Vi que a helibras tb perdeu o direito do colibri, só que não entendo como o bosco perdeu o direito dele dos grounds e prático,já que ele possui a máquina inscrita na escola. E a helibras pelo q eu saiba não possui nenhum equipamento inscrito lá neles…. E que vc qnd pretende checar ou rechecar, vc tem que levar seu equipamento!
    Acho q não faz mt sentido isso… Como algo é completo se não possui o equipamento disponível???
    E quem fez os grounds? Como eu no caso? Fiz um ground do jet ranger e do r44 em fevereiro deste ano? Ficam válidos por qnt tempo?

    Abraço!

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Flávio, veja as outras respostas. Se ainda restarem dúvidas, volte a comentar.

  9. Daniel Levy
    3 anos ago

    Então não será mais possivel eu fazer o ground numa escola e utilizar uma aeronave de um amigo por exemplo com plah ministrando 5h e um inspac checando? Para incluir um tipo terei que pagar horas a uma escola?

    • raulmarinho
      3 anos ago

      É a intenção da ANAC.

  10. Thiago Werneck
    3 anos ago

    Raul, no caso a pessoa que quiser fazer o ground de uma máquina, ex R66, ela não poderá fazer só o ground sem fazer as horas??

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Em princípio, não.

  11. Então, por que a EFAI, que tem o treinamento de solo e de voo do Esquilo, teve os dois cancelados?

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Pelo que entendi do Despacho No.8, isso deve ter ocorrido porque os treinamentos de solo e de voo são oferecidos ‘solteiros’, isto é: um piloto pode comprar só o treinamento de solo, só o treinamento de voo, ou os dois. Portanto, entendo que se vc oferecer o treinamento do Esquilo ‘casado’ (solo+voo), o Audir deveria re-homologar a EFAI para o treinamento do Esquilo. Vc conhece muito mais do assunto do que eu, Bosco, então corrija-me se eu estiver enganado, mas na prática, se vc escrever numa folha de papel “Treinamento completo do Esquilo: solo e voo”, e grampear junto os cadernos do treinamento de solo e de voo que vc tem hoje, a ANAC deveria homologá-lo.

      • Nico
        3 anos ago

        Acho que como vc mesmo disse somente os cursos teóricos (solteiros) foram cancelados. Não podendo o aluno realizar o curso teórico sem o prático.
        Porém como o próprio despacho da ANAC diz, o curso prático já engloba a parte teórica, e estes não foram cancelados. Sendo assim, a EFAI e todas as outras escolas com cursos práticos homologados continuarão a realizar seus cursos, não podendo porém, ministrar cursos teóricos sem que seja realizada a parte prática.
        Existe algumas escolas que tem um curso teórico de R44 homologado e não tem R44 na frota para realizar o prático.
        Portanto, no meu entendimento, esse procedimento da ANAC visa cancelar esses cursos teóricos, não havendo a necessidade de nova homologação.

        • raulmarinho
          3 anos ago

          Seu raciocínio faz sentido, e pode ser que seja isso mesmo. Mas não sei se a ANAC concorda…

  12. Hubner
    3 anos ago

    Muito bem, faz todo o sentido.
    Mas, Raul, qual escola está homologada assim?

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Não sei. Mas, por exemplo, quando vc obtém uma hab.TIPO num curso de PPH ou de PCH, já é assim “desde sempre”.

      • Hubner
        3 anos ago

        Minha preocupação é que não exista uma política de readequação das escolas e provoque muito mais danos do que soluções.

      • Hubner
        3 anos ago

        Quantas escolas tem 5, 6 tipos diferentes de mono e poderão se readequar?
        É natural que as escolas que ofereçam ground sem ter a aeronave fiquem de fora. Isso faz sentido. Mas e as demais?

  13. Raphael
    3 anos ago

    Então a pessoa que for tirar a Habilitação de tipo não poderá fazer o ground solo em uma instituição A e a prática em instituição B… Deverá ser feito tudo em uma única escola e com o mesmo processo de treinamento ?

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Exato.

      • Raphael
        3 anos ago

        Grato.

Deixe uma resposta