Futuro sombrio para o segmento de asas rotativas? Calma, não é bem assim!

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O Estadão de ontem publicou uma matéria produzida pela The Economist – “Rotores travados” – de viés bastante pessimista sobre o futuro para o segmento de asas rotativas. Mas, a despeito do mercado atual do Brasil realmente estar bastante sombrio (não só para a aviação, e não exclusivamente para helicópteros), é preciso compreender que a análise da “The Economist” está focada na indústria global, e não no mercado de trabalho brasileiro. Além disso, trata-se de uma perspectiva de muito longo prazo, baseada em premissas que podem ou não se confirmar, relativas a avanços tecnológicos (drones), e em investimento em helicópteros militares e para a exploração de petróleo em plataformas oceânicas.

Então, da mesma forma que eu entendo que o tal estudo da Boeing para o futuro dos pilotos de avião é de um otimismo questionável, acredito que o pessimismo desta matéria também tenha que ser relativizado. Para o piloto de helicóptero brasileiro do futuro, os fatores mencionados pela The Economist deverão ter uma importância bem menor do que questões econômicas, políticas, regulatórias e ambientais do Brasil e do mundo. Isso sem contar com os fatores que nem se imagina que possam acontecer, como inovações em tecnologias de transporte urbano, de organização das cidades, e até mesmo de criminalidade (lembrando que boa parte dos helicópteros do Brasil é utilizado para deslocamentos urbanos para fugir dos congestionamentos e da violência urbana). Ou seja: são tantos os fatores a influenciar o segmento de asas rotativas no longo prazo, que acho que não dá para fazer uma previsão com um mínimo de utilidade prática.

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