Os candidatos a uma licença de PPA deveriam ser obrigados a demonstrar capacidade para recuperação de parafusos no voo de cheque?

By: Author Raul MarinhoPosted on
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De acordo com este post do BoldMethod, 13,7% dos acidentes aeronáuticos na aviação geral estão relacionados a estol/parafuso (o blog não especifica a fonte, mas supõe-se que sejam dados relativos ao ambiente dos EUA). E, tanto lá quanto cá, a autoridade reguladora não exige dos candidatos a uma licença de PPA que demonstrem capacidade para recuperação de parafusos no voo de cheque. Por isso, o BoldMethod incluiu no post acima citado uma enquete para aferir a opinião dos leitores sobre a obrigatoriedade de que os postulantes à licença de PPA tenham que demonstrar tal habilidade, que ora reproduzo aqui no blog. Depois, vamos comparar ambos resultados para ver se a opinião dos aviadores brasileiros é muito diferente da dos americanos.

19 comments

  1. Conrado
    3 anos ago

    O problema não é demonstrar que sabe sair. O negócio é saber não deixar entrar em parafuso!!! Há uma grande incidência de parafusos inadvertidos nas curvas do circuito. Aí só um piloto acrobático pra sair com a rapidez que a pouca altitude impõe!!!

  2. Alisson Sabaine
    3 anos ago

    Nao concordo, isso nao é coisa de se arriscar em voo de Cheque. Em simulador eu apoio a ideia, agora no cheque e na vida real nao.

  3. Lauro
    3 anos ago

    Passarinho que come pedra sabe o c… que tem! Ou seja um COMANDANTE deve saber as limitações, tanto suas quanto da aeronave que está comandando.

  4. Eduardo
    3 anos ago

    O problema que a instrução é falha em algumas escolas! Já ouvi falar de escola em Goiânia-go cque o instrutor não deixa o aluno acionar , taxiar , fazer a fonia é muito menos pousar . Gasta 14 mil em voos panorâmicos . Imagina realizar um parafuso !

  5. Chumbrega
    3 anos ago

    Essa é uma boa idéia, nos EUA todo aluno do curso de CFI tem que fazer entrada e saída de parafuso. Mas acho uma idéia ainda melhor ensinar a como não entrar em parafuso in the first place. +- como é feito em companhia aérea em relação a stol e atitude anormal, até porque once you get there…

  6. Frederico
    3 anos ago

    Muito boa idéia! Ai começariam a morrer alunos e instrutores de voo! Melhor impossível!

    • Chumbrega
      3 anos ago

      Nem tanto. Nos EUA fazem muito spin training. Não para curso de PP, como propõe o Raul. Mas no inva sim. Eu não sei se sou exceção, mas já trabalhei de inva e nunca fiz parafuso. Talvez seja só eu, mas acho q não. Da mesma forma que aqui no Brasil neguinho nunca cortou motor em vôo no curso de multi, nunca aproximou mono voando multi. Lá nos EUA isso é currículo mínimo. Aqui checador pode dar instrução em cheque (vide IS-002), lá se checador bota a mão é pau na hora. Enfim…

  7. Ilo Rego
    3 anos ago

    Acredito que as aeronaves que temos nas escolas não aguentariam esses exercícios, mos poderia ter um treinamento em simuladores, alguma coisa tem que ser feita.

  8. Soul Stealer
    3 anos ago

    Seria interessante? Muito!
    As aeronaves de instrução do BR tem capacidade pra passarem por esse tipo de esforço estrutural várias vezes por dia? Absolutamente não.

  9. Enderson Rafael
    3 anos ago

    Assim como com o stall, entrar em parafuso não é lá tão fácil assim. Já sair do parafuso depende da habilidade do piloto e da resistência do equipamento. A grande questão é: o benefício vale o risco da manobra em aviões frágeis e antigos?

  10. robson
    3 anos ago

    eu ensino parafuso para meus alunos. e a regra não diz que não pode!!!

  11. Diego
    3 anos ago

    Leve-se em consideração que nem toda aeronave de instrução permite parafuso intencional.

  12. Lauro
    3 anos ago

    Qdo fiz o pp era obrigatorio estol e estol de asa.

  13. augustogentile
    3 anos ago

    Primeiro, o moço de Cascavel faleceu por parafuso; ontem, parece que o king air veio até o chão em parafuso. E a galera te chama de louco quando tu ensina saída de parafuso.

    • Pedro Augusto
      3 anos ago

      E o mistério Augusto? kkkkk…o problema no Brasil é o famoso pano preto. Algum dia alguém falou que um parafuso intencional é super perigoso que a estrutura da aeronave sofre um absurdo e não sei o que, e assim se espalhou esse conhecimento. Não to dizendo que é mentira mas não se pode generalizar. Um exemplo. O cessna 150 é aprovado para parafusos intencionais porem com baixa aceleração. Então se o piloto der uma “papirada” no manual vai ver que se aplicar a técnica de maneira correta vai ver que a estrutura sofre igual uma curva de grande inclinação e a recuperação não supera a carga g igual da recuperação de um stol. Digo STOL mesmo, aquele em que se perde uns 300 pés de altitude. Então assim que se faz o mistério de na aviação brasileira!

  14. Francisco Acioli
    3 anos ago

    Bom dia Raul, no meu Cheque inicial de PPA em 1990, meu checador avaliador foi um major da força aérea. .ele fez eu voar 02:40 isso mesmo..duas horas e quarenta minutos..até recuperação de parafuso o danado me ensinou… .ele apertou os cheques e recheques na época ..conclusão. .foi transferido. .

    • Rafael
      3 anos ago

      O difícil é achar alguma aeronave adequada para a execução de parafusos com segurança! A grande maioria das aeronaves de instrução no Brasil são aeronaves antigas e com a estrutura de certa forma frágil, vide ab115, paulistinha, não da pra ter certeza se essas aeronaves aguentam o tranco! Já os c152 acro já seriam uma boa opção, pois tem estrutura mais resistente! Mas que seria de extrema importancia o ensino de recuperação de parafusos para treinar não somente a execução da manobra, mas para dar tranquilidade e calma na hora de um parafuso acidental, assim evitando o congelamento do piloto!

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