ATENÇÃO: ANAC publica Manual do Curso Prático de IFRH sob capota que inclui as orientações para a instrução IFR do curso de PCH/Visual

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O Diário Oficial de hoje trouxe a publicação da Portaria N°1349/SPO, com o objetivo de colocar em vigor a IS N°61-002C, que trata do Manual do Curso Prático de IFRH “sob capota” (ironicamente, o item 5.3 da IS proíbe expressamente o uso de capotas no para-brisas das aeronaves, mas enfim…). Ocorre que, além das instruções para o treinamento cuja finalidade é a obtenção da habilitação IFRH, esta IS também tem um apêndice específico para tratar dos voos IFR do curso de PCH/Visual – que tem sido alvo de grande polêmica desde a entrada em vigor da EMD004 ao RBAC-61 em setembro de 2014, que tornou obrigatória tal instrução.

Para quem deseja obter a habilitação IFRH, a leitura deste documento é obrigatória; e para quem só deseja cumprir com os requisitos mínimos de instrução IFR para a obtenção da licença de PCH, é recomendável ler pelo menos o Apêndice C, cujos itens finais (C10 e C11) eu reproduzo a seguir, dado sua redação enigmática:

IFRH

Antes que me perguntem, eu não entendi exatamente o que estes itens querem dizer. Mas vou solicitar à ANAC que esclareça este trecho e, assim que possível, publico aqui o que se quer dizer com o trecho acima.

8 comments

  1. Bruno Aredes
    3 anos ago

    Pessoal, sou examinador e coordenador de curso prático em uma escola que possui simulador e helicóptero homologados, acho que posso dar algumas informações:
    1 – Cheque em R22 (a princípio) pode ser viável, porém entra em discussão se sua performance seria o suficiente para cumprir procedimentos ILS. Em uma reunião que participei na ANAC, disseram que provavelmente não homologariam R22 para cumprir todo o programa, mas sim, a primeira parte do mesmo. Só penso em quem teria interesse em ter dois helicópteros homologados: um para cada parte do treinamento…
    2 – Raul, acredito que o prazo de 31/12/15 é para que, finalmente, as escolas cumpram o que já está em discussão –inclusive aqui no blog– há algum tempo, desde a publicação do RBAC EMD 01 em junho de 2013, A própria IS 61-002c diz o motivo da adequação:
    Apêndice C – C2. ” A inclusão deste requisito teve por objetivo adequar a regulamentação brasileira ao previsto subparágrafo 2.4.4.1.1.1.c do Anexo 1 à Convenção de Aviação Civil Internacional, da qual o Brasil é signatário.””

    3 – Desde 22/09/2014 (RBAC 61 EMD 04) nenhuma escola checa PCH sem ter os equipamentos para o treinamento IFR e o programa de treinamento aprovado pela ANAC. A escola que trabalho passou um período de aproximadamente 4 meses sem checar PCH até conseguir as homologações que faltavam.
    Vale ressaltar que além dos equipamentos para instrução IFRH, o INVH deve possuir, no mínimo, 50h IFRH real e em comando para ministrar esse treinamento .

    • Gean Azevedo
      3 anos ago

      Grande B. Aredes!!!
      Sempre focado e buscando o melhor para todos nós…
      Saudades dessa galera boa aí, um abraço Azevedo!!!

  2. Batistaca
    3 anos ago

    Gostaria de saber, se será possível cheque IFRH nos R22????

    • raulmarinho
      3 anos ago

      É o que diz a IS.

  3. JC Medau
    3 anos ago

    Os itens C10 e C11 querem dizer que não é possível ter um curso de PCH homologado pela ANAC sem ter helicópteros e dispositivos de treinamento necessários para cumprir as manobras do item C9 durante um curso de PCH visual. Ou seja, as escolas necessariamente deverão ter meios homologados para os alunos treinarem tais manobras.

    • raulmarinho
      3 anos ago

      Ok, mas e este “waiver” que o regulamento dá até 31/12/15, é para quê, exatamente? Essa é que é a dúvida.

      • JC Medau
        3 anos ago

        Entendo que uma escola que tenha homologado um curso de PCH antes de 22/09/14 e não disponha de FTD / aeronave para treinar as manobras requeridas por C.9, poderá continuar ministrando o curso tal qual foi homologado (sem as manobras) até 31/12/2015. Depois dessa data a homologação no “estilo antigo” não poderá mais ser usada e a escola terá que adquirir um FTD e/ou retrofitar os helicópteros para atender aos novos requisitos. É uma forma de não “groundear” as escolas já homologadas e dar um prazo para que façam as devidas atualizações.

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